<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-7528806873735773434</id><updated>2011-12-19T14:51:22.806Z</updated><category term='Adelaide Rocha'/><category term='José F. Graça'/><category term='L.Milhano'/><category term='pintura'/><category term='Ana Telo'/><category term='João Fialho'/><category term='Lino Marmeleiro'/><category term='Lino Mendes'/><category term='Ana Oliveira'/><category term='Mostra Fotográfica'/><category term='Beto Santos'/><category term='Ammaia'/><category term='Alentejo'/><category term='da Cruz Luna'/><category term='José Borralho'/><category term='Carlos Eduardo da Cruz Luna'/><category term='Helena Melo'/><category term='Alentejo Joaquim'/><category term='Arraiolos'/><category term='vídeo de ouro'/><category term='CaetanoSouto-Maior'/><category term='conto'/><category term='fotografia'/><category term='Maria Guerra'/><category term='Isaurindo Sempão'/><category term='Nossa Senhora da Conceição'/><category term='Santiago Maior'/><category term='vídeo dailymotion'/><category term='Vicente Lusitano'/><category term='São Braz dos Matos'/><category term='Odivelas'/><category term='Évora'/><category term='Maria José Carvalho'/><category term='Viana do Alentejo'/><category term='Costa Vicentina'/><category term='Fátima Martelo'/><category term='Casa do Alentejo'/><category term='Cante Alentejano'/><category term='Poesia em décimas'/><category term='Monforte'/><category term='Ouguela'/><category term='vídeos'/><category term='José Rabaça Gaspar'/><category term='Marvão'/><category term='Cina Santos'/><category term='Delmiro Palma'/><category term='Vicktor Reis'/><category term='poesia'/><category term='Amieira'/><category term='Portalegre'/><category term='Terena'/><category term='Nossa Senhora d&apos;Aires'/><category term='Juromenha'/><category term='artigo de opinião'/><category term='Prof. Joaquim Roque'/><category term='Cabeço de Vide'/><category term='Dália Pinto Pinto'/><category term='Ameada'/><category term='Dinis Cortes'/><category term='Monsaraz'/><category term='Maria Joana Correia'/><category term='Capelins (Santo António)'/><category term='Castelo Vide'/><category term='Elvas'/><category term='Juromenha (Nossa Senhora do Loreto)'/><category term='João Rodrigues Mouro'/><category term='Benavila'/><category term='António Pires'/><category term='Aires Tinoco'/><category term='Passatempo &quot;Lembrando o Alentejo&quot;'/><category term='Carla Monte'/><category term='Portel'/><category term='Ricardo Zambujo'/><category term='António Leitão'/><category term='Avis'/><category term='Maria Dias'/><category term='Vidigueira'/><category term='Penedo Gordo'/><category term='Idalina Silva'/><category term='Campo Maior'/><category term='Olivença'/><category term='Maria Antonieta Oliveira'/><category term='Rui Figueiredo'/><category term='Alandroal'/><category term='Além-Guadiana'/><category term='José Alberto Câmara Manoel'/><category term='cultura alentejana'/><category term='Lino Rosa'/><category term='Pautas musicais'/><category term='José Fernandes'/><title type='text'>ALENTEJANOS NO FACEBOOK</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://alentejanosnofacebook.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7528806873735773434/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alentejanosnofacebook.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Luis Milhano (Lumife-Alvito)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17742420842631935865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='23' src='http://1.bp.blogspot.com/-qqFCe8ytvXo/TmXeK-VaMAI/AAAAAAAAAkw/I9f4dEYD7JI/s220/alentejanos.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>77</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7528806873735773434.post-4909935272619044527</id><published>2011-12-19T14:48:00.001Z</published><updated>2011-12-19T14:51:22.823Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cante Alentejano'/><title type='text'>AS MULHERES NO CANTE ALENTEJANO</title><content type='html'>&lt;h3 align="left"&gt;&lt;font color="#990000"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AS MULHERES NO CANTE ALENTEJANO&lt;br /&gt;1&lt;br /&gt;por Sónia Moreira Cabeça&lt;br /&gt;2&lt;br /&gt;e José Rodrigues dos Santos&lt;br /&gt;3&lt;br /&gt;Os primeiros grupos corais alentejanos datam da década de 20 do século &lt;br /&gt;passado mas foi necessário esperar mais de 50 anos (precisamente até 1979) &lt;br /&gt;para descobrir o primeiro grupo coral feminino. Só nos finais do século XX os &lt;br /&gt;grupos corais femininos se impuseram no panorama das práticas musicais &lt;br /&gt;populares alentejanas. Observemos como foram (e são) recebidos, que &lt;br /&gt;mudanças vieram trazer e a emergência de novos grupos corais mistos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O Cante Alentejano &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Alentejo, região sul de Portugal, observa-se uma forma de cantar, sem &lt;br /&gt;instrumentos, diferente das demais observadas no país: o Cante Alentejano. É &lt;br /&gt;uma estrutura melódica, uma poesia, um canto que assenta na excelência vocal &lt;br /&gt;dos seus executantes. O Cante, marca identitária do Alentejo, está há muito &lt;br /&gt;presente na esfera de sociabilidade dos alentejanos e na interacção entre &lt;br /&gt;gerações. Apesar da ausência de fontes anteriores aos finais do século XIX, é &lt;br /&gt;provável que a presença desta forma cultural no território seja bastante mais &lt;br /&gt;antiga. &lt;br /&gt;A face mais conhecida do Cante é a sua “polifonia”, executada em  grupos &lt;br /&gt;corais. Apesar de poder ser praticado individualmente, foi na sua  execução &lt;br /&gt;coral que assumiu maior notoriedade. Aliás, o cante alentejano tem sido quase &lt;br /&gt;sempre descrito observando grupos espontâneos, reunidos em situações &lt;br /&gt;                                                            &lt;br /&gt;1&lt;br /&gt; Publicado em: 2010. Cabeça, S.M. e Santos, J.R. “A mulher no Cante Alentejano” in Conde, &lt;br /&gt;S.P.,  Proceedings of the International Conference in Oral Tradition, Concello de Ourense, &lt;br /&gt;Ourense, vol II, 31-38.&lt;br /&gt;Texto redigido no âmbito do Projecto “Dinâmicas do Cante Alentejano” (Cidehus – Centro &lt;br /&gt;Interdisciplinar de História, Culturas e Sociedades da Universidade de Évora, financiado pela &lt;br /&gt;FCT): PTDC/ANT/64162/2006 (FCOMP-01-0124-FEDER-007036). Equipa: Professores José &lt;br /&gt;Rodrigues dos Santos e Cláudia Sousa Pereira (coord.) e Dr. Amílcar Vasques-Dias, Sara &lt;br /&gt;Diogo, Sónia Cabeça e Cyril Isnart.  &lt;br /&gt;2&lt;br /&gt; CIDEHUS, Universidade de Évora  &lt;br /&gt;3&lt;br /&gt; CIDEHUS, Universidade de Évora&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As mulheres no Cante alentejano       2/27&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sónia Cabeça / José Rodrigues dos Santos / Novembro de 2010&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;informais ou os grupos que entretanto se foram constituindo formalmente, o &lt;br /&gt;que levou muitos observadores a insistir na sua qualidade de “canto a vozes” &lt;br /&gt;(Lopes-Graça 1946; Marvão 1955; Delgado 1980; Nazaré 1986). &lt;br /&gt;Antes de dar uma breve descrição da organização das partes na interpretação &lt;br /&gt;desta forma de canto, interessa sublinhar que o pouco que se sabe da evolução &lt;br /&gt;destas práticas permite identificar um movimento de transformação da relação &lt;br /&gt;entre os cantadores e a sociedade em que se inserem, no qual é possível &lt;br /&gt;distinguir três fases principais, no que respeita à participação dos homens e das &lt;br /&gt;mulheres. A primeira fase abrangeria as práticas mais ou menos espontâneas, &lt;br /&gt;ou organizadas apenas localmente e de modo sem dúvida relativamente &lt;br /&gt;autónomo, em que a participação de ambos os sexos está referenciada. Embora &lt;br /&gt;pouco documentada, essa fase ter-se-á caracterizado pela prática do Cante em &lt;br /&gt;grupos femininos, masculinos, ou mistos (sem excluir situações em que se &lt;br /&gt;formam face a face grupos de cada sexo, cantando uns e respondendo outros, &lt;br /&gt;em festas populares). As mulheres não só não estavam excluídas do Cante nas &lt;br /&gt;situações privadas e também individuais (algumas interlocutoras, instadas para &lt;br /&gt;nos citarem cantigas de embalar, afirmaram que escolhiam as “modas” mais &lt;br /&gt;doces e mais serenas para cantarem às crianças ref. De  entrevista), como &lt;br /&gt;participavam em público, como já dissemos, em cantos de grupos informais. &lt;br /&gt;Uma segunda fase terá tido início nas primeiras décadas do século XX, e de &lt;br /&gt;modo mais maciço a partir dos anos 30, sob o regime de Salazar. É a fase em &lt;br /&gt;que se constituem os primeiros grupos corais formais, e em que o seu número &lt;br /&gt;aumenta significativamente, sob a impulsão das políticas do fascismo &lt;br /&gt;português. Estes grupos corais são desde logo e mantêm-se durante  esta fase &lt;br /&gt;como grupos exclusivamente masculinos. A intensa propaganda do regime, que &lt;br /&gt;instrumentaliza esta forma cultural (como aliás o fará com muitas outras por &lt;br /&gt;todo o país), impões a ideia que o Cante é de essência masculina, e que as &lt;br /&gt;mulheres “não cantam”, ou melhor, “não podem cantar o Cante”. Um &lt;br /&gt;interessante efeito de amnésia apaga durante pelo menos meio século o facto &lt;br /&gt;comprovado que as mulheres podiam cantar e tinham cantado o Cante na fase &lt;br /&gt;precedente e antes, tão longe quanto alcançam a memória e os documentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As mulheres no Cante alentejano       3/27&lt;br /&gt;Sónia Cabeça / José Rodrigues dos Santos / Novembro de 2010&lt;br /&gt;A terceira fase inicia-se após a Revolução de Abril de 1974 e prolonga-se até ao &lt;br /&gt;presente. A profunda transformação cultural que a revolução inicia não&lt;br /&gt;concerne apenas às estruturas políticas, à liberdade de associação (sindicatos, &lt;br /&gt;partidos, etc.), nem apenas a aspectos de reivindicação económica e social &lt;br /&gt;(nesta região foram ocupadas pelos trabalhadores rurais dezenas de &lt;br /&gt;latifúndios), mas abre um espaço de liberdade de palavra na esfera privada, e &lt;br /&gt;influi profundamente nas relações entre homens e mulheres em todos os &lt;br /&gt;âmbitos sociais em que os dois sexos se encontram, cooperam, competem. É &lt;br /&gt;nesse contexto de grandes movimentos sociais e culturais que surge o primeiro &lt;br /&gt;grupo coral feminino, em 1979. O número de grupos femininos não cessou de &lt;br /&gt;crescer, e é bem claro que, como veremos mais em detalhe, a sua formação se &lt;br /&gt;acelerou nas duas últimas décadas. &lt;br /&gt;Este fenómeno, cuja importância não é apenas reconhecida do exterior pela &lt;br /&gt;antropologia, mas é, pelo contrário, um facto de primeira grandeza e de grande &lt;br /&gt;importância para os próprios actores (femininos e masculinos),  merece uma &lt;br /&gt;atenção especial. Com efeito, ao abrir-se às mulheres, o mundo do Cante não &lt;br /&gt;ganha apenas um maior número de praticantes: o acesso das mulheres às &lt;br /&gt;práticas modifica-as. As mulheres vão cantar de maneira diferente, escolher &lt;br /&gt;repertórios em parte diferentes, associar às interpretações vocais (corais) outros &lt;br /&gt;elementos que os que utilizavam os homens (trajes, adereços, passos). Quanto &lt;br /&gt;ao facto que os próprios grupos masculinos tenham também registado &lt;br /&gt;alterações na sua prática, culminando com a constituição de grupos mistos, é o &lt;br /&gt;que mostra o nosso inquérito. Interessa pois descrever a transformação que as &lt;br /&gt;práticas femininas, em vez de representarem um efeito de simples acesso a algo &lt;br /&gt;que é dado, modificam o campo de práticas a que acedem. &lt;br /&gt;O Cante Alentejano &lt;br /&gt;    &lt;br /&gt;No cante alentejano os papéis atribuídos aos cantadores são tidos como &lt;br /&gt;determinantes para defini-lo. Duas partes são atribuídas aos solistas (o “Alto”, &lt;br /&gt;o “Ponto”) e a terceira ao coro (as “segundas” ou “baixos”). As peças que &lt;br /&gt;constituem o repertório próprio do Cante são chamadas “modas”, que  podem &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As mulheres no Cante alentejano       4/27&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ser executadas de várias formas. Impôs-se todavia com o tempo uma forma que &lt;br /&gt;se tornou uma referência para a maioria dos grupos de cantadores: canta-se &lt;br /&gt;uma estrofe inicial (“cantiga”) seguida de duas estrofes  entendidas como &lt;br /&gt;“estribilho” (hoje diríamos refrão), volta-se a cantar uma nova estrofe (outra &lt;br /&gt;“cantiga”) e finalmente repete-se o estribilho. Cada peça é constituída pelas &lt;br /&gt;“cantigas”, que são estrofes livres e uma “moda”, um conjunto de duas estrofes &lt;br /&gt;“fixas”. A “cantiga” pode ser modificada, ou até substituída por outra, &lt;br /&gt;consoante a inspiração do grupo, do solista, ou da ocasião. Já a moda deve ser &lt;br /&gt;respeitada, ser imutável. Na generalidade, as “cantigas”, estrofes que não &lt;br /&gt;correspondem ao estribilho, são cantadas por um solista. É ao “ponto” que cabe &lt;br /&gt;cantar a primeira “cantiga”. Surgem logo a seguir as duas estrofes da “moda” &lt;br /&gt;em si que são entendidas como o “coração” da peça musical. A moda vai ser &lt;br /&gt;iniciada por outro solista, o “alto”. O “alto” cantará a solo apenas um verso ou &lt;br /&gt;parte dele (parte duma palavra do verso, uma palavra, ou várias), juntando-selhe de seguida o coro (formado pelas restantes vozes, as “segundas”), que o &lt;br /&gt;acompanha até ao fim da segunda estrofe da “moda”. Finda a “moda”, o &lt;br /&gt;“ponto” canta nova cantiga, repetindo-se a “moda”. &lt;br /&gt;A organização do cante em vozes distintas confere ao Cante Alentejano uma &lt;br /&gt;sonoridade que o distingue. “Polifonia em terceiras paralelas” (Nazaré 1979), &lt;br /&gt;“geralmente a duas vozes, ao intervalo de terceiras” (Marvão 1966), assim é &lt;br /&gt;caracterizado. O Ponto coloca em evidência “toda a sua habilidade técnica” e &lt;br /&gt;“terá a preocupação de variar os contornos melódicos do espécimen em&lt;br /&gt;execução”; segue-se o Alto, que “retoma a mesma estrutura melódica &lt;br /&gt;cantando-a à terceira superior e procurando igualmente uma variação para o &lt;br /&gt;seu contorno”; depois “as «segundas», retomando a estrutura melódica cantada &lt;br /&gt;anteriormente pelo «ponto», juntando-se ao «alto»” (Nazaré 1979). Noutras &lt;br /&gt;palavras, o Ponto “propõe o canto, não raro de uma certa exuberância &lt;br /&gt;melismática” e o Alto “vem sobrepor-se, formando a sua parte em terceiras (ou &lt;br /&gt;quintas, nos apoios cadenciais)”, podendo “variá-la à vontade consoante  o &lt;br /&gt;princípio da improvisação” (Lopes-Graça 1973), preenchendo “as pausas com &lt;br /&gt;os ‘vaias’, no fim das frases musicais” (Marvão 1985). Obviamente, os &lt;br /&gt;melhores cantadores desempenharão os papéis de solista, cada um atribuindo o&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As mulheres no Cante alentejano       5/27&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sónia Cabeça / José Rodrigues dos Santos / Novembro de 2010&lt;br /&gt;seu cunho pessoal à sonoridade do grupo. No Cante a “improvisação”, &lt;br /&gt;“ornatos”, “inflexões vocais”, “um género de trémulo da voz”&lt;br /&gt;4&lt;br /&gt; assumem &lt;br /&gt;grande relevância. O cantador “recorre bastante ao ornamento da  palavra, ao &lt;br /&gt;melisma. Em vez de a cada sílaba corresponder uma nota (…) uma  sílaba &lt;br /&gt;corresponde a muitas notas de música” (Padre Cartageno, em entrevista, 1998) &lt;br /&gt;o que torna difícil a sua transcrição em pauta&lt;br /&gt;5&lt;br /&gt; .&lt;br /&gt;Grupos corais formais e perda de visibilidade da mulher&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A escassa documentação sobre o Cante Alentejano, aliada ao curto espaço &lt;br /&gt;temporal que a memória social permite reconstruir, impede um estudo mais &lt;br /&gt;aprofundado mas é, contudo, possível aferir que esta era uma prática corrente e &lt;br /&gt;informal, quotidiana, no seio das comunidades alentejanas dos finais do século &lt;br /&gt;XIX e princípios do século XX&lt;br /&gt;6&lt;br /&gt; Os alentejanos cantam. Cantam a sós e .&lt;br /&gt;cantam em conjunto. Cantam no trabalho, no lar; cantam nos ranchos de &lt;br /&gt;trabalhadores, cantam os homens que se juntam na taberna, os participantes do &lt;br /&gt;baile e das festas locais e religiosas… E o Cante viaja com os alentejanos para &lt;br /&gt;novos locais.  &lt;br /&gt;Cantam homens e mulheres. Em 1902 Dias Nunes descreve os cantos corais &lt;br /&gt;“na via pública”, entoados por homens e mulheres em conjunto (os &lt;br /&gt;“descantes”)&lt;br /&gt;7&lt;br /&gt; Vários informantes referem que, algumas décadas atrás, o canto .&lt;br /&gt;surgia entre homens e mulheres, no seio do lar, nas festas e nos bailes, nos &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                            &lt;br /&gt;4&lt;br /&gt; Ver obras de Nazaré, Lopes Graça, Ernesto de Oliveira e Padre Marvão &lt;br /&gt;5&lt;br /&gt; Lopes-Graça, F. (1946). “Apontamento sobre a canção alentejana”. A música portuguesa e os &lt;br /&gt;seus problemas. F. Lopes-Graça. Lisboa, Cosmos.: as modas “constituem um verdadeiro &lt;br /&gt;quebra-cabeças para quem tiver a veleidade de as anotar exactamente”. &lt;br /&gt;6&lt;br /&gt; Nunes, M. D. (1902). "“Costumes da minha terra - Os Descantes”." A Tradição 4(IV). &lt;br /&gt;Monteiro, E. (1902). "“Modas-estribilhos alentejanos”." A tradição Vol II  Neves, C. and G. &lt;br /&gt;Campos (1883, 1885, 1898). Cancioneiro de Músicas Populares  Porto, Typographia &lt;br /&gt;Occidental, Vasconcelos, J. L. (1888). "“Observações sobre as cantigas populares”." Revista &lt;br /&gt;Lusitana I., Thomaz, P. F. (1918). Cantares do Povo português. Coimbra, França Amado &lt;br /&gt;Editores. Revistas “A Tradição” (1899 – 1904), “Lusitana” e “Águia” (finais século XIX, &lt;br /&gt;início século XX). &lt;br /&gt;7&lt;br /&gt; “Quasi exclusivos dos trabalhadores ruraes”, “todos vestidos com os seus garridos trajos &lt;br /&gt;campesinos”. “Essa pobre e soffredora gente (…) encontra no canto coral como que um doce &lt;br /&gt;lenitivo”. “Os grupos de cantadores attingem ás vezes enormes proporções”. “Não é raro que &lt;br /&gt;os grupos reúnam tresentas e quatrocentas pessoas,  d’ambos os sexos” Nunes, M. D. (1902). &lt;br /&gt;"“Costumes da minha terra - Os Descantes”." A Tradição 4(IV).. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As mulheres no Cante alentejano       6/27&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;trabalhos rurais e na deslocação entre estes e as suas casas. “Não [se] dizia só &lt;br /&gt;canta mulher, só canta homem”, refere Ana Mestre (ex-elemento de um grupo &lt;br /&gt;feminino extinto de Pedrógão do Alentejo, dedicada à recolha de  tradições &lt;br /&gt;orais). Júlia Ferro (Grupo Coral de Odemira) relembra: “aqui  na minha casa &lt;br /&gt;todos cantávamos. Na casa dos meus avós todos cantavam, faziam um grupo, &lt;br /&gt;porque cantava a minha avó e o meu avô e cantava o meu pai, tios e tias, tudo &lt;br /&gt;cantava muito bem (…) Da parte de baixo estava um casal que também tinha &lt;br /&gt;muitos filhos, sete ou oito filhos, e eles e o pai tudo cantava”.  Nos bailes &lt;br /&gt;“cantávamos 40 ou 50 letras – à namorada, os amores acabados e concebidos… &lt;br /&gt;– e depois íamos à moda que era a letra com que foi feita a moda. E depois dali &lt;br /&gt;a gente cantava as letras que queria. Fazíamos versos à namorada, elas faziam à &lt;br /&gt;gente. Depois cantávamos o resquebre da moda”, explica José Carlos Castro &lt;br /&gt;(Grupo Coral Amigos do Barreiro). Na infância, da sua casa em Beja, Joaquim &lt;br /&gt;Soares (Cantares de Évora) observava os ranchos de trabalhadores rurais: &lt;br /&gt;“Vinham de madrugada, começavam-se a ouvir ao longe a cantar e era um &lt;br /&gt;colorido sonoro que incluía homens e mulheres e por vezes miúdos que vinham &lt;br /&gt;agarrados aos pais”. &lt;br /&gt;Apesar de hoje o espectador comummente identificar o alentejano e o seu &lt;br /&gt;cantar com o grupo coral, os grupos mais antigos que ainda hoje estão  no &lt;br /&gt;activo datam apenas dos anos 20 do século XX&lt;br /&gt;8&lt;br /&gt; Na sua génese esteve não .&lt;br /&gt;raramente a intervenção e promoção institucional. É provável que alguns destes &lt;br /&gt;primeiros grupos tenham sido fundados segundo o projecto político &lt;br /&gt;nacionalista do período da Ditadura Militar (1926 - 1933) e do Estado Novo –&lt;br /&gt;regime político autocrático inspirado pelos regimes fascistas europeus, entre &lt;br /&gt;1933 e 1974 – de “consolidação da ideia de nação em Portugal” (Carvalho&lt;br /&gt;1996)&lt;br /&gt;9&lt;br /&gt; O primeiro grupo de Aljustrel foi fundado no Sindicato Mineiro, o .&lt;br /&gt;                                                            &lt;br /&gt;8&lt;br /&gt; Grupo Coral do Sindicato dos Mineiros de Aljustrel (1926) Grupo Coral Guadiana de Mértola &lt;br /&gt;(1927) Grupo Coral e Etnográfico da Casa do Povo de Serpa (1928) Rancho Coral e &lt;br /&gt;Etnográfico de Vila Nova de S. Bento (1929). O grupo coral mais antigo fora dos limites &lt;br /&gt;geográficos do Alentejo ainda no activo foi fundado em 1950: Grupo Coral Alentejano da &lt;br /&gt;Sociedade Filarmónica Recreio Artístico da Amadora.&lt;br /&gt;9&lt;br /&gt; Segundo o autor “a utilização da música como símbolo do nacionalismo em Portugal atingiu &lt;br /&gt;o seu auge durante o período de vigência do (…) Estado Novo, idealizado e concretizado por &lt;br /&gt;António de Oliveira Salazar entre os anos de 1926 e 1959”. Este nacionalismo “promove o &lt;br /&gt;anonimato e recusa o individualismo em prol do mito do esforço e da criação colectivos”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As mulheres no Cante alentejano       7/27&lt;br /&gt;Sónia Cabeça / José Rodrigues dos Santos / Novembro de 2010&lt;br /&gt;sindicato único (“as pessoas antigamente quando trabalhavam na mina eram &lt;br /&gt;obrigados a ser do sindicato”, como conta um elemento do grupo). Os grupos &lt;br /&gt;de Serpa, Amareleja e Reguengos de Monsaraz foram fundados no seio de&lt;br /&gt;Casas do Povo; o grupo de Alcáçovas é fruto da criação de nova colectividade &lt;br /&gt;dirigida aos trabalhadores rurais. Por seu turno, o grupo de Peroguarda &lt;br /&gt;apresentou-se no Concurso da “Aldeia mais portuguesa”&lt;br /&gt;10&lt;br /&gt;, tendo, na sua &lt;br /&gt;opinião, contribuído para a eleição de Peroguarda como a “Aldeia mais &lt;br /&gt;portuguesa do Baixo Alentejo”&lt;br /&gt;11&lt;br /&gt; Desde a fundação de grupos promovem-se .&lt;br /&gt;igualmente festivais e concursos em que os grupos são chamados a participar&lt;br /&gt;12&lt;br /&gt; .&lt;br /&gt;José Roque, dos “Ceifeiros de Cuba”, conta como o traje etnográfico “aparece &lt;br /&gt;quase como uma obrigação para poder participar em determinado momento&lt;br /&gt;num espectáculo” da Casa do Alentejo. O grupo, até aí Grupo de Cantadores de &lt;br /&gt;Cuba, adopta então um traje de ceifeiro e altera a sua denominação.  &lt;br /&gt;A formalização do cante em grupos corais organizados como concorrente  do &lt;br /&gt;canto espontâneo e informal permitiria maior controlo de uma prática &lt;br /&gt;susceptível de transformar-se em expressão da contestação. Não raras vezes, &lt;br /&gt;como os nossos informantes relatam, a Guarda deslocava-se às tabernas e aos &lt;br /&gt;lares para impedir o canto informal.  &lt;br /&gt;É neste contexto de “domesticação” e de instrumentalização política do Cante &lt;br /&gt;que a mulher se vê arredada da sua prática formal. O Cante praticado e &lt;br /&gt;transmitido entre gerações em contextos informais é entoado por  homens e &lt;br /&gt;mulheres; nas fileiras dos grupos corais perfilam homens&lt;br /&gt;13&lt;br /&gt; A presença da .&lt;br /&gt;mulher continua a ser referenciada, mas apenas em grupos informais. Como &lt;br /&gt;(Giacometti and Lopes-Graça 1981) diriam, a polifonia alentejana “é de uso &lt;br /&gt;                                                            &lt;br /&gt;10&lt;br /&gt; Concurso promovido pelo Secretariado de Propaganda Nacional do Estado Novo em 1938 &lt;br /&gt;que pretendia aferir “A Aldeia Mais Portuguesa de Portugal” avaliando a “maior resistência a &lt;br /&gt;decomposições e influências estranhas e o estado de conservação no mais elevado grau de &lt;br /&gt;pureza” de um variado número de elementos como habitação, traje, comércio, tradições, etc. &lt;br /&gt;(regulamento de 07/02/1938). &lt;br /&gt;11&lt;br /&gt; No concurso estavam representadas apenas duas aldeias do Baixo Alentejo. Salvada, no &lt;br /&gt;concelho de Beja, era a outra aldeia a concurso.  &lt;br /&gt;12&lt;br /&gt; Michel Giacometti seria bastante crítico ao afirmar que “proliferam concursos baseados em &lt;br /&gt;critérios duvidosos e destinados a favorecer a proliferação de grupos corais organizados que, na &lt;br /&gt;sua generalidade, tendem para a banalização do canto nas suas formas poéticas e musicais” &lt;br /&gt;(citado em artigo na Revista Alentejo nº 22, 2008).&lt;br /&gt;13&lt;br /&gt; A única excepção, durante muitas décadas, seria o  Grupo Coral e Etnográfico "Alma &lt;br /&gt;Alentejana" de Peroguarda, grupo misto fundado em 1936. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As mulheres no Cante alentejano       8/27&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;quase exclusivo dos homens”, excepção feita a “certas modas alentejanas de &lt;br /&gt;trabalho, que admitem, respectivamente, vozes masculinas e femininas” (logo, &lt;br /&gt;em situações de canto informal). Enquanto o cante informal entra em declínio &lt;br /&gt;dada a falência dos modos tradicionais de transmissão do saber  – em que os &lt;br /&gt;portadores da tradição transmitem os seus conhecimentos às gerações futuras &lt;br /&gt;em várias situações privadas e até íntimas – e se aprofundam as mudanças nas &lt;br /&gt;formas de lazer e sociabilidade, os grupos corais assumem particular &lt;br /&gt;importância no universo do Cante. Para quem esquece que os grupos corais são &lt;br /&gt;inovações do início do século XX e neles intui o veículo por excelência do &lt;br /&gt;Cante, o modelo do passado a copiar, a mulher não canta. O que hoje é uma &lt;br /&gt;evidência para a maioria – a mulher sempre cantou – foi durante muitos anos &lt;br /&gt;negado por quem atribuiu aos grupos corais o estatuto de portadores únicos da &lt;br /&gt;expressão do cante: se nos grupos nunca houve mulheres, então é porque a &lt;br /&gt;mulher não tem lugar neles. &lt;br /&gt;À ausência feminina nos grupos formais não é alheia a visão que em meados &lt;br /&gt;do século XX estabelecia o papel da mulher, visão que perdurou até há pouco e &lt;br /&gt;foi dominante pelo menos até ao terceiro quartel do século. Um exemplo &lt;br /&gt;elucidativo pode ser encontrado num dos cartazes de propaganda política  de &lt;br /&gt;1938 intitulados “A Lição de Salazar&lt;br /&gt;14&lt;br /&gt;”. O último destes, “Deus, Pátria, &lt;br /&gt;Família: a Trilogia da Educação Nacional”&lt;br /&gt;15&lt;br /&gt;, espelha exemplarmente o que se &lt;br /&gt;pretendia da mulher. Na gravura, o homem – pai, chefe de família – chega do &lt;br /&gt;seu trabalho rural, sendo recebido entusiasticamente pelos seus filhos, estando &lt;br /&gt;a mulher ocupada nos seus afazeres domésticos&lt;br /&gt;16&lt;br /&gt; O homem movimentava-se .&lt;br /&gt;no exterior, a mulher estaria confinada ao lar. O Padre Marvão escreveria ainda &lt;br /&gt;em 1987: “Toda a gente o sabia cantar [o Cante], novos e velhos, homens e &lt;br /&gt;mulheres. Era um património comum a todos os alentejanos. No entanto a&lt;br /&gt;                                                            &lt;br /&gt;14&lt;br /&gt; Salazar, Presidente do Conselho de Ministros, entre 1932 e 1968, instituidor do Estado Novo &lt;br /&gt;15&lt;br /&gt; Note-se o paralelismo com a divisa de propaganda do regime fascista francês de Vichy e &lt;br /&gt;com o seu “projecto cultural” (1940-1944) “Travail, Famille, Patrie” Faure, C. (1989). Le &lt;br /&gt;projet culturel de Vichy: Folklore et revolution nationale 1940-1944. Paris, CNRS. Apesar de o &lt;br /&gt;“Trabalho” ser aqui substituído por… “Deus”.  &lt;br /&gt;16&lt;br /&gt; No “Livro da Primeira Classe” uma das lições era “A dona de casa”: “Emilita é muito &lt;br /&gt;esperta e desembaraçada, e gosta de ajudar a mãe. - Minha mãe: já sei varrer a cozinha, &lt;br /&gt;arrumar as cadeiras e limpar o pó. Deixe-me pôr hoje a mesa para o jantar. - Está bem, minha &lt;br /&gt;filha. Quando fores grande, hás-de ser boa dona de casa”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As mulheres no Cante alentejano       9/27&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;sociedade de então com as suas mais que justas exigências morais, na defesa da &lt;br /&gt;mulher e da sua dignidade, só em certas circunstâncias permitia que esta se &lt;br /&gt;juntasse aos homens para cantar, em grupo, como nos «Balhos», nos &lt;br /&gt;«mastros», na igreja ou nas romarias”. Esta “defesa” da  dignidade feminina &lt;br /&gt;impede, por exemplo, o acesso a espaços de lazer como as “vendas” (ou &lt;br /&gt;tabernas), que por isso se tornavam exclusivamente masculino – onde o Cante &lt;br /&gt;antes imperava – e confina o canto, no feminino ou em conjunto  com o &lt;br /&gt;homem, à intimidade ou a situações pontuais onde a convivência entre géneros &lt;br /&gt;seria considerada aceitável. E não deixa mesmo assim de afirmar: “Mas o cante &lt;br /&gt;alentejano é um cante quase exclusivo dos homens (…) O cante alentejano é &lt;br /&gt;um cante viril próprio de personalidade fortes” (ibidem). Aí está, para o que &lt;br /&gt;concerne ao “património comum”, a linha de partilha tal como a encara o Padre &lt;br /&gt;Marvão…  &lt;br /&gt;A formalização de grupos corais não só arredou a mulher do Cante como&lt;br /&gt;conduziu a mudanças na prática musical em si mesma – no que pode ser &lt;br /&gt;entendido como uma ruptura e um distanciamento face à prática corrente até à &lt;br /&gt;data – e diluiu outras práticas musicais locais e inclusivamente repertórios que &lt;br /&gt;não cabiam no seu apertado crivo. A apresentação em grupos formais  para &lt;br /&gt;novos públicos e a promoção de concursos e outras competições entre grupos&lt;br /&gt;favorece uma nova forma de apresentação da prática – que adquire os &lt;br /&gt;contornos que hoje lhe conhecemos (uma cantiga, uma moda, outra cantiga, a &lt;br /&gt;mesma moda) – e subordina a prática corrente do Cante ao molde do &lt;br /&gt;espectáculo. Um espectáculo no qual, por décadas, a mulher não participou… &lt;br /&gt;até 1979. &lt;br /&gt;1979: Grupo Coral Feminino “Flores de Primavera” de Ervidel &lt;br /&gt;O Cante formal teria de esperar alguns anos para observar a multiplicação dos &lt;br /&gt;grupos corais. Após a revolução de 25 de Abril&lt;br /&gt;17&lt;br /&gt; surge uma série de grupos &lt;br /&gt;corais (provavelmente uma centena de grupos entre 1974 e o final da década &lt;br /&gt;seguinte). Com a decadência da agricultura manual e a consequente migração &lt;br /&gt;                                                            &lt;br /&gt;17&lt;br /&gt; Ou “Revolução dos Cravos” marca a transição para o regime democrático &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As mulheres no Cante alentejano       10/27&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sónia Cabeça / José Rodrigues dos Santos / Novembro de 2010&lt;br /&gt;dos alentejanos, os grupos corais cruzam os limites do Alentejo. Dos antigos &lt;br /&gt;grupos muitos herdam a preocupação “etnográfica” (apresentação em cena com &lt;br /&gt;trajes regionais evocativos dos modos de vestir dos trabalhadores rurais) e &lt;br /&gt;quase todos adoptam o esquema formal de apresentação das modas. Algumas&lt;br /&gt;décadas após a sua “invenção” observa-se um fenómeno de localismo e cada &lt;br /&gt;terra, cada freguesia quer ter o seu grupo.  &lt;br /&gt;Em 1979 o Cante, não sendo propriedade masculina, continua a ser veiculado &lt;br /&gt;por grupos corais masculinos. Neste ano, um grupo de mulheres de Ervidel &lt;br /&gt;desloca-se nas “galérias” a uma manifestação em Baleizão. Como sempre, vão &lt;br /&gt;cantando pelo caminho. Com elas vai o Senhor Amaro&lt;br /&gt;18,  que lhes lança um &lt;br /&gt;desafio: “ó moças e então se a gente fundasse um grupo?”. A primeira reacção &lt;br /&gt;foi negativa, de estranheza: “Fundar um grupo de mulheres? Ah, isso é uma &lt;br /&gt;grande crítica, que isso é só grupo de homens não é de mulheres”. À insistência &lt;br /&gt;de Amaro um grupo de mulheres acede&lt;br /&gt;19&lt;br /&gt; e posteriormente grava uma moda. O &lt;br /&gt;resultado agrada: “ele achou jeito” e as mulheres angariam novos elementos. &lt;br /&gt;“A gente gostava de cantar e cantávamos no campo”. Antes da formação do &lt;br /&gt;grupo cantavam informalmente nos mastros, nos bailes de roda, na  rua. &lt;br /&gt;“Juntávamos um grupo de mulheres e cantávamos aí numa esquina qualquer”, &lt;br /&gt;o que gerava algumas críticas. Mas “a gente não se importava”. “Levávamos a &lt;br /&gt;vida a cantar”. &lt;br /&gt;A primeira actuação enquanto grupo dá-se a 18 de Maio de 1979 em Alfundão. &lt;br /&gt;Na segunda, em Porto Brandão, pernoitam fora de casa. Alguns maridos &lt;br /&gt;acompanham-nas. Do seu repertório constam modas veiculadas pelos  grupos &lt;br /&gt;corais masculinos, muitas modas que pós-revolução que revelam a úbere &lt;br /&gt;criação da época, e algumas modas “do campo”, modas igualmente entoadas &lt;br /&gt;em contexto de trabalho. Em convívio com os grupos corais masculinos  são &lt;br /&gt;sempre bem recebidas, o que contrasta com a recepção que tiveram na sua terra &lt;br /&gt;de origem. &lt;br /&gt;                                                            &lt;br /&gt;18&lt;br /&gt; Amaro António Rosa Santana, antigo cantador num grupo coral de Ervidel à data já extinto e &lt;br /&gt;primeiro ensaiador do grupo &lt;br /&gt;19&lt;br /&gt; Emília Neves, Natividade Constantino e Maria Pereira Rodrigues são consideradas, &lt;br /&gt;juntamente com Amaro Santana, as fundadoras do grupo &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As mulheres no Cante alentejano       11/27&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com elementos naturais de Ervidel, de “20 e tal, quase 30 [anos], gente nova” &lt;br /&gt;e casada, as críticas evidenciam a interpretação corrente do papel da mulher: a &lt;br /&gt;mulher “tinha que tratar dos filhos, tinha que fazer o comer” e nem as outras &lt;br /&gt;mulheres “achavam jeito”. “Nessa altura eram os nossos que reagiam mal e era &lt;br /&gt;as pessoas que reagiam mal, as de fora também”, diz Antónia Crispim. A &lt;br /&gt;aceitação veio mais tarde, “revirou-se assim quando houveram mais grupos”. &lt;br /&gt;“O primeiro [grupo coral feminino] levou ali em forte”; “foi a gente que deu o &lt;br /&gt;primeiro passo. E a seguir vieram os outros”. O orgulho destas mulheres no seu &lt;br /&gt;grupo precursor é notório. Foi “uma grande batalha”, “com tanta crítica que a &lt;br /&gt;gente apanha, famas de tudo…”, refere Maria Teresa, actual presidente.  &lt;br /&gt;Ao longo dos anos outros grupos femininos lhe sucedem, suscitando cada vez&lt;br /&gt;menos críticas. Primeiro em Castro Verde, depois nas Alcáçovas. “As &lt;br /&gt;primeiras levam sempre mais, as segundas já nem tanto”. Quando surgiram &lt;br /&gt;novos grupos femininos, “assim já aceitaram”. O que está em causa com toda a &lt;br /&gt;evidência, a propósito do direito de cantar em grupo e de participar  em &lt;br /&gt;espectáculos, é a liberdade de movimentos das mulheres, a sua  liberdade. &lt;br /&gt;Numa reportagem de uma televisão nacional em 2009, Maria Baião, elemento &lt;br /&gt;do Grupo Coral e Etnográfico Feminino “As Camponesas de Castro Verde” &lt;br /&gt;(segundo grupo coral feminino a surgir, em 1984) explica que “este coro foi &lt;br /&gt;uma maneira de mostrar aos homens que as mulheres também têm  de ser &lt;br /&gt;livres”. “Nem todos os homens consentiram”, “foi uma grande luta”. &lt;br /&gt;Impacto dos grupos corais femininos &lt;br /&gt;Só no final do século XX e princípios do século XXI se observa a proliferação &lt;br /&gt;de grupos corais femininos. (Pedrosa 2009) refere que “um inventário realizado &lt;br /&gt;em 1999 pelo Instituto de Etnomusicologia de Lisboa dava conta da existência &lt;br /&gt;de 214 grupos de cante alentejano activos no País. Desses, 12 eram mistos, oito &lt;br /&gt;femininos, sete infantis e os restantes masculinos”. Por esta altura muitos &lt;br /&gt;grupos femininos davam os primeiros passos (não estando, portanto, ainda&lt;br /&gt;referenciados). A mulher era ainda um elemento muito minoritário. Sendo &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As mulheres no Cante alentejano       12/27&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;impossível referenciar com acuidade todos os grupos&lt;br /&gt;20&lt;br /&gt;, é no entanto possível &lt;br /&gt;determinar que na viragem do século, entre 1995 e 2005, foram fundados pelo &lt;br /&gt;menos 25 grupos corais femininos que ainda hoje se mantêm no activo. Nos &lt;br /&gt;últimos anos (desde 2006) surgiram pelo menos 11. O número de grupos &lt;br /&gt;femininos ascende hoje a mais de meia centena.  &lt;br /&gt;“Se os homens cantam em grupos formais, porque não as mulheres?” terá sido, &lt;br /&gt;porventura, a questão que a maioria dos primeiros grupos femininos colocou, &lt;br /&gt;espelhando o anseio de inserção formal feminina no Cante. À semelhança dos &lt;br /&gt;grupos corais masculinos, a proliferação de grupos femininos resulta&lt;br /&gt;igualmente de uma lógica de territorialidade que desde cedo o Cante assumiu. &lt;br /&gt;De facto, observamos a necessidade sentida por cada grupo em representar a &lt;br /&gt;sua terra e tradições locais, insistindo numa formação “endógena”, constituída &lt;br /&gt;por elementos de conterrâneos. O princípio do grupo micro-localizado (da &lt;br /&gt;freguesia, da aldeia, da vila…) promove a fundação de um número alargado de &lt;br /&gt;grupos (“se as outras têm grupo porque não nós?”, diriam algumas mulheres). &lt;br /&gt;Como explica João Ramos, responsável do Grupo Coral Feminino da ADASA &lt;br /&gt;– Santo Amador (Moura), “foi também uma forma de encontrar um espaço &lt;br /&gt;alternativo para as mulheres porque nestes sítios pequeninos há sempre um &lt;br /&gt;espaço que é dos homens, onde os homens podem sair, onde podem conviver, &lt;br /&gt;que é a taberna. Mas é um espaço vedado às mulheres. As mulheres não têm” &lt;br /&gt;um espaço público que lhes seja próprio, nem podem partilhar o espaço dos &lt;br /&gt;homens&lt;br /&gt;21&lt;br /&gt;  .&lt;br /&gt;Inevitavelmente, como de início assinalávamos, a inclusão da mulher no Cante &lt;br /&gt;formal, ao reforçar o número de praticantes, teve impacto na prática em si. &lt;br /&gt;Mais que uma conquista pelo acesso a uma prática masculina, a sua inclusão &lt;br /&gt;representa uma mudança na prática musical formal. Ao impor uma nova forma &lt;br /&gt;de socialização, resgatar tradições e apresentar modas entretanto relegadas ao &lt;br /&gt;                                                            &lt;br /&gt;20&lt;br /&gt; O desaparecimento de vários grupos nos últimos anos, mas também o surgimento de novos &lt;br /&gt;grupos, a fusão entre alguns, o recrutamento de elementos femininos por parte de grupos &lt;br /&gt;masculinos e vice-versa, inactividades temporárias, existências efémeras e estatutos &lt;br /&gt;indeterminados imprimem uma dinâmica ao Cante Alentejano que o caracteriza enquanto &lt;br /&gt;universo em constante mutação. &lt;br /&gt;21&lt;br /&gt; Embora tenhamos observado a presença de mulheres nestes espaços masculinos (Alvito). &lt;br /&gt;Mas são mulheres já de uma certa idade, o que atenua o carácter transgressivo dessa presença. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As mulheres no Cante alentejano       13/27&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;canto espontâneo, a inserção da mulher conduz a uma reestruturação da prática, &lt;br /&gt;das suas normas e dos seus limites. Não obstante o papel desenvolvido pela &lt;br /&gt;mulher, mais que a actividade feminina em si, é a mudança de circunstâncias &lt;br /&gt;que promove essa reestruturação; ou seja, a introdução de elementos até então &lt;br /&gt;“estranhos” ao Cante formal, obriga a colectividade a repensar  o seu &lt;br /&gt;património e a sua salvaguarda. &lt;br /&gt;Muitos destes grupos femininos vêm revitalizar não só peças do repertório do &lt;br /&gt;cancioneiro tradicional votadas ao abandono pelos grupos formais, como outras &lt;br /&gt;tradições locais entretanto caídas em desuso. Grupos de mulheres apresentam &lt;br /&gt;modas que escapavam ao crivo dos grupos corais masculinos (como algumas &lt;br /&gt;modas de trabalho, baile e religiosas) e envolvem-se na recuperação de outras &lt;br /&gt;tradições alentejanas como os mastros, o carnaval, o canto das almas, as &lt;br /&gt;comadres, as modas dançadas, etc. Muitos dos grupos corais masculinos &lt;br /&gt;apresentam o seu repertório “tradicional” ou modas compostas por membros do &lt;br /&gt;grupo, restringindo a sua actuação ao Cante. As mulheres, ao invés, trazem &lt;br /&gt;para o Cante formal modas esquecidas, recriam tradições há muito &lt;br /&gt;abandonadas, dançam, participam nos desfiles de Carnaval, etc.  Um forte &lt;br /&gt;sentido lúdico inspira as suas intervenções. Em Pedrógão, mulheres remexiam &lt;br /&gt;os baús das suas mães e avós procurando outros trajes e indumentárias a expor &lt;br /&gt;aos demais; em Santa Vitória recria-se a tradição das “Maias”; em Moura o &lt;br /&gt;grupo (“Brisas do Guadiana”) concebe um espectáculo designado “prata da &lt;br /&gt;casa” onde apresentam um espectáculo de variedades; em Malavado, as &lt;br /&gt;“Ceifeiras” aliam as modas aos gestos próprios do trabalho rural. “Os homens é &lt;br /&gt;para cantarem e depois é o café mas muitas outras coisas não gostam muito de &lt;br /&gt;participar, tirando uma coisa ou outra. E as mulheres já são diferentes. Eu &lt;br /&gt;penso que as mulheres têm mais aptidão para estas coisas, para se divertirem e &lt;br /&gt;para organizarem estas coisas”, diz Lídia Rosado (Grupo Coral Feminino &lt;br /&gt;“Flores de Abril” de Granja), grupo fundado após a participação de um grupo &lt;br /&gt;de mulheres no Carnaval. &lt;br /&gt;Por outro lado, a promoção da competição entre grupos desde cedo impeliu os &lt;br /&gt;grupos corais a apresentar modas originais, procurando destaque e uma&lt;br /&gt;sonoridade única. A criação de repertórios originais burilados neste contexto &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As mulheres no Cante alentejano       14/27&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;específico – de e para os grupos corais - distancia o cante formal do praticado &lt;br /&gt;nas esferas informais. Com a introdução das mulheres, o repertório dos grupos &lt;br /&gt;corais alarga-se. O Cante abarca novas peças musicais e algumas modas caídas &lt;br /&gt;em desuso voltam a ouvir-se. À inovação fomentada pelos grupos corais &lt;br /&gt;preexistentes, as mulheres acrescentam o repertório tradicional entretanto &lt;br /&gt;abandonado.  &lt;br /&gt;Colaço Guerreiro explica a diferença de repertórios pela existência de dois &lt;br /&gt;tipos de modas: as cantadas nos trabalhos rurais por homens e mulheres e as &lt;br /&gt;entretanto criadas para servir aos grupos corais (mais “pesadas”). Enquanto as &lt;br /&gt;primeiras eram entoadas no canto informal quotidiano (e entretanto esquecidas &lt;br /&gt;pelos grupos corais até as mulheres neles entrarem), as segundas impuseram-se &lt;br /&gt;aquando da fundação dos grupos corais masculinos. Por isso “devem os Grupos &lt;br /&gt;Corais femininos cantar as modas que se adaptam à natureza das suas vozes e &lt;br /&gt;deixarem aos homens as tais modas do segundo tipo que alguns mestres &lt;br /&gt;fizeram para serem cantadas exclusivamente por eles, fora do trabalho, dentro &lt;br /&gt;dos seus Grupos, depois da sua estruturação como corais”, concluiu (Guerreiro &lt;br /&gt;2005). O que observamos, porém, é que estas ditas modas “pesadas” constam &lt;br /&gt;igualmente dos repertórios femininos, muitos deles também ensaiados por &lt;br /&gt;mestres (homens) e com modas originais. O facto de todo este repertório ter &lt;br /&gt;estado inacessível às mulheres durante décadas (porque elas não participavam &lt;br /&gt;nos grupos), não impediu que, apesar de algumas opiniões contrárias,  tenha &lt;br /&gt;sido adaptado às vozes femininas. Não havendo anteriormente mulheres nos &lt;br /&gt;grupos corais, as modas entretanto criadas para os grupos formais, seriam, para &lt;br /&gt;alguns, propriedade dos homens, exclusivamente criadas por e para  homens. &lt;br /&gt;Contudo, sob outro prisma, elas não seriam um exclusivo masculino, antes&lt;br /&gt;modas criadas exclusivamente para grupos, sejam eles masculinos ou &lt;br /&gt;femininos. &lt;br /&gt;Este movimento de resgate de modas – cedidas ao canto individual, não formal &lt;br /&gt;ou até esquecidas – e de tradições, promove uma visão holística do património &lt;br /&gt;cultural imaterial e uma nova compreensão da memória colectiva futura. Hoje, &lt;br /&gt;vários grupos (femininos, masculinos e mistos) introduzem no seu repertório o &lt;br /&gt;cante ao menino, os reis e as janeiras, ampliando assim a tradição musical que &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As mulheres no Cante alentejano       15/27&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;pretendem manter e deixar às gerações futuras&lt;br /&gt;22&lt;br /&gt; E a “Moda – Associação do .&lt;br /&gt;Cante Alentejano” – fundada em 2000 por mestres, dirigentes e cantadores de &lt;br /&gt;vários grupos corais – pretende hoje “apoiar e incentivar toda a pesquisa e &lt;br /&gt;recolha do cancioneiro tradicional alentejano, dos valores etnográficos de cada &lt;br /&gt;Região e da história do ‘cante’, recuperando memórias que preservem a &lt;br /&gt;genuinidade do cantar”&lt;br /&gt;23&lt;br /&gt; Observemos no discurso não só a ênfase dada à .&lt;br /&gt;inventariação como às formas de cantar. Esta “genuinidade do cantar” implica &lt;br /&gt;não só assumir a importância das vozes femininas, como da sua união com as &lt;br /&gt;masculinas&lt;br /&gt;24&lt;br /&gt; As “novas formas de cantar” que foram necessariamente .&lt;br /&gt;introduzidas pelas mulheres (pois há que adaptar as suas vozes ao Cante e ao &lt;br /&gt;esquema formal entretanto adoptado) seriam não mais que um regresso a uma &lt;br /&gt;prática entretanto decadente. Contudo, as mudanças impostas pelos  grupos &lt;br /&gt;corais na forma de cantar a moda, obrigaram a mulher a adaptar o seu canto. &lt;br /&gt;As novas formas de cantar, apesar da evidência de que outrora  homens e &lt;br /&gt;mulheres haviam cantado juntos, seriam efectivamente novas no Cante formal. &lt;br /&gt;Novas porque a mulher não havia pertencido a grupos corais, porque não &lt;br /&gt;cantara as modas concebidas no seio dos grupos, porque as modas apresentadas &lt;br /&gt;em grupos corais haviam sido exclusivamente interpretadas por elementos &lt;br /&gt;masculinos. A sonoridade do Cante ganha novos contornos, quer quando a &lt;br /&gt;mulher canta no feminino, quer quando as suas vozes são aliadas às vozes &lt;br /&gt;masculinas. É comum (entre alguns observadores e elementos dos grupos) &lt;br /&gt;destacar a menor lentidão do canto feminino. Esta observação resulta &lt;br /&gt;provavelmente da execução por parte dos grupos corais femininos dessas &lt;br /&gt;modas outrora cedidas ao canto informal (de trabalho, baile),  por vezes &lt;br /&gt;entendidas como “mais ligeiras” (porventura por estas não terem sofrido o &lt;br /&gt;ajustamento ao canto coral frequente nos grupos corais masculinos&lt;br /&gt;25&lt;br /&gt; .(&lt;br /&gt;                                                            &lt;br /&gt;22&lt;br /&gt; Organizam-se, a par dos encontros de grupos tradicionais (desfiles e actuações em palco que &lt;br /&gt;entretanto deixaram de incluir concursos), eventos dedicados a este novo repertório. &lt;br /&gt;23&lt;br /&gt; Ver objectivos da Moda em www.cantoalentejano.com &lt;br /&gt;24&lt;br /&gt; “Desde o início temos homens e mulheres a cantar porque essa é a verdade. A única verdade &lt;br /&gt;do cancioneiro tradicional é homens e mulheres a cantarem em conjunto”, afirma Joaquim &lt;br /&gt;Soares, actual presidente da Moda. &lt;br /&gt;25&lt;br /&gt; A esse propósito Joaquim Leandro Grosso (Mestre “Minuto”) conta como um anterior &lt;br /&gt;Mestre do Grupo Coral da Casa do Povo da Amareleja, adaptou a “Moda da Lavoura”, outrora &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As mulheres no Cante alentejano       16/27&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O impacto da introdução das mulheres não se repercutiu unicamente no Cante. &lt;br /&gt;A existência de grupos organizados de mulheres permite, antes do mais, que a &lt;br /&gt;mulher aceda a um espaço de socialização que outrora lhe estava vedado. Uma &lt;br /&gt;dimensão que assume a maior importância nos grupos corais é a teia de &lt;br /&gt;relações sociais desenvolvida entre os grupos e que pressupõe reciprocidade. É &lt;br /&gt;comum a organização, por parte da maioria dos grupos, de desfiles e encontros &lt;br /&gt;nos quais são chamados a participar os seus congéneres. Estes encontros &lt;br /&gt;desenvolvem-se numa lógica de “intercâmbio”: é importante convidar para &lt;br /&gt;assim se fazer convidado&lt;br /&gt;26&lt;br /&gt; Estes circuitos são espaços de socialização que se .&lt;br /&gt;revelam da maior importância ao permitir o cumprimento da finalidade do &lt;br /&gt;ensaio: a actuação e exibição dos grupos. Mas não só. Para além da promoção &lt;br /&gt;das localidades e acentuação das dinâmicas locais, os encontros permitem que &lt;br /&gt;os grupos e os seus elementos desenvolvam um conjunto de relações benéficas &lt;br /&gt;para o Cante (porque os grupos se ouvem mutuamente) e para os cantadores &lt;br /&gt;(porque permite que não só ocupem os seus tempos livres, proporcionando-lhes &lt;br /&gt;novos conhecimentos, como desenvolvam relações interpessoais). Ao ingressar &lt;br /&gt;neste sistema de trocas, a mulher acede a um espaço outrora exclusivamente &lt;br /&gt;masculino. É comum a organização atender à diversidade de grupos existentes, &lt;br /&gt;convidando grupos diferentes (de diferentes locais, com diferentes formações, &lt;br /&gt;visualmente diferentes, alguns instrumentais, etc.). Para encontros promovidos &lt;br /&gt;por grupos corais femininos são convidados grupos corais masculinos e viceversa. Portanto, não só a mulher acede a um novo espaço, como o partilha com &lt;br /&gt;o homem. O convívio, outrora exclusivamente masculino, dilui hoje o espaço &lt;br /&gt;entre homens e mulheres. Frequentemente nos jantares de convívio destes &lt;br /&gt;eventos o cante espontâneo toma o seu lugar e os cantadores reúnem-se, &lt;br /&gt;geralmente em roda ou em torno de uma mesa, para cantar. Nesse  canto &lt;br /&gt;participam homens e mulheres, de grupos corais distintos. De notar as &lt;br /&gt;afirmações do primeiro grupo feminino: houve sempre vozes contrárias à sua &lt;br /&gt;                                                                                                                                                                &lt;br /&gt;cantada individualmente em contexto laboral, ao seu grupo coral, tendo necessariamente de &lt;br /&gt;realizar um conjunto de modificações que a ajustassem ao novo contexto. &lt;br /&gt;26&lt;br /&gt; Este intercâmbio, numa lógica de reciprocidade, implica que os grupos retribuam os convites &lt;br /&gt;que receberam. Assim, cada grupo irá convidar não só os grupos em cujos encontros já &lt;br /&gt;participaram mas também grupos de localidades onde  pretendem ir (convidar, retribuir e &lt;br /&gt;“fazer-se convidado”)  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As mulheres no Cante alentejano       17/27&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;organização mas sempre foram muito bem recebidas pelos seus congéneres &lt;br /&gt;masculinos.  &lt;br /&gt;Na viragem do século estes grupos de mulheres que cantam em grupos corais &lt;br /&gt;foram entendidos como um novo fôlego para um Cante Alentejano que se&lt;br /&gt;encontrava envelhecido, ameaçado pelo decréscimo previsível do número de &lt;br /&gt;grupos corais e, dada a média das idades (acima dos sessenta anos), de número &lt;br /&gt;de cantadores por grupo. Para alguns, os grupos corais femininos devolviam a &lt;br /&gt;voz à mulher, reconhecendo-lhe a devida importância e repondo a “verdade” &lt;br /&gt;do Cante. Mas para outros, o papel da mulher no cante continua a ser entendido &lt;br /&gt;como um espaço reservado, diferenciado: dizer que a mulher tem o seu lugar &lt;br /&gt;no Cante não é o mesmo que dizer que a mulher tem lugar nos grupos. Para &lt;br /&gt;estes, a mulher não deve organizar-se em grupos pois até então neles não tinha &lt;br /&gt;lugar (ignorando provavelmente que os grupos corais masculinos são eles&lt;br /&gt;próprios uma inovação relativamente recente). Por outro lado, cantar em &lt;br /&gt;conjunto soa mal, há que fazer a distinção de repertórios…&lt;br /&gt;Aceitação e resistência &lt;br /&gt;Numa visão de conjunto, o acesso das mulheres ao cante é encarado de maneira &lt;br /&gt;diferente consoante se trate de grupos corais exclusivamente femininos ou da &lt;br /&gt;formação de grupos mistos ou ainda da aceitação de mulheres nos grupos antes &lt;br /&gt;exclusivamente masculinos. Já vimos que a primeira forma de acesso com &lt;br /&gt;relevância pública surge com os primeiros grupos de mulheres após 1979 e a &lt;br /&gt;sua multiplicação nas décadas seguintes. Mas nem por isso a  combinação de &lt;br /&gt;vozes masculinas com vozes femininas tem aceitação imediata: as mulheres &lt;br /&gt;também cantam decerto, mas elas cantam de maneira diferente. As diferenças &lt;br /&gt;são formuladas de diversas maneiras: alguns, como veremos, afirmam que os &lt;br /&gt;reportórios são (devem ser) diferentes (há modas “próprias para as mulheres” e &lt;br /&gt;modas que se adaptam apenas às vozes dos homens). Outros realçam as &lt;br /&gt;dificuldades de combinar vozes masculinas e vozes femininas: as diferenças de &lt;br /&gt;altura (as mulheres cantam em vozes “mais altas”, ou seja mais agudas), ou de &lt;br /&gt;timbre, tornam difícil, para alguns, a combinação dos dois sexos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As mulheres no Cante alentejano       18/27&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“As mulheres não podiam relacionar-se, colectivamente, com o cante fora do &lt;br /&gt;trabalho e por isso, quando o trabalho nos campos acabou, calaram-se as vozes &lt;br /&gt;femininas que com tanto fervor e sentimento o tinham interpretado. E bastaram &lt;br /&gt;apenas duas ou três décadas para se esquecer o papel e a importância das vozes &lt;br /&gt;femininas no cante. Da memória apagaram-se os cantes vibrantes das ceifeiras &lt;br /&gt;e das mondadeiras e já se insinuava, já se dizia, já se afirmava que o Cante &lt;br /&gt;Alentejano não era para mulheres”, afirma Guerreiro (2005). Esta  atitude &lt;br /&gt;perante a inclusão das mulheres em grupos tem vindo a ser diluída mas hoje &lt;br /&gt;encontram-se novos argumentos quer para recusar a igualdade entre grupos &lt;br /&gt;corais femininos e masculinos, quer para declinar a existência de grupos corais &lt;br /&gt;mistos. Entre a aceitação e a recusa, há quem pretenda colocar a mulher num &lt;br /&gt;espaço diferenciado, exclusivo e distinto do masculino, pois estes grupos &lt;br /&gt;femininos não são iguais.  &lt;br /&gt;“Desde o início temos homens e mulheres a cantar porque essa é a verdade. A &lt;br /&gt;única verdade do cancioneiro tradicional é homens e mulheres a cantarem em &lt;br /&gt;conjunto”, diz Joaquim Soares, mestre do Cantares de Évora – Coral &lt;br /&gt;etnográfico, misto desde a sua fundação em 1979. Mas, para alguns, cantar em &lt;br /&gt;conjunto soa mal: “há mulheres a cantar muito bem também mas só que aqui &lt;br /&gt;nos grupos corais eu não sou muito defensor da mistura de vozes (…) Em&lt;br /&gt;uníssono, à mesma voz, o timbre da mulher como que desafina logo à partida a &lt;br /&gt;voz dos baixos e obriga-me a tonalidades dos temas em que estes depois &lt;br /&gt;perdem beleza”, diz Tolentino Cabo (Grupo de Cante Tradicional “Os &lt;br /&gt;Almocreves”). “Gosto muito de as ouvir cantar, adoro ouvir um grupo&lt;br /&gt;feminino mas misturado não. Por várias coisas. Temos aí exemplos (…) têm lá &lt;br /&gt;quatro ou cinco mulheres e o alto tem dificuldade por causa do som da mulher. &lt;br /&gt;Depois elas não sabem controlar, por vezes não sabem controlar, vão atrás”, &lt;br /&gt;corrobora José Morais (Casa do Povo de Reguengos de Monsaraz). &lt;br /&gt;Por outro lado, argumentam, “a mulher tem um timbre de voz de uma maneira, &lt;br /&gt;há modas lindas para elas. E o grupo coral do homem tem outras que são &lt;br /&gt;mesmo feitas para ele, que as mulheres não conseguem lá chegar de maneira &lt;br /&gt;nenhuma” (José Morais). Concorda, pois, com Colaço Guerreiro: a mulher não &lt;br /&gt;deve cantar o mesmo que o homem e há que fazer a distinção de repertórios. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As mulheres no Cante alentejano       19/27&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Joaquim Leandro Grosso (mais conhecido por Mestre Minuto), mestre de um&lt;br /&gt;grupo coral masculino e de um grupo coral feminino, também: “Há modas que &lt;br /&gt;estão mais próprias para as mulheres, há modas que estão mais próprias para os &lt;br /&gt;homens”. “Muita gente não faz essa definição que eu faço porque eu percebo e &lt;br /&gt;sei o que estou fazendo”. “Quando eu faço modas para as senhoras é sempre &lt;br /&gt;assim de outra maneira”. Curiosamente, no seu grupo coral “masculino” estão &lt;br /&gt;incluídas três mulheres. Quando Mestre Minuto decidiu, em 1999, acolher um &lt;br /&gt;grupo feminino na Casa do Povo da Amareleja e tornar-se seu ensaiador, “os &lt;br /&gt;homens não as queriam cá. Havia aí três ou quatro homens [que] não queriam o &lt;br /&gt;grupo das mulheres”. Prevendo futuros desentendimentos resolveu falar com as &lt;br /&gt;mulheres: “’Primeiro vão fazer uma coisa. Vão dizer aos vossos maridos para &lt;br /&gt;onde vêm cantar’. Porque as mulheres antigamente, a gente sabe, eram objecto &lt;br /&gt;de brincadeira, não podiam sair de casa… os maridos… e havia aquele ciúme, &lt;br /&gt;aquela coisa. A gente até, encontrar uma mulher assim num café, começava &lt;br /&gt;logo a olhar como se ela fosse assim mal comportada”. “Salazar deixou-nos um &lt;br /&gt;bocado – muito – atrasados, principalmente as mulheres”, lamenta. É “a deixa &lt;br /&gt;que lhes deixou o Salazar, que queria aquela coisa mesquinha. A mulher é um &lt;br /&gt;ser como um homem”. &lt;br /&gt;É possível que as dificuldades que são assim diversamente enunciadas &lt;br /&gt;recubram problemas técnicos reais que decorrem do modo de distribuição das &lt;br /&gt;“partes” na forma que se tornou norma quase universal no Cante: enquanto o &lt;br /&gt;“alto” vai cantar uma linha melódica que segue em geral as “segundas” a uma &lt;br /&gt;terceira superior, mas pode “subir” à quinta superior em relação ao coro, as &lt;br /&gt;mulheres vão, em geral cantar à oitava superior em relação  ao mesmo coro. &lt;br /&gt;Quando por vezes, como tivemos a possibilidade de observar, o papel de “alto” &lt;br /&gt;é distribuído a uma mulher, ela vai cantar a sua parte a uma oitava mais uma &lt;br /&gt;terceira (ou uma quinta) “acima” do coro principal (o dos homens). Para além &lt;br /&gt;do facto que as poderosas vozes masculinas tendem a cobrir a voz feminina do &lt;br /&gt;“alto”, a distância aparente entre vozes masculinas do coro e a voz feminina do &lt;br /&gt;“alto” parece excessiva&lt;br /&gt;27&lt;br /&gt; ,É claro que esses problemas poderiam, em princípio .&lt;br /&gt;                                                            &lt;br /&gt;27&lt;br /&gt; Mestre Minuto explica que, na execução de algumas  modas, esta distância é deliberada. &lt;br /&gt;Designa-se “requinta” e pretende elevar ainda mais  o tom do alto (é a “fala fina”). Antes da &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As mulheres no Cante alentejano       20/27&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ser resolvidos: mas a solução exigiria uma técnica de condução dos  coros de &lt;br /&gt;que a maior parte dos grupos não dispõe. Os hábitos criados ao longo da &lt;br /&gt;história do Cante formal em grupos corais não incluem a formação de naipes &lt;br /&gt;(masculinos, femininos) e a sua equilibragem. Donde o facto que um problema &lt;br /&gt;que, ao observador exterior se apresenta como um problema exclusivamente &lt;br /&gt;técnico, é percepcionado como um problema de acesso das mulheres ao cante, &lt;br /&gt;de especialização dos repertórios, de separação dos sexos. &lt;br /&gt;José Joaquim Oliveira (Grupo Coral Etnográfico do Ateneu Mourense) recusa &lt;br /&gt;a inclusão de mulheres argumentando que se trata de dois cantes diferentes. O &lt;br /&gt;cante dos grupos corais, “o cante em si, o cante à capela, é um cante diferente. &lt;br /&gt;É um cante diferente no aspecto da sua apresentação, como ele é  exposto e &lt;br /&gt;como ele é depois interpretado”. “Requer um estudo das vozes, enquadramento &lt;br /&gt;das vozes, requer uma melodia completamente diferente, uma tonalidade &lt;br /&gt;completamente diferente e que faz com que o cante alentejano, o genuíno cante &lt;br /&gt;alentejano de grupos corais, era cantado só por homens. Se a gente for a ver, a &lt;br /&gt;mulher não participava nos cantes, tirando um ou outro bailarico ou outra moda &lt;br /&gt;que era mais ritmada. De resto nunca participavam mulheres. Portanto é um &lt;br /&gt;tom muito grave, muito cheio (a gente chama ‘o cheio’ àquele tom grave, &lt;br /&gt;característica mesmo genuína do cante alentejano). De onde é que vem? Desde &lt;br /&gt;que começou o homem, depois de trabalhar, juntava-se nas tabernas e aí &lt;br /&gt;começou de facto… Começar um copinho, começar a cantar e a tentar corrigirse uns aos outros e a haver aquele cante espontâneo das tabernas”. Por isso &lt;br /&gt;mesmo, as tabernas seriam os locais privilegiados desse “cante diferente”, de &lt;br /&gt;onde saíram os homens para os grupos corais. A mulher não tinha lugar na &lt;br /&gt;taberna, portanto não é portadora do “genuíno cante”. Mas para Guerreiro &lt;br /&gt;(2005) “podemos eleger as mondas e as ceifas como as escolas por excelência &lt;br /&gt;da moda alentejana. Por isso, sabendo que eram os homens, as mulheres e as &lt;br /&gt;crianças quem trabalhava nas ditas fainas, sabemos também, que eram eles &lt;br /&gt;quem desde sempre e indistintamente, interpretava a moda, integrando-a como &lt;br /&gt;factor transversal ao seu labor”. &lt;br /&gt;                                                                                                                                                                &lt;br /&gt;introdução das mulheres em grupos formais, esse papel era atribuído aos mancebos do grupo &lt;br /&gt;que ainda não tinham mudado a voz.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As mulheres no Cante alentejano       21/27&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como Mário Feliciano (Grupo de Cantares da Associação de Reformados e &lt;br /&gt;Idosos de Vila Nova de Milfontes) observa “infelizmente ainda existe alguma &lt;br /&gt;relutância (…) em misturar grupos que tenham mulheres e homens”. &lt;br /&gt;“Antigamente as coisas eram assim, as pessoas nos bailaricos cantavam &lt;br /&gt;homens e mulheres, dançavam homens e mulheres, portanto, cantavam as &lt;br /&gt;mesmas modas e as coisas funcionavam. Porque é que não hão-de funcionar &lt;br /&gt;agora? O que é que se passa? Qual é a mudança que houve, que tipo  de &lt;br /&gt;mudança é que houve na mentalidade das pessoas…?”. Apesar desta evidência, &lt;br /&gt;nem sempre é aceite a inclusão da mulher em grupos outrora masculinos. José &lt;br /&gt;Sobral (Grupo Coral de Vila Nova de Milfontes) argumenta que “não é questão &lt;br /&gt;de que não se goste das mulheres”, mas “as senhoras têm uma voz que abafa as &lt;br /&gt;dos homens, que é o mais fino. E então ouve-se mais, a do homem ouve-se &lt;br /&gt;menos. E há elementos que não, que se sentem, não é inferiorizados mas, quer &lt;br /&gt;dizer, não se sentem bem porque não ouvem a voz deles”.  &lt;br /&gt;Mas a atitude de recusa funda-se igualmente no papel que é atribuído à mulher, &lt;br /&gt;a mãe, a esposa. A “condenação” da mulher cantadora é ainda hoje observada &lt;br /&gt;em alguns meios rurais pequenos, como refere Ana Marques (Grupo Coral&lt;br /&gt;Feminino “As Papoilas” de Santo Aleixo da Restauração), que sente a crítica &lt;br /&gt;de alguns conterrâneos, homens e mulheres. É um facto que, longe de  esta &lt;br /&gt;discriminação ser feita unicamente pelos homens, ela é muitas vezes feita pelas &lt;br /&gt;demais mulheres. “Há pessoas, mesmo das nossas idades, que não vão porque &lt;br /&gt;têm vergonha e outras porque têm os maridos que não as deixam. A gente, os &lt;br /&gt;nossos maridos não nos estorvam (…) E se estorvassem ganhavam as&lt;br /&gt;mesmas”. A mulher que sai de casa para cantar nem sempre é bem vista. Para &lt;br /&gt;Maria José Barriga (2009) "é o próprio circuito feminino que ainda  coloca &lt;br /&gt;muitos obstáculos a essa presença”. As críticas partem “da vizinha do lado, da &lt;br /&gt;tia, da amiga".  &lt;br /&gt;José Feliciano, do mesmo grupo, explica que a inclusão de mulheres significa a &lt;br /&gt;perda de uma esfera de sociabilidade em que os homens estão mais libertos, em &lt;br /&gt;que podem “beber os seus copos e fazer os seus floreados” sem ter a sua &lt;br /&gt;“pele.” (“a minha pele é a minha mulher”) por perto. Para ele, é esta &lt;br /&gt;necessidade que impede uma disciplina rigorosa dentro do seu grupo: a uma &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As mulheres no Cante alentejano       22/27&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sónia Cabeça / José Rodrigues dos Santos / Novembro de 2010&lt;br /&gt;chamada de atenção “o homem parece que foi transportado outra vez para &lt;br /&gt;casa”. Esse espaço é satisfatoriamente respeitado no Grupo Coral Misto “Alma &lt;br /&gt;Nova” de Ferreira do Alentejo (inicialmente grupo feminino), o que é notório &lt;br /&gt;observando o lugar que homens e mulheres ocupam nos momentos que &lt;br /&gt;antecedem o ensaio na sua sede: as mulheres juntam-se na sala a conversar; os &lt;br /&gt;homens fazem o mesmo do lado de fora da porta. Manuel Cansado, pela sua &lt;br /&gt;experiência, julga ser “mais vantajoso” ensaiar mulheres. “A gente sabe como &lt;br /&gt;é que são os homens. Os homens, há muitos deles que gostam de uns copos, &lt;br /&gt;vinho”. “Nas mulheres isso não acontece (…) Refilam umas com as outras mas &lt;br /&gt;comigo não. Elas comigo não”. Talvez por isso alguns grupos femininos optem &lt;br /&gt;por ensaiadores masculinos exteriores ao grupo. A isto acresce o facto de, dado &lt;br /&gt;que as mulheres estiveram arredadas do Cante formal por várias décadas, não &lt;br /&gt;existirem mulheres com a experiência e maestria dos homens no  seio dos &lt;br /&gt;grupos. Efectivamente, é esse um dos desafios que se coloca à mulher hoje em &lt;br /&gt;dia. Se, no início, a maioria dos grupos corais femininos procurou o apoio de &lt;br /&gt;elementos experientes no domínio do cante em grupo (logo, necessariamente, &lt;br /&gt;elementos masculinos exteriores ao grupo), hoje é possível encontrar grupos &lt;br /&gt;nos quais a mulher assume o papel de ensaiadora e em que, à semelhança de &lt;br /&gt;muitos grupos corais masculinos, é escolhido o elemento dentro do grupo com &lt;br /&gt;mais aptidão para a tarefa.  &lt;br /&gt;Grupo misto, um novo desafio &lt;br /&gt;Hoje encontramos grupos corais um pouco por toda a parte em que &lt;br /&gt;encontramos alentejanos (e mesmo até em locais em que eles não estão &lt;br /&gt;presentes…), num fenómeno de localismo em que cada terra, cada  freguesia, &lt;br /&gt;quer ter o seu grupo. Não é estranho, portanto, que muitos grupos justifiquem a &lt;br /&gt;sua formação pela ausência de um grupo na sua localidade quando noutras da&lt;br /&gt;região estes já existem. As tradições locais assumem particular importância &lt;br /&gt;para os grupos, que pretendem cantar a sua terra, as suas cantigas e modas e &lt;br /&gt;constituir-se unicamente com recurso aos seus conterrâneos.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As mulheres no Cante alentejano       23/27&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sónia Cabeça / José Rodrigues dos Santos / Novembro de 2010&lt;br /&gt;Após um primeiro período em que o cante formal esteve vedado às mulheres, &lt;br /&gt;surgiram vários grupos femininos, gradualmente aceites pelos demais grupos. &lt;br /&gt;Hoje um novo fenómeno toma o seu lugar: a criação de grupos mistos. &lt;br /&gt;Enquanto alguns são deliberadamente constituídos enquanto tais, outros porém, &lt;br /&gt;são fruto da situação que se observa no Cante Alentejano: se por um lado &lt;br /&gt;existem cada vez mais grupos, por outro, as condições em que estes subsistem &lt;br /&gt;estão cada vez mais deterioradas e à medida que nas suas fileiras os cantadores &lt;br /&gt;envelhecem e seu número decresce – tornando-se uma ameaça à sobrevivência &lt;br /&gt;de alguns grupos – novas estratégias têm que ser adoptadas.  &lt;br /&gt;O acréscimo de número de grupos corais e a inclusão de novos repertórios &lt;br /&gt;trouxe um novo fôlego ao Cante alentejano mas não o suficiente para que, na &lt;br /&gt;ausência de outros veículos de transmissão da tradição, este chegasse às &lt;br /&gt;gerações futuras. Cada vez mais os grupos sentem necessidade de fazer um &lt;br /&gt;recrutamento mais activo e procuram igualmente cantadores fora  das suas &lt;br /&gt;terras. Surgem novos grupos mistos, fruto destas contingências: grupos outrora &lt;br /&gt;masculinos recrutam mulheres (como o Grupo Coral “Os Trabalhadores” de &lt;br /&gt;Montoito e o Grupo Coral da Casa do Povo de Santo Aleixo da Restauração) e &lt;br /&gt;mulheres recrutam homens (como o Grupo Coral Feminino de Mombeja e o&lt;br /&gt;Grupo Coral Feminino “Alma Nova” de Ferreira do Alentejo), já se tendo &lt;br /&gt;assistido à junção de grupos (em Figueira dos Cavaleiros, os grupos  corais &lt;br /&gt;masculino e feminino juntaram-se para dar origem ao novo Grupo Coral&lt;br /&gt;Misto). &lt;br /&gt;A continuidade dos grupos passa muitas vezes por criar estas alianças. “As &lt;br /&gt;pessoas vão saindo. Já não tínhamos homens suficientes (…) então arranjaramse quatro ou cinco mulheres (…) A gente aceitou. Para isto continuar tinha que &lt;br /&gt;ser assim”, explica Alexandre Paulino (Grupo Coral da Sociedade União &lt;br /&gt;Perolivense). Do mesmo modo, as mulheres dispõem-se a aceitar homens nas &lt;br /&gt;suas fileiras. &lt;br /&gt;A fusão de grupos, face à dificuldade de entrosamento entre as  vozes acima &lt;br /&gt;exposta, implica na maioria das vezes a perda do estatuto de solista para a &lt;br /&gt;mulher. Quando homens e mulheres cantam em grupos corais mistos, salvo &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As mulheres no Cante alentejano       24/27&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sónia Cabeça / José Rodrigues dos Santos / Novembro de 2010&lt;br /&gt;algumas excepções&lt;br /&gt;28&lt;br /&gt;, é o homem que assume o papel de “alto” ou “ponto”, &lt;br /&gt;cantando a mulher no coro.  &lt;br /&gt;Homens e mulheres cantam hoje novamente em conjunto, no que entendem &lt;br /&gt;como medida necessária para a salvaguarda do Cante Alentejano:  um &lt;br /&gt;património cada vez mais reconhecido como verdadeiramente comum. &lt;br /&gt;Referências: &lt;br /&gt;Carvalho, J. S. (1996). "“A Nação Folclórica: projecção nacional, política cultural e &lt;br /&gt;etnicidade em Portugal” " Revista Transcultural de Música 7. &lt;br /&gt;Delgado, M. (1980). Subsídio para o Cancioneiro Popular do Baixo Alentejo: &lt;br /&gt;Comentário, Recolha e Notas. Lisboa, INIC. &lt;br /&gt;Faure, C. (1989). Le projet culturel de Vichy: Folklore et revolution nationale 1940-&lt;br /&gt;1944. Paris, CNRS. &lt;br /&gt;Giacometti, M. e F. Lopes-Graça (1981). Cancioneiro Popular Português  Lisboa, &lt;br /&gt;Círculo de Leitores. &lt;br /&gt;Guerreiro, J. F. C. (2005) "“O Cante das Mulheres”."  Volume,  DOI:  &lt;br /&gt;Lopes-Graça, F. (1946). “Apontamento sobre a canção alentejana”. A música &lt;br /&gt;portuguesa e os seus problemas. F. Lopes-Graça. Lisboa, Cosmos. &lt;br /&gt;Lopes-Graça, F. (1973). “Acerca do canto alentejano”. Obras Literárias. Lisboa, &lt;br /&gt;Cosmos. &lt;br /&gt;Marvão, A. (1955). Cancioneiro Alentejano: Corais Majestosos, Coreográficos e &lt;br /&gt;Religiosos do Baixo Alentejo. Braga, Tipografia da Editorial Franciscana. &lt;br /&gt;Marvão, A. (1966). Origens e características do folclore musical alentejano. Estudo &lt;br /&gt;feito à base do Cancioneiro Alentejano. Cucujães, Edição do Autor. &lt;br /&gt;Marvão, A. (1985). “O Cante Alentejano”  Congresso Sobre o Alentejo - Semeando &lt;br /&gt;Novos Rumos, Beja, Associação de Munícipios do Distrito de Beja. &lt;br /&gt;Monteiro, E. (1902). "“Modas-estribilhos alentejanos”." A tradição Vol II  &lt;br /&gt;Nazaré, J. R. (1979). Música Tradicional Portuguesa. Lisboa, Biblioteca Livre. &lt;br /&gt;Nazaré, J. R. (1986). Momentos vocais do Baixo Alentejo. Lisboa, Imprensa Nacional &lt;br /&gt;Casa da Moeda. &lt;br /&gt;Neves, C. and G. Campos (1883, 1885, 1898). Cancioneiro de Músicas Populares &lt;br /&gt;Porto, Typographia Occidental. &lt;br /&gt;Nunes, M. D. (1902). "“Costumes da minha terra - Os Descantes”." A Tradição 4(IV). &lt;br /&gt;Pedrosa, N. (2009). "“O cante não é exclusivamente  masculino”." Diário do &lt;br /&gt;Alentejo(1396). &lt;br /&gt;Thomaz, P. F. (1918). Cantares do Povo português. Coimbra, França Amado Editores. &lt;br /&gt;Vasconcelos, J. L. (1888). "“Observações sobre as cantigas populares”." Revista &lt;br /&gt;Lusitana I. &lt;br /&gt;Fontes complementares: &lt;br /&gt;                                                            &lt;br /&gt;28&lt;br /&gt; Como por exemplo o Grupo Coral Misto “Os Rurais” de Figueira de Cavaleiros &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As mulheres no Cante alentejano       25/27&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Câmara Municipal de Serpa &lt;br /&gt;1982a A tradição Vol. I, Serpa: Câmara Municipal de Serpa (Ed. Fac-simile, &lt;br /&gt;Janeiro &lt;br /&gt; 1899 - Dezembro 1901  &lt;br /&gt;1982b  A tradição Vol. II, Serpa: Câmara Municipal de Serpa (Ed. Fac-simile, &lt;br /&gt;Janeiro &lt;br /&gt; 1902 - Junho 1904) &lt;br /&gt;Carvalho, João Soeiro de &lt;br /&gt;1996 “Nação Folclórica: projecção nacional, política cultural e etnicidade em &lt;br /&gt; Portugal” in Revista Transcultural de Música vol 7 &lt;br /&gt;Faure, Christian &lt;br /&gt;1989  Le projet culturel de Vichy : folklore et révolution nationale 1940-1944, &lt;br /&gt;Lyon, &lt;br /&gt; C.N.R.S. et Presses Universitaires de Lyon &lt;br /&gt;Félix, Pedro &lt;br /&gt;2003 “O concurso ‘A Aldeia Mais Portuguesa de Portugal’ (1938)”, em J.F. &lt;br /&gt;Branco,  e &lt;br /&gt; S. Castelo-Branco (orgs.),  Vozes do Povo: a Folclorização em &lt;br /&gt;Portugal. Oeiras: &lt;br /&gt; Celta (pp: 207-232) &lt;br /&gt;Ferreira, Carla; Martins, Mariano &lt;br /&gt;1998 “’Preservar o património do  cante’ - Entrevista com António &lt;br /&gt;Cartageno”,  em &lt;br /&gt; Jornal Diário do Alentejo, 17 de Julho de 1998 &lt;br /&gt;Giacometti, Michel; Lopes-Graça, Fernando  &lt;br /&gt;1981 Cancioneiro Popular Português Lisboa: Círculo de Leitores &lt;br /&gt;Guerreiro, José Francisco Colaço &lt;br /&gt;2005 “O Cante das Mulheres” em http://cantoalentejano.com &lt;br /&gt;Lopes Graça, Fernando &lt;br /&gt;1946 “Apontamento sobre a canção alentejana” em A Música Portuguesa e &lt;br /&gt;Os  Seus &lt;br /&gt; Problemas, Lisboa: Edições Cosmos &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As mulheres no Cante alentejano 26/27&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1973 “Acerca do canto alentejano” em  Obras Literárias, Lisboa: Edições &lt;br /&gt;Cosmos  (pp: &lt;br /&gt; 225-229) &lt;br /&gt;Marvão, António Alfaiate &lt;br /&gt;1966  Origens e características do folclore musical alentejano - Estudo feito &lt;br /&gt;à base do &lt;br /&gt;  Cancioneiro Alentejano, Cucujães: Edição de Autor &lt;br /&gt;1985 “O Cante Alentejano” em  Congresso Sobre o Alentejo - Semeando &lt;br /&gt;Novos &lt;br /&gt; Rumos, I Volume, Edição da Associação de Munícipios do Distrito de &lt;br /&gt;Beja  (pp: &lt;br /&gt; 104 a 107) &lt;br /&gt;1987 “Motivações e Sociologia do Cante” in Actas do 2º Congresso sobre o &lt;br /&gt;Alentejo  - &lt;br /&gt; Semeando novos rumos I vol, Beja &lt;br /&gt;Ministério da Educação Nacional &lt;br /&gt;1958  O Livro da Primeira Classe - Ensino Primário Elementar, Editora A &lt;br /&gt;Educação &lt;br /&gt; Nacional &lt;br /&gt;Monteiro, Elvira &lt;br /&gt;1902 “Modas-estribilhos alentejanos” em  Revista A tradição Vol II, Serpa: &lt;br /&gt;Câmara &lt;br /&gt; Municipal de Serpa &lt;br /&gt;Nazaré, João Ranita &lt;br /&gt;1979  Música Tradicional Portuguesa - Cantares do Baixo Alentejo, Lisboa: &lt;br /&gt;Instituto &lt;br /&gt; da Cultura Portuguesa &lt;br /&gt;Neves, César das &amp; Campos, Gualdino &lt;br /&gt;1883 Cancioneiro de Músicas Populares Vol I, Porto: Typographia &lt;br /&gt;Occidental &lt;br /&gt;1885 Cancioneiro de Músicas Populares Vol II, Porto: Typographia &lt;br /&gt;Occidental &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As mulheres no Cante alentejano       27/27&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1898 Cancioneiro de Músicas Populares Vol III, Porto: Typographia &lt;br /&gt;Occidental &lt;br /&gt;Nobre, Manuel; Calisto, Judite; Ferreira, Regina; Cruz, Rosário:  &lt;br /&gt;2004  Mulheres do Cante, Ervidel: Junta de Freguesia de Ervidel &lt;br /&gt;1902 “Costumes da minha terra - Os Decantes” em Revista A Tradição 4º ano &lt;br /&gt;–  vol &lt;br /&gt; IV, Serpa &lt;br /&gt;Oliveira, Ernesto Veiga de &lt;br /&gt;1964 “Música Popular Polifónica Vocal – O Cante Alentejano Instrumentos” &lt;br /&gt;em &lt;br /&gt;Instrumentos Musicais Populares Portugueses, apêndice III, Lisboa: &lt;br /&gt;Fundação &lt;br /&gt; Calouste Gulbenkian &lt;br /&gt;Pedrosa, Nélia  &lt;br /&gt;2009 “O cante não é exclusivamente masculino” em  Diário do Alentejo, &lt;br /&gt;edição  nº &lt;br /&gt; 1396, 23 a 29 de Janeiro de 2009 &lt;br /&gt;S/a &lt;br /&gt;2008 “Palavras proféticas de Michel Giacometti” em Revista Alentejo nº 22,&lt;br /&gt; Out/Nov/Dez 08 &lt;br /&gt;Thomaz, P. F. &lt;br /&gt;1918  Cantares do Povo, Coimbra: França Amado Editores &lt;br /&gt;Vasconcelos, José Leite de &lt;br /&gt;1888 “Observações sobre as cantigas populares” em Revista Lusitana I &lt;br /&gt;Villa-Moura, Visconde de &lt;br /&gt;1916 “Terras do Sul - Cantos Alentejanos” em Revista Águia vol X - 2ª serie &lt;br /&gt;Outras fontes: &lt;br /&gt;- Entrevistas realizadas no âmbito do projecto; &lt;br /&gt;- “O Cante delas”, reportagem SIC emitida a 11/03/2009; &lt;br /&gt;- www.cantoalentejano.com: Moda – Associação do Cante Alentejano &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/h3&gt;&lt;/font&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7528806873735773434-4909935272619044527?l=alentejanosnofacebook.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alentejanosnofacebook.blogspot.com/feeds/4909935272619044527/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://alentejanosnofacebook.blogspot.com/2011/12/as-mulheres-no-cante-alentejano.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7528806873735773434/posts/default/4909935272619044527'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7528806873735773434/posts/default/4909935272619044527'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alentejanosnofacebook.blogspot.com/2011/12/as-mulheres-no-cante-alentejano.html' title='AS MULHERES NO CANTE ALENTEJANO'/><author><name>Luis Milhano (Lumife-Alvito)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17742420842631935865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='23' src='http://1.bp.blogspot.com/-qqFCe8ytvXo/TmXeK-VaMAI/AAAAAAAAAkw/I9f4dEYD7JI/s220/alentejanos.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7528806873735773434.post-4601245434568778714</id><published>2011-12-01T17:47:00.002Z</published><updated>2011-12-01T17:57:01.922Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cante Alentejano'/><title type='text'>P E T I Ç Ã O - CANTE ALENTEJANO</title><content type='html'>&lt;h2 align="left"&gt;&lt;font color="#3300ff"&gt;Já está  a correr a PETIÇÃO MANIFESTO CANTE ALENTEJANO A PATRIMÓNIO IMATERIAL DA HUMANIDADE.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.facebook.com/l.php?u=http%3A%2F%2Fwww.peticaopublica.com%2F%3Fpi%3DP2011N17409&amp;h=gAQFQTDOdAQGgr4akv2vHC5y2bjoofDBPFvsASen6843sxA"&gt; PETIÇÃO - CANTE ALENTEJANO &lt;/A&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/h2&gt;&lt;/font&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7528806873735773434-4601245434568778714?l=alentejanosnofacebook.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alentejanosnofacebook.blogspot.com/feeds/4601245434568778714/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://alentejanosnofacebook.blogspot.com/2011/12/p-e-t-i-c-o-cante-alentejano.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7528806873735773434/posts/default/4601245434568778714'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7528806873735773434/posts/default/4601245434568778714'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alentejanosnofacebook.blogspot.com/2011/12/p-e-t-i-c-o-cante-alentejano.html' title='P E T I Ç Ã O - CANTE ALENTEJANO'/><author><name>Luis Milhano (Lumife-Alvito)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17742420842631935865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='23' src='http://1.bp.blogspot.com/-qqFCe8ytvXo/TmXeK-VaMAI/AAAAAAAAAkw/I9f4dEYD7JI/s220/alentejanos.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7528806873735773434.post-7999901282746351877</id><published>2011-12-01T17:44:00.001Z</published><updated>2011-12-01T17:46:57.535Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cante Alentejano'/><title type='text'>CANTE ALENTEJANO - MANIFESTO</title><content type='html'>&lt;h2 align="left"&gt;&lt;font color="#990000"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MANIFESTO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CANTE ALENTEJANO A PATRIMÓNIO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 - O Cante Alentejano é uma forma de expressão vocal, secularmente arreigada na nossa memória colectiva e tradicionalmente interpretada pelos habitantes de uma grande parte do imenso Alentejo, cuja melodia, forma e regras têm vindo a ser cautelosamente respeitadas e transmitidas de geração em geração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2 - Guarda-se , por isso, activa e incólume, essa forma de cantar que impregna, como sua parte integrante e indissociável ,o imaginário e o ser espiritual do povo alentejano.&lt;br /&gt;Na sua terra ou desterrados algures no mundo, os alentejanos revêem-se sentimentalmente nas suas “modas” e por isso, as cantam com paixão, quer na envolvência descontraída de um convívio, quer no aprumo dos Grupos Corais, onde, desde há muito se organizam, para cultivarem esta essência da sua tradição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3 – Por insistência da “MODA- Associação do Cante Alentejano”, a quase totalidade dos concelhos do Alentejo e mais alguns da área da Grande Lisboa, classificaram o Cante como seu património oral e iniciaram também acções de apoio ao seu ensino, junto das escolas do ensino básico, buscando-se futuro para esta nossa herança do passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4 – Apesar da continuada aculturação de que somos alvo e do sistemático aviltamento das nossas raízes que desde há décadas nos mina a identidade cultural, o Cante Alentejano tem resistido ao seu tendencial apagamento e continua, apesar das múltiplas dificuldades, a impor-se, determinando o continuado aparecimento de novos Grupos Corais, em particular os femininos, que em si mesmos constituem um inegável e determinante factor de coesão social e cultural para as gentes transtaganas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5 – Neste contexto, porque o Cante Alentejano constitui uma preciosa expressão de sentimento, alma e vida do nosso povo, cuja perda seria irreparável para nós e empobrecedora para toda a humanidade, vimos saudar e manifestar o nosso apoio à Candidatura do Cante Alentejano como Património Imaterial da Humanidade, de cuja aprovação resultará um justo reconhecimento por parte da UNESCO da grande valia etno-musical da “moda”, um novo alento para os actuais e futuros interpretes, assim como a garantia da necessária salvaguarda deste património de valor inestimável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;José Francisco Colaço Guerreiro&lt;br /&gt;Luís Milhano&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/h2&gt;&lt;/font&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7528806873735773434-7999901282746351877?l=alentejanosnofacebook.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alentejanosnofacebook.blogspot.com/feeds/7999901282746351877/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://alentejanosnofacebook.blogspot.com/2011/12/cante-alentejano-manifesto.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7528806873735773434/posts/default/7999901282746351877'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7528806873735773434/posts/default/7999901282746351877'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alentejanosnofacebook.blogspot.com/2011/12/cante-alentejano-manifesto.html' title='CANTE ALENTEJANO - MANIFESTO'/><author><name>Luis Milhano (Lumife-Alvito)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17742420842631935865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='23' src='http://1.bp.blogspot.com/-qqFCe8ytvXo/TmXeK-VaMAI/AAAAAAAAAkw/I9f4dEYD7JI/s220/alentejanos.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7528806873735773434.post-3206928139883862531</id><published>2011-10-15T14:44:00.009+01:00</published><updated>2011-10-15T22:45:40.720+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Nossa Senhora d&apos;Aires'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Alentejo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Viana do Alentejo'/><title type='text'>VIANA DO ALENTEJO</title><content type='html'>&lt;iframe width="420" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/ojqb6zr7YrE" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-rxaE4sUTVSc/TpmRheJlAYI/AAAAAAAAAzw/6I8cEqCdmKA/s1600/Castelo_de_Viana_do_Alentejo_-_Portada_e_muralha.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 240px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-rxaE4sUTVSc/TpmRheJlAYI/AAAAAAAAAzw/6I8cEqCdmKA/s320/Castelo_de_Viana_do_Alentejo_-_Portada_e_muralha.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5663718010610057602" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;h3 align="left"&gt;&lt;font color="#3300ff"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viana do Alentejo é uma vila portuguesa, no Distrito de Évora, região Alentejo e subregião do Alentejo Central, com cerca de 2 800 habitantes.&lt;br /&gt;É sede de um município com 393,92 km² de área e 5615 habitantes (2001), subdividido em 3 freguesias. O município é limitado a norte pelo município de Montemor-o-Novo, a nordeste por Évora, a leste por Portel, a sueste por Cuba, a sul por Alvito e a sudoeste e oeste por Alcácer do Sal.&lt;br /&gt;Outrora foi conhecida como Viana a par de Alvito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Freguesias&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As freguesias de Viana do Alentejo são as seguintes:&lt;br /&gt; Aguiar&lt;br /&gt; Alcáçovas&lt;br /&gt; Viana do Alentejo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;População&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1801 – 1.298&lt;br /&gt;1849 – 3.493&lt;br /&gt;1900 – 5.065&lt;br /&gt;1930 – 7.814&lt;br /&gt;1960 – 9.237&lt;br /&gt;1981 – 6.188&lt;br /&gt;1991 – 5.720&lt;br /&gt;2001 – 5.615&lt;br /&gt;2004 – 5.639&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Património&lt;br /&gt; Castelo de Viana do Alentejo&lt;br /&gt; Igreja Matriz de Viana do Alentejo&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HISTÓRIA&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;É sede do concelho e uma vila de extraordinária importância na história de Portugal. Desempenhou sempre um papel de destaque na defesa estratégica do nosso território.&lt;br /&gt;O povoamento é muito remoto. O arqueólogo José Leite de Vasconcelos, que estudou o local nos inícios deste século, descobriu uma série de vestígios arqueológicos, que poderão ser atribuídos à época romana. Restos de cerâmica, algumas moedas e mesmo uma necrópole romana com as respectivas inscrições nas cercanias do local onde se encontra hoje o santuário dedicado a N.ª Sr.ª d’Aires. Aliás, o próprio lugar de Paredes parece querer indicar que ali existiu algum tipo de muros, muito provavelmente castrejos. Alguns autores, são da opinião que este templo cristão sucedeu directamente a uma ermida do paganismo hispano-romano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devastada pelas algariadas mouriscas, a vila foi repovoada no século XIII por D. Gil Martins e sua mulher, D. Maria Anes. Em 1269, encontramos um documento sobre a vila, em que D. Martinho, Bispo de Évora, reconhecia ter direito apenas a um quarto dos dízimos da "igreja de Fochem". Por morte de D. Gil Martins e sua mulher, passou Viana do Alentejo para a posse do seu filho, D. Martim Gil de Sousa, Conde de Barcelos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi no reinado de D. Afonso III que lhe foi concedida a primeira carta de foral, mais tarde renovada por D. Dinis (1321) com privilégios iguais aos de Santarém. Foi também D. Dinis que lançou as bases para a construção do seu castelo, iniciada em 1313, e a elevou à categoria de vila. Fazia parte do seu termo Alvito, Vila Nova, Vila Ruiva e Malcabron. Os seus moradores recebiam 1000 libras de ajuda para levantarem as muralhas. A extensão do termo de Viana durante o reinado de D. Dinis era muita significativa, já que ia até Vila Alva, na época Malcabron, que se encontra actualmente no concelho de Cuba.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NOSSA SENHORA D'AIRES&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-FL4dRFpKdws/Tpm7cKVO1EI/AAAAAAAAAz8/lz_NsyYsoQ0/s1600/SENHORA%2BD%2527AIRES.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 230px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-FL4dRFpKdws/Tpm7cKVO1EI/AAAAAAAAAz8/lz_NsyYsoQ0/s320/SENHORA%2BD%2527AIRES.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5663764098879247426" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A romaria de Nossa Senhora d'Aires, em Viana do Alentejo, distrito e arquidiocese de Évora, remonta a 1748, quando se iniciou o culto mariano deste local situado nas imediações da vila de Viana do Alentejo. Tudo terá nascido de um voto feito por alguns comerciantes (devido a uma epidemia que então grassava na região). Uma vez atendido o voto, de imediato se iniciou a construção do imponente santuário que hoje é o palco desta romaria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Feira de Nossa Senhora d'Aires&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A romaria principal é mais propriamente uma feira, com origem no alvará de D.José, datado de 27 de Setembro de 1751, que autorizou a realização de uma feira franca nesta local. A feira/romaria ocorre no quarto domingo de Setembro, quando se faz uma pequena procissão com a imagem da Virgem em redor do templo (onde se encontram inúmeros ex-votos).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Romaria a cavalo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A romaria a cavalo tem como objectivo a recuperação de uma tradição abandonada há cerca de 70 anos, quando os lavradores e agricultores se deslocavam com os seus animais ao Santuário de N. Sra. d'Aires para pedir protecção para o gado e boas colheitas. A Romaria a Cavalo realiza-se, no quarto fim-de-semana de Abril, entre a Igreja de Nossa Senhora da Boa Viagem, na Moita do Ribatejo, e o Santuário de Nossa Senhora D’Aires, em Viana do Alentejo. A romaria é realizada pela antiga canada real, conhecida, igualmente, pela estrada dos espanhóis e que perfaz um total de 120 km. Esta romaria tem um carácter religioso associado, sendo a Virgem transportada na romaria.&lt;br /&gt;Na primeira edição, em 2001, a romaria contou com a participação de cerca de 200 romeiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elementos recolhidos na Wikipédia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/h3&gt;&lt;/font&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7528806873735773434-3206928139883862531?l=alentejanosnofacebook.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alentejanosnofacebook.blogspot.com/feeds/3206928139883862531/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://alentejanosnofacebook.blogspot.com/2011/10/viana-do-alentejo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7528806873735773434/posts/default/3206928139883862531'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7528806873735773434/posts/default/3206928139883862531'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alentejanosnofacebook.blogspot.com/2011/10/viana-do-alentejo.html' title='VIANA DO ALENTEJO'/><author><name>Luis Milhano (Lumife-Alvito)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17742420842631935865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='23' src='http://1.bp.blogspot.com/-qqFCe8ytvXo/TmXeK-VaMAI/AAAAAAAAAkw/I9f4dEYD7JI/s220/alentejanos.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/ojqb6zr7YrE/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7528806873735773434.post-8411092438559392142</id><published>2011-10-06T15:30:00.001+01:00</published><updated>2011-10-06T15:32:39.170+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Carlos Eduardo da Cruz Luna'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesia em décimas'/><title type='text'>POESIA</title><content type='html'>&lt;h3 align="center"&gt;&lt;font color="#990000"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(POESIA EM DÉCIMA. Para quem não sabe: estilo de poesia alentejana em que há um mote, e&lt;br /&gt;um desenvolvimento em estâncias de dez versos em que o último vai reproduzindo cada um&lt;br /&gt;dos versos do mote, pela sua ordem)&lt;br /&gt;EM OLIVENÇA HOUVE FADOS&lt;br /&gt;DÉCIMAS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mote&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Olivença houve fados/&lt;br /&gt;na Rua dos Saboeiros;/&lt;br /&gt;sentimos-nos recompensados/&lt;br /&gt;entre tantos companheiros//&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1&lt;br /&gt;Dia vinte e dois de Julho/&lt;br /&gt;do ano de dois mil e dez,/&lt;br /&gt;entre cervejas e cafés/&lt;br /&gt;lá findou todo o barulho./&lt;br /&gt;E foi então, com orgulho/&lt;br /&gt;que se escutaram os brados/&lt;br /&gt;de músicas e dedilhados,/&lt;br /&gt;porque nessa noite notável/&lt;br /&gt;naquela artéria venerável/&lt;br /&gt;EM OLIVENÇA HOUVE FADOS!//&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2&lt;br /&gt;Foram logo quatro fadistas/&lt;br /&gt;que, com todos os seus dotes,/&lt;br /&gt;desenvolveram os seus motes/&lt;br /&gt;mostrando ser bons artistas./&lt;br /&gt;Com expressões intimistas/&lt;br /&gt;lá cantaram, altaneiros,/&lt;br /&gt;de rostos sempre faceiros/&lt;br /&gt;para quem os estava ouvindo/&lt;br /&gt;em momentoas de gozo infindo/&lt;br /&gt;NA RUA DOS SABOEIROS.//&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3&lt;br /&gt;Muito brilhou o Jorge Goes/&lt;br /&gt;e também o João Ficalho;/&lt;br /&gt;a Marlene foi o borralho/&lt;br /&gt;com o calor dos seus bemóis/&lt;br /&gt;que soaram como crisóis./&lt;br /&gt;A Soraia fez agrados/&lt;br /&gt;com seus belos trinados./&lt;br /&gt;Depois de a todos ouvir/&lt;br /&gt;com os corações a sorrir/&lt;br /&gt;SENTIMOS-NOS RECOMPENSADOS.//&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4&lt;br /&gt;O Fado em casa se ouvia/&lt;br /&gt;naquela noite tão morna;/&lt;br /&gt;e da Pecorinha (*) à Corna (*)/&lt;br /&gt;muita gente compreendia/&lt;br /&gt;que uma nova era se abria./&lt;br /&gt;Amanhãs mais verdadeiros,/&lt;br /&gt;de mais indivíduos inteiros,/&lt;br /&gt;no seu futuro mais crentes,/&lt;br /&gt;oliventinos contentes/&lt;br /&gt;ENTRE TANTOS COMPANHEIROS!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(*) Bairro de Olivença&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estremoz, 24 de Julho de 2010&lt;br /&gt;Carlos Eduardo da Cruz Luna&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/h3&gt;&lt;/font&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7528806873735773434-8411092438559392142?l=alentejanosnofacebook.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alentejanosnofacebook.blogspot.com/feeds/8411092438559392142/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://alentejanosnofacebook.blogspot.com/2011/10/poesia.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7528806873735773434/posts/default/8411092438559392142'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7528806873735773434/posts/default/8411092438559392142'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alentejanosnofacebook.blogspot.com/2011/10/poesia.html' title='POESIA'/><author><name>Luis Milhano (Lumife-Alvito)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17742420842631935865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='23' src='http://1.bp.blogspot.com/-qqFCe8ytvXo/TmXeK-VaMAI/AAAAAAAAAkw/I9f4dEYD7JI/s220/alentejanos.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7528806873735773434.post-78946883785962792</id><published>2011-10-06T15:04:00.002+01:00</published><updated>2011-10-06T15:06:42.953+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Carlos Eduardo da Cruz Luna'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ouguela'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Portalegre'/><title type='text'>OUGUELA</title><content type='html'>&lt;h3 align="left"&gt;&lt;font color="#3300ff"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HISTÓRIA DE UMA ANTIGA VILA DO DISTRITO DE PORTALEGRE&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;HISTÓRIA DE OUGUELA &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OUGUELA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-História e declínio de um Concelho-&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem hoje se afasta de Campo Maior para norte, ou nordeste, encontra, a cerca de 10 quilómetros, uma povoação, Ouguela, de pouco mais de 60 habitantes. Um castelo de grandes dimensões, e que desde logo nos surpreende, domina a paisagem.&lt;br /&gt;Trata-se de mais um caso de uma povoação que já teve alguma grandeza, e que conheceu um grande declínio, um pouco como sucedeu com Juromenha, e, em menor escala, com Terena, para já não falar de outras.&lt;br /&gt;Algumas fontes antigas dizem que ali, existiu uma povoação romana chamada “Budua”, e que nos tempos visigodos, e até talvez árabes, se chamava Niguella. Não se sabe se há fundamentos para tais afirmações ou se estamos perante lendas.&lt;br /&gt;Por volta de 1220 ou 1230, a região de Ouguela, bem como Campo maior, foi conquistada por leoneses. As duas localidades tornaram-se aldeias de Castela-Leão, com algumas situações de conflito sem grande importância, até que, em 1297, pelo tratado de Alcañices, passaram para Portugal, tal como, na região, Olivença (e Táliga). Ouguela (assim se passou a chamar) recebeu foral do mesmo tipo do de Évora, logo em 1298. Todavia, com Campo Maior e Olivença, dependeu do bispado de Badajoz até 1415. O castelo foi mandado reconstruir em 1300 (o que indica que já existia algo de fortificações no local, a não ser que se trate dum erro). Outras fontes indicam 1310, o que parece ser menos provável.&lt;br /&gt;A importância de Ouguela, estava na sua posição estratégica, já que defendia um dos caminhos de entrada em Portugal, primeiramente conta Leão e Castela, depois contra a sua sucedânea Espanha.&lt;br /&gt;Ouguela quase não é citada na crise de 1383-85, presumindo-se que terá sido anulada por Campo Maior, que se colocou do lado de Castela. Portanto, só terá regressado à coroa portuguesa entre 1348 e 1390. É muito possível que se tenham desenrolado combates na região, e que a população tenha sofrido com isso.&lt;br /&gt;O seu castelo é várias vezes reforçado nos séculos XIV e XV, o que significa que mantinha a sua importância estratégica.&lt;br /&gt;Em 1475, segundo a lenda e alguns documentos, ter-se-á travado um estranho combate singular entre João da Silva, alcaide-mor de Ouguela, e João Fernandes Galindo (Juan Fernández Galindo), alcaide-mor de Albuquerque (Espanha). Parece que um contigente castelhanho penetrara na vila. Ambos morreram dos ferimentos sofridos, tendo em 1551 Diogo da Silva, neto do alcaide-mor então falecido, a caminho do Concílio de Trento, mandado colocar no local de combate uma cruz comemorativa, hoje no museu de Elvas (Cruz de Galindo). Não se sabe o que haverá de fantasioso em tal episódio.&lt;br /&gt;Em 1de Junho de 1512, Ouguela recebeu uma nova carta de foral (reinado de D. Manuel).&lt;br /&gt;Claro que Ouguela, ou melhor, as suas gentes, terão participado na gesta dos descobrimentos iniciada no século XV, e terão vivido a decadência portuguesa da segunda metade do século XVI e do século XVII.&lt;br /&gt;Em 1527, o numeramento (censo) de Portugal dava a Ouguela 144 fogos (cerca de 600 a 650 habitantes), ao lado de Campo Maior (cerca de 2900 habitantes), Alegrete (cerce de 1000 habitantes), Arronches (cerca de 3300 habitantes), Elvas (8900 habitantes), Olivença (4900 habitantes), Juromenha (600 habitantes), Terena (600 habitantes também), Vila Viçosa (3000 habitantes), Borba (3800 habitantes), Estremoz (4500 habitantes), Marvão (1700 habitantes), Monforte ( 2500 habitantes).&lt;br /&gt;A guerra da restauração (1640-1668) levou novas agruras para a sua população. Datam dessa Época alguns troços de muralha com os primeiros trabalhos em 1647, mas que se estenderam pelo século XVIII.&lt;br /&gt;Logo em 1642, Ouguela fora atacada, mas o exército espanhol não levara a melhor, conseguindo a vila resistir vitoriosamente. Um episódio semelhante ocorreu em 1644, mas aí os combates foram bem mais ferozes. A população resistiu com bravura, tendo várias lendas nascido na época. &lt;br /&gt;Na memória popular ficou uma mulher, Isabel Pereira, que, segundo rezam documentos da época, se mostrou dotada de grande valentia, “quer pelejando nas trincheiras, [quer] repartindo pólvora e balas aos soldados; e retirada ao castelo ficou desacordada por algum espaço com a ferida que lhe deram, até que, tornando a si, e vendo que não era perigosa, prosseguiu a pelejar com maiores brios até ó fim”.&lt;br /&gt;Em 1662, todavia, Ouguela rendeu-se sem resistência ao exército espanhol de D. João de Áustria. O capitão Domingos de Ataíde Mascarenhas, que deu a ordem de capitulação, foi depois severamente punido.&lt;br /&gt;A paz de 1668 permitiu às terras raianas recomeçar a sarar as feridas, tanto do lado português como espanhol. Mas… novos conflitos se sucederam. Assim, em 1709 houve novas destruições em torno da vila, e em 1762 um rigoroso cerco, durante o qual o capitão Brás de Carvalho conseguiu resistir heroicamente.&lt;br /&gt;Na obra “Corografia Portuguesa”, de 1708, de António Carvalho da Costa, tomo IF, duas páginas são dedicadas à vila de Ouguela; diz-se que a povoação tem mais de 700 habitantes, que o seu orago é Nossa Senhora da Graça, que tem casa da misericórdia na ermida do Espírito Santo. Mais, fala-se em ruínas antigas junto a uma ermida, são Salvador, a quatro quilómetros da vila, citada como tendo sido “Casa dos Templários”.&lt;br /&gt;Diz-se ainda que Ouguela “é (…) abundante de pão, vinho, e gados, e [que] tem uma fonte com duas propriedades notáveis: uma, que toda a cousa viva, que se lhe lança dentro, morre logo, excepto rãs; e outra, que de maneira nenhuma coze carnes, nem legumes”. Mais, diz-se que a vila “tem dois juízes ordinários, vereadores, um procurador do concelho, um escrivão da câmara, um juiz órfãos com o seu escrivão, outro do judicial, e notas, e uma companhia de ordenança”. D. Pedro da Cunha, senhor de Tábua, é apontado como senhor de Ouguela.&lt;br /&gt;A obra refere a lenda da igreja de Nossa senhora da Enxara, no caminho de Albuquerque, semelhante a tantas outras, nas quais uma divindade, ou uma estátua da mesma, indica o lugar onde se lhe deverá erguer um templo. Neste caso, é uma garota, e depois a sua mãe, que são escolhidas pela divindade. Descreve-se a imagem da Santa e opina-se que poderá ter origem visigótica. Refere-se que há muita devoção à mesma, e que pessoas de Campo Maior, e até de Castela, lhe pedem protecção, e visitam a Igreja.&lt;br /&gt;É significativo, talvez, que não se refira a “lenda do tamborzinho”. Com as devidas reservas, tal poderá significar que esta, tão difundida em Ouguela, terá tido origem num facto ocorrido em 1709 ou em 1762. Dificilmente poderá ter tido lugar mais tarde.&lt;br /&gt;A lenda diz que estando Ouguela cercada durante uma guerra (não se indica qual), e não sendo possível pedir socorro a Campo Maior, uma criança terá descido pela figueira que ainda hoje se vê junto á muralha, transportando uma bandeira e uma mensagem escrita, e talvez um tamborzinho com que costumava brincar. Não tendo levantado suspeitas no campo espanhol, ultrapassou as linhas inimigas e chegou a Campo Maior, entregando a mensagem no hospital. Diz-se que Ouguela terá tido um brazão inspirado nesta lenda, mas nada consta em documentos. Afinal, esta lenda reflecte a vivência de posto militar raiano das gentes de Ouguela.&lt;br /&gt;Tudo isto terá influído no sentido de, em 1800, haver em Ouguela só 24 vizinhos “dentro” da vila e 20 fora (cerca de 200 habitantes, talvez). Em 1801, durante a Guerra das Laranjas, após a conquista de Olivença e Juromenha, Campo Maior rendeu-se ao exército espanhol, mas só depois de violento cerco e de muita resistência (15 de Junho). Ouguela não foi atacada, mas caída Campo Maior era um espinho nas costas do inimigo. 460 espanhóis, simulando um maior número pela disposição no terreno, aproximaram-se do castelo. O governador, Jóse Joaquim Queirós, acabou por entregar Ouguela ao atacante, já que não havia qualquer possibilidade de resistência (esta descrição encontra-se no Livro “A Guerra das Laranjas/A perda de Olivença”, de António Ventura, 2004, Ed. Prefácio).&lt;br /&gt;Até 1811, decerto houve alguns conflitos em terras em redor de Ouguela, mas de pouca monta, pois quase nada chegou até nós. Os vários conflitos do início do século XIX pouco rasto deixaram na região.&lt;br /&gt;A novidade seguinte, pouco alegre para a vila, é que em 1836 se extinguiu o concelho, sendo unido a Campo Maior. A decadência, que já vinha do século XVIII, reflectia-se a nível administrativo. E algo pior sucedeu, quando Ouguela deixou de ser freguesia e foi anexada a São João Baptista (Campo Maior) (1941).&lt;br /&gt;É um pouco triste seguir esta história. Uma povoação nasceu e cresceu, teve momentos de alguma grandeza e de glória… e iniciou um processo de decadência.&lt;br /&gt;Algumas quadras populares falam de Ouguela. Uma refere-se à sua grandeza:&lt;br /&gt;Bela cidade de Ouguela&lt;br /&gt;Dá vistas à lapagueira&lt;br /&gt;Mal empregada cidade&lt;br /&gt;Estar em tão alta ladeira&lt;br /&gt;A lapagueira será um acidente geográfico.&lt;br /&gt;Outra ironiza com a sua decadência, e, com algum sentido de humor, reza assim:&lt;br /&gt;Adeus vila de Ouguela&lt;br /&gt;Que não há vila mais nobre&lt;br /&gt;Para teres vinte ruas&lt;br /&gt;Faltam-te só dezanove&lt;br /&gt;Assim é a roda da história. Olhando as velhas muralhas, a que não falta ainda opulência, sentimos-nos comovidos. Uma inscrição em latim, num dos arcos, informa-nos de uma divisa dos seus antigos defensores e moradores. “pro patria, pro rege et pro fide, aut vincere, aut mori” (pela pátria, pelo rei, e pela fé, vencer ou morrer).&lt;br /&gt;O tempo é (mesmo) implacável.&lt;br /&gt;Há, todavia, que pensar no futuro. Ouguela, hoje com apenas cerca de 60 habitantes, terá de procurar reerguer-se. O seu castelo, que já foi palco de filmagens de séries de televisão, tem uma beleza indesmentível. Há que ser-se imaginativo e ter força de vontade, e aproveitar tão vetusto monumento. Agora já não, porque felizmente tal não é necessário, como lugar de defesa, mas quiçá, como lugar de encontro, entre as raias alentejana e extremenha.&lt;br /&gt;Que esta singela história da antiga vila, hoje “lugar”, de Ouguela, abra caminho nesse sentido, seja um primeiro passo, eis o meu sincero desejo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estremoz, 2 de Novembro de 2005&lt;br /&gt;Carlos Eduardo da Cruz Luna&lt;br /&gt;&lt;/h3&gt;&lt;/font&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7528806873735773434-78946883785962792?l=alentejanosnofacebook.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alentejanosnofacebook.blogspot.com/feeds/78946883785962792/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://alentejanosnofacebook.blogspot.com/2011/10/ouguela.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7528806873735773434/posts/default/78946883785962792'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7528806873735773434/posts/default/78946883785962792'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alentejanosnofacebook.blogspot.com/2011/10/ouguela.html' title='OUGUELA'/><author><name>Luis Milhano (Lumife-Alvito)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17742420842631935865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='23' src='http://1.bp.blogspot.com/-qqFCe8ytvXo/TmXeK-VaMAI/AAAAAAAAAkw/I9f4dEYD7JI/s220/alentejanos.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7528806873735773434.post-3722732403811760440</id><published>2011-10-06T14:40:00.001+01:00</published><updated>2011-10-06T14:41:55.740+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Carlos Eduardo da Cruz Luna'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Elvas'/><title type='text'>ELVAS</title><content type='html'>&lt;h3 align="left"&gt;&lt;font color="#990000"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BREVE HISTÓRIA DE ELVAS &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) AS ORIGENS&lt;br /&gt;Ergue-se a cidade de Elvas, uma das mais importantes de Portugal, a cerca de 70 Km. a Nordeste de Évora, 40 Km. a Leste de Estremoz, 9 Km. a Noroeste do Guadiana, e 12 Km. a Oeste de Badajoz. &lt;br /&gt;Trata-se duma daquelas cidades cuja origem remota é bastante obscura. Isto, porque sendo abundantes os vestígios dae presença humana desde a Pré-História até à Época visigótica, os mesmos estão normalmente dispersos pela área do Concelho (antas ou dólmens, estátuas romanas de grande qualidade, e outros artefactos), não sendo possível saber se no local onde hoje se ergue a Urbe existiu ou não uma povoação antiga de razoáveis dimensões. Considerando o factor geográfico, é bem provável que sim. Contudo, as teorias, inúmeras, avançadas a esse respeito, nada produziram de realmente concreto... não passando mesmo algumas de invenções e piedosas fantasias. &lt;br /&gt;Ao certo, sabemos que os Muçulmanos ali ergueram uma cidade, com uma fortaleza, a que chamaram Yalbas ou Yelch. Dependeu da Taifa de Batalyaws (Badajoz), independente durante algum tempo. Em 1166, D. Afonso Henriques conquistou-a, para logo ser perdida. E só no ano de 1226 os Cristãos se aproximaram de novo. Em 7 de Setembro de 1228, rendia-se a D. Sancho II. Logo Elvas (nome claramente derivado dos topónimos árabes) recebeu uma Carta de Foral (Maio de 1229). As muralhas foram em seguida e rapidamente reconstruídas, aproveitando a traça moura. É perfeitamente visível a herança arábica nas ruas mais antigas, e, na fortificação medieval, a mesma herança é por vezes impossível de separar da cristã.&lt;br /&gt;2) INTEGRAÇÃO DEFINITIVA EM PORTUGAL E IDADE MÉDIA &lt;br /&gt;Em 1228 ou 1230, Batalyaws (Badajoz) caía em posse do Reino de Leão. As duas cidades tomavam, quase ao mesmo tempo, o lugar por que mais ficaram conhecidas na História. Duas urbes fortificadas, vigiando-se e hostilizando-se, em tempo de guerra, e comerciando e fazendo o papel de porta de entrada de Portugal, de um lado, e de Leão, depois Castela, por fim Espanha, do outro, em tempo de paz. &lt;br /&gt;A importância que Elvas teve desde o início está patente no facto de em 1262 nela se efectuar uma primeira Feira. D. Afonso III também beneficiou a cidade, em 1271, enquanto D. Dinis, em 1280, mandou fazer obras no seu Castelo. &lt;br /&gt;Evidentemente, vários conflitos internos e algumas guerras com Castela se fizeram sentir ali. &lt;br /&gt;Em 1383, era assinado em Elvas um Tratado pelo qual o rei D. Fernando casava a sua filha D. Beatriz com D. João de Castela. Como se sabe, tal casamento foi uma das causas da crise de 1383-1385. As cidades e vilas do Centro e Sul de Portugal, quase todas, e algumas do Norte, abraçaram a Revolução. Também o fez Elvas, vendo-se todavia rodeada, por algum tempo, por praças favoráveis a Beatriz e João de Castela (Campo Maior, Olivença, e Vila Viçosa), o que provocou muitos confrontos na Região. Gil Frenandes, ou Gil "Navalha", o alcaide, desembaraçou-se com habilidade e valentia, sendo por isso considerado um dos primeiros heróis de fama nacional dali oriundos. Abundam episódios sobre a sua vida, alguns dos quais seguramente míticos.. &lt;br /&gt;O Castelo tinha, ao tempo, 22 torres e 11 portas. Até pouco depois de 1390, portugueses e castelhanos defrontaram-se à sua beira e nos territórios próximos, fazendo incursões e destruindo com afã, dum e doutro lado, tudo o que podiam... provando, como se tal ainda fosse necessário, ser a guerra uma das actividades mais destrutivas, estéreis, e desumanas, já inventadas pelo Homem. &lt;br /&gt;A Paz, definitiva, chegou em 1411, e, com ela, reatou-se um profícuo laço comercial entre Elvas e Badajoz. &lt;br /&gt;3) ERA DOURADA &lt;br /&gt;D. João II, que mandou proceder a obras nas praças fronteiriças, fez levantar no Castelo a Torre de Menagem, por volta de 1488, além de ordenar que se iniciasse a construção de uma barbacã, só terminada já no reinado de D. Manuel I. Aliás, o reinado de D. Manuel, e os seguintes, foram dos mais importantes para a História da Região. A Paz reinante ajudava a que se verificassem vários progressos, com poucos sobressaltos. Elvas e Olivença terão sido as povoações da Raia que mais beneficiaram com isso. Portugal, recorde-se estava no seu apogeu. Os Descobrimentos pareciam trazer riquezas sem fim. Em Elvas, foi construída a Igreja Matriz (Sé), alterada uns séculos depois, e foi remodelada a Igreja de São Domingos, que datava do Século XIV. Foi construída a Ponte da Ajuda entre Elvas e Olivença (talvez 1510-1520). E continuaram as obras do imponente Aqueduto da Amoreira, aliás já iniciadas no século XV, e que se prolongariam até ao Século XVII. No numeramento de 1527, Elvas surge como a quinta maior cidade portuguesa, atrás de Lisboa, Évora, Porto, e Santarém. Próximo, só Olivença, e, um pouco mais longe, Estremoz e Portalegre, podiam aspirar, remotamente, a com ela rivalizar. Olhando os números, sem dúvida que Elvas, com os seus cerca de 8 000 habitantes, se destacava no meio de Olivença ( 4 000 habitantes ), Estremoz ( 3 200 ), Vila Viçosa ( 3 000 ), Campo Maior ( 2 500 ), e Portalegre ( 6 000 ). A capital da província, Évora, andaria por volta dos 15 000 moradores. &lt;br /&gt;Esta situação justifica o facto de pouco antes, em 21 de Abril de 1513, ter sido atribuída a Elvas a categoria de Cidade. E em 1570, surgiu nova promoção, ao ser transformada em sede de Bispado, com os territórios vizinhos do extinto Bispado de Ceuta ( Olivença, Campo Maior, Ouguela) e outros, retirados a Évora. Só em 1881 desapareceria esta dignidade, como se verá. &lt;br /&gt;A época dos Descobrimentos viu inúmeros elvenses partirem para todos os cantos do mundo, tendo alguns ficado famosos. Entretanto, o Século XVI veria o País passar da prosperidade a uma crescente situação de crise. &lt;br /&gt;4) CRISE E GUERRA&lt;br /&gt;Em 1580, ao contrário do que sucedera em 1383, Elvas abriu as portas a Filipe II de Espanha, que nela ficou durante algum tempo antes de seguir para Lisboa. A propósito, assinale-se que, pela sua importância, a cidade foi recebendo visitas, algumas prolongadas, de vários soberanos, quase desde a sua integração em Portugal. Diga-se desde já que assim continuou a acontecer a partir de então. &lt;br /&gt;A União das coroas de Portugal e Espanha num mesmo soberano beneficiou inicialmente Elvas, mas não tanto como se pensava ou desejava. E, à medida que os tempos corriam, surgiram situações de descontentamento, comuns a todo o País. Não foi por acaso que, em 1637, surgiu uma revolta de alguma importância. Curiosamente, durante essa revolta popular que passou à História com o nome de "Revolta do Manuelinho", pouca ou nenhuma agitação se viu em Elvas, o que parece ser estranho, dado que se produziram levantamentos em terras próximas (Olivença, Alandroal, Vila Viçosa, Borba, Cabeço de Vide, e outras). Parece que as classes dominantes em Elvas conseguiram prevenir problemas, e talvez os laços com Badajoz, de que a cidade muito dependia, o tenham evitado. &lt;br /&gt;A verdade é que, no início de 1640, Elvas não parece ter reagido muito contra os impostos lançados por Olivares. Todavia, em Dezembro do mesmo ano, a notícia da separação de Portugal não provocou hostilidade, antes uma aceitação pacífica. E, logo no início de 1641 Elvas se armou com homens e material de guerra, e em 1642 iniciaram-se trabalhos acelerados de construção de uma nova cintura de fortificações, capaz de resistir à artilharia ( o chamado "estilo Vauban" ). Nasciam assim as modernas muralhas de Elvas, às quais mais tarde seriam acrescentados os fortes circundantes. Como a cidade dispunha já de uma poderosa muralha, em parte edificada nos tempos de D. Manuel I, foi possível, em alguns casos, uma reconversão. Todavia, a concepção era completamente nova, e muitas vezes os muros existentes serviram apenas de "pedreira" ao pé da porta para novas paredes. Também Estremoz e Olivença foram beneficiadas com muralhas semelhantes, bem como a mais pequena Juromenha. Campo Maior e Vila Viçosa efectuaram obras de vulto nos seus castelos medievais. Situações semelhantes ocorreram ao longo de toda a Raia, do Minho ao Algarve. &lt;br /&gt;Em 1644, a Guerra chegou mesmo, sendo Elvas cercada inutilmente por algum tempo pelo exército espanhol. O quadro já descrito para 1383-1390 repetiu-se. Mais uma vez, exércitos dos dois lados em confronto se odiaram na fúria da Guerra, causando a morte e a destruição dos dois lados da fronteira. Eis o resultado e o triste preço a pagar pelas desastrosas políticas de governantes e classes dirigentes, ansiosos por aumentar os seus domínios e as suas riquezas sem olhar a meios, e esquecendo-se de procurar beneficiar as classes mais desfavorecidas. E, como em todas as guerras, era o povo simples, e quase sempre só ele, independentemente de raça ou língua, a pagar o preço das consequências desastrosas de tantas ambições e fracassos. &lt;br /&gt;Graves confrontos, entretanto, se produziram em 1657. Olivença caíu, e muitos dos seus habitantes se refugiaram em Elvas, enquanto outros se distersavam por Juromenha, Alandroal, Vila Viçosa, e Estremoz. Elvas resistiu, mas ficou mais ameaçada no flanco sudeste.&lt;br /&gt;5) O ANTIGO REGIME &lt;br /&gt;O fim, todavia, estava próximo. A 14 de Janeiro de 1659 a batalha, dita "das Linhas de Elvas", destroçava uma poderosíssima invasão espanhola, e punha praticamente fim a qualquer esperança de Madrid de vir a conseguir recuperar Portugal. Ao lado das batalhas do Ameixial e de Montes Claros, este evento assinalou claramente o apogeu da guerra, mas também o seu final. É quase inútil dizer que correu sangue, muito sangue, naqueles campos de batalha. Não é sempre assim ? Por que será que não serve de lição ? A Paz de 1668 foi evidentemente bem vinda. As fronteiras na Península foram repostas como eram, regressando as populações aos seus lares, muitas vezes destroçados. Poder-se-ia agora voltar a comerciar e a contactar normalmente com o vizinho, procurando benefícios mútuos. &lt;br /&gt;Infelizmente, o Alentejo e a Extremadura espanhola pouco tempo tiveram para sarar as suas feridas. Entre 1703 e 1713, a Guerra regressou. E Elvas, bem como Badajoz, foram de novo palco de confrontos. Em 1709, por exemplo, o exército espanhol do Marquês de Bay fazia ir pelos ares os arcos centrais da Ponte da Ajuda, talvez um pouco como vingança de em 1706 não ter conseguido entrar em Elvas. &lt;br /&gt;Ficaram assim dificultadas as ligações entre as duas margens do Guadiana e entre as urbes irmãs até então. A paz veio, mas a reconstrução da Ponte foi sempre sendo adiada ao longo de todo o século XVIII. &lt;br /&gt;Ninguém podia duvidar que Elvas era uma cidade militar. Por volta de 1750, quando surgiu nova ameaça de conflito, viviam nela 10 000 "civis" e 7 400 militares ! &lt;br /&gt;E, contudo, algo de negativo estava a surgir. Aparentemente, nada mudava, mas, na verdade, a importância relativa de Elvas no País ia decrescendo. Elvas crescia com o natural aumento demográfico geral, mas não mais do que isso. O litoral português começava a "adiantar-se em relação ao interior, ainda que isso na época passasse despercebido.Entretanto, Elvas era uma das capitais das cinco subdivisões administrativas maiores em que o Alentejo se subdividia desde o século XV. De Elvas dependiam os Concelhos de Ouguela, Campo Maior, Vila Boim, Barbacena, Vila Fernando, Juromenha, Olivença, Alandroal, Terena, Capelins, e Monsaraz. Quase toda a Raia, afinal. Note-se que este era um dos tipos de subdivisões existentes. Outras existiam, paralelas, com competências por vezes contraditórias, o que provocava muitas confusões. O Alandroal, por exemplo, "obedecia" a Elvas em determinados assuntos, mas dependia de Vila Viçosa para outros, e até de Avis para alguns outros.&lt;br /&gt;6) A DIFÍCIL ENTRADA NO SÉCULO XIX &lt;br /&gt;A Revolução Francesa ( 1789 ) teve reflexos mais ou menos profundos em Portugal e Espanha, principalmente pelo pavor que se apoderou das classes dirigentes e das Casas Reais. Para Portugal, a situação piorou principalmente quando a Espanha, esquecido pragmaticamente o pavor, entrou na órbita francesa (1795-1796). Em 1801, o exército espanhol sob o comando de Godoy, após a capitulação de Olivença, cerca Elvas. A cidade não se rendeu, mas Godoy arrancou junto às muralhas dois ramos de laranjas que enviou à Rainha de Espanha, gesto que deu o nome, irónico e jocoso, ao curto conflito: Guerra das Laranjas. Houve ainda tempo para, após duras lutas e uma resistência encarniçada, tomar Campo Maior. &lt;br /&gt;A Paz, consagrada no Tratado de Badajoz, assinalou também, desde a sua assinatura, o surgimento de um litígio cuja resolução final ainda se aguarda, concretamente a questão da posse de Olivença. De qualquer forma, logo em 1807 recomeçava a Guerra. Invasores franceses, aliados aos espanhóis, ocuparam Portugal. Em Elvas estiveram até 1 de Outubro de 1808, seguindo para Lisboa para regressarem à Gália. A segunda invasão francesa em nada afectou Elvas, mas a terceira viu portugueses, ingleses, e espanhóis ( agora aliados ), lutarem, juntos para expulsar os invasores, nomeadamente nas regiões de Elvas e Badajoz, perseguindo-os até território francês (1813). Os acordos de Paris de 1814 e Viena de Àustria de 1815 pacificaram a Europa. Segundo Portugal, tais acordos implicariam a retrocessão de Olivença. Esta situação dúbia impediu, no mínimo, até aos nossos dias, que a velha Ponte da Ajuda fosse reconstruída, pois rodeiam-na delicadas questões diplomáticas. Apenas se conseguiu, depois de inúmeros contratempos, e só em 2000 (11 de Novembro) construir uma nova a cem metros das ruínas da antiga, o que significou o abrir de novos horizontes, mas não levou à resolução do litígio nascido na época napoleónica. &lt;br /&gt;Em 1820, Portugal conheceu o primeiro esboço de Democracia. Mas, poucos anos decorridos, voltou a vigorar o tradicional regime absolutista. Foi necessária uma dolorosa guerra civil (1832-1834) para se entrar na modernidade. Como os últimos episódios dessa guerra decorreram no Alentejo, Elvas foi por isso algo afectada.&lt;br /&gt;7) NOVOS TEMPOS &lt;br /&gt;Muitas mudanças se produziram então. Eram novos tempos. Por exemplo, muitos edifícios religiosos, principalmente conventos, passaram para as mãos do Estado, que neles instalou serviços seus ( Câmara Municipal, Hospital, Tribunais, etc.). Por outro lado, Elvas viu o seu concelho ser engrandecido com a anexação de vários antigos concelhos vizinhos extintos: Vila Boim, Barbacene, Vila Fernando, e Terrugem. Ainda afectou Elvas a nova divisão administradtiva de 1835, que dividiu o Alentejo em três distritos. O mais setentrional abrangeu Elvas, mas a sua sede acabou por ser colocada em Portalegre, perdendo a primeira importância administrativa. Ainda hoje os elvenses tendem a afastar-se da área de influência de Portalegre, quase parecendo esquecer-se que dela dependem... &lt;br /&gt;A Regeneração, em 1851, veio por fim a alguns conflitos que, por mais de uma vez, afectaram os primeiros tempos do Regime Liberal, e que tiveram algum eco, por vezes, em Elvas. &lt;br /&gt;É na segunda metade do século XIX que se constrói a ponte luso-espanhola sobre o Caia. Mais tarde, surgiria o comboio,e a ligação a Badajoz. Todavia, em 1881, era extinto o Bispado, e Elvas passou a depender eclesiasticamente de Évora. Afinal, confirmava-se o que começara a ser vagamente perceptível no século XVIII: o peso relativo de Elvas ia diminuindo.&lt;br /&gt;Claro que Elvas se viu afectada pelas convulsões da Primeira República (1910-1926), mas este regime, demasiado concentrado em Lisboa, não convidou a uma participação muito activa das povoações do Interior. Pior seria a Centralização do Regime que se seguiu (Ditadura e Salazarismo, ou Estado Novo), que só findaria com o regresso à Democracia em 25 de Abril de 1974.&lt;br /&gt;Não se pode deixar de assinalar que a desigualdade da distribuição da riqueza e as injustiças sociais a ela associadas caracterizaram a sociedade elvense, bem como a alentejana em geral, nos séculos XIX e XX. Não que não existissem antes, claro, mas porque uma maior liberdade de expressão, uma crescente consciencialização de tal realidade, e as necessidades económicas, tornaram mais evidente esta situação. Tudo isto, associado a um relativamente fraco desenvolvimento das forças produtivas e a uma insuficiente inovação tecnológica, foi-se revelando prejudicial a um verdadeiro desenvolvimento, muito menos de forma harmoniosa para a sociedade em geral.&lt;br /&gt;8) O SÉCULO XX&lt;br /&gt;Claro que a cidade não ficou parada. Foi alastrando mesmo para fora das muralhas, e no século XX um plano de urbanização, concluído em 1986, procurou que tal ocorresse de forma ordenada.&lt;br /&gt;A Guerra Civil de Espanha (1936-1939) deixou igualmente as suas marcas em Elvas, por vezes de uma forma, digamos, "personalizada". Parte das elites, apavorada com uma eventual ameaça comunista, pactuou, com o apoio do Governo Central, com as forças repressivas franquistas, ajudando a enviar refugiados para Badajoz, onde foram quase todos fusilados. Outros extractos da população, bem como parte das elites, procurou auxiliar e esconder muitos pacenses que procuravam salvar a vida saindo de Badajoz ou arredores e entrando em Portugal. Porque este tema é delicado, falta fazer a sua História.&lt;br /&gt;As décadas de 1950 e 1960, apesar das barreiras alfandegárias e de dificuldades pontuais, viram intensificarem-se as relações entre Elvas e Badajoz. Inclusivamente com o recurso, também tradicional, ao contrabando. Inicialmente, era o lado português que dispunha de vantagens económicas e de maior poder de compra, mas a partir das décadas de 1970 e 1980 a situação foi-se invertendo.&lt;br /&gt;Aliás, ao longo dos séculos XIX e XX (neste, principalmente), Badajoz, durante séculos comparável a Elvas, e pontualmente com menos população, cresceu de forma assinalável, sendo hoje quatro ou cinco vezes maior do que a sua vizinha, o que criou alguns complexos de inferioridade.&lt;br /&gt;A população de Elvas também foi crescendo, mas lentamente, até à década de 1960, quando começou a verificar-se a situação inversa. Apesar da actividade comercial, muito ligada a Badajoz e à Espanha em geral, ocupar muita gente, revelou-se, na verdade, e continua a revelar-se, insuficiente para, por si só, contrariar essa tendência. No início do Segundo Milénio, o Concelho de Elvas tinha cerca de 23 800 habitantyes, cerca de 18 000 só na cidade.&lt;br /&gt;Recorde-se aqui um episódio de valor simbólico: em 11 de Novembro de 2000, foi inaugurada uma nova ponte enttre Elvas e Olivença, o que, como já se disse, deverá ter aberto novos horizontes. Trata-se de procurar caminhos para o futuro, não abdicando de princípios.&lt;br /&gt;9) REFLEXÕES FINAIS&lt;br /&gt;Alguns dos problemas actuais de Elvas são os de Portugal no seu conjunto. O interior do País tende a desertificar-se, perdendo peso. Com isso, torna-se menos atractivo. Não há investimento produtivo porque, entre outras coisas, não há mercado consumidor. Não havendo produção, não há nada para consumir. É um ciclo fechado. Como se tal não bastasse, o Poder Central vai incentivando, ou nada faz para o evitar, o encerramento de serviços. Ainda recentemente circularam notícias nesse sentido ( Quartel, Maternidade ), o que acentua a idéia de declínio e aumente a sensação de inferioridade.&lt;br /&gt;Os responsáveis elvenses, melhor ou pior, têm feito o possível e o impossível para sair deste círculo vicioso. Mas... muita coisa há que mudar em Portugal no seu todo para que se atenuem e combatam as muitas assimetrias que subsistem.&lt;br /&gt;Apesar de tudo, dispõe-se de um bem precioso. A Paz. E Elvas sempre prosperou, às vezes nem tanto como seria desejável, num tal clima. Relacionando-se, por exemplo, amigavelmente com os seus vizinhos do Leste. Há que aproveitar projectos que, num clima de respeito mútuo e de igualdade, beneficiem todos os envolvidos.&lt;br /&gt;Elvas herdou uma arquitectura invejável e quase única. As suas muralhas "estilo Vauban", intactas, fazem dela, e mesmo que fosse só por isso, um monumento sem par. São inúmeras as construções grandiosas, religiosas ou não, que por detrás delas se abrigam, algumas mesmo fora delas. As velhas ruas populares, com o seu traçado mourisco, constituem outro tesouro histórico.&lt;br /&gt;Tudo isto, herança do passado, tem imenso valor no presente, e é um factor inigualável de valorização da cidade. Claro que o futuro passará por inúmeros factores, necessariamente inovadores, mas este dado adquirido, bem aproveitado, é desdfe já uma vantagem.&lt;br /&gt;Este texto, porque limitado no espaço, não pormenorizou inúmeros outros aspectops importantes da História de Elvas. Claro que existem muitos mais monumentos do que os poucos referidos, e não se referiram inúmeras personalidades de relevo nascidas na cidade ao longo dos séculos. Pretendeu-se, apenas, dar uma idéia geral e breve da História do Burgo elvense, que desperte em quem o leia a curiosidade de saber mais e, claro, o desejo de o visitar.&lt;br /&gt;Estremoz, 22 de Fevereiro de 2006&lt;br /&gt;Carlos Eduardo da Cruz Luna&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/h3&gt;&lt;/font&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7528806873735773434-3722732403811760440?l=alentejanosnofacebook.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alentejanosnofacebook.blogspot.com/feeds/3722732403811760440/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://alentejanosnofacebook.blogspot.com/2011/10/elvas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7528806873735773434/posts/default/3722732403811760440'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7528806873735773434/posts/default/3722732403811760440'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alentejanosnofacebook.blogspot.com/2011/10/elvas.html' title='ELVAS'/><author><name>Luis Milhano (Lumife-Alvito)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17742420842631935865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='23' src='http://1.bp.blogspot.com/-qqFCe8ytvXo/TmXeK-VaMAI/AAAAAAAAAkw/I9f4dEYD7JI/s220/alentejanos.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7528806873735773434.post-9204860141760825134</id><published>2011-10-06T14:36:00.003+01:00</published><updated>2011-10-06T14:39:35.935+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Carlos Eduardo da Cruz Luna'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Terena'/><title type='text'>TERENA</title><content type='html'>&lt;h3 align="left"&gt;&lt;font color="#3300ff"&gt;&lt;br /&gt;TERENA: 5000 ANOS DE HISTÓRIA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) ORIGENS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terena, uma das mais antigas povoações de Portugal. situa-se a 11 Km. a Sul do Alandroal, a 10 Km. a oeste do Guadiana, 10 Km. a Leste do Redondo, 29 Km. a norte de Reguengos de Monsaraz. Juromenha, outra antiga vila hoje integrada no Alandroal como a presente, dista 22 Km. em linha reta.&lt;br /&gt;É notável a antiguidade desta antiga vila, sede de Concelho até meio do Século XIX. A região era habitada já por volta de 3000 a.C., pois, a cerca de 2 Km. a leste, na Ribeira de Lucefécit, encontramos o chamado "Castelo Velho", um recinto fortificado com 5000 anos. E, como se não bastasse, a 1 Km. a Noroeste de Terena, temos um outro recinto fortificado, o "Castelinho", datado de cerca de 1000 a.C..&lt;br /&gt;Considerando que estamos numa região alentejana rica em megálitos, é-nos difícil afinal dizer em que remota data se produziu uma primeira ocupação humana na região da antiga vila.&lt;br /&gt;Entre ouitras coisas, encontrou-se a 4 Km. ao norte da mesma um local de culto datando da época romana; nele foram recolhidas noventa lápides, na maioria hoje no Museu Arqueológico Nacional em Lisboa. A divindade alvo de culto era aliás pré-romana, e denominava-se "Endovélico" (talvez do céltico "Andevellicos", significando "muito bom"). Não muito longe, descobriu-se recentemente um local de culto mais primitivo, talvez o primeiro dedicado a tal dividande, "transferido" pelos romanos. No século XVI, existiam ainda no local do Templo Romano 96 colunas de mármore de Ordem Jónica, retiradas nesse século e no seguinte para decorar edifícios em Évora e Vila Viçosa. No local do antigo templo (séc. I ?), ergueu-se mais de mil anos depois uma ermida (São Miguel da Mota).&lt;br /&gt;Uma primitiva Terena ter-se-á, quase certamente, erguido em redor ou próximo do Templo de Endovélico.É pouco claro o que lhe terá sucedido com as Invasões Bárbaras no início do Século V. Consta que no século VIII os muçulmanos a terão destruído, mas, por obra dos mesmos, surgiu um grande povoado na região chamado, tudo o indica, "Talanna". Se não ficava situado no local do antigo Templo Romano de Endovélico, não deveria ficar longe, mesmo porque tudo indica que o topónimo moderno (Terena) terá tido origem na designação árabe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2) TERENA PORTUGUESA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1262 Terena, decerto após destruiçôes resultantes da Reconquista, é (re)fundada, cristãmente, por D. Gil Martins (Reinado de D. Afonso III). O Foral dava-lhe quase toda a área meridional do actual Concelho do Alandroal. Terena deverá então ter sido edificada, ou reedificada, junto da Igreja da Boa Nova, recebendo o nome de Santa Maria de Terena.&lt;br /&gt;O Santuário de Nossa Senhora da Boa Nova, vulgo Igreja da Boa Nova, é referido já no Século XIII. A sua antiguidade poderá ser muito grande mesmo, podendo provavelmente tratar-se da cristianização de um culto muito, muito antigo mesmo. Todavia, a sua forma actual remete-nos arquitectonicamente para o século XIV, e ainda assim há sérias dúvidas. Talvez se esteja perante um edifício sucessivamente reconstruído e remodelado. Hoje, encontramo-nos perante um templo em forma de fortaleza, com ameias. Interiormente, alberga pinturas, e de cada lado do altar-mor estão sumptuosos tocheiros. O conjunto é gótico. Uma tradição diz ter sido construído no século XIV, mas, como há muitas dúvidas, tal só poderá estar parcialmente correcto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3) O SÉCULO XVI&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terena recebe novo foral ( manuelino ) em 10 de Outubro de 1514. Contudo, fala-se então de uma povoação chamada São Pedro de Terena. Tudo indica que já no século XVI, portanto, Terena se terá "mudado" para a sua actual localização, quiçá por razões de salubridade. O Castelo, que parece datar do século XIII, e que portanto distava da aglomeração primitiva (sabe-se lá porquê...), terá talvez tido influência na mudança da povoação, da zona da Boa Nova, para o outeiro onde as muralhas protegeriam melhor as suas gentes.&lt;br /&gt;Sendo uma praça fronteiriça, Terena teve uma História acidentada. O Castelo terá sido fundado, ou restaurado, por D.Dinis, sendo possível que tenha sido reforçado na época de D.João I. D.João II terá querido dar novo fôlego a Terena, restaurando uma vez mais o Castelo, que ainda sofreu acrescentamentos manuelinos. Datará dessa época (séculos XV-XVI) uma nova (?) Torre de Menagem, bem como uma barbacã.&lt;br /&gt;No numeramento de 1527-1531, Terena surge como tendo cerca de 600 habitantes (800, no máximo). Nos seus arredores, o Alandroal tinha cerca de 1 100 habitantes, Juromenha 600, Vila Viçosa 3 000, Monsaráz 2 500, Borba 2 300, Olivença 4 000, Estremoz 3 200. As maiores cidades próximas eram Elvas (cerca de 7 000 habitantes) e Évora (entre 12 000 e 15 000).&lt;br /&gt;No século XVI terão sido construídos os Paços do Concelho, a Misericórdia, a Torre do Relógio, e a já referida Torre de Menagem. Outros monumentos se destacam em Terena, como o Pelourinho renascentista, a Igreja Matriz, e a Rua Direita no seu conjunto, com portadas góticas, renascentistas, e barrocas, e ainda grades e chaminés típicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4) AS GUERRAS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pouco se sabe sobre movimentações militares em redor de Terena em 1383-1385, ou nos anos seguintes. Já na Guerra da Restauração (1640-1668), a vila esteve em destaque. Por exemplo, em 1652 as tropas espanholas do Duque de S.Germánsaquearam os campos, recolhendo depois a Barcarrota, escapando-se apesar de perseguidas por tropas da mesma Terena e de Olivença. Tendo deixado, todavia, parte do saque na circunvalação externa da Praça espanhola, os portugueses recuperaram essa parte e levaram-na para Olivença, onde os lavradores de Terena foram recuperar os seus bens. Todavia,em 1656 ( noutro exemplo), Terena foi cenário de violentos combates, e num espaço de poucos dias foi ocupada por espanhóis e recuperada custosamente pelo exército português.&lt;br /&gt;O Século XVIII viu um certo declínio. A sua economia foi enfraquecendo. Como se não bastasse, Terena foi uma das povoações alentejanas que mais danos sofreu com o terramoto de 1755. Não ficou destruída, claro, mas verificaram-se muitos estragos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5) DECLÍNIO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A época pombalina não parece ter sido importante na região. A sua decadência prosseguiu, e, já no século XIX, a sua economia foi ainda mais abalada com o corte de ligações para além Guadiana depois de 1801, não tanto por ter ligações directas com a região de Olivença, ainda que algumas existissem, mas sim porque tinha laços com o Alandroal e com Juromenha, estas directamente afectadas, em especial esta última povoação.&lt;br /&gt;Na primeira metade do século XIX, vários Concelhos com expressão reduzida acabaram por se unir em torno do que foi o único sobrevivente, o do Alandroal. Foram eles Juromenha, Ferreira de Capelins (um estranho Concelho de reduzida população, hoje Santo António de Capelins), Terena, e, obviamente, o próprio Alandroal. Tal junção de esforços não trouxe exactamente progresso ou benefícios sensíveis, como bem o sabem os seus actuais habitantes, ainda que houvesse períodos de alguma prosperidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6) O PRESENTE, COM INTERROGAÇÕES PARA O FUTURO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terena deixou de ser sede de Concelho por volta de 1835, e, perdendo a atracção de polo administrativo, a sua população foi diminuindo. Para demonstrá-lo, temos os números da segunda metade do século XX: 1986 habitantes em 1950, 1081 em 1960, 1119 em 1970 (uma ligeira recuperação, logo contrariada)), um pouco mais de 600 em 1991 !&lt;br /&gt;Continua a ser, todavia, extremamente recompensador percorrer a Vila de Terena, com os seus 5000 anos de História presentes um pouco por todo o lado, na área do antigo Concelho. Para além das casas (com destaque para a já citada Rua Direita) e monumentos, a subida ao Castelo, com as suas quatro torres semi-cilíndricas, e onde se podem observar três materiais em harmonia (granito, mármore, e ardósia), dá-nos um soberbo panorama, limitado, a Leste, pela Serra de Alôr ( ou Olôr, ou Lôr), e, a Noroeste, pela Serra de Ossa.&lt;br /&gt;O que se poderá fazer para acudir a esta região, progressivamente abandonada, onde as pedras, carregadas de História, têm cada vez menos homens por companhia?&lt;br /&gt;Estremoz, reformulação de 08 de Janeiro de 2006&lt;br /&gt;Carlos Eduardo da Cruz Luna&lt;br /&gt;&lt;/h3&gt;&lt;/font&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7528806873735773434-9204860141760825134?l=alentejanosnofacebook.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alentejanosnofacebook.blogspot.com/feeds/9204860141760825134/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://alentejanosnofacebook.blogspot.com/2011/10/terena.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7528806873735773434/posts/default/9204860141760825134'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7528806873735773434/posts/default/9204860141760825134'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alentejanosnofacebook.blogspot.com/2011/10/terena.html' title='TERENA'/><author><name>Luis Milhano (Lumife-Alvito)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17742420842631935865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='23' src='http://1.bp.blogspot.com/-qqFCe8ytvXo/TmXeK-VaMAI/AAAAAAAAAkw/I9f4dEYD7JI/s220/alentejanos.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7528806873735773434.post-3738355151157021877</id><published>2011-10-06T14:34:00.001+01:00</published><updated>2011-10-06T14:36:25.597+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Carlos Eduardo da Cruz Luna'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Alandroal'/><title type='text'>ALANDROAL</title><content type='html'>&lt;h3 align="left"&gt;&lt;font color="#990000"&gt;&lt;br /&gt;BREVE HISTÓRIA DO ALANDROAL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1)INTRODUÇÃO / OS PRIMÓRDIOS&lt;br /&gt;Fica a vila do Alandroal a cerca de 12 quilómetros do Guadiana (margem Oeste/Direita),&lt;br /&gt;cerca de 35 Quilómetros a sudoeste de Elvas, 45 a Es-nordeste de Évora, 10 quilómetros ao&lt;br /&gt;Sul de Vila Viçosa, 23 a oeste de Olivença, e cerca de 40 a norte de Reguengos de&lt;br /&gt;Monsaraz. É uma vila do interior de Portugal, da província do Alentejo e do Distrito de&lt;br /&gt;Évora.&lt;br /&gt;É muito difícil dar indicações seguras sobre a sua origem. Situa-se numa região onde&lt;br /&gt;há vestígios pré-históricos de vários tipos. Também não faltam vestígios romanos .&lt;br /&gt;Esclareça-se que, neste trabalho, quase nunca se entrará em linha de conta com Juromenha,&lt;br /&gt;Terena, e Capelins, que foram Concelhos independentes até ao início do século XIX, e&lt;br /&gt;sobre os quais há ensaios históricos publicados.&lt;br /&gt;Na época de domínio muçulmano, é quase certo ter existido algo de alguma importância,&lt;br /&gt;já que vários investigadores acreditam ver vestígios desses tempos no próprio castelo, o&lt;br /&gt;que, todavia, se poderá explicar de outra forma, como adiante se verá. Foi unida a&lt;br /&gt;Portugal, primeiramente, por D. Afonso Henriques, em 1167. D. Sancho I, o filho, tê-la-á&lt;br /&gt;doado à Ordem de Avis. Mas, por volta de 1190, perdia-se, e só na época de D. Sancho II,&lt;br /&gt;talvez em 1228, os muçulmanos a deixaram de vez.&lt;br /&gt;Reza a tradição (e há documentos) que terá sido fundada, na usa "forma" moderna, no&lt;br /&gt;reinado de D. Dinis, em 1294-98, com edificação do Castelo, por D. Lourenço Afonso, nono&lt;br /&gt;Mestre da Ordem de Avis, de que passou a ser comenda. D. Dinis, ao que parece, mandou&lt;br /&gt;reforçar, logo em 1312, com 17 torres, a fortaleza. Uma inscrição na mesma, em letras&lt;br /&gt;góticas, esclarece que foi um mouro, de nome Galvo, que foi o seu arquitecto. A dúvida&lt;br /&gt;reside em saber se os vestígios muçulmanos no local derivam da técnica do provável&lt;br /&gt;construtor, ou se significarão uma qualquer presença anterior efectiva muçulmana nele. A&lt;br /&gt;primeira hipótese afigura-se mais razoável. De qualquer forma, o Castelo Medieval, que&lt;br /&gt;está a um altitude de 343 metros, já revela algumas adulterações, pois até no século XVII&lt;br /&gt;sofreu pequenas modificações. Mesmo assim, conservam-se ainda três portas ogivais e&lt;br /&gt;muitos panos e muralha quase intactos, para além de cubelos e torreões. De notar as&lt;br /&gt;muitas inscrições existentes, pois quase não há torre ou porta que não contenha uma lápide. Recordemos que um Castelo, então,&lt;br /&gt;não era um monumento. Era uma necessidade.&lt;br /&gt;Não espantam os cuidados com as muralhas, pois o Alandroal situava-se em zona&lt;br /&gt;fronteiriça. Só em 1297 ficaram definidos os limites, digamos, internacionais, mas,&lt;br /&gt;claro, continuou a ser uma praça raiana. Os castelos de Terena, Juromenha, Monsaraz,&lt;br /&gt;Olivença ( os mais próximos do lado português) aí estavam para o mostrar, bem como, do&lt;br /&gt;lado espanhol, entre outros, se destacava Alconchel.&lt;br /&gt;O nome Alandroal deve-se, tudo o indica, ao facto de existirem aloendros, ou&lt;br /&gt;aloandros, ou loandros, ou, modernamente, loendros, em grandes quantidades no local. É&lt;br /&gt;lógico que se chamasse Landroal (campo de loandros) à povoação. Depois, evoluiu para&lt;br /&gt;Alandroal... embora, a nível de oralidade tradicional, a velha forma seja muito comum&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;. 2)O ALANDROAL NA CRISE DE 1383-1385&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Azeite, cereais, gado, e algum minério de ferro, faziam do Alandroal uma terra&lt;br /&gt;apetecida. Todavia, a sua autonomia era relativa, pois não tinha foral régio, como Vila&lt;br /&gt;Viçosa, Juromenha, Terena, Monsaráz, ou Redondo.&lt;br /&gt;A crise de 1383-1385 vai tornar o Alandroal conhecido. Na verdade, em 1383, o seu&lt;br /&gt;alcaide, Pero (ou Pedro) Rodrigues da Fonseca, vai aderir aos revolucionários partidários&lt;br /&gt;de D.João, Mestre de Avis, ao contrário dos alcaides vizinhos de Vila Viçosa, Campo&lt;br /&gt;Maior, e Olivença, que optaram por ser partidários de D. Beatriz, casada com João I de&lt;br /&gt;Castela. E, se já era uma coincidência os dois candidatos ao trono português terem o&lt;br /&gt;mesmo nome, uma coincidência maior se verificou na região. Na verdade, o Alcaide de&lt;br /&gt;Olivença tinha o mesmo nome (Pero Rodrigues da Fonseca) do do Alandroal. Como os dois&lt;br /&gt;estavam em campos opostos, e houve combates, alguns observadores e historiadores menos&lt;br /&gt;atentos, crendo tratar-se de uma só pessoa, têm produzido alguns dos textos mais cómicos&lt;br /&gt;que se possa imaginar. De qualquer forma, em 1389, Olivença, Vila Viçosa, e Campo Maior&lt;br /&gt;estavam já subordinados a Lisboa.&lt;br /&gt;Pero Rodrigues da Fonseca ficou a ser alcaide de duas povoações (Alandroal e&lt;br /&gt;Olivença). Os seus feitos são lembrados nos Lusíadas (séc. XVI), e o seu nome perpetua-se&lt;br /&gt;nuns pequenos bolos locais (os "Pero-Rodrigues"). Os descendentes deste personagem, ao&lt;br /&gt;que parece, tomaram o apelido de "Encerrabodes", uma referência, diz-se, ao facto de um&lt;br /&gt;grupo de castelhanos ( os "bodes") ter ficado cercado ("encerrado") num combate. Como&lt;br /&gt;não me canso de repetir, as Guerras são um tipo de acontecimento em que o bom senso quase&lt;br /&gt;nunca está presente. Algo a evitar, portanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3) AS CARTAS DE FORAL E OS SÉCULOS XV E XVI&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se sabe muito do que sucedeu no Alandroal no início do século XV. Relevante,&lt;br /&gt;mesmo, foi a atribuição de Foral pelo rei D. João II, em 1486. A vila ficava equiparada&lt;br /&gt;às povoações vizinhas, que depois ultrapassaria (Terena e Juromenha, por exemplo), mas&lt;br /&gt;não há muitos dados sobre a evolução da população.&lt;br /&gt;Só no Numeramento de 1527-1573, o mais antigo de Portugal, e quase sempre citado&lt;br /&gt;nestes trabalhos, o Alandroal é referido, com 284 fogos, ou cerca de 1100 habitantes.&lt;br /&gt;Pode-se então compará-lo com as povoações vizinhas, como Juromenha com 150 fogos (pouco&lt;br /&gt;mais de 600 habitantes, ao que se julga), Elvas (1916 fogos, cerca de 7000 habitantes),&lt;br /&gt;Olivença (1053 fogos, cerca de 4000 habitantes), Vila Viçosa (talvez 800 fogos e cerca de&lt;br /&gt;3000 habitantes), Estremoz (969 fogos, aproximadamente 3200 habitantes), Borba (600&lt;br /&gt;fogos, cerca de 2300 habitantes), Terena (170 fogos, talvez 650 habitantes), Ouguela 144&lt;br /&gt;fogos (cerca de 600 a 650 habitantes). Campo Maior teria cerca de 2900 habitantes,&lt;br /&gt;Alegrete cerca de 1000 habitantes, Arronches 3300 habitantes, Marvão 1700 , Monforte&lt;br /&gt;2500. Évora, a capital da Província do Alentejo, teria entre 12 000 e 15 000 habitantes.&lt;br /&gt;Surpreende um pouco, mas parece provar-se que o Alandroal, mesmo sem foral régio, terá&lt;br /&gt;tido umas razoáveis dimensões, já que não parece crível que entre 1486 e 1527 tenha&lt;br /&gt;crescido ao ponto de ultrapassar Juromenha, Terena, Ouguela, e Alegrete. Seria uma&lt;br /&gt;comenda consideravelmente rica da Ordem de Avis. è possível que tenha ganho algo, também,&lt;br /&gt;com o protagonismo do seu Alcaide Pero Rodrigues da Fonseca "Encerrabodes". Por outro&lt;br /&gt;lado, os Mestres de Avis eram seus donatários... e tinham passado a ser reis.&lt;br /&gt;Já no reinado de D. Manuel I, o Alandroal recebe uma confirmação da sua Carta de Foral&lt;br /&gt;( 1514 ), quando era seu alcaide Diogo Lopes de Sequeira, que foi o quarto governador da&lt;br /&gt;Índia portuguesa e que dotou a vila de um hospital e de outras obras de utilidade pública.&lt;br /&gt;Como sucedeu por todo o Alentejo, o Alandroal viu muitos dos seus filhos participar na&lt;br /&gt;epopeia dos Descobrimentos. A esmagadora maioria mal é recordada. Entretanto, ficaram&lt;br /&gt;monumentos, como a Igreja matriz ( influências renascentistas, entre outras), a Igreja da&lt;br /&gt;Misericórdia (enriquecida posteriormente com elementos barrocos). Um pouco mais antiga&lt;br /&gt;(século XV), encontramos a Ermida de Nossa Senhora das Neves.&lt;br /&gt;Naturalmente, a partir do primeiro quartel do século XVI, a crise que se viveu deve&lt;br /&gt;ter sido nele sentido. O resultado for, por exemplo, a União Ibérica (1580-1640).&lt;br /&gt;Desde muito cedo que o Alandroal teve também fama de ter águas e ares com virtudes&lt;br /&gt;quase medicinais. Muitos forasteiros a demandavam com esse propósito. São dessa época as&lt;br /&gt;principais referências ao facto, ainda que não as mais antigas. A povoação parecia imune,&lt;br /&gt;ou quase, a epidemias. Dizia-se que as matas de aloendros (loendros) podiam ser as&lt;br /&gt;responsáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4) A RESTAURAÇÃO/ANTIGO REGIME&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da época do Domínio filipino pouco se sabe. Há notícias de no Paço dos Alcaides,&lt;br /&gt;dentro do Castelo, ter vivido uma personagem importante, D. Brites de Lencastre, e que aí&lt;br /&gt;casou a sua filha, D. Isabel, com o marquês de Vila Real, D. Miguel de Menezes, em 1604.&lt;br /&gt;A Guerra da Restauração veio, necessariamente, causar transtornos. Fizeram-se alguns&lt;br /&gt;reparos nas muralhas. D. João IV mandou chamar um natural da localidade, António Álvares,&lt;br /&gt;então frade em Braga, para lhe entregar trabalhos de fortificação e o comando da&lt;br /&gt;artilharia.&lt;br /&gt;Em 1656, os espanhóis chegaram a ocupar a vizinha Terena por alguns dias. Combates&lt;br /&gt;violentos se verificaram então. E, em 1657, a ocupação de Olivença pelas forças de Madrid&lt;br /&gt;(até à Paz de 1668) trouxe ao Alandroal centenas de refugiados daquela povoação. Entre&lt;br /&gt;1659 e 1665, ocorreram várias batalhas, as mais violentas da Guerra, a poucos quilómetros&lt;br /&gt;a norte. Tudo isto teve consequências na vida da localidade.&lt;br /&gt;O final do Século XVII e o século XVIII não parece terem perturbado muito a vida&lt;br /&gt;local. Poucos monumentos foram construídos, mas alguns dos existentes receberam&lt;br /&gt;pormenores e acrescentos barrocos.&lt;br /&gt;Por outro lado, a acção repressiva da Inquisição, particularmente sentida no Alentejo&lt;br /&gt;e enfraquecendo nomeadamente uma incipiente burguesia local, não facilitava a busca de&lt;br /&gt;novos caminhos. Ter ideias ou ter demasiada imaginação era perigoso...&lt;br /&gt;Sentia-se, no século XVIII, uma necessidade de racionalização da estrutura&lt;br /&gt;administrativa do País. Por exemplo, para alguns aspectos burocráticos, o Alandroal&lt;br /&gt;dependia da Comarca de Avis, enquanto Terena, Juromenha, Vila Viçosa, e Olivença,&lt;br /&gt;dependiam de Vila Viçosa. Para outros dependia de Elvas. Todos os projectos de Reforma&lt;br /&gt;não tiveram seguimento. Só no fim de século surgiu um projecto que parecia ir ser&lt;br /&gt;implementado&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;5)INVASÕES FRANCESAS/LIBERALISMO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todavia, novos acontecimentos viriam perturbar a região. A Revolução Francesa agitava&lt;br /&gt;a Europa. Em 1801, a Espanha, apoiada pela França, invadiu o Alentejo (Guerra das&lt;br /&gt;Laranjas), e ocupou a Região de Olivença e a aldeia de Vila Real de Juromenha. O&lt;br /&gt;Alandroal sempre estivera muito ligado às terras perdidas, e, embora a Ponte da Ajuda,&lt;br /&gt;entre Elvas e Olivença, estivesse danificada desde 1709, as economias tinham muita&lt;br /&gt;complementaridade. Logo, houve consequências negativas para o Alandroal. Note-se que,&lt;br /&gt;durante todo o século XIX, muitos oliventinos, abandonando a sua terra de origem, se&lt;br /&gt;vieram a fixar na vila.&lt;br /&gt;As invasões francesas (1807-1811-12) tiveram também influência na região. Em 1808,&lt;br /&gt;houve guerrilhas anti-francesas, e alguns combates de 1811 não se deram longe. Algumas&lt;br /&gt;terras próximas, como Ciladas, sofreram bastante.&lt;br /&gt;O liberalismo e a Guerra Civil (1820-23; 1832-34)deixaram algumas marcas também,&lt;br /&gt;embora não muito relevantes. Alterações, mesmo, deram-se em 1835-36, quando ao Alandroal&lt;br /&gt;foram anexados os extintos Concelhos de Juromenha, Terena, e Ferreira de Capelins, este&lt;br /&gt;último um pequeno município originário da Idade Média.&lt;br /&gt;O novo e alargado município do Alandroal foi integrado no novo “departamento” de&lt;br /&gt;Montes Claros, que logo viu o seu nome mudado para, muito simplesmente, Distrito de&lt;br /&gt;Évora. As ordens religiosas foram entretanto extintas, pelo que muitas propriedades da&lt;br /&gt;região passaram para novos senhores, mantendo-se a estrutura latifundista.&lt;br /&gt;Uma curiosidade se mantém até hoje: o Concelho do Alandroal não tem fronteira&lt;br /&gt;internacional definida entre no Guadiana entre a “boca” da Ribeira de Alconchel/Táliga e&lt;br /&gt;o Concelho de Elvas (onde se verifica a mesma situação, mas num troço ínfimo dos seus&lt;br /&gt;limites). Isto porque Portugal não reconhece a administração espanhola sobre Olivença, e&lt;br /&gt;muito menos sobre a Aldeia de Vila Real, em frente de Juromenha, e que, talvez, devesse&lt;br /&gt;fazer parte do Alandroal. Uma curiosidade, sem dúvida.&lt;br /&gt;A partir de 1852 (Regeneração) notou-se algum progresso (o caminho-de-fero chegou à&lt;br /&gt;vizinha Vila Viçosa, por exemplo) e algum aumento de população, mas poucas reformas de&lt;br /&gt;fundo foram levadas a cabo. A assimetria característica de Portugal, com o aumento de&lt;br /&gt;peso do litoral em relação ao interior, que já vinha do século XVIII, ia-se agravando. E&lt;br /&gt;revelou-se ilusória a sensação de “aumento de poderio” resultante da união num só de&lt;br /&gt;quatro antigos municípios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6)A REPÚBLICA E O SALAZARISMO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A proclamação da República, em 1910, encontrou algum eco na região, existindo mesmo um&lt;br /&gt;célebre jornal (o “PERO RODRIGUES”) de cariz revolucionário que ficou célebre. Por outro&lt;br /&gt;lado, com o fim da Monarquia, Vila Viçosa perdeu importância, e é provável que o&lt;br /&gt;Alandroal, a dez quilómetros, se ressentisse um pouco disso mesmo.&lt;br /&gt;Algumas tentativas de modernização, meritórias, foram feitas, instalando-se mesmo uns&lt;br /&gt;rudimentos de Indústria, predominantemente ligada à agricultura e à criação de gado.Assim&lt;br /&gt;surgiram duas fábricas de moagem. Manteve-se, todavia, o predomínio do latifúndio, que o&lt;br /&gt;Estado Novo (1926-1974) não pôs em causa. Infelizmente, tal modelo, a que as campanhas do&lt;br /&gt;trigo do Regime não trouxeram a médio e longo prazo nenhuma melhoria, estava esgotado por&lt;br /&gt;volta de 1950. As actividades tradicionais ao longo do Guadiana não tiveram também&lt;br /&gt;energia para evoluírem e abrir novos caminhos de progresso.&lt;br /&gt;A partir da década de 1950, a população, que fora crescendo (quase 11 000 habitantes&lt;br /&gt;em 1950), conheceu um movimento contrário. A emigração tornou-se um flagelo. O&lt;br /&gt;descontentamento social, principalmente entre os assalariados agrícolas, apesar da&lt;br /&gt;repressão, ia-se tornando evidente, e que se reflectiu, depois de 1974, num predomínio&lt;br /&gt;eleitoral comunista até quase ao ano 2000&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7) TEMPOS ACTUAIS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De uma forma ou de outra, o 25 de Abril de 1974 abriu novas portas. Tentou-se uma&lt;br /&gt;Reforma Agrária, algo incipiente, que encheu de esperança muita gente. Contudo, por volta&lt;br /&gt;de 1980, tudo estava praticamente terminado. As esperanças passaram para a conclusão da&lt;br /&gt;Barragem do Alqueva e para as potencialidades que esta iria desenvolver.&lt;br /&gt;A entrada na União Europeia também foi vista como positiva. A colaboração com Espanha&lt;br /&gt;tornou-se mais fácil, e esboçaram-se projectos comuns. Continua a ser difícil, contudo,&lt;br /&gt;produzir riqueza com origem na região, para que não se caia em situações de&lt;br /&gt;subalternização e dependência, o que é difícil dada a política tradicional do Poder&lt;br /&gt;Central, que mantém as regiões periféricas, e portanto o Alandroal, numa situação de&lt;br /&gt;marginalidade. O encerramento das ligações ferroviárias (caso da de Vila Viçosa, útil&lt;br /&gt;para a vila) e o constante encerramento de serviços por todo o País são disso um exemplo.&lt;br /&gt;A população do Município tem vindo a diminuir. Em 1991, pouco ultrapassava os 7 000&lt;br /&gt;habitantes, e a tendência mantém-se (6 400 habitantes em 2002).&lt;br /&gt;A inauguração de uma nova Ponte sobre o Guadiana, em 11 de Novembro de 2000, entre&lt;br /&gt;Elvas e Olivença, pouco tem beneficiado o Alandroal, histórica e tradicionalmente, como&lt;br /&gt;vimos, muito ligado a este Concelho, pois não existe ainda (apesar de prometida desde&lt;br /&gt;sempre!) uma ligação directa à nova infra-estrutura. É ridículo ter-se de ir do&lt;br /&gt;Alandroal a Elvas para se aceder à estrada para a referida Ponte, avistando-se por vezes&lt;br /&gt;a mesma pelo caminho sem que se possa chegar directamente a ela. Um absurdo!&lt;br /&gt;O Alandroal procura fazer das fraquezas forças. Assim, procura aproveitar o facto de&lt;br /&gt;no seu território actual se contarem três castelos (Alandroal, Terena, e Juromenha), e um&lt;br /&gt;extraordinário santuário pré-histórico e romano (Deus Endovélico, em terras de Terena),&lt;br /&gt;para se projectar turisticamente. Procura-se também levar a cabo eventos com ecos&lt;br /&gt;transconcelhios. Por outro lado, o Alqueva, já concluído, é visto como uma nova&lt;br /&gt;oportunidade para a agricultura e para o desenvolvimento em geral... havendo a lamentar,&lt;br /&gt;todavia, o fim de toda uma série de actividades, algumas milenares, ligadas ao Guadiana.&lt;br /&gt;Todavia, se o projecto for explorado com sabedoria, terá valido a pena. Críticos há,&lt;br /&gt;contudo, que são da opinião de que as águas do novo lago estão a ameaçar ser exploradas&lt;br /&gt;de forma errada, olhando-se mais para lucros imediatos, talvez precários a médio e longo&lt;br /&gt;prazo, do que para formas de desenvolvimento sustentado, previstos originariamente.&lt;br /&gt;Espera-se que o Alandroal saiba encontrar caminhos prósperos para o futuro. Isso&lt;br /&gt;dependerá, em primeiro lugar, de si próprio, e, depois, de políticas correctas, racionais&lt;br /&gt;mas humanistas, a incentivar pelo Poder Central.&lt;br /&gt;Termino com uma quadra popular, ouvida aqui e além, onde se homenageia a fonte&lt;br /&gt;monumental, com seis bicas e brasão do século XVIII, orgulho da vila:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bonita cidade é Elvas,&lt;br /&gt;que tem Badajoz defronte,&lt;br /&gt;mais bonita é Landroal,&lt;br /&gt;que tem seis bicas na Fonte!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estremoz, 21 de Dezembro de 2007&lt;br /&gt;Carlos Eduardo da Cruz Luna&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/h3&gt;&lt;/font&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7528806873735773434-3738355151157021877?l=alentejanosnofacebook.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alentejanosnofacebook.blogspot.com/feeds/3738355151157021877/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://alentejanosnofacebook.blogspot.com/2011/10/alandroal.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7528806873735773434/posts/default/3738355151157021877'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7528806873735773434/posts/default/3738355151157021877'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alentejanosnofacebook.blogspot.com/2011/10/alandroal.html' title='ALANDROAL'/><author><name>Luis Milhano (Lumife-Alvito)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17742420842631935865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='23' src='http://1.bp.blogspot.com/-qqFCe8ytvXo/TmXeK-VaMAI/AAAAAAAAAkw/I9f4dEYD7JI/s220/alentejanos.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7528806873735773434.post-4217687517013064187</id><published>2011-10-06T14:31:00.000+01:00</published><updated>2011-10-06T14:34:10.473+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Carlos Eduardo da Cruz Luna'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Juromenha'/><title type='text'>JUROMENHA</title><content type='html'>&lt;h3 align="left"&gt;&lt;font color="#3300ff"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HISTÓRIA DE UMA ANTIGA VILA DE FRONTEIRA : JUROMENHA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) Introdução&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história pode ser madrasta, mesmo no vale do Guadiana. O rio e seus&lt;br /&gt;afluentes convidam o Homem a instalar-se nas suas margens, ou próximo delas.&lt;br /&gt;Com bons resultados, quase sempre. Mas... acontecimentos diversos podem&lt;br /&gt;influir no desenvolvimento normal e no progresso dos aglomerados humanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2) Juromenha (até ao século XVI)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A fortaleza abandonada de Juromenha, sobre o Guadiana, 18 km a nordeste do&lt;br /&gt;Alandroal, 16 km a sudoeste de Elvas, 17 km a leste de Vila Viçosa, e 11 km&lt;br /&gt;a noroeste de Olivença, impressiona pela sua dignidade fantasmagórica.&lt;br /&gt;A sua origem perde-se na noite dos tempos. Sem provas, quer-se que tenha&lt;br /&gt;sido fundada por galo-celtas, por volta de 400 a.C. Embora existam vestígios&lt;br /&gt;romanos, é muito improvável que tenha sido fundada por Júlio César em 50&lt;br /&gt;a.C., com o nome de “Julii Moenia” (Muralhas de Júlio). Outra lenda dá-a&lt;br /&gt;como fundada pelos visigodos, onde estaria a origem do seu nome, numa&lt;br /&gt;princesa de nome Menha a quem um irmão queria arrancar um juramento&lt;br /&gt;indecoroso (- Jura, Menha, que não!). Tal lenda não é digna de crédito,&lt;br /&gt;independentemente da sua beleza, pois surge muito depois da fixação do&lt;br /&gt;topónimo.&lt;br /&gt;Nos tempos muçulmanos, foi uma cidade importante, cujo nome seria, segundo&lt;br /&gt;alguns, “Chel-Mena”. Mas o topónimo árabe mais provável terá sido o de&lt;br /&gt;“Yulumaniya” ou “Julumaniya”, uma, repete-se, cidade moura importante, e&lt;br /&gt;nele se deverá ver a origem mais provável do termo JUROMENHA, que conheceu&lt;br /&gt;algumas variantes, como Jeremenha, Gerumenha, ou Jorumenha.&lt;br /&gt;Não se pode pôr de lado a hipótese de a forma árabe Yulumaniya derivar de&lt;br /&gt;“Julli Moenia” (Muralhas de Júlio)... se acaso tal lenda (a da origem&lt;br /&gt;romana) já existia no século VIII !&lt;br /&gt;D. Afonso Henriques terá conquistado a povoação em 1167. D. Gonçalo Viegas,&lt;br /&gt;filho ou sobrinho de D. Egas Moniz, talvez já no tempo de D. Sancho I,&lt;br /&gt;tê-la-á recebido em doação, atravessando então o Guadiana e ocupando o&lt;br /&gt;lugar de Vila Real, embora pouco se saiba sobre a veracidade destes factos.&lt;br /&gt;Os muçulmanos reocuparam a região, decerto entre 1169 e 1189, já que a data&lt;br /&gt;de 1242 referida em algumas enciclopédias como de “conquista moura”, estará&lt;br /&gt;decerto errada, pois sabe-se com razoável certeza ter o fidalgo D. Paio&lt;br /&gt;Peres Correia ocupado definitivamente a região por volta de 1220, 1230 o&lt;br /&gt;mais tardar. Em 1242, já os mouros estavam muito, muito longe.&lt;br /&gt;Após a pacificação da fronteira em 1297 (Tratado de Alcañices), D. Dinis&lt;br /&gt;mandou reedificar as muralhas e o castelo de Juromenha, dando-lhe foral em&lt;br /&gt;1312. As suas terra ficaram dentro da área atribuída à Ordem de Avis.&lt;br /&gt;Sem dúvida que no século XIV teve assinalável importância, nela se&lt;br /&gt;efectuando três casamentos reais: o de D. Afonso IV com D. Beatriz de&lt;br /&gt;Castela, ainda no século XIII e a rematar o já citado Tratado de Alcañices;&lt;br /&gt;o de D. Maria de Portugal com Afonso XI de Castela em, 1328; e o de D. Pedro&lt;br /&gt;I com D. Constança de Castela em 1340.&lt;br /&gt;Durante a crise de 1383-1385, Juromenha não parece ter desempenhado nenhum&lt;br /&gt;papel de realce, pois raramente é referida, o mesmo ocorrendo no século XV.&lt;br /&gt;Podemos, todavia, estar a ser enganados por eventual destruição de&lt;br /&gt;documentos. De qualquer forma, não deverá ter perdido importância, pois D.&lt;br /&gt;Manuel I concedeu-lhe, em Lisboa, novo Foral, em 15 de Setembro de 1512. As&lt;br /&gt;muralhas, por essa época, eram grandiosas, com 17 torres, sendo uma delas&lt;br /&gt;uma Torre de Menagem com 140 palmos (cerca de 30,8 metros) de altura.&lt;br /&gt;No Numeramento de 1527-1573, o mais antigo de Portugal, Juromenha surge como&lt;br /&gt;tendo 150 fogos (pouco mais de 600 habitantes, ao que se julga), portanto&lt;br /&gt;bastante menos que as vizinhas Elvas (1916 fogos, cerca de 7000&lt;br /&gt;habitantes), Alandroal (284 fogos, cerca de 1100 habitantes), Olivença (1053&lt;br /&gt;fogos, cerca de 4000 habitantes), Vila Viçosa (talvez 800 fogos e cerca de&lt;br /&gt;3000 habitantes), Estremoz (969 fogos, aproximadamente 3200 habitantes) e&lt;br /&gt;Borba (600 fogos, cerca de 2300 habitantes). Igualava, todavia, Terena (170&lt;br /&gt;fogos, talvez 650 habitantes).&lt;br /&gt;A importância de Juromenha era essencialmente militar e estratégica,&lt;br /&gt;protegendo, à retaguarda, Olivença, uma urbe alentejana que, cercada por&lt;br /&gt;Castela/Espanha por três lados, constituía sempre um quebra-cabeças para as&lt;br /&gt;chefias militares portuguesas. As terras do Concelho ultrapassavam aliás o&lt;br /&gt;Guadiana, pois pertencia-lhe o lugar de Vila real, exactamente a sua melhor&lt;br /&gt;área agrícola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4) Juromenha (1640-1801)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O período das Guerras de Restauração aumentou o papel de Juromenha, e D.&lt;br /&gt;João IV ampliou-lhe e modernizou-lhe as fortificações, que passaram a ser em&lt;br /&gt;estilo “Vauban”. Em 1657, recebe milhares de oliventinos fugidos da sua&lt;br /&gt;vila, então ocupada pelo inimigo, à qual só regressaram em 1668, quando a&lt;br /&gt;administração portuguesa foi reinstaurada.&lt;br /&gt;Juromenha resistiu sempre durante a Guerra de 1640-1668, registando-se nela&lt;br /&gt;um triste evento em 19 de Janeiro de 1659, quando explodiu por descuido um&lt;br /&gt;armazém de pólvora, perecendo então toda a guarda ali aquartelada, composta&lt;br /&gt;por estudantes de Évora capitaneados pelo Padre Francisco Soares (conhecido&lt;br /&gt;por “o Lusitano”).&lt;br /&gt;Em 1709 (Guerra de Sucessão de Espanha) travaram-se combates nas&lt;br /&gt;proximidades, e ainda ao longo de todo o século XVIII a Praça de Juromenha&lt;br /&gt;foi alvo de constantes cuidados.&lt;br /&gt;É evidente que, em todas estas guerras, toda a zona fronteiriça (raiana),&lt;br /&gt;tanto do lado português como espanhol, sofreu consideráveis destruições. O&lt;br /&gt;desenvolvimento é, necessariamente, inimigo da guerra.&lt;br /&gt;O conflito seguinte, no início do século XIX, irá, uma vez mais,&lt;br /&gt;demonstrá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5) 1801, Data Incontornável&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Guerra das Laranjas levou à conquista da Vila de Juromenha em 20 de Maio&lt;br /&gt;de 1801. Alguns meses depois, foi devolvida pelos espanhóis, mas sem a parte&lt;br /&gt;do Concelho a leste do Guadiana, com a aldeia de Vila Real, aliás a mais&lt;br /&gt;rica em termos agrícolas desde sempre.&lt;br /&gt;Ainda em 1837 Juromelha era considerada uma fortaleza de Primeira Classe,&lt;br /&gt;com uma forte guarnição militar, mas o declínio acelerou-se a partir de&lt;br /&gt;então. A meio do século XIX, deixava mesmo de ser sede de Concelhos,&lt;br /&gt;passando a depender do Alandroal.&lt;br /&gt;Os delicados problemas ligados à inexistência oficial de fronteira na&lt;br /&gt;região, resultantes da questão em aberto de Olivença, fizeram-se sentir&lt;br /&gt;duramente. Durante algum tempo, alguns oliventinos procuravam escolarizar-se&lt;br /&gt;em Juromenha, mas em breve a vigilância espanhola, em especial na época&lt;br /&gt;franquista, tornou tal quase impossível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6) Os limites do concelho de Juromenha e a Ponte da Ajuda&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, afinal, quais eram os limites do extinto Concelho de Juromenha a leste&lt;br /&gt;do Guadiana ?&lt;br /&gt;Um trabalho recente, de autoria de Mário Rui Simões Rodrigues, de Leiria,&lt;br /&gt;baseado em vários documentos, nomeadamente um mapa de 29 – Janeiro – 1802,&lt;br /&gt;existente no “Servicio Historico Militar” em Madrid, procura demonstrar que,&lt;br /&gt;muito provável e inesperadamente, a Ponte da Ajuda, que ligava Elvas a&lt;br /&gt;Olivença, deveria, para lá do Guadiana, assentar em terras do termo de&lt;br /&gt;Juromenha. As investigaçõs do oliventino Miguel Ángel Vallecillo Teodoro, ao&lt;br /&gt;demonstrar, no seu livro “Olivença en su Historia”, que as herdades de&lt;br /&gt;Malpica de Portugal e Joana Castanha, cujo limite norte era a fronteira da&lt;br /&gt;Ribeira de Olivença, pertenciam a Vila Real, freguesia do concelho de&lt;br /&gt;Juromenha, reforçam esta conclusão.&lt;br /&gt;Sabe-se que a Ponte da Ajuda, construída no reinado de D. Manuel por volta&lt;br /&gt;de 1520, se destinava a pôr em contacto as 6ª (Elvas) e 13ª (Olivença)&lt;br /&gt;maiores povoações portuguesas. Com os seus 450 metros, 18 arcos, e quase 6&lt;br /&gt;metros de largura, esta ponte, parcialmente destruída em 1709, durante a&lt;br /&gt;Guerra da Sucessão de Espanha, é, ainda hoje, uma obra impressionante.&lt;br /&gt;Inevitavelmente, a polémica Luso-espanhola sobre as terras de Olivença&lt;br /&gt;tem-se reflectido no adiamento constante da sua recuperação. As dificuldades&lt;br /&gt;e as contradições diplomáticas não cessam. Note-se que, desde 1967, a Ponte&lt;br /&gt;foi declarada Monumento de interesse Nacional pelo Estado Português.&lt;br /&gt;No que respeita ainda a limites, Portugal não cessou de reclamar contra a&lt;br /&gt;ocupação de parte do concelho de Juromenha, em 1801, pela Espanha, contrária&lt;br /&gt;ao Tratado de Badajoz, independentemente de Portugal considerar este anulado&lt;br /&gt;desde 1807.&lt;br /&gt;Com efeito, no Tratado de 1801 fala-se em colocar os limites fronteiriços no&lt;br /&gt;Guadiana, mas “... naquela parte que UNICAMENTE toca ao sobredito território&lt;br /&gt;de Olivença.” (Artigo III)&lt;br /&gt;Vila Real, a aldeia que, segundo a lenda, foi fundada por Gonçalo Viegas,&lt;br /&gt;que quis recordar Vila real de Trás-os-Montes (sendo mais provável que o&lt;br /&gt;nome se deva a existirem ali terras da Coroa Portuguesa), bem como toda a&lt;br /&gt;área que lhe pertencia a oriente do Guadiana, foi pois anexada em violação&lt;br /&gt;do Tratado de Badajoz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7) Juromenha : declínio, um triste destino&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Juromenha não se limitava a sofrer pela amputação de parte do seu&lt;br /&gt;território. As desgraças sucediam-se. Epidemias de febres (“sezões”)&lt;br /&gt;afugentavam a população. No princípio do século XX, um surto de peste&lt;br /&gt;bubónica afugentou as poucas gentes que tinham ficado. Mais tarde, surgiu um&lt;br /&gt;povoado novo, fora das muralhas, e as ruínas de Juromenha passaram a ser&lt;br /&gt;utilizadas como palheiros e currais. Distinguem-se, ainda, a antiga Câmara e&lt;br /&gt;a Casa do Senado, bem como as capelas da Misericórdia e de São Francisco de&lt;br /&gt;Assis. Da antiga cadeia, quase só resta um colorido brasão. Por vezes, e&lt;br /&gt;cada vez mais, distinguir estes antigos edifícios exige um grande esforço de&lt;br /&gt;imaginação.&lt;br /&gt;Durante a Guerra Civil de Espanha (1936-1939), por ali passaram alguns&lt;br /&gt;refugiados, que as autoridades portuguesas procuravam deter para,&lt;br /&gt;conscientemente, os entregarem à desumana repressão franquista.&lt;br /&gt;A população da nova Juromenha extra-muros tem vindo a diminuir desde o meio&lt;br /&gt;do século XX, com alguns movimentos ocasionais insuficientes para&lt;br /&gt;contrariar a tendência: 1399 habitantes em 1950, 1453 em 1960, 929&lt;br /&gt;habitantes em 1970. e, em 1991... 181 habitantes apenas !&lt;br /&gt;A situação de fronteira administrativa, mas não legal, no Guadiana, não lhe&lt;br /&gt;permitiu ter uma verdadeira alfândega, embora funcionasse às vezes um muito&lt;br /&gt;pequeno posto de estatuto indefinido. A sua Feira Anual, em 10 de Agosto,&lt;br /&gt;sob o seu antigo Orago de Nossa Senhora do Loreto, é muito modesta.&lt;br /&gt;Juromenha é, fundamentalmente, uma ruína grandiosa. Um certo medo do local e&lt;br /&gt;das suas antigas epidemias subsistiu até 1940, já que num guia com essa data&lt;br /&gt;se aconselhava a eventuais visitantes o cuidado de se preveniram com&lt;br /&gt;quinino.&lt;br /&gt;A falta de água é um dos dramas do povoado, e é um problema muito antigo. E,&lt;br /&gt;todavia, era relativamente rica de trigo em volta, em especial&lt;br /&gt;além-Guadiana, e de madeira de queima, pelo que há memória de um ditado&lt;br /&gt;popular significativo (“Juromenha, Juromenha, // boa de trigo, e melhor de&lt;br /&gt;lenha”).&lt;br /&gt;Para visitar a fortaleza de Juromenha, segundo informações de 1996, tem de&lt;br /&gt;se pedir a chave no novo povoado de Juromenha fora das muralhas.&lt;br /&gt;E o visitante logo concluirá que a actual situação de abandono não pode&lt;br /&gt;continuar. A fortaleza está ainda razoavelmente bem conservada, fazendo jus&lt;br /&gt;ao antigo brasão da Vila (uma torre de muralha, dentro de água, encimada por&lt;br /&gt;correntes), mas as ruínas do interior em breve não passarão de uma camada de&lt;br /&gt;pó. Urge, pois, salvar os maltratados monumentos, reconstruí-los,&lt;br /&gt;restaurar tanto quanto possível o traçado urbano, e fazer da fortaleza&lt;br /&gt;fantasma um lugar de vida, talvez um ponto turístico, quiçá uma pousada, e&lt;br /&gt;outras atracções. Há notícias de que se começa a pensar em qualquer coisa.&lt;br /&gt;Qualquer solução será benvinda, mas o abandono actual não pode ter perdão.&lt;br /&gt;O que poderá fazer para acudir a esta região, progressivamente abandonada,&lt;br /&gt;onde as pedras carregadas de história têm cada vez menos homens por&lt;br /&gt;companhia ? Fica a interrogação para quem de direito responder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estremoz, revisto em 08 de Janeiro de 2006&lt;br /&gt;Carlos Luna ( Carlos Eduardo da Cruz Luna)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/h3&gt;&lt;/font&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7528806873735773434-4217687517013064187?l=alentejanosnofacebook.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alentejanosnofacebook.blogspot.com/feeds/4217687517013064187/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://alentejanosnofacebook.blogspot.com/2011/10/juromenha.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7528806873735773434/posts/default/4217687517013064187'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7528806873735773434/posts/default/4217687517013064187'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alentejanosnofacebook.blogspot.com/2011/10/juromenha.html' title='JUROMENHA'/><author><name>Luis Milhano (Lumife-Alvito)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17742420842631935865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='23' src='http://1.bp.blogspot.com/-qqFCe8ytvXo/TmXeK-VaMAI/AAAAAAAAAkw/I9f4dEYD7JI/s220/alentejanos.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7528806873735773434.post-4480428358355362493</id><published>2011-10-06T13:44:00.005+01:00</published><updated>2011-10-06T14:06:25.791+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Carlos Eduardo da Cruz Luna'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cultura alentejana'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Olivença'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Além-Guadiana'/><title type='text'>CULTURA ALENTEJANA E PORTUGUESA</title><content type='html'>&lt;h3 align="left"&gt;&lt;font color="#990000"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A VELHA CULTURA ALENTEJANA (ANTES QUE DESAPAREÇA)&lt;br /&gt;SÓ EM PORTUGUÊS E NUMERADAS: UM TRABALHO ÉPICO DE DOIS DIAS (POESIA TRADICIONAL&lt;br /&gt;OLIVENTINA: 94 QUADRAS, AS PRIMEIRAS 76 RECOLHIDAS POR VENTURA LEDESMA ABRANTES&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;UM TRABALHO ÉPICO DE DOIS DIAS (POESIA TRADICIONAL OLIVENTINA: 94&lt;br /&gt;QUADRAS, AS PRIMEIRAS 72 RECOLHIDAS POR VENTURA LEDESMA ABRANTES(décadas de 1930 e&lt;br /&gt;1940)), 2 de dois habitantes de São Jorge de Alor na década de 190, as últimas 20&lt;br /&gt;recolhidas pelo Prof. Hernâni Cidade, na década de 1950 e 1960&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1-Ó Vila Real dos coxos,/&lt;br /&gt;São Bento dos aleijados,/&lt;br /&gt;São Domingos dos bons moços,/&lt;br /&gt;São Jorge dos mal talhados&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2-A fonte do Val de Gral /&lt;br /&gt;está no alto da Serra d´Olor./&lt;br /&gt;É água que a ninguém faz mal,/&lt;br /&gt;e dali bebe o meu amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3-O meu coração é teu,/&lt;br /&gt;o teu é de quem tu queres./&lt;br /&gt;Uma troca faria eu,/&lt;br /&gt;lindo amor, se tu quiseres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4-Se eu tivesse não pedia/&lt;br /&gt;coisa nenhuma a ninguém./&lt;br /&gt;Mas, como não tenho, peço/&lt;br /&gt;uma filha a quem a tem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5-Daqui para a minha terra/&lt;br /&gt;tudo é caminho e chão!/&lt;br /&gt;Tudo são cravos e rosas/&lt;br /&gt;postos pela minha mão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6-Silva verde não me prendas/&lt;br /&gt;que eu não tenho quem me solte;/&lt;br /&gt;não queiras tu, silva verde,/&lt;br /&gt;ser causa da minha morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7-Azeitona pequenina/&lt;br /&gt;também vai ao lagar;/&lt;br /&gt;eu também sou pequenina/&lt;br /&gt;mas sou firme no amar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8-Saudades, tenho saudades,/&lt;br /&gt;saudades das feiticeiras./&lt;br /&gt;Lembrança das amizades/&lt;br /&gt;da "Terra das Oliveiras".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9-A laranja quando nasce/&lt;br /&gt;logo nasceu redondinha;/&lt;br /&gt;tu também quando nasceste,/&lt;br /&gt;nasceste para ser minha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10-Na vila de Olivença/&lt;br /&gt;não se pode namorar!/&lt;br /&gt;As velhas saem ao Sol/&lt;br /&gt;e põem-se a criticar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;11-Tenho corrido mil terras,/&lt;br /&gt;cidades mais de quarenta,/&lt;br /&gt;tenho visto caras lindas,/&lt;br /&gt;só a tua me contenta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;12-Adeus largo do Calvário,/&lt;br /&gt;por cima, por baixo não./&lt;br /&gt;Por cima vão os meus olhos,/&lt;br /&gt;por baixo, meu coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;13-O Monte de Santa Maria/&lt;br /&gt;tem vinte e quatro janelas.&lt;br /&gt;Quem me dera ser pombinho/&lt;br /&gt;para pousar numa delas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;14-Esta noite choveu neve/&lt;br /&gt;no gargalo do meu poço;/&lt;br /&gt;todas as rosas abriram/&lt;br /&gt;menos o meu cravo roxo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;15-Abalei da minha terra,/&lt;br /&gt;olhei para trás chorando./&lt;br /&gt;Adeus terra da minha alma,/&lt;br /&gt;que longe me vais ficando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;16-Eu sou ganhão da ribeira,/&lt;br /&gt;da ribeira sou ganhão./&lt;br /&gt;Lavro com dois bois vermelhos/&lt;br /&gt;que fazem tremer o chão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;17-Ó minha mãe, minha mãe,/&lt;br /&gt;companheira de meu pai!/&lt;br /&gt;Eu também sou companheira/&lt;br /&gt;daquele cravo que ali vai!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;18-Eu tenho uma silva em casa/&lt;br /&gt;que me chega à cantareira./&lt;br /&gt;Busque meu pai quem o sirva/&lt;br /&gt;que eu não tenho quem me queira.(/)&lt;br /&gt;(mais lógico: que eu já tenho quem me queira.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;19-O Sol, quando nasce, inclina/&lt;br /&gt;nas barrancas do Guadiana./&lt;br /&gt;Eu também ando inclinado/&lt;br /&gt;nesses teus olhos, Mariana!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;20-Eu já vi um valentão/&lt;br /&gt;à briga com uma cidade;/&lt;br /&gt;logo ao primeiro encontrão/&lt;br /&gt;derrubou mais de metade!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;21-Eu sou guarda no Freixial,/&lt;br /&gt;lá nas bandas do Guadiana./&lt;br /&gt;Já matei um pato real/&lt;br /&gt;com uma espingarda de cana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;22-Quando eu era pequenino,/&lt;br /&gt;ainda não sabia andar,/&lt;br /&gt;já minha mãe me dizia/&lt;br /&gt;"que fino é para namorar".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;23-Fui à Serra colher trevo,/&lt;br /&gt;ancontrei o trevo colhido./&lt;br /&gt;Estou se sim ou não me atrevo/&lt;br /&gt;a arranjar amores contigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;24-Quem me dera, dera, dera,/&lt;br /&gt;quem me dera, dera, dar,/&lt;br /&gt;beijinhos até morrer,/&lt;br /&gt;abraços até cansar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;25-Quando eu principiei a amar/&lt;br /&gt;de amores não entendia;/&lt;br /&gt;agora já fiquei mestre/&lt;br /&gt;daquilo que não sabia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;26-Cantigas são pataratas,/&lt;br /&gt;às vezes leva-as o vento./&lt;br /&gt;Quem se fia de cantigas/&lt;br /&gt;é falto de entendimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;27-Já lá vai Abril e Maio,/&lt;br /&gt;já lá vão esses dois meses,/&lt;br /&gt;já lá vai a liberdade/&lt;br /&gt;que eu tinha contigo às vezes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;28-Eu quero bem, mas não me queres/&lt;br /&gt;dizer a quem quer(es) bem./&lt;br /&gt;Eu quero bem a uma ingrata,/&lt;br /&gt;dizê-lo não me convém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;29-Eu quero contigo passas,/&lt;br /&gt;eu quero contigo figos,/&lt;br /&gt;eu quero que tu me faças/&lt;br /&gt;o que eu fizer contigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;30-Margarida, a tua vida/&lt;br /&gt;não a contes a ninguém,/&lt;br /&gt;que uma amiga tem amigos,/&lt;br /&gt;e outra amiga, amigos tem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;31-Lindos olhos tem meu par,/&lt;br /&gt;ainda agora reparei./&lt;br /&gt;Se reparasses mais cedo,/&lt;br /&gt;verias como eu amei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;32-Meu amor, meu amor,/&lt;br /&gt;meu amor, nada é vão!&lt;br /&gt;Eu dou-te a minha vida,/&lt;br /&gt;tu dás-me o teu coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;33-Os meus olhos com chorar/&lt;br /&gt;fizeram covas no chão.&lt;br /&gt;Coisa que os teus não fizeram,/&lt;br /&gt;nem fazem, nem farão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;34-Se eu soubesse que voando (Pronúncia tradicional:"qu´avoando")/&lt;br /&gt;alcançava os teus carinhos,/&lt;br /&gt;mandava fazer umas asas/&lt;br /&gt;de papel encarnadinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;35-Toda a vida fui pastor,/&lt;br /&gt;toda a vida guardei gado;/&lt;br /&gt;tenho uma chaga no peito/&lt;br /&gt;de me encostar ao cajado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;36-Pombinha, "avoa", "avoa" (=voa, voa),/&lt;br /&gt;que está caçador na horta./&lt;br /&gt;Em pondo a espingarda à cara/&lt;br /&gt;logo a pombinha cai morta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;37-Não esmoreças, cão carocho,/&lt;br /&gt;que amanhã tens "fartadela" (=abundância);/&lt;br /&gt;já morreu o filho mocho,/&lt;br /&gt;filho da cabra amarela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;38-Meu amor, lá de longe,/&lt;br /&gt;lá de longe me mandou/&lt;br /&gt;um lencinho molhadinho/&lt;br /&gt;das lágrimas que chorou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;39-Camarada, amigo meu,/&lt;br /&gt;não vivas apaixonado./&lt;br /&gt;Quem teve a culpa fui eu,/&lt;br /&gt;eu é que fui o culpado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;40-Teu pai e tua mãe não querem/&lt;br /&gt;lindo amor que eu te logre;/&lt;br /&gt;queiras tu e queira eu,/&lt;br /&gt;que com amor ninguém pode!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;41-Quando eu era pequenino/&lt;br /&gt;que jogava o "repião"(pião)/&lt;br /&gt;davam-ma as moças beijinhos;/&lt;br /&gt;agora já não me dão!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;42-O meu amor ontem à noite/&lt;br /&gt;a sua vida me contou,/&lt;br /&gt;e que se ia deitar a um poço.&lt;br /&gt;Se ele vai, eu também vou!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;43-Meu amor quer que tenha/&lt;br /&gt;juízo e capacidade./&lt;br /&gt;Tenha ele que é mais velho,/&lt;br /&gt;já vai caindo na idade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;44-Homem alto e delgadinho/&lt;br /&gt;é a minha inclinação,/&lt;br /&gt;que aqueles que são baixinhos/&lt;br /&gt;nem para ver a Deus são.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;45-Fita verde no chapéu,/&lt;br /&gt;ao longe mete aparência./&lt;br /&gt;Quantos amores se perdem/&lt;br /&gt;pela pouca "diligência".(=cuidado na aparência)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;46-És branca como o leite,/&lt;br /&gt;corada como a cebola;/&lt;br /&gt;amores, quantos quiseres,/&lt;br /&gt;casar contigo,... xó rola!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;47-Minha mãe ouviu lá fora/&lt;br /&gt;tu jurares devagarinho,/&lt;br /&gt;dizer-me que me querias/&lt;br /&gt;e roubares-me um beijinho!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;48-Eu prometo voltar breve,/&lt;br /&gt;ir de joelhos à cidade,/&lt;br /&gt;se me sares da doença,/&lt;br /&gt;Nosso Senhor da Piedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;49-Eu também já fui à festa/&lt;br /&gt;e fiz promessas a Deus&lt;br /&gt;de voltar no Ano Novo&lt;br /&gt;a dançar no São Mateus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;50-Tenho o coração negrinho/&lt;br /&gt;deitado neste teu peito;/&lt;br /&gt;não fales alto-baixinho/&lt;br /&gt;assim é que me dás jeitinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;51-Eu já não gosto de ti,/&lt;br /&gt;tenho o coração sovado./&lt;br /&gt;Tenho agora amores novos/&lt;br /&gt;deixei já os teus cuidados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;52-Adeus, que me vou embora/&lt;br /&gt;para a terra das andorinhas;/&lt;br /&gt;deita cartas no correio/&lt;br /&gt;se quiseres novas minhas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;53-O meu amor é aquele/&lt;br /&gt;que não tira o chapéu;/&lt;br /&gt;passa por mim, não me fala,/&lt;br /&gt;mostra-me cara de réu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;54-Estreei minha saia nova,/&lt;br /&gt;minha blusa, meu vestido./&lt;br /&gt;Levarei tudo para a cova/&lt;br /&gt;se não queres ser meu marido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;55-Não posso ser teu marido/&lt;br /&gt;ainda que tu digas "sim";/&lt;br /&gt;vê lá tu, meu querido,/&lt;br /&gt;como as coisas são assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;56-Se tu souberas bem ler/&lt;br /&gt;nos meus olhos o feitiço,/&lt;br /&gt;verias como se quer/&lt;br /&gt;a paixão ao seu derriço.(=anamorado)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;57-Baila, não cantes tanto,/&lt;br /&gt;que o bailar é espavento;/&lt;br /&gt;as cantigas que eu canto/&lt;br /&gt;não são cantigas ao vento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;58-Porque esperas, meu bom moço,/&lt;br /&gt;que eu viva tão requeimada?/&lt;br /&gt;Só se fores como o poço:/&lt;br /&gt;muita água... e não tem nada!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;59-Alto lá, meu bem formoso,/&lt;br /&gt;não digas isso a cantar!/&lt;br /&gt;És um pau carunchoso,/&lt;br /&gt;e não te posso aguentar!(=suportar)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;60-Olha bem para o meu peito,/&lt;br /&gt;onde está o coração;/&lt;br /&gt;vê lá se disto há direito,/&lt;br /&gt;diz-me agora: sim ou não!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;61-Acabou-se a brincadeira,/&lt;br /&gt;não metas mais a colher!/&lt;br /&gt;Bate agora à dianteira,/&lt;br /&gt;que tu vais ser minha mulher!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;62-Anda cá para os meus braços/&lt;br /&gt;se tu vida queres ter,/&lt;br /&gt;que os meus braços dão saúde/&lt;br /&gt;a quem está para morrer!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;63-Os olhos daquela aquela,/&lt;br /&gt;os olhos daquela além,/&lt;br /&gt;os olhos daquela flor/&lt;br /&gt;são os olhos do meu bem!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;64-O meu amor é um cravo/&lt;br /&gt;que ao craveiro fui colher;/&lt;br /&gt;para o craveiro dar outro/&lt;br /&gt;tem de voltar a nascer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;65-Não há luar mais formoso/&lt;br /&gt;que o da noite de São João,/&lt;br /&gt;nem luz que mais ilumine/&lt;br /&gt;o meu pobre coração!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;66-Comprei arrecadas de ouro/&lt;br /&gt;na feira de São Mateus;/&lt;br /&gt;lembranças do meu tesouro/&lt;br /&gt;e dos beijos que ele me deu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;67-António, meu oratório,/&lt;br /&gt;meu espelho de vestir;/&lt;br /&gt;quem tem amores com António/&lt;br /&gt;volta ao céu e torna a ir!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;68-Minha mãe, quando eu casei,/&lt;br /&gt;prometeu-me quanto tinha./&lt;br /&gt;Depois que me viu casada/&lt;br /&gt;deu-me um saco de farinha!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;69-O coração já está preso,/&lt;br /&gt;não cantes mais "soledade" (=solidão)./&lt;br /&gt;Já o virei do avesso/&lt;br /&gt;para curar a saudade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;70-Já morreu o vil traidor,/&lt;br /&gt;para os infernos muitos anos;/&lt;br /&gt;quis vender o nosso povo/&lt;br /&gt;ao poder dos castelhanos.(*)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;71-Cosmander foi um vilão/&lt;br /&gt;ao serviço dos "mariolas",/&lt;br /&gt;mas teve morte de cão/&lt;br /&gt;com sepultura de esmola.(**)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;72-Era um diabo, um malvado,/&lt;br /&gt;sem honra nem coração;/&lt;br /&gt;dorme, filho, descansado,/&lt;br /&gt;que já morreu esse cão!(***)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;((*), (**), (***)- referências a João Pascácio Cosmander, ou Jan Ciermans, um flamengo&lt;br /&gt;(belga ou holandês) que, estando ao serviço do exército português em 1640, resolveu trair&lt;br /&gt;e por-se do lado de Castela. Tentou um ataque traiçoeiro a Olivença, mas foi morto pelo&lt;br /&gt;oliventino Gaspar Martins)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;73-As mocinhas lá em São Bento,/&lt;br /&gt;todo o seu traje é um:/&lt;br /&gt;sapatos de cinco bicos,/&lt;br /&gt;e as meias da cor do cu. (ouvida em São Jorge, 1991, a Eduardo Godinho)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;74-Toda a mulher que é bonita/&lt;br /&gt;não devia de nascer./&lt;br /&gt;É como a pera madura,/&lt;br /&gt;todos a querem comer! (ouvida em São Jorge, 1992, a Severiano Nunes)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_______________________________________________________________________________&lt;br /&gt;OUVIDAS POR HERNÂNI CIDADE, NAS DÉCADAS DE 1950 E 1960, EM OLIVENÇA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;75-Brinca, menina, brinca,/&lt;br /&gt;não tires os sapatinhos,/&lt;br /&gt;que a água está gelada/&lt;br /&gt;e espantas os borreguinhos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;76-As flores do meu canteiro/&lt;br /&gt;dizem-me todos os dias/&lt;br /&gt;as conversas que tu tens/&lt;br /&gt;sem esquecer as picardias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;77-Cheguei agora da horta/&lt;br /&gt;com um braçado de flores,/&lt;br /&gt;Deus bem sabe que eu vinha/&lt;br /&gt;pensando nos meus amores./&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;78-Falei contigo uma noite/&lt;br /&gt;e não sei como te via,/&lt;br /&gt;os teus olhos tinham luz/&lt;br /&gt;e a noite parecia dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;79-Vesti ontem saia nova,/&lt;br /&gt;fui logo fazer promessa./&lt;br /&gt;O Padre ralhou comigo&lt;br /&gt;gritando: «Não tenha pressa»!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;80-Sonhei contigo uma noite,/&lt;br /&gt;pensando que me querias./&lt;br /&gt;Despertei toda assustada/&lt;br /&gt;sem saber o que dizias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;81-Sou leiteira, vendo leite,/&lt;br /&gt;também vendo requeijão./&lt;br /&gt;Falarei ao meu amor/&lt;br /&gt;Quando tenha ocasião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;82-O Amor enquanto é novo/&lt;br /&gt;ama com todo o cuidado./&lt;br /&gt;Depois que vai para velho,/&lt;br /&gt;mostra papel de enfadado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;83-Vamos cantar os Reis/&lt;br /&gt;à porta do lavrador,/&lt;br /&gt;que tem a mulher bonita/&lt;br /&gt;e a filha que é uma flor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;84-Ao poço da tua rua/&lt;br /&gt;fui ontem beber água./&lt;br /&gt;Tinha secado de noite/&lt;br /&gt;com pena da minha mágoa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;85-Vi-te à janela uma noite/&lt;br /&gt;chorando penas, aflita./&lt;br /&gt;A Lua batia no rosto/&lt;br /&gt;mostrando a tua desdita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;86-Meu coração chora sempre/&lt;br /&gt;as lágrimas de uma santa;&lt;br /&gt;são queixumes portugueses/&lt;br /&gt;que se ouvem na barranca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;87-Canta alegre o coração,/&lt;br /&gt;canta bem a despedida;/&lt;br /&gt;já não têm luz nem morrão/&lt;br /&gt;os olhos da minha vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;88-Romeiro dos meus amores,/&lt;br /&gt;Deixa cantar a canção;/&lt;br /&gt;são tristezas e são flores/&lt;br /&gt;que saem do coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;89-Adeus, perfumes e flores,/&lt;br /&gt;Azeite da minha candeia,/&lt;br /&gt;adeus flores dos meus amores,/&lt;br /&gt;adeus casinhas da aldeia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;90-Dos beijos que me destes/&lt;br /&gt;guardo o bafo no coração./&lt;br /&gt;Quando fores ao Guadiana/&lt;br /&gt;ouve bem esta canção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(REPETIDA:)&lt;br /&gt;91-Saudades, tenho saudades,&lt;br /&gt;saudades das feiticeiras.&lt;br /&gt;Lembrança das amizades&lt;br /&gt;da "Terra das Oliveiras".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;92-Doce Jesus da minha alma,/&lt;br /&gt;doce Jesus da minha vida,/&lt;br /&gt;quando chegará a hora/&lt;br /&gt;da minha doce partida?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;93-Oh, senhores, eu vi-a Coxa/&lt;br /&gt;Lá no largo do Rossio,/&lt;br /&gt;com uma canastra à cabeça/&lt;br /&gt;vendendo o belo safio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;94-O safio estava podre,/&lt;br /&gt;estava podre e não se vendia,/&lt;br /&gt;e a pobrezinha da Coxa/&lt;br /&gt;em vez de ganhar, perdia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/h3&gt;&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;h3 align="left"&gt;&lt;font color="#3300ff"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O QUE SE SEGUE É UM ESFORÇO, QUASE DESCONHECIDO, DE RECUPERAR CULTURA ALENTEJANA E PORTUGUESA, A QUE JORNAIS E REVISTAS, MESMO OS DA ESPECIALIDADE, NÃO LIGAM (AINDA QUE INFORMADOS)&lt;br /&gt;PODE-SE PENSAR O QUE SE QUISER DA "QUESTÃO DE OLIVENÇA", TUDO BEM! MAS...DESPREZAR A CULTURA? UM ESFORÇO LUSÓFONO? DE UM ESPAÇO ALENTEJANO? POR FAVOR, O PRECONCEITO, AQUI, PRODUZ ALGO QUE NÃO ANDA LONGE DA CENSURA!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TRÊS ANOS DE ACTIVIDADE: O "ALÉM GUADIANA"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TRÊS ANOS DE ACTIVIDADE: O "ALÉM GUADIANA"&lt;br /&gt;por Carlos Luna&lt;br /&gt;(RESUMO DE ACONTECIMENTOS DE TRÊS ANOS: 2008-2011)&lt;br /&gt;A INESPERADA RECUPERAÇÃO DO PORTUGUÊS/ALENTEJANO EM OLIVENÇA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;INTRODUÇÃO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portugal é um País de contradições. Ambiciona ser conhecido,&lt;br /&gt;reclama que a sua cultura&lt;br /&gt;é pouco divulgada... mas, contraditoriamente, parece envergonhar-se de assumir&lt;br /&gt;manifestações concretas da sua cultura.&lt;br /&gt;Desde 2008 ( em Março de 2011, celebra-se o terceiro aniversário),&lt;br /&gt;algo de novo surgiu&lt;br /&gt;no panorama cultural português...&lt;br /&gt;ou, se se quiser,&lt;br /&gt;lusófono. Previamente, a União Europeia chamou a atenção para a falta&lt;br /&gt;de protecção de que&lt;br /&gt;a Língua Portuguesa era vítima por parte do Estado Espanhol em&lt;br /&gt;Olivença e Táliga (antiga&lt;br /&gt;aldeia de Olivença.Mais importante, na própria Olivença, um grupo de&lt;br /&gt;locais fundou a&lt;br /&gt;Associação "Além&lt;br /&gt;Guadiana", que, sem&lt;br /&gt;se preocupar com a questão, que se mantém, algo discretamente, sobre a&lt;br /&gt;soberania legal&lt;br /&gt;(ou efetiva) sobre a Região, decidiu meter "mãos à obra", e começar a&lt;br /&gt;lutar pela&lt;br /&gt;recuperação da sua cultura e da sua História. Entenda-se: Cultura e&lt;br /&gt;História portuguesas.&lt;br /&gt;Menos de um ano sobre a sua fundação, o grupo conseguia, em 28 de&lt;br /&gt;Fevereiro de 2008,&lt;br /&gt;organizar uma "Jornada do Português Oliventino", que decorreu na&lt;br /&gt;Capela do Convento&lt;br /&gt;português de São João de Deus (em Olivença, naturalmente).&lt;br /&gt;Quer se queira, quer não, fez-se História: pela primeira vez desde 1801,&lt;br /&gt;a Língua Portuguesa manifestava-se livremente em Olivença, com a&lt;br /&gt;"cobertura" das&lt;br /&gt;autoridades espanholas máximas a nível local e regional.&lt;br /&gt;Quase 200 pessoas foram testemunhas disso, entre as quais o&lt;br /&gt;arqueólogo Cláudio&lt;br /&gt;Torres, o "herói" do mirandês Amadeu Ferreira, e outros!&lt;br /&gt;Vale a pena fazer um resumo do que então se passou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A JORNADA DE FEVEREIRO DE 2008&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falou primeiro o Presidente da Junta da Extremadura espanhola,&lt;br /&gt;Guillermo Fernández&lt;br /&gt;Vara. Curiosamente, um oliventino. Foi comovente ouvi-lo confessar&lt;br /&gt;que, na sua casa paterna, o Português era a língua dos afectos. O&lt;br /&gt;Presidente da Câmara&lt;br /&gt;de Olivença, Manuel Cayado,falou em seguida.&lt;br /&gt;Joaquín Fuentes Becerra, presidente da Associação "Além&lt;br /&gt;Guadiana", destacou e&lt;br /&gt;insistiu no aspecto cultural da Jornada.&lt;br /&gt;Juan Carrasco González, um conhecido catedrático, falou depois.&lt;br /&gt;Seguiu-se Eduardo Ruíz Viéytez,Consultor do Conselho da Europa,&lt;br /&gt;que explicou as&lt;br /&gt;recomendações críticas deste, ao Estado Espanhol, em relação ao&lt;br /&gt;Português de Olivença.&lt;br /&gt;Falou depois Lígia Freire Borges, do Instituto Camões, que destacou o&lt;br /&gt;papel da Língua Portuguesa no mundo. Após o almoço, foi a vez de&lt;br /&gt;ouvir a voz de alguns oliventinos, em Português, bem alentejano no&lt;br /&gt;vocabulário e no&lt;br /&gt;sotaque, não faltando críticas e denúncias de situações de repressão&lt;br /&gt;linguística não muito longe no tempo.&lt;br /&gt;Falram depois Domingo Frade Gaspar (pela fala galega) e José&lt;br /&gt;Gargallo Gil (Línguas&lt;br /&gt;minoritárias).&lt;br /&gt;Seguiu-se Manuela Barros Ferreira, da Universidade de Lisboa, que&lt;br /&gt;relatou a experiência significativa de recuperação do Mirandês.&lt;br /&gt;Falou finalmente o Presidente da Câmara Municipal de Barrancos, a&lt;br /&gt;propósito dos projectos de salvaguardar o dialecto barranquenho.&lt;br /&gt;No final, foi projectado um curto filme sobre o Português&lt;br /&gt;oliventino, realizado por&lt;br /&gt;Mila Gritos (Milagros Rodrígues Perez). Nele surgiam&lt;br /&gt;oliventinos a contar a história de cada um, sempre em Português.&lt;br /&gt;Deu por encerrada a sessão Manuel de Jesus Sanchez Fernandez, da&lt;br /&gt;Associação Além-Guadiana.&lt;br /&gt;Os assistentes e os promotores da Jornada&lt;br /&gt;abandonaram o local, já de noite, convictos de que tinham assistido a&lt;br /&gt;algo notável.&lt;br /&gt;Estava dado um passo de gigante para a recuperação de cultura&lt;br /&gt;lusa em Olivença.&lt;br /&gt;Cerca de um ano, um pouco mais, depois, nova surpresa!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TOPONÍMIA EM PORTUGUÊS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Câmara Municipal de Olivença decidiu começar a recuperar os&lt;br /&gt;antigos nomes em&lt;br /&gt;português das ruas da localidade. A iniciativa partiu, claro, da&lt;br /&gt;associação cultural Além&lt;br /&gt;Guadiana, apresentou à Câmara e aos diferentes representantes&lt;br /&gt;políticos de Olivença um&lt;br /&gt;projeto pormenorizado para a valorização da toponímia oliventina, com&lt;br /&gt;unânime aceitação.&lt;br /&gt;O projeto, com início a 12 de Junho de 2010, e que prossegue,&lt;br /&gt;estando já quase&lt;br /&gt;conluído em Janeiro de 2011, contempla a adição dos antigos nomes das&lt;br /&gt;ruas aos atuais,&lt;br /&gt;mantendo a mesma tipologia e estética nas placas. Assim, resgatam-se&lt;br /&gt;as denominações das&lt;br /&gt;ruas, dos becos,das calçadas, etc., que configuram o conjunto&lt;br /&gt;histórico encerrado nas&lt;br /&gt;muralhas&lt;br /&gt;abaluartadas, com um total de 73 localizações.&lt;br /&gt;Recorde-se que a maior parte da toponímia urbana de Olivença foi&lt;br /&gt;ubstituída ou&lt;br /&gt;modificada na primeira metade do século XX, embora quase todos os&lt;br /&gt;nomes continuassem a&lt;br /&gt;ser utilizados pela população apesar das alterações, como nos casos da&lt;br /&gt;rua da Rala, da&lt;br /&gt;rua da Pedra, da Carreira, etc.&lt;br /&gt;A Associação "Além Guadiana", num comunicado, esclarecia: «os&lt;br /&gt;antigos nomes das ruas&lt;br /&gt;falam-nos do passado português da "Vila", como popularmente é&lt;br /&gt;conhecida a cidade, desvelando aspetos diversos, amiúde desconhecidos,&lt;br /&gt;da sua história.&lt;br /&gt;Estes remontam a séculos atrás, muitos deles à Idade Média, aludindo a&lt;br /&gt;pessoas ilustres&lt;br /&gt;da História, a antigos grémios de artesãos, a santos objeto da devoção&lt;br /&gt;popular ou à&lt;br /&gt;fisionomia das ruas, entre outros aspetos. "A rua das Atafonas, a&lt;br /&gt;Calçada Velha, o&lt;br /&gt;Terreiro Salgado e o beco de João da Gama" são alguns exemplos.»&lt;br /&gt;Mais dizia a comunicado. «Com esta iniciativa pretende-se, enfim,&lt;br /&gt;realçar um&lt;br /&gt;interessante componente da rica herança cultural oliventina, a&lt;br /&gt;toponímia, contribuindo&lt;br /&gt;para testemunhar a história partilhada deste concelho e para a tornar&lt;br /&gt;visível em cada&lt;br /&gt;recanto intramuros. Os nomes ancestrais dos espaços públicos conformam&lt;br /&gt;uma janela que&lt;br /&gt;convida a assomar-se e a explorar a apaixonante história de Olivença.&lt;br /&gt;Expressados na sua&lt;br /&gt;originária língua&lt;br /&gt;portuguesa, constituem o testemunho vivo de uma cidade onde se&lt;br /&gt;respiram duas culturas e&lt;br /&gt;são um veículo que encoraja os mais novos a manter a língua que ainda&lt;br /&gt;falam as pessoas&lt;br /&gt;mais velhas do município. Para a associação Além Guadiana, trata-se de&lt;br /&gt;uma iniciativa com&lt;br /&gt;fins didáticos, culturais e turísticos, com a qual se resgata para o&lt;br /&gt;presente uma parte&lt;br /&gt;do passado oliventino.»&lt;br /&gt;(CONTINUA)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;UMA ESPÉCIE DE «DIA DE PORTUGAL»... DOIS DIAS DEPOIS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A inauguração das primeiras ruas com os nomes em Português, teve&lt;br /&gt;lugar no meio de uma&lt;br /&gt;espécie de festival promovido pela Associação citada, denominado&lt;br /&gt;«Lusofonias». No sentido&lt;br /&gt;de promover a cultura e a língua portuguesa, a organização do evento&lt;br /&gt;elegeu como imagens&lt;br /&gt;promocionais da iniciativa Amália Rodrigues, Fernando Pessoa e Vasco da Gama.&lt;br /&gt;A "Além Guadiana" justificou estas escolhas: «São ícones de&lt;br /&gt;Portugal e da sua&lt;br /&gt;história. Como curiosidade posso dizer que os familiares de Vasco da&lt;br /&gt;Gama são originários&lt;br /&gt;de Olivença e desta forma vamos relembrar esse facto.»&lt;br /&gt;A iniciativa cultural contou com a colaboração do Ayuntamiento de&lt;br /&gt;Olivença, da&lt;br /&gt;Associação para o Desenvolvimento Rural da Comarca de Olivença e da&lt;br /&gt;Junta da Estremadura,&lt;br /&gt;e consistiu ainda num vasto conjunto de actividades, entre as quais se&lt;br /&gt;destacaram peças&lt;br /&gt;de teatro, música, literatura e animação de rua.&lt;br /&gt;Em paralelo, houve uma zona reservada a exposições, onde estiveram&lt;br /&gt;artesãos, um&lt;br /&gt;espaço dedicado à gastronomia e a instituições do espaço lusófono, bem&lt;br /&gt;como trabalhos ao&lt;br /&gt;vivo e animação musical a cargo de grupos de Portel (Évora).&lt;br /&gt;Procedeu-se a uma leitura pública contínua em português, na qual&lt;br /&gt;participaram&lt;br /&gt;oliventinos de todas as idades lendo ou recitando na língua de Camões,&lt;br /&gt;Este foi um dos&lt;br /&gt;pontos altos que a organização destaca deste dia dedicado ao mundo lusófono.&lt;br /&gt;Durante a manhã ocorreu também uma demonstração de folclore,&lt;br /&gt;através do grupo "La&lt;br /&gt;Encina" de Olivença e a atuação das Cantadeiras de Granja (Évora).&lt;br /&gt;No período da tarde foi projectado no Espácio para la Creación&lt;br /&gt;Joven, o filme "O Leão&lt;br /&gt;da Estrela", e houve actividades de animação nas ruas, bem como ainda&lt;br /&gt;a atuação dos&lt;br /&gt;alunos de português da escola pública Francisco Ortiz, de Olivença.&lt;br /&gt;A "Estória da Galinha e do Ovo" e "O Canto dos Poetas", ambos&lt;br /&gt;interpretados pela&lt;br /&gt;associação "Do Imaginário" de Évora, foram dos atractivos desta&lt;br /&gt;iniciativa promovida pela&lt;br /&gt;associação "Além Guadiana".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;UM MERCADO MENSAL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O final de 2010 e o princípio de 2011 viram realizar-se mais uma&lt;br /&gt;iniciativa deste&lt;br /&gt;prolixo grupo oliventino: um mercado mensal de artesanato e&lt;br /&gt;antiguidades portuguesas. O&lt;br /&gt;primeiro efetuou-se a 11 de Dezembro de 2010, o segundo a 8 de Janeiro&lt;br /&gt;de 2011. O terceiro&lt;br /&gt;em 12 de Fevereiro de 2011. E assim por diante!&lt;br /&gt;Pela primeira vez, em mais de duzentos anos, ressurgiu o mercado&lt;br /&gt;antigo tradicional de&lt;br /&gt;Olivença era aos Sábados, nas suas características originais. Na&lt;br /&gt;verdade, este evento&lt;br /&gt;efetua-se num local distinto do mercado mais convencional (Adro da&lt;br /&gt;Igreja manuelina da&lt;br /&gt;Madalena), que é no mesmo dia da semana.&lt;br /&gt;Foi curiosa a primeira edição, não só pelo afluxo de interessados,&lt;br /&gt;mas também por&lt;br /&gt;algumas das motivações expressas. Muitas louças tradicionais (do&lt;br /&gt;Redondo, por exemplo), e&lt;br /&gt;mobiliário, também tradicional, foram adquiridos porque lembrava aos&lt;br /&gt;compradores objectos&lt;br /&gt;vistos em casa de antepassados seus, onde constituíam uma espécie de&lt;br /&gt;relíquias. Note-se&lt;br /&gt;que, na falta do seu tradicional mercado, muitos oliventinos, durante&lt;br /&gt;mais de cem anos,&lt;br /&gt;se deslocavam a Elvas ou a outras localidades, procurando obter os&lt;br /&gt;produtos (então de&lt;br /&gt;utilidade doméstica, ou de decoração) a que estavam tradicionalmente&lt;br /&gt;habituados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LANÇAMENTO DAS SEGUNDAS LUSOFONIAS NA "CASA O ALENTEJO" (12-Maio dwe 2011)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Além Guadiana" não hesitou em avançar para uma nova edição de&lt;br /&gt;Lusofonias, e tratou de fazer a sua divulgação na "Casa do Alentejo",&lt;br /&gt;em 12 de Maio de 2011. A Imprensa portuguesa, ainda que convocada, não&lt;br /&gt;compareceu em grande medida, cm excepção da Agência Lusa, que publicou&lt;br /&gt;um excelente artigo sobre este grupo de oliventinos. São dessa&lt;br /&gt;notícias as informações que se seguem.&lt;br /&gt;«A associação 'Além Guadiana' apelou hoje a um maior apoio do&lt;br /&gt;Estado português e das diversas instituições ligadas à cultura, para&lt;br /&gt;"manter acesa a&lt;br /&gt;chama" da língua portuguesa em Olivença.&lt;br /&gt;"Falta apoio português. Não só do Estado, mas também das instituições&lt;br /&gt;e dos media. Os&lt;br /&gt;meios de comunicação social portugueses deveriam ir a Olivença ver as&lt;br /&gt;coisas de outro&lt;br /&gt;prisma", afirmou Eduardo Machado, que aproveitou para sublinhar que o&lt;br /&gt;'terreno' da&lt;br /&gt;associação "é apenas a cultura".&lt;br /&gt;"Queremos tratar as coisas com naturalidade. Respeitamos todas as&lt;br /&gt;posições, mas o nosso&lt;br /&gt;terreno é a cultura", afirmou, referindo-se às rivalidades e preconceitos ainda&lt;br /&gt;existentes e à necessária mudança de mentalidades, sublinhando: "O&lt;br /&gt;português em Olivença&lt;br /&gt;não é uma língua estrangeira".&lt;br /&gt;O responsável falava na primeira iniciativa pública da 'Além Guadiana'&lt;br /&gt;em Portugal, que&lt;br /&gt;decorreu na Casa do Alentejo, em Lisboa, e serviu não só para fazer um&lt;br /&gt;balanço dos três&lt;br /&gt;anos de atividades desta associação sem fins lucrativos mas também&lt;br /&gt;para apresentar a&lt;br /&gt;segunda edição do festival 'Lusofonias', que decorrerá em Olivença nos&lt;br /&gt;dias 28 e 29 deste&lt;br /&gt;mês.» (Fim da citação da Lusa).&lt;br /&gt;E, na verdade, o novo festival de Lusofonias, de dois dias,&lt;br /&gt;decorreu em 28 e 29 de Maio de 2011. (CONTINUA)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O SEGUNDO FESTIVAL DE LUSOFONIAS (28 e 29 de Maio de 2011)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teremos de fazer algumas considerações prévias, ainda que com o&lt;br /&gt;risco de cair em "repetições".&lt;br /&gt;É difícil descrever o que representou, ou representa, histórica e&lt;br /&gt;culturalmente, este&lt;br /&gt;"festival" de cultura portuguesa e lusófona para, e em primeiro lugar,&lt;br /&gt;Olivença, para Portugal, e para o espaço lusófono. Trata-se, recordemos, do&lt;br /&gt;renascer de toda uma Cultura (a portuguesa) num lugar onde, desde&lt;br /&gt;1801, a mesma deixou de ser "oficial", e onde, durante cerca de&lt;br /&gt;duzentos anos, muito se fez para a aniquilar. São habitantes locais,&lt;br /&gt;oliventinos genuínos, que, sem entrarem em considerações politicas e&lt;br /&gt;considerações sobre litígios de soberania, reivindicam a sua cultura&lt;br /&gt;tradicional e a sua pertença ao espaço lusófono. É um tanto&lt;br /&gt;confrangedor, para não usar expressões mais críticas que não se dê&lt;br /&gt;maior destaque ao que ali ocorre em consequência disso.&lt;br /&gt;No dia 28 de Maio, Sábado, após uma alocução das autoridades locais&lt;br /&gt;(com a presença de todas as forças políticas oliventinas) numa curta&lt;br /&gt;cerimónia de abertura, as "Lusofonias" foram oficialmente abertas ao&lt;br /&gt;público. Pavilhões de instituições portuguesas e de comércio e&lt;br /&gt;artesanato (com destaque para a doçaria), que se estendiam por duas&lt;br /&gt;secções da antiga Carreira, numa amostra muito significativa da&lt;br /&gt;cultura portuguesa. O grupo Gigabombos, de Évora, desfilou no local,&lt;br /&gt;e, depois, por toda a cidade.&lt;br /&gt;Seguiu-se uma leitura pública, essencialmente por oliventinos, de&lt;br /&gt;textos em Português. Documentários e teatro, música, corais&lt;br /&gt;alentejanos, bem como actuações de escolas locais (sempre ne língua de&lt;br /&gt;Camões), seguiram-se pela noite fora. Note-se que estavam presentes&lt;br /&gt;elementos culturais de vários países lusófonos, e não só de Portugal.&lt;br /&gt;Uma exposição fotográfica, aliás apresentada com destaque, mereceu&lt;br /&gt;muita atenção, intitulada "O meu olhar sobre a Olivença Portuguesa",&lt;br /&gt;do oliventino Jesus Valério. Muita gente a elogiou.&lt;br /&gt;À noite, houve um espectáculo público, um concerto do cantautor&lt;br /&gt;espanhol (e extremenho) Luís Pastor, "padrinho" do evento, que teve o&lt;br /&gt;cuidado de quase só usar a língua portuguesa, cantando temas&lt;br /&gt;portugueses, e recordando grandes cantautores portugueses (a começar&lt;br /&gt;por Zeca Afonso).&lt;br /&gt;No dia 29 de Maio, Domingo, reabriu o espaço dos pavilhões, e actuou o&lt;br /&gt;Rancho folclórico de Macieira da Lixa (Porto). Seguiram-se canções e&lt;br /&gt;dramatizações, uma vez mais em Português e a "cargo" de alunos de&lt;br /&gt;escolas locais, e ainda mais música por um grupo português. Só por&lt;br /&gt;volta das 24.00 se deu por encerrado o evento, um sucesso que levará,&lt;br /&gt;decerto, a Associação oliventina "Além Guadiana" a continuar a&lt;br /&gt;esforçar-se por devolver a Olivença a sua cultura e língua&lt;br /&gt;tradicionais, com iniciativas como esta ou outras similares, para além&lt;br /&gt;de um trabalho contínuo e diário nesse mesmo sentido.&lt;br /&gt;A dita Associação renova o apelo para que, em Portugal, e sem&lt;br /&gt;preconceitos, haja uma maior divulgação das suas actividades, bem como&lt;br /&gt;apoios, basicamente culturais, já que os seus objectivos são deste&lt;br /&gt;teor, e não outros. É infelizmente necessário repetir que nem sempre&lt;br /&gt;parece estar a haver uma clara&lt;br /&gt;compreensão destes aspectos, o que muito se lamenta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;INTEGRAÇÃO NA LUSOFONIA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só no dia 8 de Junho de 2011 a RTP, no "Portugal em Directo",&lt;br /&gt;mostrou a boa reportagem que fizera em Olivença no dia 28 de Maio de&lt;br /&gt;2011. Sirva de desculpa o período eleitoral que se vivia então em&lt;br /&gt;Portugal. Afinal, os oliventinos só querem ser ouvidos, sem&lt;br /&gt;discriminações.&lt;br /&gt;"A língua de Camões fala-se ininterrompidamente em Olivença desde&lt;br /&gt;finais do século&lt;br /&gt;XIII". Estas são palvras do Presidente da Associação Além Guadiana, o&lt;br /&gt;já citado Joaquín&lt;br /&gt;Fuentes Becerra, "Este o mais importante legado português. Até meados&lt;br /&gt;do século XX, 150&lt;br /&gt;anos após a mudança de nacionalidade, a língua maioritária era o&lt;br /&gt;Português, apesar de não&lt;br /&gt;ter tido qualquer apoio institucional". Becerra acrescenta que, hoje&lt;br /&gt;em dia, para além de&lt;br /&gt;conservada pelos mais velhos, a língua portuguesa já está a ser&lt;br /&gt;ensinada nas escolas.&lt;br /&gt;"Estamos no caminho correto, mas faz falta uma aposta mais forte para&lt;br /&gt;que a língua&lt;br /&gt;portuguesa não se perca em Olivença. A língua é tudo". E, sem abordar&lt;br /&gt;aspectos políticos,&lt;br /&gt;Becerra reclama para a localidade a sua "INTEGRAÇÃO NA LUSOFONIA".&lt;br /&gt;Parece que algo de novo, e talvez um tanto inesperado, está a&lt;br /&gt;surgir no espaço&lt;br /&gt;lusófono. Ignorá-lo, fingir que não existe, começa a ser impossível. E&lt;br /&gt;insuportável!&lt;br /&gt;Estremoz, 16 de Junho de 2011&lt;br /&gt;Carlos Eduardo da Cruz Luna (FIM)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(TEXTO COLOCADO NO GRUPO ALENTEJANOS NO FACEBOOK PELO DR. CARLOS EDUARDO DA CRUZ LUNA)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/h3&gt;&lt;/font&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7528806873735773434-4480428358355362493?l=alentejanosnofacebook.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alentejanosnofacebook.blogspot.com/feeds/4480428358355362493/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://alentejanosnofacebook.blogspot.com/2011/10/cultura-alentejana-e-portuguesa.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7528806873735773434/posts/default/4480428358355362493'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7528806873735773434/posts/default/4480428358355362493'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alentejanosnofacebook.blogspot.com/2011/10/cultura-alentejana-e-portuguesa.html' title='CULTURA ALENTEJANA E PORTUGUESA'/><author><name>Luis Milhano (Lumife-Alvito)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17742420842631935865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='23' src='http://1.bp.blogspot.com/-qqFCe8ytvXo/TmXeK-VaMAI/AAAAAAAAAkw/I9f4dEYD7JI/s220/alentejanos.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7528806873735773434.post-6300718670498579803</id><published>2011-10-06T13:19:00.011+01:00</published><updated>2011-10-06T14:31:03.322+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='João Rodrigues Mouro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Carlos Eduardo da Cruz Luna'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='CaetanoSouto-Maior'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vicente Lusitano'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Aires Tinoco'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Prof. Joaquim Roque'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vicktor Reis'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='da Cruz Luna'/><title type='text'>ALENTEJANOS ILUSTRES</title><content type='html'>&lt;h3 align="left"&gt;&lt;font color="#3300ff"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O MAIOR MÚSICO PORTUGUÊS DO SÉCULO XVI (UM...ALENTEJANO!!!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VICENTE LUSITANO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há já dez anos, Lisboa homenageou, na sua toponímia, um músico português e alentejano renascentista,dando o seu nome à (agora antiga)Rua Particular à Quinta da Torrinha, na freguesia da Ameixoeira, a norte do Lumiar. Convém recordá-lo, para que se não esqueça que o maior músico nacional do século XVI foi um filho da maior região portuguesa.&lt;br /&gt;Falamos de um homem que passou à História com o nome de VICENTE LUSITANO, um dos poucos músicos portugueses que conquistou audiência musical no estrangeiro, e logo como compositar e teórico afamado no ramo . Foi mesmo professor em Roma, Viterbo, e Pádua.&lt;br /&gt;A primeira referência de vulto a Vicente Lusitano data de Junho de 1551. Nesse ano, durante uma recepção musical em casa do banqueiro florentino Bernardo Acciaioli, em Roma, por causa de uma composição musical então ouvida (o canto gregoriano da antígona "Regina Coeli"), surgiu um diferendo em torno de qual dos géneros pertenceriam ascomposições musicais do tempo. Com uma opinião, estava Nicola Vicentino (1511-1576), italiano, ao serviço do Cardeal de Ferrara. Com opinião contrária, estava VICENTE LUSITANO, que dizia que o género musical seria o diatónico, e não um sistema misto de três géneros (diatónico, cromático, e enarmónico).&lt;br /&gt;Realizou-se então um concurso, em que os argumentos dos dois foram ouvidos e avaliados por especialistas, e o vencedor proclamado foi VICENTE LUSITANO. Note-se que, em plena época do Concílio de Trento, dar razão a quem se opunha a um protegido do Cardeal de Ferrara, muito próximo do Papa, foi algo surpreendente. Todavia, Vicente Lusitano era uma pessoa muito influente, ligado também à Cúria Papal, considerado um grande especialista musical, resultantes de quinze anos de aturados estudos.&lt;br /&gt;Vicente Lusitano era considerado um dos maiores teóricos musicais do seu tempo. Entre 1551 e 1555, publicou-se em Roma a sua colecção de motetes "Liber primus epigratum" ( ou "motetta dicuntur"). Em 1555, também em Roma, surgia outra obra sua, "Introdutione facilissima", que seria reeditada em Veneza em 1558, e de novo em 1561.&lt;br /&gt;Em 1561, surpreendentemente, o músico português estava no Würtemberg, na Alemanha, ocupando um lugar importante na Capela da Corte daquele Estado Germânico. Uma carta de 30 de Maio de 1561 dá-nos as últimas informações de certa credibilidade sobre a sua pessoa: tinha-se convertido ao Protestantismo, casara-se, e não voltaria mais portanto ao Mundo Católico. Terá morrido no Würtemberg, ou quiçá em Paris, talvez por volta de 1570. Para evitar perseguições, terá evitado dar motivos para que dele se falasse.&lt;br /&gt;Lamentavelmente, a sua música perdeu-se quase inteiramente, exceptuando-se um madrigal, publicado sabe-se lá porquê em 1562 em Veneza, e, segundo a estudiosa Maria Augusta Barbosa, talvez o "Tratado de Canto e Órgão", um manuscrito encontrado na Biblioteca Nacional de Paris, cuja autoria é incerta, embora haja fortes probabilidades de ser de Vicente Lusitano.&lt;br /&gt;Segundo João de Freitas Branco, os duzentos anos da música renascentista portuguesa estão integrados na época mais esplendorosa de toda a História da Música Portuguesa, ainda que o nosso conhecimento dela apresente várias lacunas. Os vultos mais importantes de então, para além do mais notável (Vicente Lusitano), foram Manuel Mendes, Filipe de Magalhães, Duarte Lobo, Francisco Martins, Manuel Cardoso, António Carreira, e Manuel Rodrigues Coelho.&lt;br /&gt;Curiosamente, um dos grandes centros musicais portugueses de então, referido já como importante em 1543, mas com tradições firmadas anteriores, era Olivença, situação que se prolongou pelo menos até 1630. Ter-se-á desenrolado uma "luta" entre o Clero e os estudantes e a Burguesia de Olivença, que influenciou o ensino da Música na localidade, ignorando-se se essa mesma luta não terá estado na origem da posterior decadência dessa arte ali.&lt;br /&gt;A História de Vicente Lusitano, um "pardo" (Mulato, mestiço) nascido em Olivença entre 1520 e 1530, que chegou a ser um músico de dimensão europeia e a andar próximo da Corte Papal, para posteriormente ser atraído pelo Protestantismo e desaparecer da cena histórica, é bem o espelho de uma época de grandezas e misérias, de pragmatismo étnico e cultural, mas de final dogmático e intolerante, que foi a centúria de quinhentos em Portugal.&lt;br /&gt;Estremoz, 09 de Fevereiro de 2006 (texto revisto)&lt;br /&gt;Carlos Eduardo da Cruz Luna&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/h3&gt;&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;h3 align="left"&gt;&lt;font color="#990000"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AIRES TINOCO, NAVEGADOR ALENTEJANO DO SÉCULO XV&lt;br /&gt;Nem sempre quem vive junto ao mar é o melhor navegador. Muitos alentejanos do Interior se destacaram nos descobrimentos. Vamos recordar um deles.&lt;br /&gt;Chamava-se Aires Tinoco, e era moço da Câmara do Infante D. Henrique. O seu heroísmo veio à tona em 1446. Viajava na caravela comandada por Nuno Tristão, um experiente navegador, o qual foi a terra, com vinte e dois homens, em terras da Guiné. Infelizmente, não foram bem recebidos pelos locais, só escapando com vida dois homens, André Dias e Álvaro da Costa, ambos escudeiros do Infante e naturais de Évora. O próprio comandante perdeu, pois, a vida.&lt;br /&gt;Sete navegantes ficaram por fim no barco, dois gravemente adoentados, e outros dois, os sobreviventes do massacre, bastante feridos.&lt;br /&gt;Quem iria conduzir a caravela de volta a Portugal ? Apenas três indivíduos estavam inteiramente válidos: um grumete, um negro, e... Aires Tinoco. Os dois eborenses referidos não puderam ajudar eficazmente os companheiros durante mais de vinte dias.&lt;br /&gt;Deixemos Gomes Eanes de Zurara, na sua Crónica do Descobrimento e Conquista da Guiné", contar-nos o que se passou:&lt;br /&gt;"Ó grande e supremo socorro de todos os desamparados (...), onde bem mostraste que ouvias suas preces quando em tão breve lhe enviaste tua celestial ajuda, dando esforço e engenho a um tão pequeno moço (Aires Tinoco), nado e criado em Olivença, que é uma vila do sertão mui afastada do mar, o qual, avisado por graça divinal, encaminhou o navio, mandando ao grumete que directamente seguisse o norte (...), por que ali entendia ele que jazia o Reino de Portugal (...).&lt;br /&gt;(...) Este moço que disse era aquele Aires Tinoco (...), no qual Deus pôs tanta graça que por dois meses continuados encaminhou a viagem daquele navio (...); ao fim dos quais cobraram vista de uma fusta (barco) (...), sobreveio em eles uma nova ledice, e muito mais quando lhes foi dito que estavam na costa de Portugal, a través de um lugar do Mestrado de Santiago, que se chama Sines. E asiim chegaram a Lagos, donde se foram ao Infante ( D. Henrique ) contar-lhe o forte acontecimento da sua viagem, apresentando-lhe a multidão de flechas com que seus parceiros morreram (...)".&lt;br /&gt;Resumindo, Aires Tinoco conseguiu levar a caravela da Guiné a Portugal, passando ao largo das actuais costas da Guiné-Bissau, Senegal, Gâmbia, Mauritânia, Shará Ocidental, e Marrocos, com a ajuda de dois inexperientes jovens, mais talvez do que ele, e o incentivo, imagina-se, de dois marinheiros eborenses feridos.&lt;br /&gt;Sabe-se que, pelo seu feito, Aires Tinoco foi muito elogiado, e agraciado com terras em Elvas, na sua Olivença natal, onde lhe foi atribuído o ainda em pé Monte do Barroco (Velho) junto à aldeia de São Jorge de Alôr, e ainda em Estremoz, onde, além do almoxarifado, recebeu casas e terras.&lt;br /&gt;Foi ainda escrivão do Infante D. Henrique. Em 1475, vivia ainda, ao que parece em Estremoz. É referido em vários documentos como pessoa estimada e merecedora do adjectivo de heróica, pelo seu feito.&lt;br /&gt;Não se sabe quando morreu...como também não se sabe exactamente quando nasceu, embora se tenha aventado a hipótese de ter sido em 1428. A morte, essa, foi decerto posterior a 1476. Nada se sabe dele depois de desaparecido, e nada se encontrou sobre eventuais descendentes, se os houve.&lt;br /&gt;Não foi, todavia, esquecido, pois a sua navegação genial de dois meses pelo Atlântico, rumo ao Norte, entre a Guine e Portugal, ilustra bem a saga portuguesa de dar novos mundos ao mundo.&lt;br /&gt;Estremoz, texto revisto em 16 de Fevereiro de 2006,&lt;br /&gt;Carlos Eduardo da Cruz Luna&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/h3&gt;&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;h3 align="left"&gt;&lt;font color="#3300ff"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ALENTEJANO QUE FEZ O FORTE DA ILHA DO PESSEGUEIRO!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JOÃO RODRIGUES MOURO, UM ENGENHEIRO/ARQUITECTO DO SÉCULO XVII&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;António Martins Quaresma/adaptação de Carlos Eduardo da Cruz Luna&lt;br /&gt;Há nomes que o tempo parece apagar. E, por vezes, isso sucede. Em contrapartida,&lt;br /&gt;outros há que são descobertos ou redescobertos... e, por vezes, onde menos se espera.&lt;br /&gt;Um trabalho de 2009 sobre o Forte da ilha do Pessegueiro (Porto Covo/Sines) propiciou&lt;br /&gt;descoberta de um engenheiro e arquitecto alentejano. O autor, António Martins Quaresma,&lt;br /&gt;não resistiu, e fez algumas pesquisas biográficas.&lt;br /&gt;Assim se descobriu que João Rodrigues Mouro (ou João Roiz Mouro) nasceu em Olivença,&lt;br /&gt;em 1620, ou um pouco antes. Era filho de Pedro Antunes Mouro, e casou, em 1646, na Igreja&lt;br /&gt;da Madalena, na sua localidade natal, com Maria Pedreira, possivelmente sua conterrânea.&lt;br /&gt;Note-se que o apelido "Mouro" foi comum em Olivença entre os séculos XVI e XVIII.&lt;br /&gt;João Rodrigues Mouro foi soldado entre 1648 e 1653, e teve o cargo de ajudante nas&lt;br /&gt;obras da fortificação de Olivença. Recorde-se que estávamos no Guerra da Restauração&lt;br /&gt;(1640-1668 ), e importantes engenheiros estrangeiros trabalharam naquela vila alentejana&lt;br /&gt;(João Gilot, Nicolau de Langres, Jan Ciermans/Pascácio Cosmander). É legítimo conjecturar&lt;br /&gt;que João Rodrigues Mouro fez a sua aprendizagem em contacto com estes homens, que em&lt;br /&gt;Portugal introduziram o método de fortificação que mais tarde, anacronicamente, seria&lt;br /&gt;chamado "estilo Vauban". Nessa época, não existiam Escolas de Engenharia ou de&lt;br /&gt;Arquitectura, e eram mestres que iniciavam discípulos ou aprendizes.&lt;br /&gt;A partir de 1653 ou 1654, encontramos o nosso homem a trabalhar em Setúbal,&lt;br /&gt;trabalhando nas fortificações desta Praça e nas suas dependências. O Engenheiro&lt;br /&gt;existente, Sebastião Pereira, estava velho e incapacitado, e João Rodrigues Mouro foi&lt;br /&gt;indicado para o substituir... o que se tornou oficial em 23 de Novembro de 1665. Ganhava&lt;br /&gt;então 40 Cruzados (1600 réis/ cerca de 80 (!!!) cêntimos em moeda de 2009)&lt;br /&gt;Sabemos que em Setúbal e nas fortificações que lhe eram dependentes,como já dissemos,&lt;br /&gt;com destaque para o litoral alentejano, João Rodrigues Mouro deixou obra feita e de&lt;br /&gt;destaque, quer de raíz, quer de reconstrução e adaptação, como o Forte de São Luís&lt;br /&gt;Gonzaga, alguns parapeitos da Fortaleza de São Filipe, o meio baluarte de São Domingos,&lt;br /&gt;Outão, e, mais longe, obras nos castelos de Palmela, Sesimbra, e Alcácer do Sal. Nos&lt;br /&gt;arredores de Setúbal, há notícias sobre inúmeros trabalhos.&lt;br /&gt;A obra mais emblemática situa-se a sul de Sines, na Ilha do Pessegueiro, frente a&lt;br /&gt;Porto Covo. O belo Forte que ali se ergue, e que delicia quem o avista ou quem nele&lt;br /&gt;entra, resistiu ao tempo, sofreu obras de restauro, e é uma preciosa herança deste&lt;br /&gt;engenheiro até há pouco quase desconhecido.Terá sido construído, talvez, entre 1679 e&lt;br /&gt;1684.&lt;br /&gt;João Rodrigues Mouro terá morrido por volta de 1707, já bastante idoso. Detinha o&lt;br /&gt;posto de tenente-general. O seu sucessor, João Tomás Correia de Brito, foi o autor de uma&lt;br /&gt;obra onde incluiu alguns desenhos de fortificações da sua autoria.&lt;br /&gt;A História, que tanto enaltece as glórias puramente militares ou os rasgos artísticos&lt;br /&gt;mais notórios, esquece por vezes pessoas que, noutras áreas, contribuem para a sua&lt;br /&gt;construção...&lt;br /&gt;Estremoz, 16-Novembro-2009&lt;br /&gt;António Martins Quaresma///resumo/adaptação de Carlos Eduardo da Cruz Luna&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/h3&gt;&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;h3 align="left"&gt;&lt;font color="#990000"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CAETANO JOSÉ DA SILVA SOUTO-MAIOR, UM ALENTEJANO NA CORTE DE D.JOÃO V E UMA&lt;br /&gt;FIGURA POPULAR DE LISBOA&lt;br /&gt;Caetano Jozé da Sylva Sotomayor (ortografia antiga), modernamente um quase&lt;br /&gt;desconhecido, nasceu muito provavelmente em 1694, filho de Gaspar da Silva Moniz,&lt;br /&gt;"Provedor dos Reynos" e de Isabel Teresa Sotomaior, Dama da Rainha D. Maria Ana da&lt;br /&gt;Áustria, esposa de D. João V. Faleceu em 18 de Agosto de 1739.&lt;br /&gt;Note-se que, entre as famílias nobres, e até ao Século XIX, o apelido de pai precedia&lt;br /&gt;o de mãe em Portugal, tal como sucede ainda hoje em Espanha.&lt;br /&gt;Souto-Maior (usando agora a ortografia moderna ) era conhecido, no seu tempo, por&lt;br /&gt;"Camões do Rossio". A sua popularidade no Corte de D. João V, e principalmente em Lisboa,&lt;br /&gt;deixou rastos, inclusivamente na Literatura. Inácio Feijó e Almeida Garrett escreveram&lt;br /&gt;uma comédia intitulada "O Camões do Rossio", o que dá uma idéia de quão conhecido era e&lt;br /&gt;de que forma era visto como representando toda uma época. O seu nome foi dado ao actual&lt;br /&gt;Largo D. João da Câmara, em frente da Estação do Rossio, até que, na década de 1930, um&lt;br /&gt;vereador da Câmara de Lisboa, ignorante, pensando que tal "Camões" se referia ao imortal&lt;br /&gt;poeta Luís de Camões, mandou substituir o topónimo, com o argumento de que jà existia em&lt;br /&gt;Lisboa uma Praça Luís de Camões. Note-se ainda que Souto-Maior é visto por Feijó e&lt;br /&gt;Garrett só como filho de uma época que para eles, liberais, era símbolo de tirania e&lt;br /&gt;mediocridade, e, logo, é considerado uma figura ridícula. Um claro exagero, desculpável&lt;br /&gt;no contexto das paixões do Século XIX.&lt;br /&gt;Souto-Maior, alentejano, nascido em Olivença, era doutorado em Direito Canónico pela&lt;br /&gt;Universidade de Coimbra, tendo começado, todavia, por estudar Latim, em Lisboa, com o&lt;br /&gt;Padre Manuel de Abrantes. A 14 de Abril de 1721, fez exame no Desembargo do Paço e foi&lt;br /&gt;nomeado Juíz dos Órfãos do Termo de Lisboa. Foi depois Juíz do Crime do Bairro da&lt;br /&gt;Mouraria, e, finalmente, Corregedor do Bairro do Rossio de Lisboa desde 3 de Outubro de&lt;br /&gt;1737. Neste cargo o surpreendeu a morte, na sua casa no mesmo Rossio, em 1739.&lt;br /&gt;Os seus ditos, chistosos, grangearam-lhe cedo a fama de poeta excepcional. Daí que, em&lt;br /&gt;Lisboa, o tenham apodado "Camões do Rossio".&lt;br /&gt;Homem da Corte de D. João V, foi um dos favoritos deste soberana, entre outras coisas&lt;br /&gt;pelo seu versejar fácil e jocoso... o que fazia dele um alentejano bem típico... ou&lt;br /&gt;talvez um antecessor do tipo de alentejano moderno, poeta perante a vida.&lt;br /&gt;Curiosamente, muitos dos seus versos conservam-se...manuscritos ! J. M. da Costa e&lt;br /&gt;Silva, no final di século XIX, dedicou-lhe um estudo, onde se pode ler, entre outras&lt;br /&gt;coisas, que "avultam entre os seus poemas os sonetos, que são em geral bem pensados,&lt;br /&gt;fortes de expressão, e bem versificados, não tendo que invejar aos melhores dos poetas&lt;br /&gt;seus contemporâneos; foi, sem dúvida, um dos mais distintos discípulos da escola&lt;br /&gt;gongórica/barroca, e, como tal, mais por culpa do século do que por falta de talento,&lt;br /&gt;transpôs às vezes os limites do Bom Gosto."&lt;br /&gt;Não é muito apreciado modernamente o estilo gongórico, considerado demasiado "pesado",&lt;br /&gt;pela adjectivação excessiva, pelo exagero das metáforas, pela excessiva preocupação com a&lt;br /&gt;forma...esvaziando o conteúdo... e escondendo demasiadas vezes a mediocridade artística&lt;br /&gt;de alguns e a genialidade de outros. Todavia, muitos destes ataques e caracterizações a&lt;br /&gt;esse estilo provêm de homens das épocas literárias imediatamente posteriores, os quais,&lt;br /&gt;na ânsia de porem em causa os valores que os tinham precedido, muitas vezes não foram&lt;br /&gt;imparciais... misturando o trigo com o joio.&lt;br /&gt;Caetano José da Silva Souto-Maior era famoso pelas suas anedotas, ajudadas, digamos&lt;br /&gt;assim, pelo seu aspecto físico, pois era muito baixo e gordo, "com um rosto redondo de&lt;br /&gt;uma expressão estranha, e ornado de uns óculos de um modelo desproporcionado". Os seus&lt;br /&gt;ditos engraçados e os seus versos em forma de epigrama tornaram-se uma delícia para os&lt;br /&gt;membros da Corte. Por outro lado, receavam atacá-lo, pois as suas respostas, muitas vezes&lt;br /&gt;em verso, nomeadamente em sonetos, podiam ser demolidoras.&lt;br /&gt;O seu aspecto de crítico implacável ressalta de dois poemas típicos que se seguem. No&lt;br /&gt;primeiro, satiriza o Monteiro-Mor do Rei, coronel de um regimento, que era muito cruel&lt;br /&gt;para com os seus subordinados... talvez para compensar o facto de ser zarolho...&lt;br /&gt;Coronel Satanás, Fernão zarolho,&lt;br /&gt;cruel hárpia das que o abismo encerra,&lt;br /&gt;na empresa de afligires esta terra&lt;br /&gt;de que serve o bastão, se tens esse olho?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vai-te deitar na granja de remolho&lt;br /&gt;onde o vilão, porque o escorchas, berra;&lt;br /&gt;pois não é para o ilustre ardor da Guerra&lt;br /&gt;"abobra" com feitio de repolho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se soubeste juntar com força rara,&lt;br /&gt;sendo em ti o prender genealogia,&lt;br /&gt;de galinha o louvor, de mono a cara,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;anda, prende, e ateima na porfia,&lt;br /&gt;pois em Aldegavinha tens a vara&lt;br /&gt;e n`Ásia, em Cananor, a Feitoria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No outro verso (também soneto ), o "Camões do Rossio" critica um Pregador da Ordem dos&lt;br /&gt;Grilos, célebre pelo seu amor à bebida.&lt;br /&gt;Tal sermão, e tão grande, e sem parelha,&lt;br /&gt;do nosso Reverendo Frei Palrilha,&lt;br /&gt;será d`asnos oitava maravilha&lt;br /&gt;por somente constar de muita orelha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu quando o vi com cara tão vermelha,&lt;br /&gt;dizendo as asnidaddes em quadrilha,&lt;br /&gt;sem reparar nos calos de servilha,&lt;br /&gt;julguei tuo fumaças da botelha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o Sermão se pregasse na Pampulha,&lt;br /&gt;de toda a marotice a vil canalha,&lt;br /&gt;metera muito embora o Frade a bulha;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mas eu venho a inferir nesta baralha&lt;br /&gt;uqe o tal frade a todos nos empulha&lt;br /&gt;ou ele certamente come palha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Note-se que o "Camões do Rossio", apesar do seu espírito folgazão e "satirizante", era&lt;br /&gt;"um erudito de valor, muito estudioso e conhecedor das leis". O Padre D. Manuel Caetano&lt;br /&gt;de Sousa, em 1720, escolheu-o para ser membro da Academia Real de História, ao lado de 49&lt;br /&gt;pares. Foi encarregado de escrever as "Memórias Eclesiásticas do Bispado de Leiria".&lt;br /&gt;Regularmente, publicava relatórios dos seus estudos académicos, e era assíduo nas&lt;br /&gt;reuniões convocadas na Academia, ou noutras instituições. Deixou escritas ( e algumas&lt;br /&gt;ainda não publicadas várias obras de carácter jocoso, e até uma colecção de Sonetos&lt;br /&gt;Cómicos. Escreveu também composições muito "sérias", como "Epicédios na Morte da&lt;br /&gt;Serníssima Senhora D. Francisca, Infanta de Portugal", "Glória de Erice: Epitalâmio ao&lt;br /&gt;casamento dos Ex.mos Snrs. D. Francisco Xavier de Meneses e D. Maria José da Graça e&lt;br /&gt;Noronha", "Óperas de Metastásio (tradução)", "Catálogo dos Bispos de Leiria", "Contas dos&lt;br /&gt;Estudos Académicos do Paço", e "Silva eRomance ao ser reeleita Abadessa de Santa Clara de Lisboa a Madre D. Margarida Bautista".&lt;br /&gt;Num estilo completamente diferente, a que adiante se fará ampla referência, terá escrito&lt;br /&gt;"A Martinhada".&lt;br /&gt;Caetano José tinha mesmo alguma qualidade. Afinal, ele nem sequer escreveu&lt;br /&gt;principalmente poemas satíricos, como veremos nos dois sonetos seguintes.&lt;br /&gt;O primeiro destinava-se a uma Dama da Corte, e procurava convencê-la a viver a vida, e&lt;br /&gt;a não continuar doentiamente a chorar em frente a uma pintura que representava a sua mãe&lt;br /&gt;falecida.&lt;br /&gt;Senhora, esse retrato, esse portento&lt;br /&gt;tanta saudosa dor nunca alivia,&lt;br /&gt;que a memória da amada companhia&lt;br /&gt;não melhora, duplica o sentimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembrado, o bem perdido é mal violento,&lt;br /&gt;e ofende essa pintura a fantasia.&lt;br /&gt;Não pode ser remédio, é tirania&lt;br /&gt;fazer parcial do dano o entendimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fugi dessa belíssima aparência&lt;br /&gt;que o pranto justamente vos persuade&lt;br /&gt;que as lágrimas fez crédito de ausência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o vosso amor, das cores na verdade,&lt;br /&gt;há-de achar, para abono da impaciência,&lt;br /&gt;a formosura unida co`a saudade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O outro punha Afonso de Albuquerque, numa atitude generosa. O polémico guerreiro teria&lt;br /&gt;deixado perderem-se num naufrágio muitas riquezas para salvar uma menina indiana de ser&lt;br /&gt;tragada pelas águas. É supostamente Albuquerque que fala, dirigindo-se ao mar.&lt;br /&gt;Não assustes, oh bárbaro elemento,&lt;br /&gt;a inocente, que tenho ao peito unida,&lt;br /&gt;que a glória desta acção compadecida&lt;br /&gt;respeita até das ondas o violento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tu logras o furor, eu logro o intento&lt;br /&gt;de ficarmos com sorte repartida.&lt;br /&gt;Asilo nobre de uma tenra vida&lt;br /&gt;sepulcro avaro de ouro macilento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se tenho a varonil integridade,&lt;br /&gt;que consegues no horror dessa inclemência&lt;br /&gt;ou que importa a infeliz calamidade ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando fica no exemplo da violência&lt;br /&gt;desprezado o interesse da piedade&lt;br /&gt;e vencida a desgraça da inocência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D. João V mostrou ter grande predilecção pelo jocoso juíz académico, consentindo-lhe o&lt;br /&gt;que a outros não consentiria... como veremos. Caetano José, sentindo-se apoiado pelo Rei,&lt;br /&gt;aproveitava-se disso para fazer várias "travessuras" que, em última análise, divertiam a&lt;br /&gt;Corte.&lt;br /&gt;Algumas vezes acompanhou o Soberano, que apreciava a sua companhia, nomeadamente ao&lt;br /&gt;Convento de Odivelas, onde estava a amante do Rei (Madre Paula) e onde este, divertido,&lt;br /&gt;punha o seu matreiro versejador, com os seus poemas inigualáveis e a sua alegria irónica,&lt;br /&gt;em confronto com "a audácia travessa de algumas freirinhas também dadas à poesia"...&lt;br /&gt;Enquanto magistrado, era conhecido como uma pessoa correcta e íntegra no cumprimento&lt;br /&gt;dos seus deveres, sendo muitas vezes encarregado de importantes e difíceis missões&lt;br /&gt;oficiais. O poeta sabia, com graça, fazer-se perdoar pelo Rei quando agia de forma menos&lt;br /&gt;convencional.&lt;br /&gt;Pelas histórias que dele se contavam, podemos considerá-lo como uma espécie de Bocage&lt;br /&gt;prematuro, no que deste se mitificou quase sempre sem fundamento. Contavam-se histórias&lt;br /&gt;divertidas sobre respostas prontas, cheias de inteligência ( e em verso ) dades por&lt;br /&gt;Caetano José em situações embaraçosas, ou perante gente com más intenções. Entre tudo&lt;br /&gt;isto, o povo de Lisboa considerava-o como um dos poucos magistrados honestos que nela&lt;br /&gt;tinham exercido cargos.&lt;br /&gt;Dois episódios, referidos por José Maria da Costa Silva ("Ensaio biographico-crítico&lt;br /&gt;sobre os Melhores Poetas Portugueses", 1855), destacam-se de muitos outros.&lt;br /&gt;O primeiro refere-se a uma ordem de prisão que Caetano José, enquanto Corregedor, teve&lt;br /&gt;de fazer cumprir, ainda que fosse amigo do perseguido. Este, vendo a sua casa cercada,&lt;br /&gt;refugiou-se no telhado, donde não houve maneira de o fazer descer. Caetano José&lt;br /&gt;vislumbrou no facto uma esperança, e cooreu ao Paço, onde, com um ar inocente, e sem&lt;br /&gt;entrar em razões, perguntou a D. João V se considerava que governava só das telhas para&lt;br /&gt;baixo, ou se também das telhas para cima. O Rei, algo intrigado, respondeu que&lt;br /&gt;naturalmente das telhas para cima "só Deus tinha Domínio". O Corregedor e poeta&lt;br /&gt;agradeceu, e, correndo a juntar-se aos seus homens, mandou levantar o cerco "por sugestão&lt;br /&gt;d`el-Rei", salvando assim o amigo. O Rei acabou por achar graça à astúcia, e perdoou.&lt;br /&gt;Mas Caetano José tinha também espírito crítico, e talvez até alguma consciência&lt;br /&gt;social, como se verá no segundo episódio.&lt;br /&gt;Numa noite, o Corregedor procurava, com um marido desesperado, um confessor para a&lt;br /&gt;esposa deste, que estava a morrer. Na Casa Professa dos Jesuítas, em São Roque, foi-lhe&lt;br /&gt;dito que os Padres da Companhia não podiam sair, fosse para o que fosse, depois das&lt;br /&gt;Avé-Marias, ao entardecer. Foi preciso procurar um Padre de outra Ordem.&lt;br /&gt;Ferido com o que considerou uma indignidade, vingou-se Caetano José dias depois, ao&lt;br /&gt;encontrar dois jesuítas na rua por volta das duas da noite. Deu-lhes ordem de prisão,&lt;br /&gt;apesar dos protestos e dos hábitos que vestiam e para os quais chamaram a atenção. Na&lt;br /&gt;manhã seguinte, foi chamado ao Paço, onde o Prelado dos Jesuítas, indignado, reclamava&lt;br /&gt;justiça junto de D. João V. Respondeu-lhes o Corregedor dizendo que se convencera estar&lt;br /&gt;diante de dois ladrões disfarçados de Jesuítas, por saber que os Padres dessa Ordem não&lt;br /&gt;saíam de noite, nem sequer para uma confissão de uma moribunda. O Rei, algo divertido,&lt;br /&gt;deu ordem de libertação. Caetano José procedeu à mesma de imediato, o que era também uma&lt;br /&gt;vingança, pois assim o povo da Capital viu sair da vergonhosa prisão, furiosos, os dois&lt;br /&gt;frades, o que era uma humilhação para uma Ordem que pretendia dar exemplos a toda a gente.&lt;br /&gt;As já referidas semelhanças com Bocage foram também a maior maldição do "Camões do&lt;br /&gt;Rossio". O nosso Caetano José resolveu "publicar"(se é que dele partiu a iniciativa...),&lt;br /&gt;anónima e clandestinamente, uma obra onde entravam prostitutas, pedintes, poetas de rua,&lt;br /&gt;vagabundos, e ladrões. Tratou-se de "A Martinhada", que era, nem mais nem menos, que um&lt;br /&gt;poema épico-cómico-erótico satirizando a sensualidade brutal de Frei Martinho de Barros,&lt;br /&gt;o confessor de D. João V durante algum tempo, tido como femeeiro insaciável... e de quem&lt;br /&gt;se dizia ser possuidor de um atributo viril de dimensões colossais.&lt;br /&gt;Nunca se provou ser ele de facto o autor, mas a certeza foi quase absoluta. No seu&lt;br /&gt;tempo, tal não abonou em seu favor, e tal obra valeu-lhe o desprezo dos críticos do&lt;br /&gt;Século XIX ( e mesmo de parte do XX), "em cujos hábitos de leitura não entravam&lt;br /&gt;devassidões nem leviandades"... pelo menos publicamente. Curiosamente, quase todos tecem&lt;br /&gt;discretos elogios ao poema e às capacidades e génio do autor, todos surpreendidos por ser&lt;br /&gt;precisamente nele que se encontram algumas das melhores demonstrações do "estro" de&lt;br /&gt;Caetano José... pela simples razão, opina-se hoje, de, num texto de tal teor,&lt;br /&gt;semi-anónimo, o autor não ter sido obrigado a sujeitar-se à moda literária da época.&lt;br /&gt;Dir-se-ia que uma espécie de anátema ficou a rodear o "Camões do Rossio". Uma&lt;br /&gt;manifesta injustiça rodeia o quase esquecimento em que caiu. Não tinha, decerto, o génio&lt;br /&gt;de um Bocage. Mas, numa última comparação com este, pergunta-se: o que seria de Bocage,&lt;br /&gt;um dos maiores poetas portugueses por todos reconhecido, se, em nome das suas obras&lt;br /&gt;eróticas, se silenciasse toda a sua obra ?&lt;br /&gt;Não se deveria esquecer também que quase todos os grandes poetas e escritores em&lt;br /&gt;geral, como se sabe hoje, em qualquer momento da sua vida, caíram na tentação de produzir&lt;br /&gt;textos eróticos...&lt;br /&gt;A morte de Caetano José, com cerca de 45 anos, foi bastante sentida, nomeadamente pelo&lt;br /&gt;povo de Lisboa, que o sentia como um dos seus,e que, mais de cem anos depois, ainda o&lt;br /&gt;recordava. À data em que faleceu, não lhe faltaram louvores, nomeadamente de outros&lt;br /&gt;poetas. Recorde-se apenas um soneto do Padre Francisco Ribeiro de Miranda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em louvor do "Camões do Rossio"&lt;br /&gt;(À sua morte...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não chores Portugal a sorte escura,&lt;br /&gt;reprime a dor, suspende na saudade,&lt;br /&gt;porque da bela Infanta a divindade&lt;br /&gt;já triunfa imortal da Parca dura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dessa Silva a elegante arquitectura&lt;br /&gt;lê, e verás como hoje te persuade,&lt;br /&gt;que viva existe para a eternidade&lt;br /&gt;contra estragos da morte, e sepultura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta obra, ó Orfeu esclarecido,&lt;br /&gt;de objecto singular, e fama altiva,&lt;br /&gt;mais que todos te deixa enobrecido:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;pois vencendo o poder da Parca esquiva,&lt;br /&gt;faz que a cinza o cadáver reduzido&lt;br /&gt;de espírito animado, eterno viva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pela sua genialidade, pela sua dedicação a Lisboa, pelos anátemas que o seu nome tem&lt;br /&gt;sofrido, pela simpatia de que gozava entre a população da Capital Portuguesa, pareceria&lt;br /&gt;bem justa, só pecando por tardia, a atribuição do seu nome a um qualquer topónimo da urbe&lt;br /&gt;onde viveu e morreu... mesmo por que na sua terra natal parece também estar cada vez mais&lt;br /&gt;esquecido.&lt;br /&gt;Estremoz, texto revisto em 12 de Março de 2006,&lt;br /&gt;Carlos Eduardo da Cruz Luna,&lt;br /&gt;Rua General Humberto Delgado, 22, r/c 7100-123-ESTREMOZ (Portugal) 268322697&lt;br /&gt;939425126&lt;br /&gt;Prof. História carlosluna@iol.pt&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BIBLIOGRAFIA:&lt;br /&gt;- Ensaio biographico-crítico sobre os melhores Poetas Portugueses- José Maria da Costa e&lt;br /&gt;Silva, 1855&lt;br /&gt;- A Corte de D. João V- Pinheiro Chagas&lt;br /&gt;- O Camões do Rossio- Inácio Maria Feijó/Almeida Garrett&lt;br /&gt;- O Voador- Francisco Maria Bordalo&lt;br /&gt;- A Martinhada (Camões do Rossio)- Colecção Contramargem, edições "&amp; etc", Janeiro 1982&lt;br /&gt;- Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira, 1960&lt;br /&gt;- Dicionário de História de Portugal - Vol. III, Alfa, 1986&lt;br /&gt;- Dicionário da Literatura Portuguesa, Ed. Presença, org. Àlvaro Manuel Machado, 1996&lt;br /&gt;- Do Pícaro na Literatura Portuguesa- João Palma Ferreira, 1981, Bibl. Breve- Inst. Cult.&lt;br /&gt;e Língua Port.&lt;br /&gt;- Dicionário Cronológico de Autores Portugueses, Publ. Europa-América, Inst. Port. Livro,&lt;br /&gt;vol. 1, 1985&lt;br /&gt;- Colecção Portugal Histórico, vol. 6 (D. João V, Rei Absoluto), Fernando Mendes, Ed.&lt;br /&gt;Romano Torres, 1935 (?)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(TEXTO PUBLICADO NO GRUPO ALENTEJANOS NO FACEBOOK PELO DR. CARLOS DA CRUZ LUNA)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/h3&gt;&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;h3 align="left"&gt;&lt;font color="#3300ff"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PROF. JOAQUIM ROQUE. Uma vida na defesa da cultura popular e do Alentejo profundo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dados pessoais&lt;br /&gt;Joaquim Baptista Roque&lt;br /&gt;Nasceu a 26 de Janeiro de 1913, em Peroguarda, concelho de Ferreira do Alentejo&lt;br /&gt;Faleceu a 2 de Dezembro de 1995, em Lisboa&lt;br /&gt;Nome da mãe: Maria Carolina Pedras&lt;br /&gt;Nome do pai: João Baptista Roque&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Formação académica&lt;br /&gt;Seminário Diocesano, em Serpa (1926 a 1931)&lt;br /&gt;Magistério (1934 a 1936)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Profissão&lt;br /&gt;Chefe de Secretaria do Tribunal de Trabalho de Beja (até Novembro de 1940)&lt;br /&gt;Professor primário em Cuba&lt;br /&gt;Professor Primário em Ervidel&lt;br /&gt;Professor Primário em Beja (1943)&lt;br /&gt;Adjunto de Director Escolar de Beja (Abril de 1951)&lt;br /&gt;Professor secundário (particular)&lt;br /&gt;Director do Distrito Escolar de Lisboa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obras publicadas&lt;br /&gt;Alentejo Cem por Cento&lt;br /&gt;Subsídios para o estudo dos Costumes, Tradições, Etnografia e Folclore Regionais&lt;br /&gt;1ª Edição, Beja, 1940&lt;br /&gt;2ª Edição, Ferreira do Alentejo, 1990&lt;br /&gt;Câmara Municipal de Ferreira do Alentejo&lt;br /&gt;195 páginas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Polemista&lt;br /&gt;Recolheu e deu a conhecer à comunidade científica diversos vocábulos (p.e. RUAZ) usados com frequência no Baixo Alentejo e não registados em qualquer dicionário ou vocabulário, incluindo o da Academia das Ciências de Lisboa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estudos de Linguagem&lt;br /&gt;Mondando em seara alheia... nos domínios da Filologia (uma denúncia de paternidade ilegítima&lt;br /&gt;1ª Edição, Beja, Abril de 1945&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estudos de Linguagem II - Ainda, Roaz ou Ruaz?&lt;br /&gt;resposta a uma crítica tendenciosa e mordaz...&lt;br /&gt;1ª Edição - 1.000 exemplares, Beja, Agosto de 1945&lt;br /&gt;Minerva Comercial&lt;br /&gt;Carlos Marques &amp; Cª. L.da – BEJA&lt;br /&gt;32 páginas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rezas e Benzeduras Populares (Etnografia Alentejana)&lt;br /&gt;1ª Edição, Beja, 1946&lt;br /&gt;Minerva Comercial&lt;br /&gt;Carlos Marques &amp; Cª. L.da – BEJA&lt;br /&gt;117 páginas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ciclo do Natal no Cancioneiro Popular do Baixo Alentejo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Breves Considerações sobre a “História” da Batalha de Ourique&lt;br /&gt;Comunicado ao II Congresso sobre o Alentejo&lt;br /&gt;15 a 17 de Maio de 1987&lt;br /&gt;18 páginas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Artigos dispersos em diversos jornais e revistas:&lt;br /&gt;Jornal Médico (Arquivo de Medicina Popular), Porto&lt;br /&gt;Arquivo de Beja&lt;br /&gt;Diário do Alentejo&lt;br /&gt;Notícias de Beja&lt;br /&gt;Mensário das Casas do Povo&lt;br /&gt;Ourivesaria de Portugal&lt;br /&gt;Revista de Portugal&lt;br /&gt;Alentejo Histórico, Artístico e Monumental&lt;br /&gt;Almanaque Alentejano&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o pseudónimo Joaquim d’Aldeia&lt;br /&gt;A Nossa Casa do Povo&lt;br /&gt;Peça de teatro em 3 Actos&lt;br /&gt;Concurso do Secretariado da Propaganda Nacional, Teatro do Povo&lt;br /&gt;Representada em 1941&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o pseudónimo Joaquim Gaspar em parceria com o Professor Abílio Gaspar (Joaquim Roque e Abílio Gaspar) uma série de livros escolares para a instrução primária:&lt;br /&gt;Livro de Leitura da 4ª classe - livro moderno, devidamente actualizado, com exercícios de interpretação dos trechos, gramática e redacção. 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(6$50)&lt;br /&gt;História de Portugal para a 4ª classe - já organizada segundo os novos programas de Julho de 1968 - Colecção Santa Cruz, Atlântida Editora, Coimbra 1968.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Membro das seguintes instituições Culturais e Científicas&lt;br /&gt;Centro de Estudos do Baixo Alentejo – Beja&lt;br /&gt;Instituto Português de Arqueologia, História e Etnografia – Lisboa&lt;br /&gt;Instituto Brasileiro de Educação, Ciência e Cultura - Rio de Janeiro&lt;br /&gt;Clube Internacional de Folclore - Natal (Brasil)&lt;br /&gt;Sociedade Luso-Brasileira de Etnologia - Rio de Janeiro&lt;br /&gt;Sociedade Portuguesa de Antropologia e Etnologia da Faculdade de Ciências – Porto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os meus primeiros contactos pessoais com o professor Joaquim Roque remontam ao início da década de 70 e resultaram de circunstâncias perfeitamente decorrentes da vida do dia-a-dia de todos nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo colega de trabalho da sua filha Maria do Carmo, que na altura se encontrava grávida, proporcionou-se em determinada altura ter-lhe dado transporte no meu carro para a casa de seus pais e, consequentemente, lhes ter sido apresentado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O decorrer do tempo, o estreitamento das relações de amizade, sou padrinho de baptismo do seu neto Alexandre Bruno, que na altura se desenvolvia no ventre da mãe, concedeu-me a grande felicidade de melhor conhecer o professor Joaquim Roque, como Homem e como Intelectual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os meus encontros com o professor Joaquim Roque, especialmente quando me levava até ao seu escritório do 1º andar, eram sempre extraordinariamente enriquecedores pelo manancial de conhecimentos que naturalmente deixava fluir nas conversas, que me transmitia e que eu avidamente absorvia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre transparecia das suas sábias palavras um profundo amor pelo seu rincão de origem, o Alentejo, pelas suas gentes e pelos usos e costumes que tanto o interessaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sua cultura profunda, a ânsia de conhecer novas terras e novas gentes e a seriedade do seu pensamento resultaram em muitas viagens pelo Mundo, cujo regresso era sempre esperado com ansiedade para ouvirmos o muito que nos trazia para contar. E de que maneira o fazia!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Professor Joaquim Roque foi, sem dúvida, uma das pessoas que mais influíram no meu gosto pelos usos e costumes do nosso Povo; que mais me levaram a desejar compreender o valor da nossa própria região.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A não perder: Prof. Joaquim Roque, Colecção de Folclore Alentejano, CD+libreto ed. C.M. Portel)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(TEXTO PUBLICADO NO GRUPO ALENTEJANOS NO FACEBOOK PELO AMIGO VICKTOR REIS)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/h3&gt;&lt;/font&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7528806873735773434-6300718670498579803?l=alentejanosnofacebook.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alentejanosnofacebook.blogspot.com/feeds/6300718670498579803/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://alentejanosnofacebook.blogspot.com/2011/10/alentejanos-ilustres.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7528806873735773434/posts/default/6300718670498579803'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7528806873735773434/posts/default/6300718670498579803'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alentejanosnofacebook.blogspot.com/2011/10/alentejanos-ilustres.html' title='ALENTEJANOS ILUSTRES'/><author><name>Luis Milhano (Lumife-Alvito)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17742420842631935865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='23' src='http://1.bp.blogspot.com/-qqFCe8ytvXo/TmXeK-VaMAI/AAAAAAAAAkw/I9f4dEYD7JI/s220/alentejanos.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7528806873735773434.post-2696041650553876348</id><published>2011-09-22T20:23:00.025+01:00</published><updated>2011-10-15T19:23:11.083+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='artigo de opinião'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='vídeo de ouro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesia em décimas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fotografia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pintura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='vídeos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Passatempo &quot;Lembrando o Alentejo&quot;'/><title type='text'>PASSATEMPO "LEMBRANDO O ALENTEJO"</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-zJosjm1uGAE/To2Wsbre6WI/AAAAAAAAAzg/pCwoLbOBjxg/s1600/alentejanos-log%25C3%25B3tipo.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 234px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-zJosjm1uGAE/To2Wsbre6WI/AAAAAAAAAzg/pCwoLbOBjxg/s320/alentejanos-log%25C3%25B3tipo.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5660345996763130210" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;h3 align="left"&gt;&lt;font color="#990000"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ALENTEJANOS NO FACEBOOK - PASSATEMPO "LEMBRANDO O ALENTEJO"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terminamos hoje a publicação dos trabalhos vencedores na modalidade: PROSA/CONTO.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Destacamos os nomes dos seguintes Amigos :&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FERNANDO MÁXIMO - Título : LEMBRANÇAS DO ALENTEJO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MARIZEI - Título : SAUDADES ... OU TALVEZ NÃO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JOSÉ VICENTE - Título : ACONTECEU UMA VEZ ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos Vencedores e restantes Participantes no Passatempo "LEMBRANDO O ALENTEJO" o Grupo ALENTEJANOS NO FACEBOOK envia uma saudação muito especial agradecendo a sua colaboração. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esperamos ter contribuído com verdadeiros momentos de partilha de tanta beleza que o nosso Alentejo encerra.&lt;br /&gt;Outros eventos serão criados na expectativa de que terão da vossa parte igual aceitação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem hajam !&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luis Milhano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SEGUE-SE A PUBLICAÇÃO DOS CONTOS PREMIADOS:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FERNANDO MÁXIMO - LEMBRANÇAS DO ALENTEJO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passatempo “Lembrando o Alentejo”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Modalidade: PROSA/CONTO &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Título: LEMBRANÇAS DO ALENTEJO &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquela tarde de finais de Setembro, estava frio. Demasiado frio para um Outono que ainda havia pouco tempo tinha começado. Se no início do Outono era assim, como seria para o Inverno? Eram estes os pensamentos que preenchiam o cérebro de Mariana da Horta do Vale, enquanto puxava para cima dos joelhos a ponta de um xaile que teimosamente escorregava em direcção ao chão. Colocou as mãos sobre as rodas da sua cadeira, companheira inseparável desde que aquela maldita trombose a tolhera de movimentos. Olhou para o jardineiro do Lar de Nossa Senhora da Orada, que apanhava as folhas caídas dos plátanos. Este jardineiro, homem na casa dos quarenta e poucos anos, trabalhava de um modo desajeitado e algo molengão. Mariana olhou para ele e disse, entre dentes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah! Se eu ainda fosse a Mariana da Horta do Vale...&lt;br /&gt;Diga Ti Mariana...&lt;br /&gt;Nada, Januário, nada. Estava para aqui a falar sozinha.&lt;br /&gt;E aquele falar sozinha, era apenas o início de uma longa conversa que acabaria por manter com ela própria, em silêncio e sem saber por quantas horas. Cerrou os olhos e viu passar perante ela uma procissão de factos, acontecimentos, temas e situações que lhe fizeram recordar toda uma vida de estoicismo, de sacrifícios e de dedicação. Tudo era tão claro, tão visível que em situações mais queridas, quase roçava as raias da loucura. E via...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;... A recordação levava-a até aos sete anos de idade. Via os pais, que Deus tenha lá no Céu, a trabalharem arduamente na horta, em momentos que deveriam estar a descansar, ali bem onde a planície se tornava mais generosa, junto ao poço da picota que, por Deus querer, tinha água todo o ano. Recordava os pais, e principalmente a mãe, trabalhadora de sol a sol na companhia do marido. Recordou o mano Chico que era o seu preferido já por ser aquele cuja idade mais se aproximava da sua, já pela comunhão de ideias que repartiam. No entanto também gostava dos outros sete.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda menina, começaram a chamar-lhe Mariana da Horta do Vale, para a distinguirem de outras Marianas lá da terra. E então não é que parecia moda? Uma terra tão pequenina e com quatro Marianas! Ela, a da Horta do Vale por mor da horta do pai, lá no vale; a Mariana da Zefa; a Mariana do Júlio, e a Mariana Cigana. Mas Marianas à parte, o que neste momento lhe vinha à memória era ainda e sempre a sua mãe. Comeu o pão que o diabo amassou. Levantava-se sempre cedo, muito cedo, para acabar de fazer a comida para mais uma jornada de trabalho. Quando regressava tinha roupa para lavar, a casa para dar uma ajeitadela e mais, sempre mais do mesmo: trabalho das mulheres que nunca tem fim!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mariana, a partir dos oito anos passou a ser sua companhia nas lides. Nunca teve bonecas para brincar, nem de trapo nem de papelão, nem qualquer outro brinquedo. Aprendeu com a mãe o que era e para que servia um “cocho”, soube o sabor repetitivo das comidas guardadas no tarro. Comeu muitas azeitonas com pão que no dizer da sua pobre mãe, “faziam os olhos bonitos”. Depois um lapso, uma falha de memória atirava-a já para os finais da sua adolescência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;... Mulher feita, olhos negros lindos, muito vivos, talvez fruto das azeitonas que a mãe lhe dera em pequenina. Ficara órfã bastante cedo e tal como os pais, também ela teve que lutar com quanta força tinha para sobreviver num mundo hostil, difícil e penoso, como foram os idos anos de quarenta. Vivia então com uma tia que, por desgraça dela não tinha tido filhos, e que adorava a Mariana. Esta era, para todos os efeitos, a filha que nunca tivera. Quanto aos pais lembra-se do quanto sofreram até morrem mirrados, secos como carapaus. Doenças aparentemente fáceis de curar na actualidade, não o eram então. Havia doenças contagiosas, ou como se dizia ao tempo, “pegajosas”. E foi com uma dessas doenças que os pais faleceram depois de muito penarem: o pai internado no Caramulo, e ela, a mãe, em casa. Mariana nunca chegou a saber se foi o pai que “pegou” a doença à mãe ou se foi a mãe que a “pegou” ao pai. Uma coisa era certa: faleceram demasiado cedo, numa altura que lhe faziam extrema falta, se é que alguma vez é cedo para se falecer por não fazer falta a ninguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na plenitude dos seus dezanove anos, Mariana da Horta do Vale andava na menina dos olhos de todos os rapazes lá da aldeia. Olhos lindos, como vimos, seios erectos a quererem rebentar as blusas de chita que usualmente vestia, cabelo loirito a saltar para fora do lenço com que se tentava cobrir do calor em épocas de estio ou proteger do frio em épocas de resfriados. Por onde passava deixava os rapazes de cabeça à roda. O que teve mais sorte foi o Zé do Forno, que acabou por ser o seu companheiro, seu amigo, seu único namorado, seu marido. Lembrava-se como se tudo se tivesse passado ontem...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;... o dia tinha nascido lindo. Um daqueles dias de Julho em que o sol ao nascer invade toda a planície alentejana, toda a campina, com um manto de oiro. Naquele dia de ceifa, Mariana tinha ficado na tarefa de cozinheira, tendo à sua responsabilidade nada mais, nada menos que dezoito panelas. É verdade que estava calor, mas quase todos precisavam de água quente para fazer a açorda, acompanhada ainda, e sempre, com as célebres azeitonas, ou para darem uma fervura na bóia de toucinho que haveria de acompanhar um côdea de pão. Estivera uns tempos de castigo, sem passar por cozinheira, por um motivo de que se lembra igualmente muito bem. O Manel das Figueiras era um capataz bastante duro, daquelas pessoas que não admitiam um deslize e que queriam sempre tudo a horas e muito certinho. Aconteceu que um dia, já muito próximo da hora do jantar, ao tentar chegar um tição para junto da panela do capataz, quis o destino ou o azar que a panela se entornasse. Aflição das aflições! Mariana sentiu-se perdida. Que fazer? Como se sair daquela situação? Apenas encontrou uma solução: deitou-lhe água fria na panela de ferro, mas a verdade é que a água já não aqueceu. Chegada a hora de preparar a açorda, o Manel das Figueiras, soprou várias vezes a sopa que iria servir para comprovar se os temperos estavam na medida. Não queria queimar-se. Mariana, meio encolhida, embora receosa, ria por dentro, pois sabia que a água pecava era por fria e não por quente. O resultado já ela esperava: levou uma descompostura na frente de todo o rancho e foi obrigada a fazer mais meia hora de jorna, durante oito dias e sem direito a salário, como é óbvio. Mas tudo passara e agora, volvidos alguns meses após aquele incidente, reassumira a sua condição de cozinheira. E em que dia o fez...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Zé do Forno, garboso com vinte anos, estava de serviço de aguadeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;... Mariana observava a enorme nuvem de pó que se elevava lá da eira e o barulho ensurdecedor vindo de onde se encontrava a máquina fixa de debulha. Era a única máquina daquelas redondezas. Dizia-se que a fábrica do Tramagal tinha começado havia poucos anos a fabricá-las e já o patrão Lopes, dos mais ricos daquela região alentejana, tinha uma ao seu serviço. Era esperto aquele Lopes. Depois de acabada a sua seara, o Patrão Lopes alugava a máquina a outros lavradores e ganhava assim dinheiro suficiente para as despesas que tinha com a sua própria ceifa e debulha. À medida que o pó subia no ar, Mariana parecia-lhe ver ainda os tempos em que o avô, lá na eira dele e com menos pó, utilizava os dois burros que tinha: especado bem no meio da eira ia obrigando os asininos a andarem à roda, em cima das espigas até as esboroarem, sempre sujeitos e controlados pelas arreatas. Depois havia que se limpar, separar a palha da semente. Aproveitava-se o vento de feição e atirava-se a semente e a palha ao ar com as pás feitas de madeira. O vento levava a palha e a semente ia-se amontoando, limpa. Mais tarde apareceram os trilhos, igualmente de tracção animal. Lembrava-se como gostava de se sentar neles e andar à roda, à roda…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;…Após ter levado duas ou três rodadas de água, já bastante morna por mor do enorme calor que fazia, Zé do Forno dirigiu-se para junto do lume, onde a cozinheira Mariana ia atiçando as brasas, o que tornava ainda mais quente aquele pedaço de chão feito forno aquecido. Zé ia com a intenção primeira, supõe-se, de ver se era necessário levar mais água para as panelas da cozinheira. Era alto, negro, quase com pelagem de cigano, filho de boas famílias e trabalhador. De seu nem tinha os caminhos por onde andava. Tinha, isso sim, uma grande alegria de viver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao vê-lo aproximar-se, de camisa arregaçada, desabotoada de modo a deixar vislumbrar um peito que arfava não só pelo calor mas pela emoção do momento, Mariana pensou ver nele um coração bom e aberto. Sentiu-se andar à roda, à roda como se estivesse no trilho do avô... Não esperava que as coisas se passassem tão depressa. Afinal ele era bem mais despachado do que ela podia pensar. As palavras foram poucas ou então ela já não as recordava muito bem. Já iam mais de sessenta anos. Sabia que ele lhe tinha dito que gostava dela, que se ela quisesse que namoraria com ela. Ah!, e que não vinha ali para gozar, porque o que tinha por ela era amor verdadeiro e não coisas de brincar! Isso, “coisas de brincar” tinha sido essa a frase que ele lhe dissera. Ruboresceu. Puxou o lenço um pouco mais para os olhos e olhou em volta, envergonhada. Parecia que o Zé tinha gritado com toda a força. Parecia que todo aquele bendito Alentejo tinha gritado em uníssono: “não são coisas de brincar, Mariana!”, e que o eco daquele grito ia avançando de monte em monte, de azinheira em azinheira, sempre em crescendo... sempre em crescendo… Mas não. Os outros andavam na azáfama constante da ceifa: enquanto os ceifeiros e ceifeiras, com os dedos devidamente protegidos pelos canudos, seguiam curvados e curvadas sobre a cintura, ceifando a eito umas três margens cada, (contrariamente ao que haviam feito no dia anterior, que tinham ceifado às tornas), os molheiros com os seus forcados lá continuavam a colocar os molhos de seara em cima dos carros de parelhas para levarem para a eira a seara cortada. Ali, a máquina debulhadora continuava a lançar o silvo do seu motor, alheia aos vários frascais que ia engolindo. Mariana olhava atónita, com as palavras do Zé a baterem-lhe mansamente na cabeça, e verificando que afinal ninguém se importava com ela, com o Zé e com aquele momento tão lindo que ali se vivia. Quisera dizer-lhe que sim, de imediato. Mas não podia. Não era uma rameira que se entregasse a um qualquer e de qualquer modo. O calor exagerado que lhe havia subido às faces diluiu-se um pouco mais, respirou fundo e disse quase imperceptivelmente:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dá-me um tempo para pensar, Zé...&lt;br /&gt;Tens o tempo que precisares, mas não demores muito Mariana, está bem?&lt;br /&gt;Quisera não demorar nada. Mas não podia ser. Mariana era uma mulher do Alentejo e tinha que manter aquela firmeza própria adquirida pelo facto de ser mulher do Alentejo. Mas a sua vontade era outra. Era lançar-se nos braços do Zé, apertá-lo e dizer-lhe baixinho que também gostava dele. Tinha que ser “gostava dele”, porque dizer-lhe que o amava, isso não era capaz. Envergonhava-se. Ela não era, não tinha nada a ver com aquela “ratinha” vinda lá das Beiras que havia pouco tempo tinha feito uma declaração demasiado acalorada ao seu mano Chico, num bailarico que meteu cante a despique. E ainda sabia a picardia e os versos que então soaram na quadra do Tónho Abaladiço, por alturas do Carnaval. Dissera ela, desavergonhada, que foi quem começou: “Quando chegas, nasce o sol/Quando te vais, desce a lua, / Se tu fosses um lençol/Eu dormia toda nua!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem vergonha! Atiradiça! Mas o mano Chico não era rapaz para ficar calado, tinha a resposta na ponta da língua e sem gaguejar respondeu-lhe de imediato: “Mas se eu fosse um lençol/Branquinho como a geada /Se não tivesses um cachecol/Morrias toda gelada!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os bailaricos não eram só pelo Carnaval ou por alturas de festas, ou pelas sortes. Apesar do serviço árduo, era raro o dia em que no pequeno intervalo do almoço, não se alisavam umas seis ou sete margens e fazia-se ali mesmo um bailarico, com modas à desgarrada, saias, ou com toque de harmónica quando o Manel da Zorra levava a sua gaita e estava bem-disposto. Depois daquele dia, em que Mariana ficara de cozinheira e o Zé aguadeiro, era certo e sabido que o par estava garantido. As pessoas notaram, as pessoas cochicharam e coisa curiosa... Mariana relembrava que naquele baile da pinhata, ela e o Zé tinham ficado reis do baile. Tiveram que dançar sozinhos, com as coroas de rei e rainha nas cabeças, acanhados por se exporem assim perante toda aquela gente que os via rodopiar uma valsa. O Zé parecia que voava, enquanto a Mariana deslizava sobre o adro. E no outro dia soube-se na aldeia que realmente o Zé voou com a Mariana que deslizou para junto dele...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;... Mariana da Horta do Vale corou, mas o jardineiro Januário, não viu. Andava entretido a varrer as folhas dos plátanos. Mariana corou por todas as peripécias que se passaram nessa noite. Desculpem lá, mas isso não vem agora aqui para a nossa história...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mariana, Mariana, não soubeste aproveitar toda a felicidade que o Zé te deu! Deixaste-la passar como se fosse possível agarrar no dia seguinte aquilo que de bom deitámos fora no dia anterior, ia pensando com os seus botões. E á sua frente continuava o filme da sua vida. Coisa esquisita: à medida que os factos se tornavam mais recentes, menos nítidos eles eram, estavam “nublados”, parecia que a fita estava riscada, como riscadas estavam por vezes as músicas que se lembrava de ouvir no programa de Discos Pedidos do Rádio Badajoz: “Atenção Alandroal – Mina do Bugalho – para a Senhora Mariana da Horta do Vale, no dia de “su cumple años”, com muitos beijos de parabéns de “su” marido a trabalhar no monte do Chapim. Vamos transmitir «O Amor de Pai» na voz de Manuel Dias”. Depois de mais meia dúzia de dedicatórias para outros aniversariantes lá vinha «O Amor de Pai» que ela tanto gostava de ouvir. Por isso seu marido lho dedicava. Ela considerava aquela canção um agradecimento a seu pai pelo que fez por ela e ao seu marido pelo que fazia pelos filhos. Melhor que «O Amor de Pai», só «O Xaile de Minha Mãe», naturalmente...&lt;br /&gt;Os pais do Zé aceitaram-na bem e ela tudo fez para merecer essa amizade e retribuía-lhe com trabalho, dedicação e carinho. Quatro anos após ter casado nasceu-lhe o primeiro filho. Nascera ao anoitecer e a vizinhança apercebeu-se que algo se estava a passar na casa da Mariana. A Maria Bexigosa andava num corrupio de entra e sai da casa da Mariana que tinha de ver. Certamente que a sua missão naquela casa era a de parteira pois não havia razões aparentes para ela ali se dirigir para fazer qualquer reza com bruxedos, sua segunda profissão, sabendo-se como se sabia até, que o Zé do Forno não era dado a essas “mariquices”. Aliás, a bacia com água ensanguentada que a Bexigosa atirara fora não deixava dúvidas a ninguém. Os vizinhos não sabiam o que era mas que tinham gente nova na aldeia, tinham! E era um rapaz, um homem. Fizera as delícias do pai, que quando se referia a ele na taberna ou quando lhe perguntavam se era menino ou menina dizia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que está lá em casa, mija de pé!&lt;br /&gt;Bruto! respondia-lhe por vezes a Mariana, mas desculpando-o e compreendendo a alegria dele por ter um filho varão. Não tiveram mais filhos. Seguiram-se mais três meninas, mas parece que o destino estava mal fadado para o rapaz, José Fernando Alves Morgado. José e Morgado da parte do pai, Fernando que era o nome do pai da Mariana e Alves que era o seu apelido de solteira. Não sabia bem porque é que o rapaz não ficou nem “do Forno”, nem “da Horta do Vale”, mas sabia bem porque é que lhe chamavam simplesmente “O Mija de Pé!...”&lt;br /&gt;O cérebro da Mariana, com quase oitenta e quatro anos feitos (ou seriam oitenta e cinco?) já não é o que era. Salta muito de acontecimento para acontecimento. Agora só já relembra as partes mais marcantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;... estava-se no ano de 1963 e o seu Zé Fernando tinha ido às inspecções. Nem era necessário ter lá ido. Já se sabia que naquela altura até os coxos e os parvos, que Deus me perdoe, eram chamados para a tropa. O seu sofrimento começava agora. Nada, nem as ceifas, nem as sedes passadas, nem a fome, nem o medo do capataz Manel das Figueiras ou o medo da Guarda Republicana, quando lhe vigiava a porta por causa do seu Zé do Forno, nada se assemelhava à angústia que esta mulher Alentejana começava agora a sentir...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;... Foi num barco, Uíge de seu nome, que em meados do mês de Novembro de 1964, o Zé Fernando embarcou para Angola, descolando do Cais das Colunas, O barco afastava-se, os lenços brancos dos que ficavam pareciam-lhe enormes enquanto os lenços brancos dos que partiam se iam tornando cada vez mais pequenos, mais pequenos, até se confundirem numa só imagem ténue, branca, clara… nada. Quase ia desmaiando quando se perdeu o fumo do Uíge, lá no alto mar. O marido segurara-a. Não caiu. O marido, aqui como em tantas outras ocasiões estivera sempre ao lado dela. Não a deixava cair, o seu Zé do Forno!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filho escrevia-lhe amiudadas vezes. Às cartas chamavam-lhe “aerogramas” e chegavam com uma média de um por semana. Não sabia ler, mas as filhas liam-lhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os dias ouvia a Emissora Nacional, onde o Ferreira da Costa dava conta da situação de vários colegas do filho. Muitos falavam directamente: “Queridos pais, namorada e madrinha de guerra em Ferreira do Alentejo... em breve espero abraçar-vos”; outros não falavam mas ele, Ferreira da Costa, dizia: “Aqui Luanda, o soldado Fulano Tal encontra-se bem algures em Angola”. O seu filho nunca falou nem nunca foi do conhecimento do Sr. Ferreira da Costa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Novo salto no filme de Mariana, como se de repente se partisse a fita e fosse apanhar as histórias, verdadeiras como é óbvio, um pouco mais à frente ou um pouco mais atrás, a modos que baralhadas. Outras vezes o salto no filme da vida era mais curto, entrecortado, como se houvesse uma falha de electricidade de alguns segundos somente. Mariana agora já não andava nas mondas, já não dançava nas margens. Mas estava baralhada na cronologia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;…O ano de 1965 fora um ano terrivelmente farto de água. Já não se lembrava de quantos meses choveu a fio. Sabia apenas que tinham sido muitos e com grande intensidade. Como sempre, o marido tinha ido dar uma volta com o gado, aproveitando uma estiada que o tempo oferecia, naquele fim de tarde. Conhecia os terrenos que pisava como a palma das suas mãos. Conhecia os chaparros todos da campina alentejana e assim, o Zé do Forno, passou o regato e foi para o lado de lá. Sabia que o Tonho Sapo iria lá ter consigo por causa da greve dos trabalhadores rurais, para combinarem coisas, estabelecerem estratégias. Zé do Forno não voltou. Mariana não dormiu; nessa noite. Chamou pelo marido. Procurou-o por onde pôde com o lampião de petróleo. No outro dia, lembrou-se de ir mais as filhas ao posto da GNR perguntar pelo marido. Às vezes os Guardas sabem coisas que as outras pessoas não sabem e podia ser que eles soubessem dar-lhe alguma notícia. Obteve como resposta:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O seu marido está bem, Mariana. Está “dentro” mais o Tonho Sapo, para não se andarem a meter onde não devem. Qualquer dia tem notícias dele, Ti Mariana.&lt;br /&gt;Afinal o marido não voltara porque tinha sido preso. O seu coração sabia que algo de mau um dia poderia acontecer. Por vezes, já noite dentro, via-o com a telefonia agarrada aos ouvidos. Quando lhe perguntava o que ouvia quase sempre lhe respondia que estava a ouvir a Rádio de Argel, em onda curta, e a saber notícias de Portugal através do Manuel Alegre. Coisa esquisita para ela: saber notícias de Portugal através de uma rádio da Argélia? Agora, naquele momento, sentiu-se desfalecer, agarrou-se às filhas a chorar e voltou para casa. Os dias passaram, enormes, enormes e vazios. Não havia notícias. As únicas notícias que chegavam, eram do filho que dizia que já contava os meses para regressar a casa. Quantas vezes teve que esperar que as folhas das cartas secassem das lágrimas que nelas caíam ao enche-las de beijos depois da filha as escrever, para que ele não se apercebesse que a mãe chorava, e do motivo porque chorava. O filho enquanto ela pudesse evitar, não saberia nada da situação do pai. Vestiu-se de negro, do mais negro possível, mas nunca tão negro como o seu coração se vestira. Começou a sentir-se revoltada, contra tudo e contra todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quis o destino, o destino mau, ruim, que certa vez, quando iam para começar a escrever mais um aerograma para Angola, chegasse o comandante da secção da GNR, homem alto, de bigode farfalhudo, com ar insensível e com uma carta, tipo telegrama, que lhes disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Está aqui uma carta da PIDE. Querem que a leia?&lt;br /&gt;Não é preciso, obrigado, as minhas filhas sabem ler… não, não…olhe leia o senhor que tem mais prática... atrapalhada, ansiosa, Mariana não sabia o que queria. Apenas queria que lhe lessem depressa o que aquela carta dizia.&lt;br /&gt;E o comandante da Secção da GNR, de bigode farfalhudo, insensível, frio, duro e mau leu: “Informamos que faleceu na cadeia do forte de Caxias, José...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não ouviu mais nada porque desmaiou. O seu Zé já não estava ali para a segurar, para não a deixar cair, desamparada. E não quer recordar esse momento tão duro, esse momento em que foi posta mais uma vez à prova toda a valentia da mulher do Alentejo. Não quer recordar e não é por causa de se ter partido a tal fita do filme que tem estado a visionar. Não, não é por isso. É pura e simplesmente porque não quer. Revolta-a, toda a impotência que sentiu por não poder fazer voltar até ela, vivo, o seu marido, único amor, único amante...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;... em 1974 já o filho era um destacado membro do Partido Comunista, na clandestinidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A 25 de Abril de 1974 ia a família Alves Morgado à entrada do cemitério para prestar mais uma homenagem ao Zé do Forno, pela passagem do sétimo aniversário do seu falecimento, quando o Vasco Tonto, que andava sempre com uma telefonia pequenina a pilhas para ouvir os relatos do Benfica, disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Houve uma revolução! Os soldados derrubaram o governo! Disse aqui no rádio!&lt;br /&gt;Mariana, o filho e a nora, as filhas e os genros, chamaram o Vasco Tonto e ouviram em primeira mão, a notícia da Revolução dos cravos ali bem junto da campa do Zé do Forno, como que a quererem-lhe dizer que o seu sacrifício não fôra em vão, e que tudo estava vingado... no ar soava agora a “Grândola Vila Morena”, num rádio que precisava de pilhas novas mas onde uma voz bem timbrada anunciava: “aqui posto de Comando do Movimento das Forças Armadas...”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;... E vieram os políticos dizer que estava tudo calmo, e veio o Movimento das Forças Armadas dar aulas para quem quisesse aprender a ler e escrever. Mariana foi e aprendeu a escrever. A primeira coisa que aprendeu, por sua exigência, foi a escrever: José do Forno. Não era esse o nome verdadeiro, mas era esse o Zé que ela sempre amara. E sempre com ele na lembrança, recordou bocados muito ruins mas há um, muito bom, que a enche de vaidade incontida: foi no dia em que, puxando um baraço, descobriu uma placa que dava o nome de “José Morgado – lutador antifascista, preso e assassinado pela PIDE” a uma rua da sua aldeia, perdida aí num qualquer pedaço deste Alentejo profundo e esquecido. Nessa altura, o que raramente acontecia, sentiu-se feliz, muito feliz por recordar, até porque não era uma rua qualquer, era a rua onde ela ainda morava e onde eles tinham morado. A mulher do Alentejo também tem que ter motivos para ser feliz!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...1998, mais recente, menos nítido o filme da vida. Sabe que estava a ver uma telenovela na casa de uma das suas filhas, quando começou a sentir a mão, o braço e a perna esquerda dormentes, a língua encortiçada, a vista a “empaniar-se” e com dificuldade em mexer-se. A boca ao lado não a deixava pronunciar palavra perceptível. A neta mais velha, olhou para ela e, apavorada, gritou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mãe! A avó está a morrer...&lt;br /&gt;Mas não estava. Foi transportada para o Centro de Saúde, que por sorte ainda fechava à meia-noite, e depois para o Hospital Distrital. Fizeram-lhe exames, e ao fim de nove dias disseram-lhe que ali, já nada mais podiam fazer por ela, que o que estava ali a fazer poderia ser feito em casa e sempre dava o lugar a alguém que estivesse mais necessitado. Compreendeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, havia cerca de quinze dias que vagara um lugar ali no Lar de Nossa Senhora da Orada e aproveitou a oportunidade para ali ser admitida como utente. Os filhos trabalhavam e não podiam cuidar dela. Melhorara bastante, mesmo assim. Falava pouco mas pensava muito. Ninguém nos consegue cortar o pensamento, graças a Deus!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhou para o Januário e teimou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah! Se eu ainda fosse a Mariana da Horta do Vale...&lt;br /&gt;Januário, já não a ouviu e Mariana quis agora relembrar os momentos bons da vida que, por serem tão poucos mais depressa relembraria: o casamento dos filhos, o nascimento dos netos, os seus primeiros empregos, os estudos da neta mais velha que chegara a Engenheira Civil... Mas adormeceu debaixo daquele fiozinho de sol de Outono envergonhado e acabou por não recordar nada do bom da sua vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos lá D. Mariana, temos que ir jantar, disse a encarregada enquanto empurrava a cadeira de rodas em direcção ao interior do Lar. Não pode ser só dormir, olhe que ainda apodrece de tanto dormir! E arrematava: vossemecê tem mesmo cara de ter sido uma valente mulher do nosso Alentejo!&lt;br /&gt;Os olhos de Mariana humedeceram-se, prenhes de uma mistura toda feita de saudade, vaidade, raiva e tristeza. Que sentimentos contraditórios assolavam aquela mulher que ainda agora adormecera e já estava a ser apelidada de dorminhoca. Ingratos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apercebia-se perfeitamente que não visionara nem uma milésima parte do filme da vida. Mas agora tinha que suspender a sessão, na certeza porém que voltaria a ela, em curto espaço de tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tinha fome! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Autor: FERNANDO MÁXIMO/AVIS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;************************************************&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MARIZEI - SAUDADES ... OU TALVEZ NÃO.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passatempo “Lembrando o Alentejo”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Modalidade: PROSA/CONTO &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Título : SAUDADES... OU TALVEZ NÃO.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho Saudades de quando era pequena preta (queimada do sol) e magra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou alentejana de raça pura porque os pais também o eram, nasci na aldeia no chão daquele quarto escuro de terra batida, á hora do almoço já tinham mais uma boca aos berros a pedir comer.Sou duma fasquia de três já adultos que não precisavam de ser contemplados com a laranja de Agosto (assim me chamavam), porque a mãe já tinha quarenta anos quando nasci. Criaram-me aos abanões, mas era muito rica tinha tudo o que ambicionava/desejava era feliz e cantava ... cantava as modas alentejanas . Tudo era meu no Alentejo o meu pai,mãe, mano, mana, tios tias primos primas, vizinhas comadres, amigas, amigos, o burro o gato a casa as terras os animais as árvores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho saudades:&lt;br /&gt;Da casa, do quintal, das brincadeiras imagináveis do cheiro da terra, das caminhadas para a horta, dos rastos das pessoas na estrada de terra (que eu tentava descobrir a quem pertenciam aqueles rastos deixados no pó), do calor na estrada de alcatrão provocando miragens de água e moiras encantadas ( contos da mãe), do tempo em que brigava com a mana para ir á fonte buscar água nos cântaros e partir lenha pró lume que o jantar esperava. da chegada da noite para ver o pai ao longe de chapéu preto de abas largas em cima do burro, trazendo contos, passagens ou lengas-lengas para me contar. da chegada da mãe a ralhar para ir fazer os trabalhos destinados que eram o normal do dia ir á mercearia comprar fiado, uma latinha (1/4 de litro) de petróleo para o candeeiro, e uma quarta(250g) de sabão, ou de açúcar, ou uma quarta de carne esfoladiça para fazer as couves com carne.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dos homens á porta em fila a pedir trabalho ao pai, que era manajeiro na casa da lavradoura. Dos ranchos de raparigas e mulheres(todas minhas parentes tias,primas vizinhas ,comadres, amigas) a cantar nos trabalhos e com roupas alegres vestidas. Dos ranchos de rapazes de olhos bonitos e homens (todos eram meus tios primos parentes amigos vizinhos) de chapéus e boinas e safões e botas cardadas.Lá em casa havia a despensa cheia de favas grão feijão alfarroba, ervilhas tremoços, cevada, trigo, aveia, abóboras, cebolas, batatas, pimentos, na horta frutas e verduras e até amendoins que a mãe semeava tudo. Havia uma lata cheia de tostões e descobri no livro da mãe uma nota de vinte escudos. Quando o pai colhia a seara ia vender o trigo e antes de pagar as dívidas ia-me mostrar uma nota de quinhentos escudos para eu a conhecer. Eu era rica e o Alentejo era meu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois cresci ... e havia um rapaz de olhos bonitos....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiz a primária e os pais decidiram o meu futuro, (arranjar trabalho á sombra e ao abrigo da chuva) metendo-me na camionete de carreira para a cidade mais próxima. Parti com a malita cheia da distância e ausência dos meus pertences. Arranjei trabalho num primeiro andar, lembro que nos primeiros dias , mesmo com as janelas abertas tinha que descer as escadas e abrir a porta da rua para vir respirar.Faltava-me o chão, o cheiro da terra, das árvores, dos meus pertences,. Ali tudo era desconhecido e feio. Morava na casa dos outros(era uma hospede) ,na terra dos outros, não via nenhum rosto conhecido, ninguém me chamava pelo nome, não me cumprimentavam na rua, não conhecia os caminhos.Os meses e anos passaram aprendi muita coisa e outras línguas, mas cresci zangada e revoltada, porque para as pessoas da aldeia eu sou da cidade, e para as pessoas da cidade eu sou aldeona.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora sou grande branca e gorda.&lt;br /&gt;Mudei de trabalho de cidade de nome (porque casei).&lt;br /&gt;O que sou hoje'''' quem eu queria ser'''' o que tenho saudades/lembranças'''''&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Digo que sou rural, sinto-me rural gosto da estrada de terra, mas não gosto de comer o pó.Gosto de apanhar amoras, mas não das picadelas das silvas.Gosto de nozes, mas não das mãos pretas das descascar. &lt;br /&gt;Gosto muito dos Alentejanos de chapéu e boina e botas cardadas das quadras bonitas e cantigas e anedotas que fazem; da cozinha da vaidade e nostalgia das mulheres e das cores vivas vestidas, da paisagem da terra arada, dos matos a crescer em liberdade, das flores cheiros cores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho saudades do Alentejo ( ou talvez não''''') porque nos campos só vejo bois por todo o lado ( eu tenho medo dos bois). Não há searas cultivadas; Não há maquinaria agrícola a trabalhar; Não há ranchos de raparigas e mulheres(todas minhas parentes tias, primas vizinhas ,comadres, amigas) a cantar nos trabalhos e com roupas alegres vestidas os rapazes de olhos bonitos (emigraram); Não há ranchos de homens meu pai ,mano, tios primos parentes amigos vizinhos de chapéus e boinas e safões e botas cardadas a trabalharem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejo as pessoas a ir trabalhar nas cidades cada um em seu carro, para limparem as sujidades dos senhores. eu digo porque sei.( cheira mais mal a sujidade fechada do que a bosta ao ar livre)&lt;br /&gt;Vejo os canais feitos para a água da barragem, mas nada verdeja á sua volta. Se calhar eu não vejo bem''' será da idade ou das lembranças do meu Alentejo .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AUTOR - Marizei&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*************************************************&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JOSÉ VICENTE - ACONTECEU UMA VEZ ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passatempo “Lembrando o Alentejo”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Modalidade: PROSA/CONTO &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Título : ACONTECEU UMA VEZ ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aconteceu uma vez…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aconteceu uma vez...ou foram duas ou três? Passou o tempo e não recordo com precisão a última vez que vi Maria colher um malmequer. Maria corava sempre que um rapaz lhe assobiava, ou dava um piropo, Vi acontecer uma vez...ou foram duas ou três? Éramos ambos pré-adolescentes a viver numa aldeia alentejana perto de Beja, Maria tinha por hábito correr pela planície e colher malmequeres que punha no cabelo ruivo como se fosse uma jarra de cristal luzindo naquele pôr-do-sol dos seus cabelos. Por vezes confundia as espigas de trigo com ela, tal a sua beleza.&lt;br /&gt;Parti da aldeia para estudar em Lisboa, na bagagem trouxe pouco mais que o coração apertado e a imagem de Maria com o malmequer no cabelo. Ainda hoje e já se passaram trinta anos, rego com a saudade essas flores que trago na lembrança. Assim as preservo, preservando Maria.&lt;br /&gt;Adoptei Lisboa sem traumas emocionais, vim e fiquei. Regressava nas férias grandes e no Natal. Via sempre a Maria.&lt;br /&gt;Sei que não estudou, ficou a viver com a mãe e dois irmãos mais novos. O pai morreu soterrado em copos de vinho tinto numa das muitas tabernas onde era conhecido como o “Barril”. Ainda hoje imagino o seu caixão, só podia ter a forma de barril, não sei, não fui ao funeral. Essas coisas não se contam às crianças. Crianças adivinham, imaginam.&lt;br /&gt;Não, não vou escrever da Maria-criança, ela não iria gostar que soubessem como foi amarga.&lt;br /&gt;Sei que os únicos brinquedos que teve foram os malmequeres que partilhava com a natureza embelezando-se, embelezando-a com os seus cabelos ruivos ondulando ao ritmo da eira.&lt;br /&gt;Um dia, já adulto, regressei à aldeia por causa de umas partilhas e não vi a Maria. Fui à planície e encontrei a aridez, os malmequeres tinham desaparecido daquela terra de luto.&lt;br /&gt;Perguntei aos irmãos por Maria:&lt;br /&gt;- Partiu depois do funeral da nossa mãe. Saiu do cemitério, foi ao campo, pôs um malmequer no cabelo e ninguém mais a viu desde esse dia.&lt;br /&gt;Assim saí da vida de Maria, da planície e dos malmequeres. A aldeia ficou mais pobre o Alentejo mais longe.&lt;br /&gt;Lisboa ficou a ser a cidade sem endereço, deambulava pelas ruas sem olhar e se olhava não via. Nem edifícios, nem pessoas. Era mais um entre um milhão de isolados que sobrevivia entre o caótico e a indiferença.&lt;br /&gt;Um dia passava eu pelo Politécnico e olhei, mais por curiosidade que por interesse, para uma paragem de autocarro e surpreso vi um malmequer sentado no banco. Era a Maria. Tinha feito a viagem da aldeia para Lisboa apenas com o malmequer e o corpo. Um corpo ainda vivo, tão vivo que o aluga (não o vende) em paragens de autocarro sem sinalização de destino. O seu foi procurá-lo ao passado.&lt;br /&gt;Sentada no banco esperava que os condutores não lhe perguntassem pela sua paragem da vergonha. Ela estava lá, na forma de um corpo utilizado e de um malmequer que lhe recorda o quanto tem ainda de pureza. Há coisas que não se alugam e muito menos se vendem.&lt;br /&gt;Passei uma, duas, três vezes com o carro sem coragem para me aproximar. A minha máscara de homem forte dilui-se em memórias de infância e chorei. Lágrimas de uma paixão nunca declarada. Entre as lágrimas revi a paisagem alentejana e parei, já não era Lisboa, era o reinventar da planície. Maria aproximou-se do carro, debruçou-se na janela, olhou para mim e com o olhar doce que sempre conheci exclamou:&lt;br /&gt;- Pedro!&lt;br /&gt;Eu balbuciei:&lt;br /&gt;-Maria…&lt;br /&gt;-Pedro, contigo não! Contigo só vai a minha memória que está algures entre a infância descrente e a adolescência crente na mentira.&lt;br /&gt;Serenamente tirou o malmequer do cabelo e plantou-o no meu.&lt;br /&gt;- Vai e não voltes! Disse.&lt;br /&gt;Voltei uma, duas, três…muitas vezes e não a vi. Sempre que volto deixo nesse banco, dessa paragem de autocarro um malmequer, para quem parte faça uma boa viagem até ao destino, até à vida!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AUTOR - JOSÉ VICENTE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/h3&gt;&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-nX24spqVJ8M/To2VN5iqa6I/AAAAAAAAAzY/5TiDMIOoZew/s1600/alentejanos-log%25C3%25B3tipo.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 234px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-nX24spqVJ8M/To2VN5iqa6I/AAAAAAAAAzY/5TiDMIOoZew/s320/alentejanos-log%25C3%25B3tipo.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5660344372691626914" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;h3 align="center"&gt;&lt;font color="#3300ff"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MODALIDADE - POESIA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Passatempo "LEMBRANDO O ALENTEJO" criado pelo nosso Grupo já antes informou dos vencedores nas modalidades:&lt;br /&gt;PINTURA - FOTOGRAFIA - VÍDEO - ARTIGO DE OPINIÃO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje iremos dar a conhecer os vencedores da modalidade - POESIA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foram muitos os trabalhos enviados o que dificultou (e ainda bem) a análise do Júri. Também provou que somos um País de Poetas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agradecemos penhoradamente, num misto de satisfação e orgulho, a enorme participação prestada a este Passatempo enviando a todos uma fraterna saudação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luis Milhano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Destacámos os seguintes Amigos na modalidade - POESIA:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JOAQUIN ISQUEIRO - ADIAFA ADIADA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RITA CARRAPATO - CANTO O ALENTEJO EM SAUDADES&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MARIA JOÃO BRITO DE SOUSA - ALENTEJO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Premiámos ainda nesta modalidade um trabalho muito personalizado:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FERNANDO MAXIMO - AVIS É ALENTEJO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Iremos tentar colocar todos estes trabalhos na sequência do anunciado. Se não for possível devido a condicionalismos do Facebook publicaremos logo de seguida em nome individual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“ ADIAFA ADIADA “&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Grita o montado chora o azinho,&lt;br /&gt;De ti ausente, tolhe-me a mágoa,&lt;br /&gt;Num céu sem nuvens, enxuto de água,&lt;br /&gt;Quando te deixo, dói-me o caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vão-se-me os olhos pelas lavradas,&lt;br /&gt;Sulcos abertos, terra carente,&lt;br /&gt;No chão padrasto cai a semente,&lt;br /&gt;Arde o restolho pelas queimadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sob o sol ímpio, bebes suor,&lt;br /&gt;Lento rebanho pastando esperança,&lt;br /&gt;Que é do tamanho da confiança,&lt;br /&gt;Nos olhos negros do seu pastor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encolhe a sombra pelo meio-dia,&lt;br /&gt;O tempo para no seio do acarro,&lt;br /&gt;E o pastor sente, com o chaparro,&lt;br /&gt;Dentro do peito, melancolia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A calma acende o meu desejo,&lt;br /&gt;Abre a papoila, cheira a anis ,&lt;br /&gt;Resiste a esteva em seu verniz,&lt;br /&gt;Junto aos loendros, espiga o poejo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terra sem dono, bom Alentejo,&lt;br /&gt;Luta de azinho, paz de oliveiras,&lt;br /&gt;Aberta à vida nas sementeiras,&lt;br /&gt;Pela adiafa , espera o ensejo . &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Joaquin Isqueiro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CANTO O ALENTEJO EM SAUDADES&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era ontem esteira de searas&lt;br /&gt;prodigioso leito&lt;br /&gt;onde os astros se deleitavam.&lt;br /&gt;O sol impunha-se, bramia&lt;br /&gt;e crestava-lhes as espigas.&lt;br /&gt;Incendiadas pelo fogo soprado&lt;br /&gt;entregavam-se a mãos alentejanas&lt;br /&gt;que se rendiam fiéis ao seu desejo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao render da tarde&lt;br /&gt;o voo libido da cegonha&lt;br /&gt;convidava ao cio da terra.&lt;br /&gt;O húmus, submisso,&lt;br /&gt;entregava-se à ternura da lâmina da enxada&lt;br /&gt;e as dores, arrecadadas no silêncio da terra,&lt;br /&gt;eram cicatrizadas com a saliva das papoilas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando a noite se começava a desenfronhar&lt;br /&gt;os pardais aninhavam-se no cimo do moinho&lt;br /&gt;e rasgavam o silêncio teimoso da planície&lt;br /&gt;que saciada, teimava em adormecer ao tacto da brisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje é esteira de melancolia&lt;br /&gt;onde os corvos grasnam sobre a aridez&lt;br /&gt;e as rolas suspiram os seus gemidos.&lt;br /&gt;Nas veias da febril planície&lt;br /&gt;correm apenas versos tristes,&lt;br /&gt;cantados em pranto&lt;br /&gt;à boca de cada madrugada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De garganta apertada&lt;br /&gt;empresto o meu canto ao Alentejo&lt;br /&gt;para escrever um poema&lt;br /&gt;a ranger de recordações em forma de saudade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rita Carrapato&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alentejo das gentes castigadas,&lt;br /&gt;Dos sobreiros reinando nas planuras&lt;br /&gt;E das vozes dolentes, bem timbradas,&lt;br /&gt;Que falam de alegrias, de amarguras…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alentejo das searas espraiadas&lt;br /&gt;Pl`o trigo inacabável das lonjuras,&lt;br /&gt;Das casas pequeninas, bem caiadas, &lt;br /&gt;Onde, à lareira, o povo queima agruras&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onde a gente se senta nos poiais&lt;br /&gt;E esse tão-pouco nos parece mais&lt;br /&gt;Do que o melhor que o mundo possa dar;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vontade unida em vozes tão plurais&lt;br /&gt;Faz-nos saber que não será demais&lt;br /&gt;O que homens e mulheres não vão calar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maria João Brito de Sousa &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MODALIDADE POESIA (DÉCIMAS)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TITULO: AVIS É ALENTEJO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mote:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Avis, és como um jardim&lt;br /&gt;Semeado no cabeço;&lt;br /&gt;Comprava-te só p’ra mim&lt;br /&gt;Se soubesse qual o preço!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao subir por tantas ruas&lt;br /&gt;Nunca me sinto cansado&lt;br /&gt;Fico até extasiado&lt;br /&gt;Com essas belezas tuas;&lt;br /&gt;Lembram regos de charruas&lt;br /&gt;Que se perdem sem ter fim&lt;br /&gt;E ao ver-te tão linda assim&lt;br /&gt;Eu dou comigo a pensar:&lt;br /&gt;Se te posso comparar&lt;br /&gt;Avis, és como um jardim!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adivinham-se labores&lt;br /&gt;Nas tuas casas baixinhas&lt;br /&gt;Cheias de cal, tão velhinhas&lt;br /&gt;Onde se abrigam pastores;&lt;br /&gt;Camponeses, benfeitores&lt;br /&gt;A quem rendo o meu apreço;&lt;br /&gt;Mas é a ti que ofereço&lt;br /&gt;O que faço de mais belo:&lt;br /&gt;Os versos ao teu castelo&lt;br /&gt;Semeado no cabeço!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Subo à Torre da Rainha&lt;br /&gt;Desfruto a tua paisagem&lt;br /&gt;E vou poisar na Barragem&lt;br /&gt;Esta ansiedade minha;&lt;br /&gt;Só de lá saio à tardinha&lt;br /&gt;Quando o sol se põe, carmim;&lt;br /&gt;Oiço o cantar do chapim&lt;br /&gt;Que entoa por todo o lado,&lt;br /&gt;Se tivesse outro ordenado&lt;br /&gt;Comprava-te só p’ra mim!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejo campos de trigal&lt;br /&gt;Dando vistas p’rá Figueira,&lt;br /&gt;E p’rós lados da Ribeira&lt;br /&gt;Eu vislumbro o Ervedal;&lt;br /&gt;De beleza sem igual&lt;br /&gt;Provando que não te esqueço&lt;br /&gt;Eu compro, porque mereço,&lt;br /&gt;Onde a vista se coloque:&lt;br /&gt;…Eu comprava até S. Roque,&lt;br /&gt;Se soubesse qual o preço!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Autor: FERNANDO MÁXIMO (AVIS)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/h3&gt;&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-2rBTTw0yN64/Toc4b1DE0kI/AAAAAAAAAy4/NulFneZrEIc/s1600/alentejanos-log%25C3%25B3tipo.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 234px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-2rBTTw0yN64/Toc4b1DE0kI/AAAAAAAAAy4/NulFneZrEIc/s320/alentejanos-log%25C3%25B3tipo.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5658553507561919042" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;h3 align="left"&gt;&lt;font color="#990000"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PASSATEMPO "LEMBRANDO O ALENTEJO" - MODALIDADE FOTOGRAFIA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CABE HOJE APRESENTAR OS VENCEDORES DA MODALIDADE FOTOGRAFIA DO NOSSO PASSATEMPO "LEMBRANDO O ALENTEJO" :&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JORGE CAMPANIÇO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LINO ROSA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LINO MARMELEIRO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Júri teve de apreciar uma enorme quantidade de fotos, fruto duma excelente participação nesta modalidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saudamos e agradecemos aos vencedores e a todos quantos connosco colaboraram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-xvLSA3BWpbE/To2OT3LfbbI/AAAAAAAAAzQ/hvL7zki_0Fo/s1600/Jorge.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 214px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-xvLSA3BWpbE/To2OT3LfbbI/AAAAAAAAAzQ/hvL7zki_0Fo/s320/Jorge.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5660336778555387314" /&gt;&lt;/a&gt;Jorge Campaniço&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-hSLr_MNPs2M/To2Mk0B-EaI/AAAAAAAAAzI/23JHe7404oo/s1600/LINO.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-hSLr_MNPs2M/To2Mk0B-EaI/AAAAAAAAAzI/23JHe7404oo/s320/LINO.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5660334870744666530" /&gt;&lt;/a&gt;Lino Rosa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-B13lFAgWMpc/Toc5v6LEEdI/AAAAAAAAAzA/v9Ao3nGmiTw/s1600/LINO%2BMARMELEIRO.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-B13lFAgWMpc/Toc5v6LEEdI/AAAAAAAAAzA/v9Ao3nGmiTw/s320/LINO%2BMARMELEIRO.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5658554952046612946" /&gt;&lt;/a&gt;Lino Marmeleiro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/h3&gt;&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-VVJScI28yjE/TocyOP8V-BI/AAAAAAAAAyY/Wa-5iS3RIR4/s1600/alentejanos-log%25C3%25B3tipo.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 234px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-VVJScI28yjE/TocyOP8V-BI/AAAAAAAAAyY/Wa-5iS3RIR4/s320/alentejanos-log%25C3%25B3tipo.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5658546677193504786" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;h3 align="left"&gt;&lt;font color="#990000"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Prosseguimos a apresentação dos vencedores do Passatempo "LEMBRANDO O ALENTEJO", hoje na modalidade de Pintura com todas as condicionantes que um trabalho destes oferece de ser apreciado através de fotografia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na modalidade de PINTURA apresentamos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MARIA ROSA CASQUINHA LAVADO com uma AGUARELA - e o título : RUA DE MONSARAZ.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PATICO com uma Técnica Mista sobre tela de 1,00 X 0,60 e o título SOB O TEU NOME ALENTEJO.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NÍDIA MAXIMO com uma pintura a óleo sobre tela e o título : RECANTO DA MINHA ALDEIA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Grupo ALENTEJANOS NO FACEBOOK agradece a colaboração de todos que colaboraram nesta modalidade. A nossa saudação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-GjUgLZipmFk/Toc1BcaYE_I/AAAAAAAAAyw/toE2T_EhWN8/s1600/MARIA%2BROSA%2BCASQUINHA.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-GjUgLZipmFk/Toc1BcaYE_I/AAAAAAAAAyw/toE2T_EhWN8/s320/MARIA%2BROSA%2BCASQUINHA.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5658549755737281522" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Maria Rosa Casquinha Lavado - Rua de Monsaraz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-j0uJKuiZnmg/Toc0nZg-NoI/AAAAAAAAAyo/56oWkRc0nwo/s1600/PATICO.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 227px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-j0uJKuiZnmg/Toc0nZg-NoI/AAAAAAAAAyo/56oWkRc0nwo/s320/PATICO.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5658549308283041410" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Patico - Sob o teu nome Alentejo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-s2val-Okm44/Tocz7LluUDI/AAAAAAAAAyg/TbuVbccWl-0/s1600/NIDIA%2BMAXIMO.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-s2val-Okm44/Tocz7LluUDI/AAAAAAAAAyg/TbuVbccWl-0/s320/NIDIA%2BMAXIMO.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5658548548630630450" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Nídia Máximo - Recanto da Minha Aldeia&lt;br /&gt;&lt;/h3&gt;&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-b2UXaEfz5O8/TnuT1i_LlSI/AAAAAAAAAyQ/-khH_nkByJo/s1600/alentejanos-log%25C3%25B3tipo.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 234px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-b2UXaEfz5O8/TnuT1i_LlSI/AAAAAAAAAyQ/-khH_nkByJo/s320/alentejanos-log%25C3%25B3tipo.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5655276305227945250" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;h3 align="left"&gt;&lt;font color="#990000"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ALENTEJANOS NO FACEBOOK - PASSATEMPO "LEMBRANDO O ALENTEJO"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VIDEO DE OURO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Júri decidiu, por unanimidade, atribuir o título de VIDEO DE OURO ao trabalho apresentado pelo Amigo ANTÓNIO CAEIRO a quem endereçamos os nossos parabéns e o agradecimento pela sua colaboração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ALENTEJO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=RN1zYyGIz-I"&gt; ALENTEJO&lt;/A&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/h3&gt;&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-YDo8IMmVBAk/TnuPZqSw92I/AAAAAAAAAyI/lGNHfEiYLa4/s1600/alentejanos-log%25C3%25B3tipo.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 234px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-YDo8IMmVBAk/TnuPZqSw92I/AAAAAAAAAyI/lGNHfEiYLa4/s320/alentejanos-log%25C3%25B3tipo.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5655271428106286946" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;h3 align="left"&gt;&lt;font color="#3300ff"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continuamos a apresentar os primeiros classificados do nosso Passatempo "LEMBRANDO O ALENTEJO". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje na modalidade VIDEOS temos NATALIA VALE - MARIA LUCILIA CAMPOS - ANA RITA PEREIRA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Grupo ALENTEJANOS NO FACEBOOK envia uma saudação muito especial a estas Amigas e um muito obrigado pela colaboração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nota: Espero que a colocação destes vídeos seja de molde a poderem ser vistos. Demorarão por certo mais tempo a abrir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NATALIA VALE - ALENTEJO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe width="560" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/QK0makueAzE" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MARIA LUCILIA CAMPOS - A FEIRA DO MONTE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href=https://mail.google.com/mail/?ui=2&amp;ik=006673a08d&amp;view=att&amp;th=132498357e18af99&amp;attid=0.1&amp;disp=safe&amp;zw&gt;A FEIRA DO MONTE&lt;/A&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ANA RITA PEREIRA - LEMBRANDO O ALENTEJO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href=http://skydrive.live.com/redir.aspx?cid=132f67eb89f1d2be&amp;page=view&amp;resid=132F67EB89F1D2BE%21141&amp;type=3&amp;Bpub=SDX.Docs&amp;Bsrc=Docmail&amp;parid=132F67EB89F1D2BE%21140&amp;authkey=KctYxHXMmfE%24&gt;LEMBRANDO O ALENTEJO&lt;/A&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/h3&gt;&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-iIGUdsjf-vw/TnuORLIEl_I/AAAAAAAAAyA/vFEpEaDVpIw/s1600/alentejanos-log%25C3%25B3tipo.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 234px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-iIGUdsjf-vw/TnuORLIEl_I/AAAAAAAAAyA/vFEpEaDVpIw/s320/alentejanos-log%25C3%25B3tipo.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5655270182789355506" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;h3 align="left"&gt;&lt;font color="#990000"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Iniciamos hoje, 21 de Setembro, a publicação dos trabalhos apresentados pelos nossos Amigos, participantes do Passatempo "LEMBRANDO O ALENTEJO". Começamos pelo Artigo de Opinião vencedor desta modalidade. É seu Autor HERNÂNI MATOS a quem enviamos um abraço de parabéns. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NÓS OS SUBVERSIVOS DO FACEBOOK&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perfilho há muito a ideia de que é necessário estabelecer pontes de entendimento entre as pessoas. Cada &lt;br /&gt;um de nós não está atomizado na sua individualidade, uma vez que a própria vida se encarrega de nos &lt;br /&gt;integrar em múltiplos grupos com características diversas, nem sempre convergentes. &lt;br /&gt;Alguns grupos são fechados, com códigos de conduta rígidos que a pretexto da pureza de princípios, os &lt;br /&gt;incapacitam de dialogar com os restantes. Entre grupos fechados só são possíveis conversas de surdos, já &lt;br /&gt;que como não se ouvem uns aos outros, não sabem o que os outros dizem. &lt;br /&gt;Uma atitude distinta é cada um de nós e os grupos em que se insere, procurarem ouvir os outros para &lt;br /&gt;perceber o que eles dizem, pensam e querem. Como retribuição podem ser ouvidos e os outros ficarão a &lt;br /&gt;saber o que dizemos, pensamos e queremos. É possível então chegar à conclusão de que partilhamos &lt;br /&gt;algumas ideias comuns, o que torna possível construir algo em conjunto, facto que introduzirá laços de &lt;br /&gt;união entre nós. É a unidade na diversidade. &lt;br /&gt;Com o tempo é possível que a área de partilha aumente, mas também é possível que não. Porém, ficámos &lt;br /&gt;a saber o que os outros pensam e a respeitá-los porque nos respeitam a nós. E uma coisa é certa, a &lt;br /&gt;partilha é só de coisas que nos unem, não de coisas que nos separam. Podemos com outros partilhar &lt;br /&gt;amigos, se não todos, alguns. O que não somos é obrigados a partilhar os adversários. Isso é terreno que &lt;br /&gt;não é partilhável. &lt;br /&gt;Uma das muitas coisas que partilho com os outros é a escrita, instrumento de libertação do Homem. Filho &lt;br /&gt;de alfaiate, aprendi a alinhavar palavras, que permitem cerzir ideias com que se propagam doutrinas. Esse &lt;br /&gt;o sentido da minha intervenção na blogosfera. &lt;br /&gt;Furiosamente independente, procuro ser sempre incisivo, cáustico quanto baste, mas sempre preciso. &lt;br /&gt;Modéstia à parte, tenho formação dura de físico teórico e fui treinado para pensar. &lt;br /&gt;Procuro levar tudo às últimas consequências e como atirador franco do pensamento e da acção, procuro &lt;br /&gt;fazer o varrimento da transversalidade dos saberes. &lt;br /&gt;Depois disso, a síntese dialéctica é um ovo de Colombo nascido no cú da galinha da minha cabeça. &lt;br /&gt;É isso o rigor? Então que seja! &lt;br /&gt;Que a minha galinha continue a pôr ovos, por muitos anos e bons. &lt;br /&gt;E desses ovos faremos suculentas e perfumadas omeletas verbais, que regaladamente trincharemos, &lt;br /&gt;sentados à mesa DO TEMPO DA OUTRA SENHORA, do CLUBE ROBINSON, dos ALENTEJANOS NO FACEBOOK, &lt;br /&gt;dos AZULEJOS PORTUGUESES e noutras mesas mais, onde habitualmente abancamos, degustamos e &lt;br /&gt;partilhamos saberes. &lt;br /&gt;Nós somos os subversivos assumidos do Facebook, que apostámos forte em mudar a cara deste livro, o que &lt;br /&gt;diariamente fazemos com determinação, audácia e comunhão. &lt;br /&gt;Nós, operários da palavra, homens e mulheres deste país, velhos e novos, tradicionalistas e alternativos, &lt;br /&gt;crentes e descrentes, de direita ou de esquerda, monárquicos ou republicanos, somos um paradigma do &lt;br /&gt;que são as potencialidades de redes sociais como o Facebook. &lt;br /&gt;Comunicamos uns com os outros e partilhamos ideias e pensamentos, feitos de palavras, imagens e sons. &lt;br /&gt;Aprendemos a respeitar-nos uns aos outros e a ter em conta a opinião do interlocutor. E passamos a fazer &lt;br /&gt;caminhadas comuns até onde é possível fazê-lo, de livre vontade e sem constrangimentos. &lt;br /&gt;Talvez estejamos as lançar os alicerces dum mundo novo, nós os subversivos do Facebook. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hernâni Matos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/h3&gt;&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-viIacTB-dXM/TnuM1rljuZI/AAAAAAAAAx4/Kvnd7Bg0t7Q/s1600/certificado%2Balentejanos%2B%25283%2529.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 226px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-viIacTB-dXM/TnuM1rljuZI/AAAAAAAAAx4/Kvnd7Bg0t7Q/s320/certificado%2Balentejanos%2B%25283%2529.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5655268610955000210" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;h3 align="left"&gt;&lt;font color="#3300ff"&gt;&lt;br /&gt;CERTIFICADO DE PARTICIPAÇÃO ENVIADO A TODOS QUE COLABORARAM NESTE EVENTO.&lt;br /&gt;&lt;/h3&gt;&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-7eacJXzKABY/TnuLZulKEmI/AAAAAAAAAxw/PXFI4lcLDFA/s1600/alentejo.gif"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 288px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-7eacJXzKABY/TnuLZulKEmI/AAAAAAAAAxw/PXFI4lcLDFA/s320/alentejo.gif" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5655267031210660450" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;h3 align="left"&gt;&lt;font color="#990000"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hora &lt;br /&gt;Quarta-feira, 31 de Agosto às 12:30 - 18/9 às 23:30&lt;br /&gt;Local &lt;br /&gt;GRUPO ALENTEJANOS NO FACEBOOK&lt;br /&gt;Criado por &lt;br /&gt;Luis Milhano&lt;br /&gt;Para ALENTEJANOS NO FACEBOOK&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;ATÉ 18 de SETEMBRO CONTINUA O PASSATEMPO "LEMBRANDO O ALENTEJO".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AS MODALIDADES SÃO:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FOTOS - POESIA - PROSA - ARTIGO DE OPINIÃO - PINTURA - VÍDEOS - MÚSICAS - &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada Participante poderá enviar um único trabalho por cada modalidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DEVERÁ ENVIAR OS SEUS TRABALHOS PARA O SEGUINTE ENDEREÇO:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;alentejanosnofacebook@gmail.com&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;GRATOS PELA SUA PARTICIPAÇÃO.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luis Milhano&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/h3&gt;&lt;/font&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7528806873735773434-2696041650553876348?l=alentejanosnofacebook.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alentejanosnofacebook.blogspot.com/feeds/2696041650553876348/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://alentejanosnofacebook.blogspot.com/2011/09/passatempo-lembrando-o-alentejo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7528806873735773434/posts/default/2696041650553876348'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7528806873735773434/posts/default/2696041650553876348'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alentejanosnofacebook.blogspot.com/2011/09/passatempo-lembrando-o-alentejo.html' title='PASSATEMPO &quot;LEMBRANDO O ALENTEJO&quot;'/><author><name>Luis Milhano (Lumife-Alvito)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17742420842631935865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='23' src='http://1.bp.blogspot.com/-qqFCe8ytvXo/TmXeK-VaMAI/AAAAAAAAAkw/I9f4dEYD7JI/s220/alentejanos.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-zJosjm1uGAE/To2Wsbre6WI/AAAAAAAAAzg/pCwoLbOBjxg/s72-c/alentejanos-log%25C3%25B3tipo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7528806873735773434.post-8120513797721498647</id><published>2011-09-17T12:36:00.003+01:00</published><updated>2011-09-17T12:44:31.178+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pautas musicais'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='José Rabaça Gaspar'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cante Alentejano'/><title type='text'>CANTE - 751 FOLHAS DE PAUTAS MUSICAIS</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-o-aDULMtDMo/TnSHa3t979I/AAAAAAAAAxo/TzESAUTkmB0/s1600/Proposta%2Blogo%2Balentejanos%2Bno%2Bfacebook.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 252px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-o-aDULMtDMo/TnSHa3t979I/AAAAAAAAAxo/TzESAUTkmB0/s320/Proposta%2Blogo%2Balentejanos%2Bno%2Bfacebook.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5653292327959916498" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;h3 align=left"&gt;&lt;font color="#990000"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ALENTEJO - SUAS TERRAS - SEU PATRIMÓNIO&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Cante - 751 Folhas de Pautas Musicais&lt;br /&gt;Por Jose Rabaça Gaspar · Última edição há 3 horas · &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;http://www.joraga.net/gruposcorais/pags01_pautas_01_TSerpa/0000_pautasmusicais.htm -&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;ponho à disposição dos Mestres do CANTE e dos que dominam as novas técnicas para se digitalizarem Pautas Musicais em Áudio / Vídeo, 751 Folhas de Pautas, digitalizadas a partir de 11 Obras e Autores que se dedicaram ao Cante no Alentejo. Tratando-se de uma Música de origem Popular Tradicional, temos de reconhecer que é um Património notável... Aqui fica o meu contributo para a valorização deste impressionante Património Regional que é também Património Nacional e Planetário.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Com o meu abraço, o apelo para que este estudo e divulgação se possa desenvolver e progredir: José Rabaça Gaspar (joraga.net)&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Lista das obras e autores:&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;01 - 63 Pautas-  in TRADIÇÃO de SERPA, publicada entre Janeiro de 1899 e Junho de 1904;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;02 - 89 Pautas - in Cancioneiro de musicas populares, por Cesar A. das Neves ; coord. a parte poetica por Gualdino de Campos ; pref. pelo Exmo Sr. Dr. Teophilo Braga. - V. 1, fasc. 1 (1893)-V. 3, fasc. n. 75 (1899). - Porto : Typ. Occidental, 1893-1899. - 33 cmTR;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;03 - 51 Pautas - in subsídio para o Cancioneiro Popular do Baixo Alentejo (Volume II) - Comentário, recolha e notas de Manuel Joaquim Delgado... 1980 (1ª ed. 1955);&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;04 - 10 Pautas - in A CANÇÃO POPULAR PORTUGIESA, de Fernando Lopes Graça, 2ª ed., Publicações Europa América, 1974;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;05 - 31Pautas -  in CANTARES DO POVO PORTUGUÊS, estudo crítico, recolha e comentário de RODNEY GALLOP, Instituto de Alta Cultura,2ª ED., Lisboa, MCMLX;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;06 - 38 Pautas - in CANCIONEIRO POPULAR PORTUGUÊS, Michel Giacometti, com a colaboração de Fernando Lopes Graça, Círculo de Leitores, Lisboa, 1981;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;07 - 25 Pautas -  in Música Tradicional Portuguesa - Cantares do Baixo Alentejo, por J. Ranita da Nazaré, Biblioteca Breve, Instituto de Cultura Portuguesa, Venda Nova Amdora, 1979;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;08 - 125 Pautas - in Momentos Vocais do Baixo Alentejo- Cancioneiro da Tradição Oral, por João Ranita da Nazaré, Imprensa Nacional - Casa da Moeda, 1986;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;09 - 168 Pautas - in Cancioneiro de SERPA, de Maria Rita Ortigão Pinto Cortez, edição da Câmara Municipal de Serpa, 1994...;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; 10 - 133 Pautas - in ESTUDOS SOBRE O CANTE ALENTEJANO, de Padre António Marvão, Instituto Nacional para o Aproveitamento dos Tempos Livres dos Trabalhadores, 1997;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;11 - 18 Pautas - in ALENTEJO 100 POR CENTO, de Prof. JOAQUIM ROQUE, 2ª Edição 1990, Peroguarda, Ferreira do Alentejo, com 196 páginas.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Abraço: joraga.net&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/h3&gt;&lt;/font&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7528806873735773434-8120513797721498647?l=alentejanosnofacebook.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alentejanosnofacebook.blogspot.com/feeds/8120513797721498647/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://alentejanosnofacebook.blogspot.com/2011/09/cante-751-folhas-de-pautas-musicais.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7528806873735773434/posts/default/8120513797721498647'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7528806873735773434/posts/default/8120513797721498647'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alentejanosnofacebook.blogspot.com/2011/09/cante-751-folhas-de-pautas-musicais.html' title='CANTE - 751 FOLHAS DE PAUTAS MUSICAIS'/><author><name>Luis Milhano (Lumife-Alvito)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17742420842631935865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='23' src='http://1.bp.blogspot.com/-qqFCe8ytvXo/TmXeK-VaMAI/AAAAAAAAAkw/I9f4dEYD7JI/s220/alentejanos.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-o-aDULMtDMo/TnSHa3t979I/AAAAAAAAAxo/TzESAUTkmB0/s72-c/Proposta%2Blogo%2Balentejanos%2Bno%2Bfacebook.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7528806873735773434.post-299461524627778084</id><published>2011-09-15T14:37:00.023+01:00</published><updated>2011-09-15T19:02:57.622+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Santiago Maior'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Juromenha (Nossa Senhora do Loreto)'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Alandroal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='São Braz dos Matos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Capelins (Santo António)'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Terena'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Nossa Senhora da Conceição'/><title type='text'>ALANDROAL</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-DnZyKZweq0w/TnIAdeOpa7I/AAAAAAAAAvA/Y-BVSXyl-Pw/s1600/alandroal.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 217px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-DnZyKZweq0w/TnIAdeOpa7I/AAAAAAAAAvA/Y-BVSXyl-Pw/s320/alandroal.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5652580988634098610" /&gt;&lt;/a&gt; FOTO DE PORTUGUESE_EYES&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;h3 align="left"&gt;&lt;font color="#3300ff"&gt;&lt;br /&gt;O Alandroal é uma vila portuguesa pertencente ao Distrito de Évora, região do Alentejo e sub-região do Alentejo Central, com cerca de 1 900 habitantes. Ergue-se a 341 m de altitude.&lt;br /&gt;O Alandroal foi elevado à categoria de vila em 1486, por uma Carta de Foral atribuída por D. João II. A vila inclui apenas a freguesia de Nossa Senhora da Conceição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O município&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É sede de um município com 544,86 km² de área e 6 187 habitantes (2006),[1] subdividido em 6 freguesias. O município é limitado a norte pelo município de Vila Viçosa, a leste por Espanha, a sul por Mourão e por Reguengos de Monsaraz e a oeste pelo Redondo. Ao concelho do Alandroal foram anexados, no século XIX, os territórios dos antigos municípios de Terena e Juromenha.&lt;br /&gt;A povoação de Villarreal, situada no município de Olivença (Espanha), era uma povoação do antigo concelho de Juromenha.&lt;br /&gt;O próprio Alandroal é uma das três vilas do concelho, sendo as outras Terena e Juromenha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;População do concelho de Alandroal (1801 – 2004)&lt;br /&gt;1801 1849 1900 1930 1960 1981 1991 2001 2004&lt;br /&gt;1541 4651 7493 10444 12089 8124 7347 6585 6293&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Freguesias&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossa Senhora da Conceição&lt;br /&gt;Capelins (Santo António)&lt;br /&gt;Juromenha (Nossa Senhora do Loreto)&lt;br /&gt;São Brás dos Matos (Mina do Bugalho)&lt;br /&gt;Santiago Maior (Alandroal)&lt;br /&gt;Terena (São Pedro)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ilustres&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diogo Lopes de Sequeira (1465-1530), Governador da Índia (1518-1522)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lista de património edificado em Alandroal:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Fortaleza de Juromenha localiza-se na Freguesia de Nossa Senhora do Loreto, Concelho de Alandroal, Distrito de Évora, em Portugal. Entre a Guerra da Restauração e a Guerra Peninsular, sobre o rio Guadiana cuja travessia fechava, foi considerada uma das chaves da fronteira do Alentejo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-pC4Zo9OCdBc/TnIDyQbr9SI/AAAAAAAAAvI/NV6a6UVrWGo/s1600/Fortaleza_Jeromenha_-_entrada.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 223px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-pC4Zo9OCdBc/TnIDyQbr9SI/AAAAAAAAAvI/NV6a6UVrWGo/s320/Fortaleza_Jeromenha_-_entrada.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5652584644242830626" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;FOTO DE ANEVES&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;História&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antecedentes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dominando este ponto de travessia do rio Guadiana, a ocupação de seu sítio remonta a galo-celtas e a Romanos. Ocupada mais tarde quando da Invasão muçulmana da Península Ibérica, à época da Reconquista cristã da península manteve-se por dois séculos como posto-avançado de defesa da importante cidade de Badajoz, desde o século X em mãos do Califado de Córdoba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O castelo medieval&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A povoação e o seu castelo foram conquistados desde 1167 pelas tropas do rei D. Afonso Henriques (1112-1185), auxiliado pelas forças do lendário Geraldo Sem Pavor. Como recompensa, o soberano nomeou este último como alcaide do castelo. Povoação e castelo retornariam às mãos dos muçulmanos, sob o comando do califa Almançor, em 1191, para serem definitivamente conquistadas por forças portuguesas, sob o comando de D. Paio Peres Correia, em 1242.&lt;br /&gt;Objeto de preocupação do rei D. Dinis (1279-1325), este lhe incrementou o povoamento, concedendo-lhe Carta de Foral em 1312 e lhe promoveu importantes reforços nas defesas. Passou, assim, a contar com muralhas de taipa revestidas em cantaria de granito e ardósia, às quais se adossavam 16 torres quadrangulares, dominadas por uma imponente Torre de Menagem que se alçava a 44 m de altura. O seu foral seria confirmado no reinado de D. João II (1481-1495), a 28 de Agosto de 1492, e a povoação e seu castelo encontram-se figurados (lado norte) por Duarte de Armas no seu Livro das Fortalezas (c. 1509).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Erguido sob o reinado de D. Dinis (1279-1325), de acordo com a inscrição epigráfica sobre uma das portas, a sua primeira pedra foi lançada em 6 de Fevereiro de 1294 por D. Lourenço Afonso, Mestre da Ordem de Avis. Uma segunda inscrição, no alçado Oeste da Torre de Menagem (hoje integrado na Sala do Tesouro da Igreja Matriz), informa a conclusão de sua edificação, em 24 de Fevereiro de 1298, sendo Mestre da Ordem, o mesmo D. Lourenço Afonso. Uma terceira inscrição, no torreão à direita do portão principal, datada críticamente entre 1294 e 1298, refere o nome do seu construtor, que se identificou apenas como "Eu, Mouro Galvo".&lt;br /&gt;O Alandroal foi elevado à condição de vila por Carta de Foral de 1486, outorgada por D. João II (1481-1495). Nessa qualidade, no reinado de seu sobrinho e sucessor, D. Manuel I (1495-1521), a vila e seu castelo encontram-se figurados por Duarte de Armas (Livro das Fortalezas, c. 1509).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do século XVII aos nossos dias&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1606, a maior parte das construções no interior da cerca encontravam-se arruinadas. No século XVIII, o conjunto perdeu a sua barbacã, demolida para dar lugar, no interior dos muros, às edificações dos novos Paços do Concelho e da Cadeia da Comarca.&lt;br /&gt;Considerado como Monumento Nacional por Decreto de 16 de Junho de 1910, apenas na década de 1940 se procederam a obras de consolidação e restauro, principalmente a reconstrução de alguns troços de muralhas e a desobstrução da estrutura de numerosas casas que, ao longo dos séculos, se haviam adossado às muralhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Características&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em estilo gótico, o castelo apresenta planta oval (na qual se inscreve um pequeno bairro intra-muros), reforçada por três torres de planta quadrangular, nos ângulos, e uma sólida Torre de Menagem adossada à cerca. O portão principal (Porta Legal) é ladeado por duas torres quadrangulares, ligeiramente avançadas (para permitir o tiro vertical sobre a entrada), ligados por uma cortina e encimadas por ameias de remate piramidal.&lt;br /&gt;A Torre de Menagem, de planta quadrangular, divide-se internamente em três pavimentos. O acesso ao seu interior encontra-se, atualmente, entaipado. A esta torre, adossou-se, ainda no século XIII, a Igreja de Nossa Senhora da Graça, que alterada posteriormente, hoje apresenta traços renascentistas, patentes particularmente na abóbada artesoada. Em 1744, o terraço da Igreja foi aproveitado para edificar a Torre do Relógio.&lt;br /&gt;Ao castelo, em posição dominante, associava-se a cerca da vila, de urbanismo muito simples, com uma única via (rua do Castelo) no sentido leste-oeste, flanqueada por duas portas. A principal, denominada Porta Legal, a leste, através da qual se acede ao adro da igreja, é constituída por um arco gótico com corredor, flanqueada por dois torreões quadrangulares ligados por cortina e encimados por ameias de remate piramidal. Parte daqui a única rua que atravessa a vila e que termina na chamada Porta do Arrabalde, a oeste, com seteiras em mármore e também flanqueada por uma torre, onde no seu pé-direito, no exterior, foi gravada a “vara”, medida padrão à época, para a aferição das medidas utilizadas no comércio local.&lt;br /&gt;Os estudiosos apontam ainda, como marcas identificativas da formação cultural islâmica de seu construtor, além da epigrafia anteriormente citada, uma janela em forma de ferradura numa das torres e semelhanças entre o sistema de torres deste castelo e as muralhas almóadas de Sevilha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Praça-forte da Juromenha&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi reforçado e ampliado à época da Guerra da Restauração da independência de Portugal, quando foi erguida a Fortaleza de Juromenha, com cuja história passa a se confundir.&lt;br /&gt;O conjunto da fortaleza encontra-se classificado como Imóvel de Interesse Público por Decreto publicado em 18 de Julho de 1957.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-vBSHmSPKd9w/TnIGr65uddI/AAAAAAAAAvQ/NGx_CecvhAE/s1600/Fortaleza_Juromenha_-_2.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 265px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-vBSHmSPKd9w/TnIGr65uddI/AAAAAAAAAvQ/NGx_CecvhAE/s320/Fortaleza_Juromenha_-_2.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5652587833918911954" /&gt;&lt;/a&gt;FOTO DE ANEVES &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Guerra da Restauração&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No contexto da Restauração da independência portuguesa, a partir de 1640, ante a iminência de uma invasão espanhola, impôs-se a completa reestruturação das fortificações fronteiriças de Portugal, adaptando-se as estruturas ainda medievais às exigências da artilharia da época. Diante da precariedade da defesa constituída pelo Castelo de Juromenha, que remontava à Idade Média, foram apresentados, em 1644, três diferentes planos para modernização desta defesa ao Conselho de Guerra do rei D. João IV (1640-1656):&lt;br /&gt;o de autoria do engenheiro-militar e arquitecto italiano Pascoeli, descartado por oferecer uma proteção insuficiente;&lt;br /&gt;o do jesuíta neerlandês Cosmander, que veio a ser eleito na ocasião, mesmo em face dos elevados custos e dificuldades técnicas;&lt;br /&gt;o do francês Nicolau de Langres, que, em face da paralisação do projecto do seu antecessor, veio a ter este aprovado em 1646, assumindo as obras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com os trabalhos ainda em andamento, um incêndio fez saltar o paiol da pólvora (Janeiro de 1659), o que causou a destruição de parte expressiva das estruturas já edificadas e do antigo Paço Municipal. Uma centena de homens da guarnição (estudantes da Universidade de Elvas) e três mestres que os capitaneavam, perderam a vida na ocasião.&lt;br /&gt;Passando-se para o serviço da Espanha, Langres comandou, em pessoa, a artilharia inimiga quando do ataque de 1662, capturando esta fortificação que ele mesmo construíra. Esta praça permaneceu ocupada por tropas espanholas até ao Tratado de Lisboa (13 de Fevereiro de 1668), quando retornou à posse da Coroa portuguesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os séculos XVIII e XIX&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A fortaleza sofreu severos danos com terramoto de 1755, tendo-lhe sido efetuadas obras de reparo e de ampliação, quando foi adossado um novo baluarte à muralha pelo lado do rio Guadiana, para defesa do ancoradouro.&lt;br /&gt;No início do século XIX, no alvorecer da Guerra Peninsular, foi entregue, sem resistência pelo seu Governador, às tropas espanholas quando da chamada Guerra das Laranjas, para ser recuperada apenas em 1808.&lt;br /&gt;Com a perda de sua função defensiva diante da evolução dos meios bélicos, entrou em decadência, até ao seu abandono em 1920.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dias de hoje&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir de 1950 a Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais (DGEMN) iniciou-lhe extensas obras de consolidação e reparo, que se estenderam, com intervalos, até 1996.&lt;br /&gt;Encontra-se classificada como Imóvel de Interesse Público através do Decreto nº 41.191, de 18 de Julho de 1957.&lt;br /&gt;Em precário estado de conservação, encontram-se concluídos os trabalhos de prospecção arqueológica, encontrando-se pendente de aprovação um projeto de requalificação de suas dependências como instalação hoteleira, inscrito num programa mais vasto de turismo para a região, desde 2005.&lt;br /&gt;Actualmente podem ser observados trechos de muralhas e de edificações representativos dos seus diversos períodos construtivos, onde às estruturas medievais se misturam os elementos arquitectónicos típicos das fortalezas abaluartadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Características&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fortificação do tipo misto, apresenta planta poligonal, composta por duas cinturas de muralhas, uma interna, onde se inscreve a antiga Torre de Menagem, e outra, externa, do tipo abaluartado no sistema de Vauban, onde se observa a presença dos diversos elementos deste tipo de fortificação: cortinas, revelins, fossos-secos, canhoneiras e outros.&lt;br /&gt;Ao abrigo dos muros foram edificadas a Igreja Matriz e a Igreja da Misericórdia, bem como reedificado o antigo Paço do Concelho e cadeia. Uma cisterna de planta rectangular, abastecia a guarnição e os habitantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelourinho de Alandroal na freguesia de Nossa Senhora da Conceição&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-L9M4T1RMDbs/TnIS8lEmyEI/AAAAAAAAAvY/Dc1qnh_giOg/s1600/Pelourinho%2BAlandroal.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 240px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-L9M4T1RMDbs/TnIS8lEmyEI/AAAAAAAAAvY/Dc1qnh_giOg/s320/Pelourinho%2BAlandroal.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5652601314256275522" /&gt;&lt;/a&gt;Foto do Blog ALANDROALANDIA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Igreja da Misericórdia &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-weXp-cdB1tc/TnIXhyDavPI/AAAAAAAAAvg/BRL-YYMups0/s1600/FrescostectoBNova1.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 196px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-weXp-cdB1tc/TnIXhyDavPI/AAAAAAAAAvg/BRL-YYMups0/s320/FrescostectoBNova1.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5652606351442623730" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Azenha Grande de S. Brás dos Matos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-oDzGNx9UUt8/TnIYuR5vJ0I/AAAAAAAAAvo/ymxQJ6Mu7O4/s1600/anta-de-sao-bras-dos-matos.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 218px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-oDzGNx9UUt8/TnIYuR5vJ0I/AAAAAAAAAvo/ymxQJ6Mu7O4/s320/anta-de-sao-bras-dos-matos.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5652607665662011202" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CASTELO DE TERENA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-sNe93V-BGdc/TnIZTS-yNyI/AAAAAAAAAvw/-Spsc48lxDE/s1600/Castelo_de_Terena.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 206px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-sNe93V-BGdc/TnIZTS-yNyI/AAAAAAAAAvw/-Spsc48lxDE/s320/Castelo_de_Terena.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5652608301606778658" /&gt;&lt;/a&gt;FOTO DE PORTUGUESE_EYES&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CAPELA DA BOA NOVA OU CAPELA DE NOSSA SENHORA DA BOA NOVA OU SANTUÁRIO DE NOSSA SENHORA DA ASSUNÇÃO DA BOA NOVA EM TERENA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-JaF9KHEnSBo/TnIabxRNBVI/AAAAAAAAAv4/I2arpQbrzAY/s1600/Boa_Nova_%2528Terena%2529.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-JaF9KHEnSBo/TnIabxRNBVI/AAAAAAAAAv4/I2arpQbrzAY/s320/Boa_Nova_%2528Terena%2529.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5652609546687677778" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;História&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trata-se de um santuário mariano bastante antigo, julgando-se que possa resultar da cristianização de cultos pagãos, visto que nas imediações da vila de Terena subsistem as ruínas do templo do deus Endovélico. As referências históricas a este santuário remontam ao século XIII, uma vez que nas Cantigas de Santa Maria, do Rei Afonso X de Castela, existem algumas composições dedicadas a Santa Maria de Terena. O templo é obra do século XIV, possuíndo a característica de ser um raro exemplar português de igreja-fortaleza que chegou praticamente intacto aos nossos dias. A origem da invocação Senhora da Boa Nova parece estar ligada à lenda da Fermosíssima Maria (Dona Maria,Rainha de Castela), a filha do Rei D. Afonso IV de Portugal que se deslocou à corte portuguesa para solicitar a seu pai que auxiliasse o marido na Batalha do Salado. Reza a lenda que a Rainha se encontrava neste local, nas imediações de Terena, quando recebeu a boa notícia, daí tendo nascido a invocação Boa Nova. O culto mantém-se bastante vivo, sendo este santuário palco de uma grande romaria que se celebra no primeiro fim-de-semana posterior à Páscoa. A importância desta romaria na região é de tal importância que a Segunda-Feira de Pascoela (dia principal da festa) é o feriado municipal do concelho do Alandroal. O Santuário de Nossa Senhora da Boa Nova foi classificado Monumento Nacional em 1910.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exterior do templo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Santuário é uma jóia da arquitectura religiosa do século XIV, templo-fortaleza de planta cruciforme, rara em Portugal, construído em forte cantaria granítica, coroado e ameias muçulmanas. Nas fachadas norte, sul e poente, abrem-se pórticos de arcos ogivais, góticos e estreitas frestas medievais, encimados por balcões defensivos, com matacães (por onde se jorravam líquidos a ferver, em caso de ataque), decorados com pedras de armas reais portuguesas. O conjunto da fachada principal é ainda enobrecido por singelo campanário, acrescentado no século XVIII. O templo era originalmente do padroado da Ordem de Avis, teve depois como donatários os Condes de Vila Nova (de Portimão).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Interior&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-HofoBcp2M90/TnIxdJBA09I/AAAAAAAAAxI/wnUEuSYEAgU/s1600/Senhora_da_Boa_Nova_%2528Terena%2529.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 284px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-HofoBcp2M90/TnIxdJBA09I/AAAAAAAAAxI/wnUEuSYEAgU/s320/Senhora_da_Boa_Nova_%2528Terena%2529.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5652634859009528786" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contrastando com o aspecto pesado exterior, o interior surpreende-nos pela singeleza das linhas góticas e pelo aspecto amplo da nave, de planta de cruz grega, coberta por abóbadas de arcos quebrados. Os alçados da nave foram decorados no século XIX por rodapé escaiolado e pinturas murais realizadas pelo pintor Silva Rato, de Borba, representando santos da devoção popular alentejana. O púlpito, de alvenaria, é da mesma época e levanta-se volumoso no transepto da igreja. Os altares colaterais, de São Brás e Santa Catarina, são de talha dourada do século XVIII.&lt;br /&gt;Mais interessante é a decoração do presbitério, cuja abóbada está coberta de pinturas fresquistas representando os reis da primeira dinastia até D.Afonso IV e diversas cenas do Apocalipse de São João, obra mandada fazer pelos Condes de Vila Nova, Comendadores da Ordem de Avis. O retábulo, maneirista, do século XVI, conserva entalhados belíssimas tábuas de estilo maneirista flamenguizante representando a Anunciação e Assunção da Virgem, o Presépio, o Pentecostes e a Ressurreição de Cristo. Ao centro, em maquineta dourada expõe-se a veneranda imagem de Nossa Senhora da Boa Nova, de roca, e com o Menino Jesus ao colo. Nesta capela se conservou acesa durante séculos a lâmpada votiva dos Duques de Bragança. Subsistem ainda no espaço algumas campas antigas e aras votivas do Deus Endonvélico, provenientes do templo de São Miguel da Mota, também na freguesia de Terena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CASTRO DE CASTELO VELHO - TERENA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-oYPXkA1oaY4/TnIchYfgorI/AAAAAAAAAwA/GqZtuBmOPBw/s1600/joao%2Bpalmela.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 213px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-oYPXkA1oaY4/TnIchYfgorI/AAAAAAAAAwA/GqZtuBmOPBw/s320/joao%2Bpalmela.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5652611842139267762" /&gt;&lt;/a&gt;FOTO JOÃO PALMELA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PELOURINHO DE TERENA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Pelourinho de Terena , símbolo do antigo poder municipal da vila, é uma obra do século XVI, reinado de D. João III.&lt;br /&gt;É constituído por fuste e capitel de xisto, encimado por esfera marmórea. Fica situado na Rua Direita, junto à Torre do Relógio e à Igreja da Misericórdia.&lt;br /&gt;Este pelourinho está classificado como Imóvel de Interesse Público, pelo IPPAR (Decreto 23122, DG 231 de 11 de outubro de 1933)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-49gyMT6uzRg/TnIdmARXiaI/AAAAAAAAAwI/MexDscbTxA4/s1600/Pelourinho_de_Terena%252C_Portugal.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 240px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-49gyMT6uzRg/TnIdmARXiaI/AAAAAAAAAwI/MexDscbTxA4/s320/Pelourinho_de_Terena%252C_Portugal.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5652613021048474018" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;POVOADO FORTIFICADO E SANTUÁRIO DE ENDOVÉLICO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/--yIv2JVMhRc/TnIfXYYg6rI/AAAAAAAAAwQ/ia6eMSsXE58/s1600/estituas_no_endovlico_small_192117401849ba7dd30bfbb.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 213px;" src="http://2.bp.blogspot.com/--yIv2JVMhRc/TnIfXYYg6rI/AAAAAAAAAwQ/ia6eMSsXE58/s320/estituas_no_endovlico_small_192117401849ba7dd30bfbb.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5652614968846117554" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TERENA (SÃO PEDRO)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-lx5xUFDdaxU/TnIfm3USetI/AAAAAAAAAwY/WMsIr_TqayI/s1600/Vila_Terena.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-lx5xUFDdaxU/TnIfm3USetI/AAAAAAAAAwY/WMsIr_TqayI/s320/Vila_Terena.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5652615234847931090" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terena é uma freguesia portuguesa do concelho do Alandroal, com 82,95 km² de área e 859 habitantes (2001). Densidade: 10,4 hab/km². A freguesia inclui esta localidade e Hortinhas. Tem o nome alternativo de São Pedro, sendo por vezes também conhecida como São Pedro de Terena.&lt;br /&gt;Localizada no centro do concelho, a freguesia de Terena (São Pedro) tem por vizinhos as freguesias de Nossa Senhora da Conceição a nordeste, Capelins a sueste e Santiago Maior a sudoeste, e os concelhos do Redondo a oeste e de Vila Viçosa a norte.&lt;br /&gt;É a 4ª freguesia do concelho em área, mas a 3ª em população e em densidade demográfica.&lt;br /&gt;As origens da vila de Terena são muito antigas. O seu primeiro foral foi concedido no século XIII, sendo elaborado pelo Cavaleiro D. Gil Martins e sua mulher D. Maria João. Já no século XVI, em 10 de Outubro de 1514, o Rei D. Manuel I concedeu-lhe o Foral da leitura nova. A vila de Terena desempenhou um importante papel de defesa fronteiriça, através do seu castelo, que integrava a linha de defesa do Guadiana. No seu território desenvolveu-se desde tempos remotos o culto à Virgem Maria (possível fruto da cristianização de cultos pagãos), sendo o seu Santuário, hoje chamado da Boa Nova, já celebrado por Afonso X de Castela nas suas Cantigas de Santa Maria. O concelho de Terena, que abrangia as freguesias de Terena, Capelins e Santiago Maior, foi extinto em 1836, estando desde então integrado no concelho de Alandroal. O concelho tinha, de acordo com o recenseamento de 1801, 1 757 habitantes. Nos finais da década de 1970, foi construída nesta freguesia a Barragem do Lucefécit, que permitiu o desenvolvimento da agricultura de regadio nesta região. Nesta vila decorre anualmente, no Domingo e Segunda-Feira de Pascoela, a afamada e concorrida romaria de Nossa Senhora da Boa Nova.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BARRAGEM DO LUCEFÉCIT&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-K38-Ln1kx-Y/TnIg8AC4HRI/AAAAAAAAAwg/v9oLT18YO-c/s1600/terena%2B043.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-K38-Ln1kx-Y/TnIg8AC4HRI/AAAAAAAAAwg/v9oLT18YO-c/s320/terena%2B043.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5652616697479699730" /&gt;&lt;/a&gt;FOTO DO BLOG TERENA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ANTIGOS PAÇOS DO CONCELHO DE TERENA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-bVxjN7XxT1w/TnIho-gzJPI/AAAAAAAAAwo/-cHQx6rt02c/s1600/Pa%25C3%25A7oa_Concelho_Terena.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-bVxjN7XxT1w/TnIho-gzJPI/AAAAAAAAAwo/-cHQx6rt02c/s320/Pa%25C3%25A7oa_Concelho_Terena.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5652617470162445554" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Antigos Paços do Concelho de Terena são um edifício histórico situados na vila de Terena, no concelho do Alandroal, distrito de Évora. Terena, que foi sede de concelho desde a Idade Média, possuíu certamente um anterior espaço destinado à sede do município, possivelmente no interior do castelo, mas o edifício actual data do século XVIII e fica situado na Rua Direita, junto à Igreja da Misericórdia e ao Pelourinho.&lt;br /&gt;A fachada principal tem escada exterior (com corrimão e balaústre de mármore), com porta encimada pelo Escudo Real Português, também em mármore, do reinado de D.João V e duas janelas de sacada. No piso inferior funcionava o &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Celeiro Comum&lt;/span&gt;, estando o portão datado de 1882. Uma vez extinto o município de Terena (que era composto pelas freguesias de Terena, Santo António de Capelins e Santiago Maior), em 1836, o edifício (exceptuando o Celeiro Comum) foi cedido à irmandade da Santa Casa da Misericórdia de Terena, que nele instalou o seu Hospital. No espaço de Celeiro Comum funcionaram, no século XX, a Junta de Freguesia de Terena e o Posto do Registo Civil da Freguesia. A Misericórdia (proprietária do imóvel) manteve o hospital aberto até à década de 1950, estando desde então o edifício encerrado, à espera de uma digna recuperação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A TORRE DO RELÓGIO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-u9r92l5jGHA/TnIkFxOHSuI/AAAAAAAAAww/Gx_IIII0pFg/s1600/Relogio_Terena.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 240px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-u9r92l5jGHA/TnIkFxOHSuI/AAAAAAAAAww/Gx_IIII0pFg/s320/Relogio_Terena.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5652620163833875170" /&gt;&lt;/a&gt;FOTO DE ALENTEJANO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Torre do Relógio da vila de Terena, concelho de Alandroal, fica situada na Rua Direita, junto ao pelourinho e à Igreja da Misericórdia.&lt;br /&gt;O primitivo relógio da vila ficava situado na torre de menagem do castelo, mas ficou danificado pelo terramoto de 1755, conforme narração do Pároco nas Memórias Paroquiais de 1758. Por esse motivo, em data incerta da segunda metade do século XVIII foi construída a actual torre destinada ao relógio mecânico que durante séculos marcou as horas da vila de Terena.&lt;br /&gt;A torre, de cúpula hemisférica com pináculos nos acrotérios, eleva-se alterosa por entre o casario envolvente. Possui dois sinos antigos, o maior, destinado às horas, tem a seguinte inscrição:&lt;br /&gt;"FOI. FEITO. A. 1773. SENDO. VEREAD. VELLADA.ROQVE.GALEGO. PROCVRADOR.VEDIGAL.ESCRIV.O BENAZOL".&lt;br /&gt;O mostrador, voltado a poente, é de mármore e tem numeração romana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;IGREJA MATRIZ DE SÃO PEDRO - TERENA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-QaWTiWAIAnE/TnIlzpdNK_I/AAAAAAAAAw4/6qHYdnVs1_M/s1600/Terena-ig.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-QaWTiWAIAnE/TnIlzpdNK_I/AAAAAAAAAw4/6qHYdnVs1_M/s320/Terena-ig.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5652622051535301618" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Igreja Matriz de São Pedro, Paroquial de Terena fica situada num dos pontos mais elevados da vila, de cujo adro se desfruta amplo panorama. A igreja é muito antiga, já existia em 1394.&lt;br /&gt;Segundo a tradição terá sido a segunda igreja paroquial da vila e sucedeu à primeira que era a igreja hoje conhecida por Santuário da Boa Nova.&lt;br /&gt;Das origens, conservam-se as estátuas góticas do Padroeiro e de Santa Catarina Mártir, em mármore, expostas nos acrotérios da fachada principal. A Igreja Matriz foi depois alterada no século XVI, de cujo período são vestígios a ábside, de abóbada nervurada, coberta de azulejos do tipo maçaroca. No século XVIII foram executados o retábulo de talha dourada do altar-mor e o púlpito, em mármore. Neste período a igreja tinha quatro irmandades: Santíssimo Sacramento, Nossa Senhora do Rosário, São Miguel e Ordem Terceira de São Francisco). O Prior era apresentado pela Coroa e tinha dois clérigos Beneficiados. Já no século XIX foram feitas outras obras da igreja, que deram à nave o aspecto actual, realizando-se as pinturas da abóbada e do arco da Capela-Mor, tendo sido acrescentado o coro e remodelados o Baptistério, que conserva a Pia antiga, a Capela do Santíssimo Sacramento e o Altar da Senhora do Rosário, entre outras modificações de menor importância.&lt;br /&gt;Na Sacristia conserva-se o trípico de pintura do século XVI representando São Pedro, São Paulo e Santo André, que se crê ter sido o primitivo retábulo do altar-mor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;IGREJA DA MISERICÓRDIA - TERENA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-JB3wybyDklo/TnInACHmg1I/AAAAAAAAAxA/x8znT01q1Vc/s1600/Misericoria_Terena.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 240px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-JB3wybyDklo/TnInACHmg1I/AAAAAAAAAxA/x8znT01q1Vc/s320/Misericoria_Terena.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5652623363825632082" /&gt;&lt;/a&gt;FOTO DE ALENTEJANO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Igreja da Misericórdia, sede da irmandade da Santa Casa da Misericórdia de Terena, fica situada na Rua Direita, no centro histórico da vila de Terena, concelho de Alandroal.&lt;br /&gt;Embora não se conheça a data exacta da fundação da Misericórdia de Terena, sabe-se que deve ter ocorrido na segunda metade do século XVI, pois a abóbada da Capela-Mor da igreja é ainda do reinado de D.João III.&lt;br /&gt;A fachada é muito simples, de empena triangular e portal marmóreo da segunda metade do século XVIII. O interior é de uma só nave, com coro lateral e púlpito de mármore. No alçado do lado do evangelho levantava-se a Galeria dos Mesários, de madeira entalhada. A capela-mor, de abóbada nervurada quinhentista, está revestida de pinturas murais do século XVIII, representando motivos florais. O retábulo é de talha dourada e marmoreada, decorada com as Armas Reais e os símbolos da Paixão de Cristo, expondo no Trono a imagem de roca do Senhor Jesus dos Passos.&lt;br /&gt;Nos anexos da igreja situam-se as salas da Mesa e do consistório da Misericórdia. Presentemente a Misericórdia de Terena está sem actividade, encontrando-se a igreja muito arruinada e necessitando de restauro urgente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CAPELA DE SANTO ANTÓNIO - TERENA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-VRvnY7_c4sE/TnI0dtPDpuI/AAAAAAAAAxQ/f1dK-SPMvkI/s1600/ermida1.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 250px; height: 188px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-VRvnY7_c4sE/TnI0dtPDpuI/AAAAAAAAAxQ/f1dK-SPMvkI/s320/ermida1.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5652638167266993890" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Capela de Santo António fica situada no Rossio da vila de Terena, concelho de Alandroal.&lt;br /&gt;A ermida, de linhas arquitectónicas simples e do estilo popular alentejano, com fachada simples e característico telhado de linhas radiadas, assinalada no terreiro fronteiro por cruzeiro popular. A sua construção deveu-se à iniciativa de um grupo de fiéis encabeçado por João Nunes Ribeiro, Cavaleiro da Ordem de Cristo, no ano de 1657. A nave, pequena e em forma de rotunda copular tem púlpito de mármore e ferro forjado. O altar é de talha dourada do século XVII, albergando as imagens de Santo António, São Bento e São Vicente Ferrer. Presentemente serve de capela funerária da vila de Terena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ERMIDA DE SÃO SEBASTIÃO - TERENA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ermida de São Sebastião é um monumento religioso situado na freguesia de Terena (São Pedro), concelho de Alandroal, distrito de Évora. A ermida ergue-se à saída da vila, à beira do caminho que leva ao célebre Santuário da Boa Nova. São desconhecidas as origens desta ermida, mas sabe que já existia no século XVI, pois figura na vista panorâmica que Duarte de Armas desenhou do castelo de Terena. Ao que tudo indica terá sido construída por iniciativa da câmara da vila, a exemplo do que se passou com muitas das suas congéneres ermidas de concelhos vizinhos, e dedicada a São Sebastião, o santo protector contra a fome, a peste e a guerra. Este monumento é um bom exemplar da arquitectura popular religiosa rural alentejana, sendo a sua fachada unicamente decorada pelo singelo campanário. O interior, igualmente simples, de uma só nave, tem apenas um altar, onde se veneram as imagens do padroeiro, de São Pedro e de São Bartolomeu. Em 1870 o espaço envolvente desta ermida foi aproveitado para a construção do cemitério público, em cujo portão foi colocada a seguinte inscrição destinada à meditação dos transeuntes: Detem caminhante o Passo/A Humana condição chora/Olha-te bem neste espelho/Vê o que és e vai-te embora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FREGUESIA DE NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO - ALANDROAL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Área&lt;br /&gt; - Total 156,60 km2&lt;br /&gt;População (2001)&lt;br /&gt; - Total 1 938&lt;br /&gt; - Densidade 12,4/km2 &lt;br /&gt;Gentílico: alandroalense&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Orago Nossa Senhora da Conceição&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossa Senhora da Conceição é uma freguesia portuguesa do concelho do Alandroal, com 156,60 km² de área e 1 938 habitantes (2001). Densidade: 12,4 hab/km². Tem o nome alternativo de Alandroal e inclui esta vila e a aldeia do Rosário.&lt;br /&gt;Localizada no centro do concelho, a freguesia de Nossa Senhora da Conceição tem por vizinhos as freguesias de São Brás dos Matos (Mina do Bugalho) a nordeste, Capelins (Santo António) a sul e Terena (São Pedro) a sudoeste, o concelho de Vila Viçosa a norte e a Espanha a leste.&lt;br /&gt;É a maior freguesia do concelho em área mas apenas a segunda em população e em densidade demográfica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FREGUESIA DE CAPELINS (SANTO ANTÓNIO)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Área&lt;br /&gt; - Total 86,57 km2&lt;br /&gt;População (2001)&lt;br /&gt; - Total 673&lt;br /&gt; - Densidade 7,8/km2 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Orago Santo António&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Capelins é uma freguesia portuguesa do concelho do Alandroal, com 86,57 km² de área e 673 habitantes (2001). Densidade: 7,8 hab/km². Tem o nome alternativo de Santo António, sendo que o nome oficial da freguesia é Capelins (Santo António).&lt;br /&gt;Localizada na extremidade sueste do concelho, a freguesia de Capelins tem por vizinhos as freguesias de Santiago Maior a oeste, Terena a noroeste e Nossa Senhora da Conceição a norte, os municípios de Mourão a sueste e Reguengos de Monsaraz a sudoeste e a Espanha a leste.&lt;br /&gt;É a 3ª freguesia do concelho em área, a 4ª em população e também a 4ª em densidade demográfica.&lt;br /&gt;Esta freguesia pertenceu, até 1836, ao extinto concelho de Terena. Fazem parte desta freguesia os aglomerados populacionais de Ferreira de Capelins e Montes Juntos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FREGUESIA DE JUROMENHA (NOSSA SENHORA DO LORETO)&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Área&lt;br /&gt; - Total 33,05 km2&lt;br /&gt;População (2001)&lt;br /&gt; - Total 146&lt;br /&gt; - Densidade 4,4/km2 &lt;br /&gt;Orago Nossa Senhora do Loreto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Juromenha é uma freguesia portuguesa do concelho do Alandroal, com 33,05 km² de área e 146 habitantes (2001). Densidade: 4,4 hab/km². Tem o nome alternativo de Nossa Senhora do Loreto. Antigo concelho de Portugal extinto em 1836, tendo como freguesias: Matriz de Juromenha, São Brás dos Matos e Vila Real (esta última, desde 1815, de jure mas não de facto).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Localizada na extremidade nordeste do concelho, a freguesia de Juromenha tem por vizinhos a freguesia de São Brás dos Matos a sul e oeste, os municípios de Vila Viçosa a noroeste, Elvas a norte e o Território de Olivença a sueste. É a mais pequena (6ª) freguesia do concelho quer em área, quer em população, quer em densidade demográfica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;História&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Juromenha foi sede de concelho, extinto cerca de 1836, sendo que dele faziam parte as freguesias de Juromenha e de São Brás dos Matos. Tinha, em 1801, 823 habitantes. Pertencia ao concelho e à freguesia de Juromenha a localidade de Vila Real (situada para lá do Guadiana, administrada desde 1801 por Espanha, integrando o município de Olivença).&lt;br /&gt;São antigas as origens de Juromenha, que ocupou a honrosa função de sentinela do rio Guadiana, que corre a seus pés.&lt;br /&gt;Foi conquistada aos mouros (então com o nome de Julumaniya, que por uma leitura imprópria do árabe foi transcrita por alguns historiadores como Chelmena) por D.Afonso Henriques, em 1167. Entrou depois nos domínios da Ordem de Avis, a quem foi doada pelo rei D.Sancho I. Nela decorreram alguns episódios importantes durante as guerras da Restauração (século XVII) e Peninsular (século XIX). Fez parte da diocese de Elvas até 1882, data em que a mesma foi extinta.&lt;br /&gt;Após a sua anexação no concelho do Alandroal, Juromenha iniciou um processo de declínio, acentuado na década de 1920, quando a população abandonou totalmente o espaço intramuros, desenvolvendo-se o arrabalde em torno da ermida de Santo António, que é hoje o núcleo fundamental da vila.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Personalidades&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;António Gomes Freire de Andrade, nasceu em Juromenha em 1685 e faleceu no Rio de Janeiro em 1 de Janeiro de 1763; foi um nobre militar e administrador colonial português; primeiro conde de Bobadela (concelho de Oliveira do Hospital) por carta de 20 de Dezembro de 1758.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Património&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Castelo de Juromenha e Fortaleza de Juromenha&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FREGUESIA DE SÃO BRÁS DOS MATOS (MINA DO BUGALHO)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Área&lt;br /&gt; - Total 72,66 km2&lt;br /&gt;População (2001)&lt;br /&gt; - Total 412&lt;br /&gt; - Densidade 5,7/km2 &lt;br /&gt;Gentílico: mineiro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Orago São Brás&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São Brás dos Matos ou Mina do Bugalho é uma freguesia portuguesa do concelho do Alandroal, com 72,66 km² de área e 412 habitantes (2001). Densidade: 5,7 hab/km².&lt;br /&gt;Localizada a norte do concelho, a freguesia de São Brás dos Matos tem por vizinhos as freguesias de Nossa Senhora do Loreto a nordeste e de Nossa Senhora da Conceição a sul e oeste, o município de Vila Viçosa a norte e oeste e a Espanha a leste. É a quinta maior freguesia do concelho tanto em área como em população e em densidade demográfica. Até cerca de 1836 pertenceu ao extinto concelho de Juromenha. Esta freguesia é constituída por uma só aldeia (Mina do Bugalho)e um lugar(são Brás dos Matos). A aldeia que foi formada por causa das antigas minas. E o lugar onde se localiza a igreja paroquial, as casas paroquiais, o cemitério da freguesia, entre outras.&lt;br /&gt;Esta terra chama-se Mina do Bugalho porque havia minérios, por isso se construíram minas.&lt;br /&gt;Os mineiros moravam na herdade do Bugalho, construíram casas(primeiro a rua dos Quartéis) e formaram uma aldeia com o nome Mina do Bugalho.&lt;br /&gt;Os minérios explorados eram a pirite, o cobre, o enxofre, o volfrâmio, a prata e ouro, mas estes havia em poucas quantidades.&lt;br /&gt;O minério explorado servia para exportação e servia também para segurar as necessidades do país. Estes minérios deixaram de ser explorados há mais ou menos cem anos.&lt;br /&gt;A parte antiga da aldeia situa-se num vale, donde se pode ver um imponente palacete, neste viviam os donos e engenheiros das minas. Esta parte antiga é formado por diversas ruas e largos, mas o largo principal(o centro da aldeia)o largo de São Brás onde se localiza o grandioso arco, ai se pesava o minério. No largo encontra-se também o actual prédio da junta de freguesia, antiga armazém do minério. No mesmo local está o monumento a São Brás, padroeiro da população. Nesse mesmo local localizam-se outros monumentos importantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Património&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arquitectura religiosa&lt;br /&gt;Igreja Paroquial e Cruzeiro de S. Brás dos Matos&lt;br /&gt;Igreja de Nossa Senhora de Fátima&lt;br /&gt;Nicho de São Brás&lt;br /&gt;Capela de Nossa Senhora da Graça(privado)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Relacionado com as minas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arco de São Brás&lt;br /&gt;Poços de minas&lt;br /&gt;Monte do Palacete (privado)&lt;br /&gt;Junta de Freguesia&lt;br /&gt;Antigo Armazém do Minerio&lt;br /&gt;Rua dos Quarteis&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do período neolítico&lt;br /&gt;Anta do Pão Mole&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-JOrgCaX88yY/TnI7ppWILdI/AAAAAAAAAxY/MaanPNdA-wk/s1600/anta_do_pao_mole_3530204144a4a22cd9fc65.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 185px; height: 185px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-JOrgCaX88yY/TnI7ppWILdI/AAAAAAAAAxY/MaanPNdA-wk/s320/anta_do_pao_mole_3530204144a4a22cd9fc65.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5652646068962733522" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dólmen cuja câmara conserva 6 esteios de xisto e corredor com 5 esteios, sendo um dos monumentos megalíticos de maiores dimensões no concelho. Conjuntamente com a Anta dos Galvões, formam um conjunto de assinalável importância, cujo uso pode relacionar-se com as primeiras comunidades de metalurgistas que exploraram os veios de cobre na região da Mina do Bugalho. Datação: Neolítico final, IV milénio a.C.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anta dos Galvões&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-OWPtZWQQuz8/TnI8DjVF2yI/AAAAAAAAAxg/sN2f-m_mX8g/s1600/antadosgalvoesalandroal.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 185px; height: 185px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-OWPtZWQQuz8/TnI8DjVF2yI/AAAAAAAAAxg/sN2f-m_mX8g/s320/antadosgalvoesalandroal.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5652646514024373026" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outros&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Azenha Grande de São Brás&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FREGUESIA DE SANTIAGO MAIOR - ALANDROAL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Área&lt;br /&gt; - Total 113,02 km2&lt;br /&gt;População (2001)&lt;br /&gt; - Total 2 557&lt;br /&gt; - Densidade 22,6/km2 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Orago São Tiago&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Santiago Maior é uma freguesia portuguesa do concelho do Alandroal, com 113,02 km² de área e 2 557 habitantes (2001). Densidade: 22,6 hab/km².&lt;br /&gt;Localizada no sudoeste do concelho, a freguesia de Santiago Maior tem por vizinhos as freguesias de São Pedro a nordeste e Capelins a leste e os concelhos de Reguengos de Monsaraz a sul e Redondo a oeste.&lt;br /&gt;É a segunda maior freguesia do concelho em área, mas a maior quer em população quer em densidade demográfica. Pertenceu, até 1836, ao extinto concelho de Terena. Fazem parte desta freguesia as localidades de Aldeia dos Marmelos, Aldeia das Pias, Aldeia da Venda, Orvalhos, Cabeça de Carneiro, Seixo e Casas Novas de Mares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/h3&gt;&lt;/font&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7528806873735773434-299461524627778084?l=alentejanosnofacebook.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alentejanosnofacebook.blogspot.com/feeds/299461524627778084/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://alentejanosnofacebook.blogspot.com/2011/09/foto-de-portugueseeyes.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7528806873735773434/posts/default/299461524627778084'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7528806873735773434/posts/default/299461524627778084'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alentejanosnofacebook.blogspot.com/2011/09/foto-de-portugueseeyes.html' title='ALANDROAL'/><author><name>Luis Milhano (Lumife-Alvito)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17742420842631935865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='23' src='http://1.bp.blogspot.com/-qqFCe8ytvXo/TmXeK-VaMAI/AAAAAAAAAkw/I9f4dEYD7JI/s220/alentejanos.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-DnZyKZweq0w/TnIAdeOpa7I/AAAAAAAAAvA/Y-BVSXyl-Pw/s72-c/alandroal.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7528806873735773434.post-4520621786002307137</id><published>2011-09-03T23:34:00.003+01:00</published><updated>2011-10-15T18:59:38.473+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Monsaraz'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Maria Guerra'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ricardo Zambujo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mostra Fotográfica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Maria José Carvalho'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Avis'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Maria Joana Correia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Rui Figueiredo'/><title type='text'>MOSTRA FOTOGRÁFICA - V</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-p_2-yf_mVwg/TW9Jd-mzwVI/AAAAAAAAAdk/8X12kOzEUA4/s1600/mostra%2Bqwe.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 209px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-p_2-yf_mVwg/TW9Jd-mzwVI/AAAAAAAAAdk/8X12kOzEUA4/s320/mostra%2Bqwe.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5579759242706141522" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Folheto-desdobrável da Amostra Fotográfica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;h3 align="left"&gt;&lt;font color="#990000"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O «Grupo Alentejanos no Facebook» criado em inícios de 2010, por Luís Milhano, como um «local de encontro e troca de informação de todos os Alentejanos, tem sido uma experiência extraordinária a todos os níveis.&lt;br /&gt; De forma voluntária, aderentes e colaboradores têm deixado excelentes contributos e testemunhos do amor que sentem por este território de excelência, falando-nos dos seus recursos patrimoniais, das suas gentes, das suas paisagens.&lt;br /&gt; Mas porque tive eu a sorte de um dia ter sido convidada pelo seu mentor e de em mim ter depositado confiança?&lt;br /&gt; Talvez porque o Alentejo é esse território de eleição que um dia me adoptou. &lt;br /&gt; É grande, de facto, o Alentejo: o território onde se situam planuras e montanhas, onde se vê a seara ou o mar; onde se espalha o montado ou o trigo; o espaço onde sempre se semearam e semeiam gentes com histórias multi-seculares, testemunhadas nas marcas que foram deixando. Hoje mais sustentada a sua economia na excelência dos vinhos, azeites, cortiças e pecuária, prepara-se também para assentar uma nova dinâmica no regadio que alterará profundamente a relação do Homem com aquela Terra. &lt;br /&gt; O Alentejo tem o maior concelho da Europa, Odemira, onde viveram homens desde a Pré-História, mas, no entanto, a desertificação deixou-se sobre ele abater, bem como sobre tantos outros concelhos da raia, do Baixo ou do Nordeste Alentejano, pese ainda se sentirem os seus Homens caçadores do que nem sempre na coutada já resta, pois em Quintas-feiras de época ainda há debandada geral na senda de patos, perdizes, coelhos ou javalis. Para registo dessa actividade ancestral ficou em Vila Viçosa o testemunho no Museu Municipal.&lt;br /&gt; O Alentejo sente a perda das suas gentes e das actividades e ofícios que secularmente as ligaram aos lugares: a agricultura tradicional, a pastorícia, a mineração, entre tantas outras.&lt;br /&gt; Contudo, esgotado o Lousal para a exploração mineira, dele ficou a memória em Museu e herdados os espaços que gradualmente se transformam em locais de lazer ou de aprender. &lt;br /&gt; Mas o Alentejo mantém ainda, teimosamente, a qualidade dos seus lugares, sejam os núcleos urbanos ou os seus montes, a sua "arquitectura chã", os espaços religiosos ou sítios arqueológicos; a excelência dos seus produtos e dos seus recursos: a vinha que, já em período romano, permitiu que se instalassem  importantes e ricas casas agrícolas e que, ainda hoje, teimosamente, sustenta parte da sua economia; o seu azeite e o pão, essa triologia mediterrânica, a sua cortiça em enrolha os melhores vinhos que o mundo tem e os seus cheiros que dão à dieta alentejana uma feição tão especial. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Pude assim, através deste espaço «Alentejanos no Facebook», partilhar de antigas intenções: fazer como que apontamentos de situações, de momentos, de sensações, fixando «paisagens humanizadas» ou de geografias físicas e afectivas vivenciadas e do testemunho dos contributos de quem continua a viver ou a saudar esse Território.&lt;br /&gt; E reter, assim, imagens de sítios, de lugares, onde me parecia restar um equilíbrio entre o espaço, os seus habitantes, a sua história, o seu Tempo.&lt;br /&gt; Tantas vezes, à medida que algumas dessas imagens foram sendo editadas, visualizadas, muitas questões se me iam levantando. &lt;br /&gt; Que se faria agora com elas?&lt;br /&gt; Considerei então ser importante que se reunissem numa pequena exposição, de forma a fixá-las para além do virtual, numa homenagem a todos os Aderentes e colaboradores do Grupo.&lt;br /&gt; Talvez subjacente a essa ideia, estivessem preocupações que desde há longa data me acompanham, aspectos para os quais gostaria de ter certezas, quando o que me continua a perseguir genericamente são dúvidas e a angústia de não saber afinal como se tece o equilíbrio da vida, das suas memórias e geografias afectivas.&lt;br /&gt; De desconhecer o segredo dessa fina rede ou malha que torna os Humanos mais felizes num tempo e num lugar.&lt;br /&gt; Exactamente porque, quem sabe se por motivos profissionais ou outros, incorremos tantas vezes numa leitura quase pragmática dos lugares que visitamos, pois já urge o tempo para resolver, pouco restando para o «estar» ou «sentir» ou problematizar, gostaria de tentar fazer com esta mostra o espelho das impressões que causam alguns percursos, sítios e paisagens do Alentejo onde as «margias» e as «calmas» ainda se conseguem espraiar e que pudessem funcionar como o testemunho da beleza e harmonia que sempre encontrei no Alentejo&lt;br /&gt; Tentar partilhar um pouco do equilíbrio inexplicável que ainda reside em cada um desses sítios que parecem, afinal, querer fugir a todas as dúvidas ou a todas as certezas que sobre eles se semeiam, tão alheios que se mostram estar de todas as nossas reflexões. Simplesmente estão lá, como que ETERNOS.&lt;br /&gt; Aprender também com eles a aceitar que a História tem a sua própria História. E os Sítios, as pessoas, os sentimentos têm tempo, desgastam-se, consomem-se, findam-se levando com eles estórias desvendadas ou eternamente encobertas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E que não podemos fugir sempre a esse tempo, mascarando-o de uma possível Eternidade, plastificando-o até ao seu limite físico, como se tratasse do retrato de Dorien Grey. ..&lt;br /&gt; Mas, também, paralelamente, é verdade, sobrevivem como que por milagre na memória de todos nós se soubermos contar histórias partilhadas, manter os rituais e dar sentido à Palavra e ao Testemunho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi, assim, minha intenção partilhar uma busca, o olhar dos que percorrem o Território, mostrando os múltiplos caminhos, que tantas vezes atravessei, no encalço de um lugar pré-determinado ou de um lugar qualquer. Assinalando presenças físicas actuais ou passadas e as marcas que deixaram/deixam no território e na paisagem: das pessoas que se fixaram; das que apenas os atravessaram.&lt;br /&gt; Quem sabe, talvez assim possamos beber um pouco delas, das suas vozes, dos seus silêncios, ou dos seus mistérios e segredos.&lt;br /&gt;Permitindo assim aos múltiplos «utilizadores» dessas paisagens que, para cada uma deles, os lugares desempenhem um papel que é afinal também só seu e atingir, desse modo, a Eternidade que mais não é mais do que uma busca, uma projecção sempre solitária e pessoal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, três anos passados do meu regresso a Lisboa, tenho a sorte no Grupo «Alentejanos no Facebook» com o qual mantive colaboração, praticamente desde o início, de ter tido oportunidade de propor uma abordagem temática que corresponde a um trabalho de fundo que gostaria que se desenvolvesse sobre o Alentejo tendo como pano de fundo os QUATRO ELEMENTOS: TERRA, ÁGUA, FOGO E AR.&lt;br /&gt;Partia do princípio que a todos eles correspondia um conjunto de recursos e de actividades em seu redor.&lt;br /&gt;A TERRA a primeira a ser tratada, pois à volta dos recursos agrícolas, agro-pecuários e da pastorícia se fixaram as gentes, desde a Pré-História, no Alentejo.&lt;br /&gt;As construções em terra e a olaria não são senão os derivados dessa TERRA MÃE.&lt;br /&gt;A ÁGUA faz do Alentejo uma Mesopotâmia e foram os rios, as represas e barragens que permitiram alagar terras e fertilizá-las e ainda trocar produtos, pois muitos deles eram navegáveis e escoavam os produtos agrícolas e os minérios.&lt;br /&gt;O FOGO permitiu manipular os minérios e produzir carvão. É o FOGO que permite que nos fornos do Alentejo se coza o pão e se faça o Borrego assado e tantos outros pitéus.&lt;br /&gt;O AR, como essência etérea, é aqui o elemento que servirá de base para o tratamento do SAGRADO, pois também desde tempos imemoriais o Homem não só se fixou como se relacionou com o Divino de várias formas e de acordo com todas as culturas e povos que ocuparam este território.&lt;br /&gt;Será também o elemento escolhido para representar o conto oral e a música.&lt;br /&gt; E, por isso hoje temos a oportunidade de chorar a ouvir as «Cantadeiras» cantar!&lt;br /&gt; A todos os Alentejanos e amantes do Alentejo, aos aderentes e colaboradores do grupo, ao Luís Milhano, aos elementos do júri, às entidades que abraçaram a ideia desta pequena mostra, o meu muito obrigada e até sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maria Filomena Barata&lt;br /&gt;&lt;/h3&gt;&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe title="YouTube video player" width="480" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/glFyyCDmYBw" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;h3 align="left"&gt;&lt;font color="#3300ff"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MOSTRA FOTOGRÁFICA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AMIGAS E AMIGOS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          O GRUPO ALENTEJANOS NO FACEBOOK FOI UM SONHO TORNADO REALIDADE      CONGREGANDO NESTE  MOMENTO CERCA DE 16.000 AMIGOS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         VIVERAM-SE, DESDE OS PRIMEIROS TEMPOS, CONTÍNUOS MOMENTOS DE SATISFAÇÃO        COM O IMEDIATO E CONSTANTE AUMENTO DE ADERENTES.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         CONTRIBUIU PARA ESSE EFEITO, ALÉM DO AMOR PELO ALENTEJO QUE CADA UM SENTE,         A ENTRADA DA ADMINISTRADORA, DRª FILOMENA BARATA QUE SE ENTREGOU DE ALMA E CORAÇÃO À TAREFA DE NOS OFERECER OS SEUS ESTUDOS, OS SEUS CONHECIMENTOS E AS SUAS MEMÓRIAS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         O GRUPO ALENTEJANOS NO FACEBOOK RESPEITOU O SEU PLANO INICIAL DANDO         A CONHECER OU RELEMBRANDO TODO O ALENTEJO PUBLICANDO CONCELHO A CONCELHO DESDE O LITORAL ALENTEJANO, BAIXO ALENTEJO E ALTO ALENTEJO  (DISTRITOS DE ÉVORA E PORTALEGRE).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        ACOMPANHANDO A HISTÓRIA DE CADA CONCELHO, TAREFA DOS ADMINISTRADORES,        SUCEDIAM-SE FACTOS, ESTÓRIAS, LENDAS, FOTOS, ETC. QUE CADA AMIGO GOSTAVA DE PUBLICAR.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A COLABORAÇÃO TEM SIDO EXTRAORDINÁRIA. SÓ EM FOTOS CONSEGUIMOS CERCA DE 4.000 .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       ALÉM DOS AMIGOS ADERENTES TAMBÉM COLABORARAM COM O NOSSO GRUPO AS        CÂMARAS MUNICIPAIS DE MARVÃO, ELVAS, ALVITO E A JUNTA DE FREGUESIA DE SANTIAGO DO CACÉM, ENVIANDO LIVROS, ALGUNS JÁ SORTEADOS PELOS ADERENTES.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       A CÂMARA MUNICIPAL DE ÉVORA COLABOROU CONNOSCO NESTA MOSTRA FOTOGRÁFICA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       ESTE EVENTO É UMA INICIATIVA DO GRUPO MAS DE TOTAL REALIZAÇÃO E EMPENHO       DA DRª FILOMENA DADA A MINHA IMPOSSIBILIDADE MOMENTÂNEA DE PODER PARTICIPAR NESTA ALTURA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VOU TERMINAR APRESENTANDO OS PARABÉNS À FILOMENA PELO SEU EXCELENTE TRABALHO, UMA HOMENAGEM A TODOS OS AMIGOS E ADERENTES DO NOSSO GRUPO.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     PARA TODOS OS QUE COLABORARAM NESTA INICIATIVA, CASA DO ALENTEJO,CÂMARA DE ÉVORA,TURISMO  DO ALENTEJO, CANTADEIRAS ALMA ALENTEJANA, PROGRAMA VAMOS AO ALENTEJO, RÁDIO ALMA LUSA (GENÉVE), DANIEL CASADO, DOMINGOS XAREPE E UMBELINA FRESCO (MEMBROS DO JÚRI) OS NOSSOS SINCEROS AGRADECIMENTOS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;      VIVA O ALENTEJO !&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        20 de Fevereiro de 2011&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/h3&gt;&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-ccY-NgY0M4s/TW_BUBRjUZI/AAAAAAAAAik/THwTizwntEE/s1600/revis%25C3%25A3o%2Bat%25C3%25A9%2B28fev2011%2B249.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-ccY-NgY0M4s/TW_BUBRjUZI/AAAAAAAAAik/THwTizwntEE/s320/revis%25C3%25A3o%2Bat%25C3%25A9%2B28fev2011%2B249.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5579891013018931602" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O Grupo CANTADEIRAS ALMA ALENTEJANA e o Mestre Luis Moisão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe title="YouTube video player" width="480" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/KzWxO-NWp6Q" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe title="YouTube video player" width="480" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/Ov0mL6bwoIg" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-kNabQjJatNc/TW-w6XAuDKI/AAAAAAAAAic/mwpWYu81wnM/s1600/40.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-kNabQjJatNc/TW-w6XAuDKI/AAAAAAAAAic/mwpWYu81wnM/s320/40.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5579872979991268514" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;40- RUI FIGUEIREDO - Pinceladas do mestre sol - 2010-01-11&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-4QKrJzX1UbM/TW-wJ8MzTvI/AAAAAAAAAiU/vzesqE9np-g/s1600/39.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 222px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-4QKrJzX1UbM/TW-wJ8MzTvI/AAAAAAAAAiU/vzesqE9np-g/s320/39.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5579872148160466674" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;39- RICARDO ZAMBUJO - 2010-04-08&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-odKkcbxJpX8/TW-vTOkZ1yI/AAAAAAAAAiM/HuIQ6XcUwwE/s1600/38.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; 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margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-_7NX5RBM6_A/TW-tatbMZTI/AAAAAAAAAh8/T78adgJ88LA/s320/36.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5579869137717191986" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;36- MARIA JOANA CORREIA -Monsaraz megalítico - 2010-01-05&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-B-4jsDAsJY8/TW-sdDeVwMI/AAAAAAAAAh0/f9R0gbjIZuo/s1600/35.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 214px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-B-4jsDAsJY8/TW-sdDeVwMI/AAAAAAAAAh0/f9R0gbjIZuo/s320/35.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5579868078484078786" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;35- MARIA GUERRA - Avis&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7528806873735773434-4520621786002307137?l=alentejanosnofacebook.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alentejanosnofacebook.blogspot.com/feeds/4520621786002307137/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://alentejanosnofacebook.blogspot.com/2011/03/mostra-fotografica-v.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7528806873735773434/posts/default/4520621786002307137'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7528806873735773434/posts/default/4520621786002307137'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alentejanosnofacebook.blogspot.com/2011/03/mostra-fotografica-v.html' title='MOSTRA FOTOGRÁFICA - V'/><author><name>Luis Milhano (Lumife-Alvito)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17742420842631935865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='23' src='http://1.bp.blogspot.com/-qqFCe8ytvXo/TmXeK-VaMAI/AAAAAAAAAkw/I9f4dEYD7JI/s220/alentejanos.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-p_2-yf_mVwg/TW9Jd-mzwVI/AAAAAAAAAdk/8X12kOzEUA4/s72-c/mostra%2Bqwe.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7528806873735773434.post-5170946239993148564</id><published>2011-09-03T23:33:00.000+01:00</published><updated>2011-09-03T23:33:17.418+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='L.Milhano'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Monsaraz'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Maria Antonieta Oliveira'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mostra Fotográfica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='José F. 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Julião-Cerejas - 2010-08-11 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-E-Okc91bEO4/TW9Rk5u5lZI/AAAAAAAAAeE/vDGaQTiohi0/s1600/4.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-E-Okc91bEO4/TW9Rk5u5lZI/AAAAAAAAAeE/vDGaQTiohi0/s320/4.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5579768157750007186" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;4-ANA TELO - Portalegre - S. Julão - Cerejeiras - 2010-08-18&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-DoQ3kFUNzss/TW9QIxlgxVI/AAAAAAAAAd8/rf3NVZSeWN8/s1600/3.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-DoQ3kFUNzss/TW9QIxlgxVI/AAAAAAAAAd8/rf3NVZSeWN8/s320/3.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5579766575015183698" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;3-ANA OLIVEIRA - Na Costa Vicentina, um reduto quase privado!! - 2010-04-07&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-yFXAhBou_4k/TW9ORr-obCI/AAAAAAAAAd0/43-8Qc0eWD0/s1600/2.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-yFXAhBou_4k/TW9ORr-obCI/AAAAAAAAAd0/43-8Qc0eWD0/s320/2.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5579764529105497122" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;2- ALENTEJO JOAQUIM - Castelo de Arraiolos - 2010-01-27&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-l0Dxh-wdJ4g/TW9LUmt9O3I/AAAAAAAAAds/vcfjCSj3YRs/s1600/adelaide%2Brocha.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-l0Dxh-wdJ4g/TW9LUmt9O3I/AAAAAAAAAds/vcfjCSj3YRs/s320/adelaide%2Brocha.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5579761280698104690" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;1-ADELAIDE ROCHA - ÉVORA - IGREJA DE SANTO ANTÃO, PRAÇA DO GERALDO - 2011-01-09&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-E7ZuNawJ8z8/TW9CLQYRJpI/AAAAAAAAAdc/cMvHERrt7RQ/s1600/revis%25C3%25A3o%2Bat%25C3%25A9%2B28fev2011%2B260.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 240px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-E7ZuNawJ8z8/TW9CLQYRJpI/AAAAAAAAAdc/cMvHERrt7RQ/s320/revis%25C3%25A3o%2Bat%25C3%25A9%2B28fev2011%2B260.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5579751224478082706" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-lYipd_P0UPs/TW9B4JDx4cI/AAAAAAAAAdU/oW16BOOLvTs/s1600/revis%25C3%25A3o%2Bat%25C3%25A9%2B28fev2011%2B259.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 240px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-lYipd_P0UPs/TW9B4JDx4cI/AAAAAAAAAdU/oW16BOOLvTs/s320/revis%25C3%25A3o%2Bat%25C3%25A9%2B28fev2011%2B259.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5579750896095584706" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-h5LBLR03_us/TW9B3vdsQpI/AAAAAAAAAdM/Z9kiRDg9FxE/s1600/revis%25C3%25A3o%2Bat%25C3%25A9%2B28fev2011%2B258.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 240px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-h5LBLR03_us/TW9B3vdsQpI/AAAAAAAAAdM/Z9kiRDg9FxE/s320/revis%25C3%25A3o%2Bat%25C3%25A9%2B28fev2011%2B258.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5579750889224946322" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-d0t17vVc9v4/TW9B3eUVZQI/AAAAAAAAAdE/zTrapjeOfuw/s1600/revis%25C3%25A3o%2Bat%25C3%25A9%2B28fev2011%2B257.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 240px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-d0t17vVc9v4/TW9B3eUVZQI/AAAAAAAAAdE/zTrapjeOfuw/s320/revis%25C3%25A3o%2Bat%25C3%25A9%2B28fev2011%2B257.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5579750884622296322" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-DGPMO9I1u_o/TW9B3ElNflI/AAAAAAAAAc8/IjhzhLKsTo4/s1600/revis%25C3%25A3o%2Bat%25C3%25A9%2B28fev2011%2B256.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 240px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-DGPMO9I1u_o/TW9B3ElNflI/AAAAAAAAAc8/IjhzhLKsTo4/s320/revis%25C3%25A3o%2Bat%25C3%25A9%2B28fev2011%2B256.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5579750877713759826" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" 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href='http://alentejanosnofacebook.blogspot.com/2011/03/cante-alentejano-iv-video-dailymotion.html' title='Cante Alentejano - IV - vídeo Dailymotion'/><author><name>Luis Milhano (Lumife-Alvito)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17742420842631935865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='23' src='http://1.bp.blogspot.com/-qqFCe8ytvXo/TmXeK-VaMAI/AAAAAAAAAkw/I9f4dEYD7JI/s220/alentejanos.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7528806873735773434.post-4891799692968434638</id><published>2011-03-05T17:06:00.000Z</published><updated>2011-03-05T17:07:26.101Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='vídeo dailymotion'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cante Alentejano'/><title type='text'>Cante Alentejano - III - vídeo Dailymotion</title><content type='html'>&lt;object width="480" height="320"&gt;&lt;param 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Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7528806873735773434/posts/default/4891799692968434638'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7528806873735773434/posts/default/4891799692968434638'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alentejanosnofacebook.blogspot.com/2011/03/cante-alentejano-iii-video-dailymotion.html' title='Cante Alentejano - III - vídeo Dailymotion'/><author><name>Luis Milhano (Lumife-Alvito)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17742420842631935865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='23' 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Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7528806873735773434/posts/default/4976669374178058411'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7528806873735773434/posts/default/4976669374178058411'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alentejanosnofacebook.blogspot.com/2011/03/cante-alentejano-i-video-dailymotion.html' title='Cante Alentejano - I - vídeo Dailymotion'/><author><name>Luis Milhano (Lumife-Alvito)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17742420842631935865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='23' src='http://1.bp.blogspot.com/-qqFCe8ytvXo/TmXeK-VaMAI/AAAAAAAAAkw/I9f4dEYD7JI/s220/alentejanos.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7528806873735773434.post-5997904324810762718</id><published>2011-03-05T16:41:00.002Z</published><updated>2011-03-05T16:52:25.015Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cante Alentejano'/><title type='text'>O CANTE ALENTEJANO - ENVIADO POR CANTADEIRAS ALMA ALENTEJANA</title><content type='html'>&lt;h3 align="left"&gt;&lt;font color="#990000"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cantadeiras Alma Alentejana &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se o Cante Alentejano fosse de origem Judaica? Ora aprecie...&lt;br /&gt;O Alentejo não tem fim!&lt;br /&gt;&lt;a href="http://ruadajudiaria.com/?p=574"&gt;RUA DA JUDIARIA&lt;/A&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Colocado no Facebook em 02 de Março de 2011 - 23:37&lt;br /&gt;&lt;/h3&gt;&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;h3 align="left"&gt;&lt;font color="#3300ff"&gt;&lt;br /&gt;Encontrámos no Blog Rua da Judiaria o seguinte:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Raiz judaica do Cantar Alentejano…&lt;br /&gt;Published by Nuno Guerreiro Josué at 10/19/2007  in músicas da judiaria. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre ouvi dizer que as raízes dos cantares tradicionais alentejanos eram árabes, e que remontavam aos séculos de domínio muçulmano do Sul de Portugal mas, confesso, e apesar de conhecer bastante música árabe, nunca encontrara entre elas qualquer analogia. Inclusive, alguma tentativas de aproximação entre as duas empreendidas por músicos contemporâneos, apesar de agradáveis, tinham sempre um sabor a casamento forçado.&lt;br /&gt;Curiosamente, foi nas sinagogas sefarditas que encontrei melodias que me faziam de imediato lembrar as “modas” alentejanas das terras dos meus país.&lt;br /&gt;As semelhanças encontram-se no todo, mas elas notam-se principalmente em pontos de contacto muito específico – o maior dos quais a sua forma “responsiva”, pois tanto na oração judaica como no cantar tradicional alentejano há um “líder” e um coro que responde. Mas é a forma como essa relação, esse diálogo melódico, se desenrola que parece deixar pouca margem para dúvidas acerca da evidente afinidade."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;COMENTÁRIOS NO FACEBOOK:&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Luis Milhano Mais um contributo valioso para "entender" o CANTE ALENTEJANO".&lt;br /&gt;Obrigado Amigas Cantadeiras Alma Alentejana.&lt;br /&gt;O Amigo José Borralho já tinha referido este blog mas eu não o encontrara e foi bom este link.&lt;br /&gt;Quarta-feira às 23:55 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filomena Barata Obrigada amigas!&lt;br /&gt;quinta-feira às 0:07 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;José Borralho Todos os estudos sérios sobre qualquer tema são lícitos. O apriorismo, chegar à tese antes da análise pode ser um embuste!&lt;br /&gt;quinta-feira às 0:17 &lt;br /&gt;&lt;/h3&gt;&lt;/font&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7528806873735773434-5997904324810762718?l=alentejanosnofacebook.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alentejanosnofacebook.blogspot.com/feeds/5997904324810762718/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://alentejanosnofacebook.blogspot.com/2011/03/o-cante-alentejano-enviado-por_05.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7528806873735773434/posts/default/5997904324810762718'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7528806873735773434/posts/default/5997904324810762718'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alentejanosnofacebook.blogspot.com/2011/03/o-cante-alentejano-enviado-por_05.html' title='O CANTE ALENTEJANO - ENVIADO POR CANTADEIRAS ALMA ALENTEJANA'/><author><name>Luis Milhano (Lumife-Alvito)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17742420842631935865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='23' src='http://1.bp.blogspot.com/-qqFCe8ytvXo/TmXeK-VaMAI/AAAAAAAAAkw/I9f4dEYD7JI/s220/alentejanos.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7528806873735773434.post-5448684805048108288</id><published>2011-03-02T16:29:00.000Z</published><updated>2011-03-05T16:37:57.631Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cante Alentejano'/><title type='text'>O CANTE ALENTEJANO - ENVIADO POR ISAURINDO SEMPÃO</title><content type='html'>&lt;h3 align="left"&gt;&lt;font color="#990000"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isaurindo Sempao Até onde remontam as origens de “cante”?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como sabe, existem três vias para dar resposta a essa dúvida que nos surge sempre que queremos encontrar o momento, o local e o modo do surgimento do cante alentejano. Estudiosos da matéria apontam a génese do cante para a pratica coralista gregoriana, encontrando razões, pontos de convergência e similitudes que para eles são irrefutáveis. Outros, igualmente empenhados no estudo desta matéria, avançam como resposta a herança histórico-cultural legada pela presença árabe no nosso país e a sua abalada mais tardia do sul do país. Buscando e encontrando semelhanças, na forma de expressão vocal nossa e no cante mourisco….&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, outros há ainda que respondendo à mesma questão, negam ambas as explicações anteriores e apontam como fundamento da origem do cante alentejano a fixação pelas nossas gentes e a sua interpretação sistemática, de uma forma de polifonia onde se concentram e se exteriorizam os valores mais profundos da alma deste povo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quais as suas estruturas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No seu início, o cante tinha como palco o campo. Foi uma necessidade sentida pelos trabalhadores para lhes aconchegar o espírito e lhes aliviar o corpo. Nasceu nas idas e nas vindas do trabalho e cultivou-se na dureza da azáfama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cante nasceu em função do trabalho, burilou-se na sua execução, passou a ser instrumento do mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois prolongou-se caminhos fora e entrou nas vilas e nas aldeias. Continuou-se nas tabernas, apareceu nas festas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a sua função principal não era animar os folguedos. Nasceu da necessidade dos trabalhadores inventarem um bálsamo para as suas dores tantas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o cante era isso, um grito que aliviava, um suspiro que tornava menos amarga a dureza da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cante colectivo, o som projectado por tanta garganta em uníssono, dava uma sensação de força maior, que se acrescentava à outra que a fraqueza ia vencendo, quer debaixo do sol escaldante, quer sob uma qualquer intempérie para a qual não havia abrigo de jeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No trabalho esforçado para além dos limites das posses individuais, valia assim a presença do coro colectivo que emprestava ânimo e ajudava, no seu cadenciado, a vencer mares de searas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo se formava e tudo se dissolvia na ida e com o regresso das labutas, onde homens, mulheres e crianças marchavam juntos durante quilómetros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era essa a escola, era essa a vida do cante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só mais tarde, a partir da década de trinta, dentro das vilas, é que os Grupos corais começaram a ter alguma consistência organizativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em torno da figura de um bom cantador, começaram a esboçar-se os Grupos Corais que temos hoje. Com disciplina de posições, com organização e ensaios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mulher começa a aparecer no “cante”. A que se deve tal facto? A mulher também faz parte da tradição?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como atrás dissemos, as mulheres estiveram na génese do cante, lado a lado com os homens. Ombreavam no trabalho e aí, podiam cantar e cantavam juntos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a sequencia, digamos que urbana do cante, privou, durante décadas, as mulheres de assumirem o seu papel como intérpretes de uma “moda” que também era sua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dado o seu estatuto Sócio-Cultural, não frequentavam os lugares onde o cante se prolongou depois de desaparecer dos campos, afastado pela mecanização da agricultura. Por isso, só por isso, durante tanto tempo se fez o silêncio nas gargantas femininas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais tarde veio Abril e pouco a pouco foram-se abrindo os corações das mulheres para o cante, à medida que se iam também abrindo os horizontes dos seus direitos e as suas possibilidades de movimentação dentro do tecido social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizem-me que o cante nunca cantou a política. E quais eram os temas cantados?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de 74 o cante não podia abordar a temática política Algumas modas, porque as houve, mais ousadas eram proibidas e os seus interpretes castigados. Neste país, mesmo com fome não se podia gritar por pão. Mesmo tolhidos, não podiam clamar por liberdade. Assim, as modas, feitas e divulgadas nessa época, na sua generalidade, cantavam a vida, a contemplação, a nostalgia, o amor, a saudade, o trabalho, tinham uma função mais de expiação das mágoas do que de reivindicação de melhor sorte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo a seguir ao 25 de Abril, o cante e os corais foram notoriamente instrumentalizados para “enfeitarem” manifestações e comícios e as letras das modas, por essa via, sofreram, como não podia deixar de ser, durante algum tempo as influências diretas do momento político efervescente, reivindicativo e até quase conspirativo da altura, como nas modas “morreu Catarina, era comunista” e “oh reforma agrária, eu sonhei contigo...”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas depressa os Grupos retomaram o cancioneiro popular, continuando a cantar as modas que falavam da vida, da sua vida, do campo e da nostalgia de tempos idos, como na moda, “lembra-me o tempo passado, tudo se vai acabando, o boi puxando o arado e o almocreve cantando…”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São muitos os grupos de cante que existem na cintura de Lisboa. Quer avaliar este fenómeno?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a diáspora, embora tardia, dos alentejanos para fora da sua terra, levaram consigo a crença pelo cante e a falta que do mesmo também sentiam. O cante era para eles uma espécie de colo onde se embalavam com as suas contrariedades para amenizarem o viver. Sem ele, mesmo longe, não podiam viver. Ainda por cima, se lhes acrescentou a saudade, fazedora de angústias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daí que por toda a Grande Lisboa, onde poisaram, deram seguimento ao seu sentir rural, e cantaram. Mas só cantando juntos surtia o efeito desejado. E assim nasceram, vários, muitos grupos corais, prenhes de ruralismo, em zonas eminentemente industriais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual a influência, positiva ou negativa, do 25 de Abril no “cante”?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Julgamos que o 25 de Abril, libertando o povo de amarras e opressões, só podia ter influencia positiva em toda o seu existir. E o cante é uma expressão dessa mesma existência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todavia, com as influências da intromissão abusiva e não criteriosa da política activa nos corais, as coisas tremeram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lino Mendes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Colocado no Facebook Quarta-feira às 17:55 &lt;br /&gt;&lt;/h3&gt;&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;h3 align="left"&gt;&lt;font color="#3300ff"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;COMENTÁRIOS NO FACEBOOK:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isaurindo Sempao espero que tenha contribuido para chegar-mos onde e como começou o cante alentejano, obrigado&lt;br /&gt;Quarta-feira às 17:57 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luis Milhano Amigo Isaurindo, agradeço ter colaborado com o nosso Grupo. No entanto lembro que o texto de Lino Mendes também foi publicado nesta página.&lt;br /&gt;Todos os contributos são importantes para estudarmos assuntos do nosso Alentejo.&lt;br /&gt;Um abraço&lt;br /&gt;Quarta-feira às 19:04&lt;br /&gt;&lt;/h3&gt;&lt;/font&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7528806873735773434-5448684805048108288?l=alentejanosnofacebook.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alentejanosnofacebook.blogspot.com/feeds/5448684805048108288/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://alentejanosnofacebook.blogspot.com/2011/03/o-cante-alentejano-enviado-por.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7528806873735773434/posts/default/5448684805048108288'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7528806873735773434/posts/default/5448684805048108288'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alentejanosnofacebook.blogspot.com/2011/03/o-cante-alentejano-enviado-por.html' title='O CANTE ALENTEJANO - ENVIADO POR ISAURINDO SEMPÃO'/><author><name>Luis Milhano (Lumife-Alvito)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17742420842631935865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='23' src='http://1.bp.blogspot.com/-qqFCe8ytvXo/TmXeK-VaMAI/AAAAAAAAAkw/I9f4dEYD7JI/s220/alentejanos.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7528806873735773434.post-1093009816064529828</id><published>2011-03-02T15:59:00.003Z</published><updated>2011-03-05T16:23:10.776Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cante Alentejano'/><title type='text'>O CANTE ALENTEJANO - Por HERNÂNI MATOS</title><content type='html'>&lt;h3 align="left"&gt;&lt;font color="#990000"&gt;&lt;br /&gt;Hernâni Matos O CANTE ALENTEJANO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do BLOG &lt;a href="http://dotempodaoutrasenhora.blogspot.com/2010/03/o-cante-alentejano.html"&gt;DO TEMPO DA OUTRA SENHORA&lt;/A&gt;&lt;br /&gt;A identidade cultural do povo alentejano tem a ver com o cante, que segundo a tese litúrgica do padre António Marvão teve origem em escolas de canto popular fundadas em Serpa, por monges paulistas do Convento da Serra d’Ossa, os quais tinham formação em canto polifónico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Colocado no facebook em 02 de Março de 2011&lt;br /&gt;&lt;/h3&gt;&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;h3 align="left"&gt;&lt;font color="#3300ff"&gt;&lt;br /&gt;Fomos espreitar o blog do Amigo Hernâni Matos e recolhemos mais um pouco sobre este tema e até lhe trouxemos o Grupo de Cantadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-RjYReYk5HIw/TXJhbFGy3aI/AAAAAAAAAis/gqsb3yZ1INU/s1600/cante%2Balentejano%2BBONECOS.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 283px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-RjYReYk5HIw/TXJhbFGy3aI/AAAAAAAAAis/gqsb3yZ1INU/s320/cante%2Balentejano%2BBONECOS.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5580630006120504738" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Grupo de Cantadores&lt;br /&gt;(criação da barrista Ana Bossa - Estremoz)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A identidade cultural do povo alentejano tem a ver com o cante, que segundo a tese litúrgica do padre António Marvão teve origem em escolas de canto popular fundadas em Serpa, por monges paulistas do Convento da Serra d’Ossa, os quais tinham formação em canto polifónico.&lt;br /&gt;No "Cancioneiro Alentejano" – recolha de Victor Santos, diz Fernando Lopes Graça:&lt;br /&gt;“O alentejano canta com verdadeira paixão e todas as ocasiões lhe são boas para dar largas ao seu lirismo ingénito. Não há trabalho, folga, festa ou reunião de qualquer espécie, sem um rosário infindo de cantigas.”&lt;br /&gt;Manuel Ribeiro na "Lembrança dos Cantadores da Aldeia Nova de São Bento, Mértola, Vidigueira e Vila Verde de Ficalho", diz-nos:&lt;br /&gt;“Só no Alentejo há o culto popular do canto. Ali se criou o tipo original do “cantador”. Pelas esquinas, altas horas, embuçados nas fartas mantas, agrupam-se os homens: esmorece a conversa, faz-se silencio e de subito, expontâneamente, rompe um coral. É o diálogo em que eles melhor se entendem, é a conversa em que todos estão de acôrdo.&lt;br /&gt;Quem não viu em Beja, em certas ruas lôbregas, em certos recantos que escondem ainda os antros esfumados das adegas pejadas de negras e ciclopicas talhas mouriscas, quem não viu duas bancadas que se defrontam e donde se eleva um canto entoado, solene e soturno, com o quer que seja da salmodia dum côro de monges?”&lt;br /&gt;Embora possa cantar só, o alentejano canta sobretudo em coros e esse canto é sério, dolente, compenetrado e mesmo solene, porque o alentejano é lento, comedido e contemplativo, por força do Sol escaldante.&lt;br /&gt;O coro une os alentejanos. Como diz Eduardo Teófilo em "Alentejo não tem sombra":&lt;br /&gt;"Há, no entanto, a ligá-los a todos, algo de pró­prio, de indefinidamente próprio e que os torna re­conhecíveis em qualquer lugar em que se encontrem.(...). Todos eles estão marcados a fogo, pelo fogo daquele Sol ardente que, mesmo quando mal brilha, entra nas almas e molda os caracteres, todos eles apresentam o seu rosto cortado por navalhadas de vida e tostados pelas ardências do Sol de Verão, como se vivessem todos, realmente, sem uma sombra a que se abrigar.”&lt;br /&gt;Sobre o cante diz-nos ainda Antunes da Silva em "Terra do nosso pão":&lt;br /&gt;“As cotovias cantam para o céu, tresnoitadas. Os Alentejanos cantam para os horizontes, sonhando. Dessas duas castas melodias nasce a força de um povo!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hernâni Matos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;COMENTÁRIOS NO FACEBOOK&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luis Milhano ‎"No "Cancioneiro Alentejano" – recolha de Victor Santos, diz Fernando Lopes Graça:&lt;br /&gt;“O alentejano canta com verdadeira paixão e todas as ocasiões lhe são boas para dar largas ao seu lirismo ingénito. Não há trabalho, folga, festa ou reunião de qualquer espécie, sem um rosário infindo de cantigas.”"&lt;br /&gt;Amigo Hernâni, grato pela sua participação neste tema do Cante Alentejano. O seu excelente trabalho de pesquisa transmite-nos o desejo de conhecer mais elementos sobre o assunto.&lt;br /&gt;Irei publicitar junto de outras Páginas do Alentejo os elementos que aqui forem deixados sobre este tema.&lt;br /&gt;Abraço&lt;br /&gt;Quarta-feira às 12:37 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hernâni Matos Obrigado, amigo.&lt;br /&gt;Um grande abraço para si.&lt;br /&gt;Quarta-feira às 12:39 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filomena Barata Obrigada Hernâni e Lúis.&lt;br /&gt;Quarta-feira às 23:27 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/h3&gt;&lt;/font&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7528806873735773434-1093009816064529828?l=alentejanosnofacebook.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alentejanosnofacebook.blogspot.com/feeds/1093009816064529828/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://alentejanosnofacebook.blogspot.com/2011/03/o-cante-alentejano-por-hernani-matos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7528806873735773434/posts/default/1093009816064529828'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7528806873735773434/posts/default/1093009816064529828'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alentejanosnofacebook.blogspot.com/2011/03/o-cante-alentejano-por-hernani-matos.html' title='O CANTE ALENTEJANO - Por HERNÂNI MATOS'/><author><name>Luis Milhano (Lumife-Alvito)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17742420842631935865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='23' src='http://1.bp.blogspot.com/-qqFCe8ytvXo/TmXeK-VaMAI/AAAAAAAAAkw/I9f4dEYD7JI/s220/alentejanos.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-RjYReYk5HIw/TXJhbFGy3aI/AAAAAAAAAis/gqsb3yZ1INU/s72-c/cante%2Balentejano%2BBONECOS.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7528806873735773434.post-2221563340932305903</id><published>2011-03-02T15:42:00.002Z</published><updated>2011-03-05T15:58:39.081Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='José Borralho'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cante Alentejano'/><title type='text'>O CANTE ALENTEJANO - ENVIADO POR JOSÉ BORRALHO</title><content type='html'>&lt;h3 align="left"&gt;&lt;font color="#990000"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;José Borralho ESTE CONTRIBUTO (PESSOAL) À TEMÁTICA DO CANTE, FOI ENTREGUE EM MÃO NO ÚLTIMO CONGRESSO DA MODA EM SERPA, E CERTAMENTE POR LAPSO, FOI IGNORADO PELA MESA QUE DIRIGIA OS TRABALHOS. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Cante&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas são as opiniões suscitadas pelo Cante Alentejano, sejam as suas origens, os seus temas, a sua importância e influência na vida do povo rural.&lt;br /&gt;Há autores que defendem que as fontes do Cante são judaicas, outros que são árabes, outros ainda atribuem as suas origens à influência da Igreja Católica.&lt;br /&gt;Resumindo: segundo estes opinadores, teria vindo de fora o sopro que fez cantar os Alentejanos e Alentejanas. Quanto a mim, estas opiniões não abarcam, e passam ao lado do fundamental do problema, pela razão simples de atribuírem papel de segundo plano ao actor principal, e à sua inserção na realidade concreta, na vivência milenar do povo com seus hábitos e costumes, sua relação com o trabalho, com o sofrimento diário da luta pelo sustento, por um lado, e com a sua forma intrínseca de expressar alegrias, sofrimentos, desilusões e revoltas por outro lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É desta realidade envolvente da vida do Povo Alentejano que surge a forma de se expressar através do canto, que encontra na planície o espaço para ouvir o eco das suas emoções poéticas, e que recebe da dureza do trabalho e da forma de exploração acrescida do latifúndio motivos para se encontrar com os outros na sua condição de sem-terra, e com eles partilhar e fundir os mesmos sentimentos através dum canto colectivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se alguém escutar os argumentos dos que atribuem as raízes do Cante ao judaísmo, terá de conter o riso porque o argumento é simplesmente este: "As semelhanças encontram-se no todo, mas elas notam-se principalmente em pontos de contacto muito específico – o maior dos quais a sua forma 'responsiva', pois tanto na oração judaica como no cantar tradicional alentejano há um 'líder' e um coro que responde. Mas é a forma como essa relação, esse diálogo melódico, se desenrola que parece deixar pouca margem para dúvidas acerca da evidente afinidade.”1&lt;br /&gt;Por esta ordem de análise, o mesmo se poderia aplicar nas práticas católicas uma vez que também aí, nas missas cantadas, uma voz começa e as outras respondem, estabelecendo-se dessa forma um diálogo religioso em forma cantada. Mas, o que tem a ver o diálogo religioso praticado nas igrejas e sinagogas com o diálogo multicultural das interrelações entre os membros de uma comunidade, neste caso os Alentejanos?&lt;br /&gt;Pura e simplesmente nada! Nem mesmo na forma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque aqui não há um líder, nem uma entidade divina que evidencie o motivo do canto. Há sim um grupo de indivíduos que, comungando das mesmas alegrias, sofrimentos, amores ou revoltas, à volta de um balcão com vinho, numa feira ou a tratar a terra, assumem as suas afinidades e solicitam do outro a partilha de problemas comuns a todos; as coisas do trabalho, dos animais, da natureza, do amor, e da condição de povo que nada tem de seu: é daqui que vem o sopro do cante Alentejano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os alentejanos, tal como qualquer outra comunidade, são influenciáveis pelo conjunto de valores e práticas de outras comunidades e povos. Os factores subjectivos são transversais a todo o tecido social, em maior ou menor grau, dependendo das relações sociais, económicas e culturais dominantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É uma realidade indesmentível que os árabes nos deixaram marcas da sua civilização. O modo de vestir das nossas avós, e que ainda hoje encontramos em alguns sítios das nossas aldeias, a tolerância para com os outros, (evidenciada durante a sua permanência entre nós), a calma na resolução dos problemas do quotidiano, o suportar do calor abrasante, e porventura nalguns laivos da nossa maneira de cantar, para não falar da influência das palavras, e dos modos de cultivo e rega. Dos seus preceitos religiosos pouco restou, porque, como é sabido, a religião cristã assumiu-se como dominante, e naturalmente o povo assimilou-a aculturando-se, embora em menor grau que noutras regiões, devido principalmente à quase ausência de propriedade individual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas é forçoso reconhecer que a semelhança do cantar árabe com a forma do cantar alentejano é práticamente inexistente, embora, como salientou Michael Giacometti, as raízes da estrutura musical do Cante mergulhem na musicalidade árabe.&lt;br /&gt;É também de salientar que o cante alentejano alicerça a sua força melódica no coral, no colectivo, enquanto no cantar árabe ressaltam a maviosidade e o brilhantismo da voz individual, parecendo duas formas de cantar distintas uma da outra. Pouco existe em comum entre estas duas formas de cantar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A força do cante alentejano provém da profundidade dos sentimentos que dele exorbita.&lt;br /&gt;Aqui ficam alguns exemplos da força e da personalidade do Cante Alentejano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da condição social:&lt;br /&gt;“ Nós somos trabalhadores que no campo trabalhamos// Trabalhamos ao rigor do nascer até ao pôr para ver se nos mantemos…”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Há lobos sem ser na serra/eu ainda não sabia/ debaixo do arvoredo/ trabalham com valentia...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Muito bem parece um ramo de flores/ pregado no peito dos trabalhadores//dos trabalhadores, dos oficiais/ no meu lindo amor, no meu lindo amor/ ainda brilha mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do trabalho:&lt;br /&gt;“Já morreu o boi capote camarada do pombinho/ quem não for capaz não bote regos ao pé do caminho.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Trabalha homem trabalha se queres ter algum valor…”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Lavro a terra ceifo o trigo/tiro a cortiça aos sobreiros/ também apanho azeitona cantando os dias inteiros”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da natureza:&lt;br /&gt;“O sol é que alegra o dia pela manhã quando nasce”…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Ó água do céu cais pura / já não vais a ter ao mar/ ficas presa na barragem/ que temos em Portugal”…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Já chove já está chovendo/ já correm os barranquinhos/já os campos estão alegres/ já cantam os passarinhos”…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do amor:&lt;br /&gt;“Que inveja tens tu das rosas / se és linda como elas são”…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Só uma pena me existe minha doce saudade/ é olhar para o teu rosto ver-te assim tão pouca idade”…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Moreninha alentejana quem te fez morena assim/foi o sol da primavera que caía sobre mim”…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da atitude mística:&lt;br /&gt;“Eu vi minha mãe rezando aos pés da virgem Maria/ era uma santa escutando o que outra santa dizia”…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Ó águia qe vais tão alta voando de pólo a pólo/ leva-me ao céu aonde eu tenho a mãe que me trouxe ao colo”…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Quando eu oiço bem cantar paro e tiro o meu chapéu/ não se me dava morrer se houvesse cantes no céu”…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Cante alentejano constitui sem dúvida uma expressão artística de grande valor na música tradicional do nosso país, porque os alentejanos, ao cantar, não limitam a sua expressão a um momento de divertimento. O Cante expressa os sentimentos belos do amor, as preocupações sociais do colectivo, e de um povo que luta pela dimensão digna de ser humano.&lt;br /&gt;Cabe aos alentejanos lutar para que se mantenha bem viva esta sua forma de expressão.&lt;br /&gt;1(in-blog Rua da Judiaria)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;José Fonseca Borralho&lt;br /&gt;24 de Janeiro de 2010&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Colocado no facebook em 02-03-2011 às 12:02 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/h3&gt;&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;h3 align="left"&gt;&lt;font color="#3300ff"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;COMENTÁRIOS NO FACEBOOK&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luis Milhano ‎"Cabe aos alentejanos lutar para que se mantenha bem viva esta sua forma de expressão."&lt;br /&gt;Grato pela divulgação deste texto, excelente contributo para o conhecimento das origens do cante alentejano.&lt;br /&gt;Quarta-feira às 12:08 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Francisco Martins Obrigado amigo Borralho por este magnifico trabalho.&lt;br /&gt;Quarta-feira às 12:17 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;José Borralho O meu contributo vai no sentido de dar primazia ao factor social -um povo sem terra- e à forma de exploração latifundiária que aproximou o Povo de soluções colectivas, a começar pelo Cante. É possível que o o cantar gregoriano tivesse alguma influência na forma de cantar dos alentejanos, mas, muitos séculos antes de os Frades da Serra d'ossa chegarem ao Baixo Alentejo já o povo manifestava o seu cante:&lt;br /&gt;Quarta-feira às 12:22 · &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filomena Barata Obrigada José pelo contributo.&lt;br /&gt;Quarta-feira às 23:29 &lt;br /&gt;&lt;/h3&gt;&lt;/font&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7528806873735773434-2221563340932305903?l=alentejanosnofacebook.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alentejanosnofacebook.blogspot.com/feeds/2221563340932305903/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://alentejanosnofacebook.blogspot.com/2011/03/o-cante-alentejano-enviado-por-jose.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7528806873735773434/posts/default/2221563340932305903'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7528806873735773434/posts/default/2221563340932305903'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alentejanosnofacebook.blogspot.com/2011/03/o-cante-alentejano-enviado-por-jose.html' title='O CANTE ALENTEJANO - ENVIADO POR JOSÉ BORRALHO'/><author><name>Luis Milhano (Lumife-Alvito)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17742420842631935865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='23' src='http://1.bp.blogspot.com/-qqFCe8ytvXo/TmXeK-VaMAI/AAAAAAAAAkw/I9f4dEYD7JI/s220/alentejanos.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7528806873735773434.post-3006897251225879441</id><published>2011-03-02T15:33:00.005Z</published><updated>2011-03-05T15:59:05.980Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lino Mendes'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cante Alentejano'/><title type='text'>O CANTE ALENTEJANO - Por LINO MENDES</title><content type='html'>&lt;h3 align="left"&gt;&lt;font color="#990000"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por LINO MENDES&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Folclore Português&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Cante Alentejano&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi curioso o despertar do meu interesse pela “Cante”. Nesse dia ao cair da noite o Rancho Folclórico de Montargil ia actuar na Casa do Alentejo (Lisboa). Mas na parte da manhã eu seria um dos participantes num Colóquio cujo tema, tive conhecimento à chegada, seria precisamente…o Cante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei naturalmente alarmado já que para isso não tinha conhecimentos. Mas tudo se resolveu, eu acabaria por falar sobre a moda das “saias” também um cantar do Alentejo, que para o Cante lá estava Colaço Ribeiros mestre na matéria, e a partir daí… Demos entretanto a palavra a quem em profundidade sabe do assunto…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que é, afinal, o cante alentejano?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O cante alentejano é uma polifonia simples, a duas vozes paralelas, à terceira superior”. “É composto de modas, nas quais sobressaem, nalgumas delas, dois sistemas musicais inteiramente distintos; o sistema modal e o sistema tonal. O sistema modal, em uso durante toda a Idade Média, o sistema tonal, já fruto do Renascimento, no século XVI”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como se canta?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Os cantadores, geralmente homens do campo, cantam em grupo, divididas as vozes em três naipes: o Ponto, o Alto e as Segundas vozes. A função do Ponto é iniciar a moda, retornada depôs pelo Alto, e em seguida pelas segundas vozes, constituindo assim o coro. A função específica do Alto é preencher as pausas com os vaias, no fim das frases musicais, excepto na última — assim uma espécie de Ponto na 1 vez”(Padre António Augusto Alfaiate Marvão).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a partir de agora, passamos a conversar com Colaço Ribeiro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até onde remontam as origens de “cante”?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como sabe, existem três vias para dar resposta a essa dúvida que nos surge sempre que queremos encontrar o momento, o local e o modo do surgimento do cante alentejano. Estudiosos da matéria apontam a génese do cante para a pratica coralista gregoriana, encontrando razões, pontos de convergência e similitudes que para eles são irrefutáveis. Outros, igualmente empenhados no estudo desta matéria, avançam como resposta a herança histórico-cultural legada pela presença árabe no nosso país e a sua abalada mais tardia do sul do país. Buscando e encontrando semelhanças, na forma de expressão vocal nossa e no cante mourisco….&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, outros há ainda que respondendo à mesma questão, negam ambas as explicações anteriores e apontam como fundamento da origem do cante alentejano a fixação pelas nossas gentes e a sua interpretação sistemática, de uma forma de polifonia onde se concentram e se exteriorizam os valores mais profundos da alma deste povo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quais as suas estruturas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No seu início, o cante tinha como palco o campo. Foi uma necessidade sentida pelos trabalhadores para lhes aconchegar o espírito e lhes aliviar o corpo. Nasceu nas idas e nas vindas do trabalho e cultivou-se na dureza da azáfama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cante nasceu em função do trabalho, burilou-se na sua execução, passou a ser instrumento do mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois prolongou-se caminhos fora e entrou nas vilas e nas aldeias. Continuou-se nas tabernas, apareceu nas festas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a sua função principal não era animar os folguedos. Nasceu da necessidade dos trabalhadores inventarem um bálsamo para as suas dores tantas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o cante era isso, um grito que aliviava, um suspiro que tornava menos amarga a dureza da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cante colectivo, o som projectado por tanta garganta em uníssono, dava uma sensação de força maior, que se acrescentava à outra que a fraqueza ia vencendo, quer debaixo do sol escaldante, quer sob uma qualquer intempérie para a qual não havia abrigo de jeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No trabalho esforçado para além dos limites das posses individuais, valia assim a presença do coro colectivo que emprestava ânimo e ajudava, no seu cadenciado, a vencer mares de searas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo se formava e tudo se dissolvia na ida e com o regresso das labutas, onde homens, mulheres e crianças marchavam juntos durante quilómetros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era essa a escola, era essa a vida do cante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só mais tarde, a partir da década de trinta, dentro das vilas, é que os Grupos corais começaram a ter alguma consistência organizativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em torno da figura de um bom cantador, começaram a esboçar-se os Grupos Corais que temos hoje. Com disciplina de posições, com organização e ensaios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mulher começa a aparecer no “cante”. A que se deve tal facto? A mulher também faz parte da tradição?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como atrás dissemos, as mulheres estiveram na génese do cante, lado a lado com os homens. Ombreavam no trabalho e aí, podiam cantar e cantavam juntos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a sequencia, digamos que urbana do cante, privou, durante décadas, as mulheres de assumirem o seu papel como intérpretes de uma “moda” que também era sua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dado o seu estatuto Sócio-Cultural, não frequentavam os lugares onde o cante se prolongou depois de desaparecer dos campos, afastado pela mecanização da agricultura. Por isso, só por isso, durante tanto tempo se fez o silêncio nas gargantas femininas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais tarde veio Abril e pouco a pouco foram-se abrindo os corações das mulheres para o cante, à medida que se iam também abrindo os horizontes dos seus direitos e as suas possibilidades de movimentação dentro do tecido social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizem-me que o cante nunca cantou a política. E quais eram os temas cantados?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de 74 o cante não podia abordar a temática política Algumas modas, porque as houve, mais ousadas eram proibidas e os seus interpretes castigados. Neste país, mesmo com fome não se podia gritar por pão. Mesmo tolhidos, não podiam clamar por liberdade. Assim, as modas, feitas e divulgadas nessa época, na sua generalidade, cantavam a vida, a contemplação, a nostalgia, o amor, a saudade, o trabalho, tinham uma função mais de expiação das mágoas do que de reivindicação de melhor sorte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo a seguir ao 25 de Abril, o cante e os corais foram notoriamente instrumentalizados para “enfeitarem” manifestações e comícios e as letras das modas, por essa via, sofreram, como não podia deixar de ser, durante algum tempo as influências diretas do momento político efervescente, reivindicativo e até quase conspirativo da altura, como nas modas “morreu Catarina, era comunista” e “oh reforma agrária, eu sonhei contigo...”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas depressa os Grupos retomaram o cancioneiro popular, continuando a cantar as modas que falavam da vida, da sua vida, do campo e da nostalgia de tempos idos, como na moda, “lembra-me o tempo passado, tudo se vai acabando, o boi puxando o arado e o almocreve cantando…”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São muitos os grupos de cante que existem na cintura de Lisboa. Quer avaliar este fenómeno?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a diáspora, embora tardia, dos alentejanos para fora da sua terra, levaram consigo a crença pelo cante e a falta que do mesmo também sentiam. O cante era para eles uma espécie de colo onde se embalavam com as suas contrariedades para amenizarem o viver. Sem ele, mesmo longe, não podiam viver. Ainda por cima, se lhes acrescentou a saudade, fazedora de angústias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daí que por toda a Grande Lisboa, onde poisaram, deram seguimento ao seu sentir rural, e cantaram. Mas só cantando juntos surtia o efeito desejado. E assim nasceram, vários, muitos grupos corais, prenhes de ruralismo, em zonas eminentemente industriais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual a influência, positiva ou negativa, do 25 de Abril no “cante”?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Julgamos que o 25 de Abril, libertando o povo de amarras e opressões, só podia ter influencia positiva em toda o seu existir. E o cante é uma expressão dessa mesma existência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todavia, com as influências da intromissão abusiva e não criteriosa da política activa nos corais, as coisas tremeram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lino Mendes&lt;br /&gt;De Portugal&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conselheiro Técnico da Associação de Folcloristas do Alto Alentejo e Conselheiro Técnico Regional (Alto Alentejo) da Federação do Folclore Português; Um dos fundadores e, Coordenador Técnico do Rancho Folclórico de Montargil, colaborador do jornal “Folclore”; há mais de 40 anos ligado ao Folclore e escreve para o Mundo Lusíada Online.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;In MUNDO LUSÍADA &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.mundolusiada.com.br/COLUNAS/ml_coluna_188.htm "&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Colocado no Facebook em 02 de Março de 2011&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/h3&gt;&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;h3 align="left"&gt;&lt;font color="3300ff"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;COMENTÁRIOS NO FACEBOOK:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jose Guerreiro Já agora, como pormenor e com referencia ao texto supra, o respondente a Lino Mendes é Colaço Guerreiro e não Colaço Ribeiros, como por lapso ficou escrito&lt;br /&gt;Quarta-feira às 0:24 · &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luis Milhano Grato, Amigo José Guerreiro, pela rectificação.&lt;br /&gt;Quarta-feira às 0:28 ·&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cantadeiras Alma Alentejana Já conhecíamos este artigo da sua publicação na Revista da Casa do Alentejo. Mas é sempre oportuno «rever a matéria dada», para mais em vésperas de um grande «exame». Sabemos que todos os olhares vão convergir para a Baixa de Lisboa e Casa do Alentejo. Também prevemos que nos irão apontar «n» falhas de organização, mas como um Grupo unido que somos nada tememos. Temos a confiança dos Grupos que convidámos e dos amigos no Facebook. Obg, vamos naturalmente partilhar. O Alentejo não tem fim!&lt;br /&gt;Quarta-feira às 0:29 · &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/h3&gt;&lt;/font&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7528806873735773434-3006897251225879441?l=alentejanosnofacebook.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alentejanosnofacebook.blogspot.com/feeds/3006897251225879441/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://alentejanosnofacebook.blogspot.com/2011/03/o-cante-alentejano-por-lino-mendes.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7528806873735773434/posts/default/3006897251225879441'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7528806873735773434/posts/default/3006897251225879441'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alentejanosnofacebook.blogspot.com/2011/03/o-cante-alentejano-por-lino-mendes.html' title='O CANTE ALENTEJANO - Por LINO MENDES'/><author><name>Luis Milhano (Lumife-Alvito)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17742420842631935865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='23' src='http://1.bp.blogspot.com/-qqFCe8ytvXo/TmXeK-VaMAI/AAAAAAAAAkw/I9f4dEYD7JI/s220/alentejanos.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7528806873735773434.post-8012212432953795651</id><published>2010-06-02T12:29:00.000+01:00</published><updated>2010-06-02T12:29:07.697+01:00</updated><title type='text'>Museu Regional do Vinho - Redondo-Alentejo-.wmv</title><content type='html'>&lt;object style="background-image:url(http://i2.ytimg.com/vi/i2JZysTTNJM/hqdefault.jpg)"  width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/i2JZysTTNJM&amp;amp;hl=pt_PT&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/i2JZysTTNJM&amp;amp;hl=pt_PT&amp;amp;fs=1" width="425" height="344" allowScriptAccess="never" allowFullScreen="true" wmode="transparent" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7528806873735773434-8012212432953795651?l=alentejanosnofacebook.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alentejanosnofacebook.blogspot.com/feeds/8012212432953795651/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://alentejanosnofacebook.blogspot.com/2010/06/museu-regional-do-vinho-redondo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7528806873735773434/posts/default/8012212432953795651'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7528806873735773434/posts/default/8012212432953795651'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alentejanosnofacebook.blogspot.com/2010/06/museu-regional-do-vinho-redondo.html' title='Museu Regional do Vinho - Redondo-Alentejo-.wmv'/><author><name>Luis Milhano (Lumife-Alvito)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17742420842631935865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='23' src='http://1.bp.blogspot.com/-qqFCe8ytvXo/TmXeK-VaMAI/AAAAAAAAAkw/I9f4dEYD7JI/s220/alentejanos.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7528806873735773434.post-3922057890034328987</id><published>2010-03-10T12:23:00.000Z</published><updated>2010-03-10T12:38:57.173Z</updated><title type='text'>OURIQUE</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_l3AYi9512z0/S5eQHd24uLI/AAAAAAAAAb8/03MfGdDfm9Y/s1600-h/205-MARIA+GUERREIRO+-+Ourique.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_l3AYi9512z0/S5eQHd24uLI/AAAAAAAAAb8/03MfGdDfm9Y/s320/205-MARIA+GUERREIRO+-+Ourique.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5446980732276226226" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;205-OURIQUE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foto de Maria Guerreiro&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7528806873735773434-3922057890034328987?l=alentejanosnofacebook.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alentejanosnofacebook.blogspot.com/feeds/3922057890034328987/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://alentejanosnofacebook.blogspot.com/2010/03/ourique_8639.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7528806873735773434/posts/default/3922057890034328987'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7528806873735773434/posts/default/3922057890034328987'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alentejanosnofacebook.blogspot.com/2010/03/ourique_8639.html' title='OURIQUE'/><author><name>Luis Milhano (Lumife-Alvito)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17742420842631935865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='23' src='http://1.bp.blogspot.com/-qqFCe8ytvXo/TmXeK-VaMAI/AAAAAAAAAkw/I9f4dEYD7JI/s220/alentejanos.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_l3AYi9512z0/S5eQHd24uLI/AAAAAAAAAb8/03MfGdDfm9Y/s72-c/205-MARIA+GUERREIRO+-+Ourique.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7528806873735773434.post-37471070715255734</id><published>2010-03-10T12:11:00.001Z</published><updated>2010-03-10T12:17:22.794Z</updated><title type='text'>EVORA</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_l3AYi9512z0/S5eNCxK-MQI/AAAAAAAAAb0/P_DxHXTXScI/s1600-h/206-EVORA-PORTAS+DE+AVIZ-1918+-+JOSE+ALBERTO+CAMARA+MANOEL.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 241px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_l3AYi9512z0/S5eNCxK-MQI/AAAAAAAAAb0/P_DxHXTXScI/s320/206-EVORA-PORTAS+DE+AVIZ-1918+-+JOSE+ALBERTO+CAMARA+MANOEL.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5446977353026515202" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;206-EVORA - Portas de Aviz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_l3AYi9512z0/S5eNCzA2pLI/AAAAAAAAAbs/YOeWYeoubjQ/s1600-h/203-LARGO+CAMOES-idem.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 95px; height: 130px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_l3AYi9512z0/S5eNCzA2pLI/AAAAAAAAAbs/YOeWYeoubjQ/s320/203-LARGO+CAMOES-idem.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5446977353520948402" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;203-EVORA - Largo Camões&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_l3AYi9512z0/S5eMiW-gzAI/AAAAAAAAAbk/SmAakIQez98/s1600-h/202-ASPECTO+DA+PR.GIRALDO-idem.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 249px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_l3AYi9512z0/S5eMiW-gzAI/AAAAAAAAAbk/SmAakIQez98/s320/202-ASPECTO+DA+PR.GIRALDO-idem.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5446976796239121410" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;202-EVORA - Aspecto Pr. Giraldo&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7528806873735773434-37471070715255734?l=alentejanosnofacebook.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alentejanosnofacebook.blogspot.com/feeds/37471070715255734/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://alentejanosnofacebook.blogspot.com/2010/03/evora_10.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7528806873735773434/posts/default/37471070715255734'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7528806873735773434/posts/default/37471070715255734'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alentejanosnofacebook.blogspot.com/2010/03/evora_10.html' title='EVORA'/><author><name>Luis Milhano (Lumife-Alvito)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17742420842631935865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='23' src='http://1.bp.blogspot.com/-qqFCe8ytvXo/TmXeK-VaMAI/AAAAAAAAAkw/I9f4dEYD7JI/s220/alentejanos.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_l3AYi9512z0/S5eNCxK-MQI/AAAAAAAAAb0/P_DxHXTXScI/s72-c/206-EVORA-PORTAS+DE+AVIZ-1918+-+JOSE+ALBERTO+CAMARA+MANOEL.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7528806873735773434.post-8664704959649684119</id><published>2010-03-10T12:01:00.001Z</published><updated>2010-03-10T12:04:49.116Z</updated><title type='text'>BALEIZÃO</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_l3AYi9512z0/S5eKNB8raBI/AAAAAAAAAbc/fTGMA-mgNTU/s1600-h/198-BALEIZAO-ALBORNOAS+BRANCAS-FATIMA+CARAPINHA.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_l3AYi9512z0/S5eKNB8raBI/AAAAAAAAAbc/fTGMA-mgNTU/s320/198-BALEIZAO-ALBORNOAS+BRANCAS-FATIMA+CARAPINHA.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5446974230793775122" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;198-BALEIZÃO - Albornoas Brancas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foto de Fátima Carapinha&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7528806873735773434-8664704959649684119?l=alentejanosnofacebook.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alentejanosnofacebook.blogspot.com/feeds/8664704959649684119/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://alentejanosnofacebook.blogspot.com/2010/03/baleizao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7528806873735773434/posts/default/8664704959649684119'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7528806873735773434/posts/default/8664704959649684119'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alentejanosnofacebook.blogspot.com/2010/03/baleizao.html' title='BALEIZÃO'/><author><name>Luis Milhano (Lumife-Alvito)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17742420842631935865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='23' src='http://1.bp.blogspot.com/-qqFCe8ytvXo/TmXeK-VaMAI/AAAAAAAAAkw/I9f4dEYD7JI/s220/alentejanos.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_l3AYi9512z0/S5eKNB8raBI/AAAAAAAAAbc/fTGMA-mgNTU/s72-c/198-BALEIZAO-ALBORNOAS+BRANCAS-FATIMA+CARAPINHA.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7528806873735773434.post-6899712383190600106</id><published>2010-03-10T11:58:00.000Z</published><updated>2010-03-10T11:59:34.967Z</updated><title type='text'>BARRANCOS</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_l3AYi9512z0/S5eJd9GoCBI/AAAAAAAAAbU/GazVkmbsNfs/s1600-h/197-BARRANCOS-FRANCISCA+LEITE.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 222px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_l3AYi9512z0/S5eJd9GoCBI/AAAAAAAAAbU/GazVkmbsNfs/s320/197-BARRANCOS-FRANCISCA+LEITE.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5446973422039468050" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;197-BARRANCOS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foto de Francisca Leite&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7528806873735773434-6899712383190600106?l=alentejanosnofacebook.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alentejanosnofacebook.blogspot.com/feeds/6899712383190600106/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://alentejanosnofacebook.blogspot.com/2010/03/barrancos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7528806873735773434/posts/default/6899712383190600106'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7528806873735773434/posts/default/6899712383190600106'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alentejanosnofacebook.blogspot.com/2010/03/barrancos.html' title='BARRANCOS'/><author><name>Luis Milhano (Lumife-Alvito)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17742420842631935865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='23' src='http://1.bp.blogspot.com/-qqFCe8ytvXo/TmXeK-VaMAI/AAAAAAAAAkw/I9f4dEYD7JI/s220/alentejanos.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_l3AYi9512z0/S5eJd9GoCBI/AAAAAAAAAbU/GazVkmbsNfs/s72-c/197-BARRANCOS-FRANCISCA+LEITE.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7528806873735773434.post-3972587371087182778</id><published>2010-03-10T00:18:00.002Z</published><updated>2010-03-10T12:41:25.169Z</updated><title type='text'>OURIQUE</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_l3AYi9512z0/S5eQHd24uLI/AAAAAAAAAb8/03MfGdDfm9Y/s1600-h/205-MARIA+GUERREIRO+-+Ourique.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_l3AYi9512z0/S5eQHd24uLI/AAAAAAAAAb8/03MfGdDfm9Y/s320/205-MARIA+GUERREIRO+-+Ourique.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5446980732276226226" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;205-OURIQUE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foto de Maria Guerreiro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_l3AYi9512z0/S3Vp0liULII/AAAAAAAAAaE/HvkZtw8n0YA/s1600-h/196-OURIQUE-15AGOSTO-MARIA+GUERREIRO.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_l3AYi9512z0/S3Vp0liULII/AAAAAAAAAaE/HvkZtw8n0YA/s320/196-OURIQUE-15AGOSTO-MARIA+GUERREIRO.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5437368477269896322" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;h4 align="center"&gt;&lt;font color="#990000"&gt;&lt;br /&gt;196-OURIQUE-15 AGOSTO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_l3AYi9512z0/S3Vp0Ss-lSI/AAAAAAAAAZ8/AWo7dKS3wfk/s1600-h/195-OURIQUE-MARIA+GUERREIRO.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 240px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_l3AYi9512z0/S3Vp0Ss-lSI/AAAAAAAAAZ8/AWo7dKS3wfk/s320/195-OURIQUE-MARIA+GUERREIRO.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5437368472214344994" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;195-OURIQUE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_l3AYi9512z0/S3Vp0Ik1avI/AAAAAAAAAZ0/UGhEKFstz1Y/s1600-h/194-ROSAS+DE+OURIQUE.MARIA+GUERREIRO.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_l3AYi9512z0/S3Vp0Ik1avI/AAAAAAAAAZ0/UGhEKFstz1Y/s320/194-ROSAS+DE+OURIQUE.MARIA+GUERREIRO.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5437368469495835378" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;194-ROSAS DE OURIQUE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_l3AYi9512z0/S3VpzvKt6JI/AAAAAAAAAZs/r6yZh0D09mw/s1600-h/193-OURIQUE-MARIA+GUERREIRO.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; 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TEOTÓNIO</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_l3AYi9512z0/S3VkOhh01DI/AAAAAAAAAYs/j-KTvuPURN4/s1600-h/185-S.TEOTONIO-PRAIA+DA+AMALIA-MIZE+FREIRE.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 180px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_l3AYi9512z0/S3VkOhh01DI/AAAAAAAAAYs/j-KTvuPURN4/s320/185-S.TEOTONIO-PRAIA+DA+AMALIA-MIZE+FREIRE.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5437362325800932402" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;185 - S.TEOTÓNIO - PRAIA DA AMÁLIA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_l3AYi9512z0/S3VkOBkst0I/AAAAAAAAAYk/EYP-TsZCx2g/s1600-h/184-S.TEOTONIO-FESTIVAL+DOS+MASTROS-MIZE+FREIRE.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_l3AYi9512z0/S3VkOBkst0I/AAAAAAAAAYk/EYP-TsZCx2g/s320/184-S.TEOTONIO-FESTIVAL+DOS+MASTROS-MIZE+FREIRE.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5437362317223049026" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;184 - S.TEOTÓNIO - FESTIVAL DOS MASTROS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fotos de MIZÉ FREIRE&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7528806873735773434-6372225902146840213?l=alentejanosnofacebook.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alentejanosnofacebook.blogspot.com/feeds/6372225902146840213/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://alentejanosnofacebook.blogspot.com/2010/03/s-teotonio.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7528806873735773434/posts/default/6372225902146840213'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7528806873735773434/posts/default/6372225902146840213'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alentejanosnofacebook.blogspot.com/2010/03/s-teotonio.html' title='S. TEOTÓNIO'/><author><name>Luis Milhano (Lumife-Alvito)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17742420842631935865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='23' src='http://1.bp.blogspot.com/-qqFCe8ytvXo/TmXeK-VaMAI/AAAAAAAAAkw/I9f4dEYD7JI/s220/alentejanos.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_l3AYi9512z0/S3VkOhh01DI/AAAAAAAAAYs/j-KTvuPURN4/s72-c/185-S.TEOTONIO-PRAIA+DA+AMALIA-MIZE+FREIRE.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7528806873735773434.post-1059773264532199996</id><published>2010-03-10T00:06:00.001Z</published><updated>2010-03-10T00:06:54.671Z</updated><title type='text'>ALENTEJO SOLIDÁRIO</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_l3AYi9512z0/S3VjgwCCnxI/AAAAAAAAAYc/TZ7wDfNsdv4/s1600-h/183-MANUEL+FALARDO.bmp"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 189px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_l3AYi9512z0/S3VjgwCCnxI/AAAAAAAAAYc/TZ7wDfNsdv4/s320/183-MANUEL+FALARDO.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5437361539420167954" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;h4 align="center"&gt;&lt;font color="#990000"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foto de MANUEL FALARDO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/h4&gt;&lt;/font&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7528806873735773434-1059773264532199996?l=alentejanosnofacebook.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alentejanosnofacebook.blogspot.com/feeds/1059773264532199996/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://alentejanosnofacebook.blogspot.com/2010/03/alentejo-solidario.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7528806873735773434/posts/default/1059773264532199996'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7528806873735773434/posts/default/1059773264532199996'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alentejanosnofacebook.blogspot.com/2010/03/alentejo-solidario.html' title='ALENTEJO SOLIDÁRIO'/><author><name>Luis Milhano (Lumife-Alvito)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17742420842631935865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='23' src='http://1.bp.blogspot.com/-qqFCe8ytvXo/TmXeK-VaMAI/AAAAAAAAAkw/I9f4dEYD7JI/s220/alentejanos.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_l3AYi9512z0/S3VjgwCCnxI/AAAAAAAAAYc/TZ7wDfNsdv4/s72-c/183-MANUEL+FALARDO.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7528806873735773434.post-3948265647428517418</id><published>2010-03-09T23:48:00.001Z</published><updated>2010-03-09T23:48:28.922Z</updated><title type='text'>PORTEL</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_l3AYi9512z0/S3VV0iQ8mCI/AAAAAAAAAWk/yYsAwSqByco/s1600-h/167-PORTEL-LEITAO+ANTONIO.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 223px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_l3AYi9512z0/S3VV0iQ8mCI/AAAAAAAAAWk/yYsAwSqByco/s320/167-PORTEL-LEITAO+ANTONIO.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5437346486159185954" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;h4 align="center"&gt;&lt;font color="#9900"&gt;&lt;br /&gt;167-PORTEL - FINAIS SEC. IXX&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_l3AYi9512z0/S3VV0OxmX5I/AAAAAAAAAWc/GeAZvCsoQN8/s1600-h/166-PORTEL+FINAIS+SEC+IXX-LEITAO+ANTONIO.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 226px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_l3AYi9512z0/S3VV0OxmX5I/AAAAAAAAAWc/GeAZvCsoQN8/s320/166-PORTEL+FINAIS+SEC+IXX-LEITAO+ANTONIO.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5437346480927432594" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;166 - PORTEL - FINAIS SEC. IXX&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fotos de LEITÃO ANTÓNIO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/h4&gt;&lt;/font&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7528806873735773434-3948265647428517418?l=alentejanosnofacebook.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alentejanosnofacebook.blogspot.com/feeds/3948265647428517418/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://alentejanosnofacebook.blogspot.com/2010/03/portel.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7528806873735773434/posts/default/3948265647428517418'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7528806873735773434/posts/default/3948265647428517418'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alentejanosnofacebook.blogspot.com/2010/03/portel.html' title='PORTEL'/><author><name>Luis Milhano (Lumife-Alvito)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17742420842631935865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='23' src='http://1.bp.blogspot.com/-qqFCe8ytvXo/TmXeK-VaMAI/AAAAAAAAAkw/I9f4dEYD7JI/s220/alentejanos.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_l3AYi9512z0/S3VV0iQ8mCI/AAAAAAAAAWk/yYsAwSqByco/s72-c/167-PORTEL-LEITAO+ANTONIO.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7528806873735773434.post-8877169943444635022</id><published>2010-03-09T23:38:00.000Z</published><updated>2010-03-09T23:39:00.682Z</updated><title type='text'>CUBA</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_l3AYi9512z0/S3VSGcTeIqI/AAAAAAAAAWU/F7FfxvOdCZs/s1600-h/165-CASA+DE+MONTE+PEDRAL-CUBA.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; 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